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4 ideias sobre “Bater não educa

  1. Eu só não gosto da ideia de substituir a educação por leis. Precisamos investir na educação dos pais para que estes eduquem bem os filhos. Não concordo com castigo físico, mas acho que a solução disso passa por outros caminhos.

    • Tenho impressão de que a regulamentação da proibição do fumo em locais fechados tenha fortalecido uma cultura contra o tabagismo passivo. Por isso, acredito que a lei da palmada possa contribuir para a mudança da cultura favorável aos castigos corporais. Mas também acho serem necessárias campanhas educativas, tanto para os pais quanto para os filhos, bem como um esclarecimento mais detalhado (e intensivo) para profissionais da saúde, da educação e da justiça (principalmente policiais).

  2. De fato, o assunto é bem polêmico.
    Eu, quando criança, nunca apanhei de meu pai. Mas o medo de apanhar me impediu de cometer muitos erros.
    Um marginal, com medo de ser preso, controla sua índole. Quando há sensação de impunidade (benefícios maiores que os custos),crimes são cometidos.
    Um conversa pode impor limites a uma criança, mas para outras, o medo da punição pode influenciar mais. Tenho vista na Tv, entrevistas com pais esclarecidos, com familias de interessantes condições econômicas. Mas será que a educação não está também sujeita a outros contextos, com o sócio-econômico, que se atacados, poderiam trazer melhores efeitos ?
    A partir da vigência da lei, se algum pai deixar de bater nos filhos será por acreditar nesta forma de educação ou por medo da punição ?

    abraços e obrigado pela visita em meu blog !

    • Eu é que agradeço a sua visita!

      Acredito que não precisa existir uma separação maniqueísta entre acreditar na lei e ter medo da punição. Ambos podem favorecer uma alteração do discurso e da prática dos pais, e isso com o passar do tempo pode ser transformado em convicções pessoais. Ou, pelo menos, eu espero.

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