3 ideias sobre “Consultar especialistas pode atrasar o diagnóstico”
A luta pela medicina preventiva vem desde 1945 com os modelos de Centros de Saúde. Infelizmente, hoje em dia, o povo ainda acha que hospitais com equipamentos modernos e centros de especialidades são as únicas e mais eficazes soluções para a nossa situação precária de saúde. Quando vejo reportagens em minha cidade (Fortaleza-Ceara) falando da superlotação de hospitais de grande porte ou outros de especialidades, pergunto-me se a falta de informação a parcelas da população é algo inerente a ela ou se falta disponibilidade do profissional da ponta de chamar para si a responsabilidade de construir junto uma mudança de comportamento. Ainda não consegui chegar a uma resposta. E, infelizmente, hoje, não atuo na ponta, pois concordo plenamente Medicina de Família e Comunidade e Clínica Médica, com a visão abrangente de seus pacientes, pode fazer bem mais para nossa situação de saúde.
Cara Lenor, desculpe-me por não ter visto seu comentário mais cedo. A valorização cultural do especialista e da tecnologia dura é recorrente, ao menos nos países chamados ocidentais. A medicina preventiva, a medicina integral, e por fim a saúde comunitária ainda são contra-hegemônicos, mesmo com todo o investimento federal na estratégia Saúde da Família.
Minha esperança é a profissionalização da gestão pública da saúde nos municípios, aliada a um aumento das despesas federais com saúde. Acredito que tanto um quanto outro fortaleceriam a atenção primária no contexto do SUS.
Os planos de saúde em geral não valorizam a APS porque não precisam de eficiência. Para diminuir os custos basta comprometer o atendimento, através de co-pagamento, carência, seleção de clientela, e restrição da rede conveniada. A APS só terá espaço entre os planos de saúde quando o nível de exigência do poder público e dos consumidores aumentar.
A luta pela medicina preventiva vem desde 1945 com os modelos de Centros de Saúde. Infelizmente, hoje em dia, o povo ainda acha que hospitais com equipamentos modernos e centros de especialidades são as únicas e mais eficazes soluções para a nossa situação precária de saúde. Quando vejo reportagens em minha cidade (Fortaleza-Ceara) falando da superlotação de hospitais de grande porte ou outros de especialidades, pergunto-me se a falta de informação a parcelas da população é algo inerente a ela ou se falta disponibilidade do profissional da ponta de chamar para si a responsabilidade de construir junto uma mudança de comportamento. Ainda não consegui chegar a uma resposta. E, infelizmente, hoje, não atuo na ponta, pois concordo plenamente Medicina de Família e Comunidade e Clínica Médica, com a visão abrangente de seus pacientes, pode fazer bem mais para nossa situação de saúde.
Cara Lenor, desculpe-me por não ter visto seu comentário mais cedo. A valorização cultural do especialista e da tecnologia dura é recorrente, ao menos nos países chamados ocidentais. A medicina preventiva, a medicina integral, e por fim a saúde comunitária ainda são contra-hegemônicos, mesmo com todo o investimento federal na estratégia Saúde da Família.
Minha esperança é a profissionalização da gestão pública da saúde nos municípios, aliada a um aumento das despesas federais com saúde. Acredito que tanto um quanto outro fortaleceriam a atenção primária no contexto do SUS.
Os planos de saúde em geral não valorizam a APS porque não precisam de eficiência. Para diminuir os custos basta comprometer o atendimento, através de co-pagamento, carência, seleção de clientela, e restrição da rede conveniada. A APS só terá espaço entre os planos de saúde quando o nível de exigência do poder público e dos consumidores aumentar.
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