4 ideias sobre “Pedofilia não é tudo a mesma coisa”
Conforme prometido, vim aqui com calma para ler o texto e concordar que apenas a pirotecnia do Malta não elucida o problema.
Com exceção do transtorno mental não manifestado propulsor da pedofilia, que deveria ser tratado mas não é porque decidimos implodir a nossa estrutura psiquiátrica, quando não é mais latente e se manifesta através de atos, será que o problema deve ser tratado como um caso exclusivamente de justiça?
Os governos não querem falar da dimensão psiquiátrica porque odeiam gastar dinheiro com manicômios judiciários, então, mais fácil para eles é empilhar as pessoas nas prisões até soltá-las novamente, para que cometam os mesmos crimes.
Isaías, na verdade não estou muito a par das ações de Magno Malta. É claro que ele faz um estardalhaço sobre a pedofilia, mas não tenho elementos para afirmar se ele efetivamente tem ações contra a pedofilia e se ele faz essa distinção entre transtorno mental e crime(s) em suas ações.
Nosso sistema de saúde mental melhorou em muito depois da desospitalização. A maioria dos manicômios não foi fechada (só) por falta de paciente, mas sim por conta dos abusos que foram descobertos. Sabe o filme Bicho de Sete Cabeças? Daí para pior.
O problema é que, de algumas décadas para cá, a cultura e a ciência avançaram muito e os profissionais de saúde mental começaram a cuidar de pessoas que antes eram tidas como anêmicas, preguiçosas ou excêntricas (por exemplo). Hoje em dia, se procurarmos direito, quase todo o mundo tem alguma coisa que poderia vir a justificar uma atenção profissional; mas a sociedade simplesmente não tem como bancar isso.
Falando em bom português, hospital é lugar para pessoas com transtornos mentais tão incapacitantes que poderiam colocar a vida da pessoa, ou de seus familiares e amigos, em risco caso a pessoa ficasse em casa. Inclusive os doentes mentais são melhor cuidados quando são internados em hospitais gerais do que em manicômios. Mas, fora esses casos, a maioria das pessoas não precisa de hospital, e mais importante ainda, a maioria das pessoas com algum transtorno mental é melhor atendida em ambulatório que em hospital.
O criminoso pode até ter algum transtorno mental, mas isso não significa que ele não seja imputável por seus crimes. Um esquizofrênico que mate a irmã por achar que ela o estava envenenando precisa de hospital; uma pessoa que mata outra sob efeito de entorpecente precisa de cadeia.
Acredito que a pedofilia não seja só a doença em si, mas um conjunto de fatores que um indivíduo pode ou não apresentar simultaneamente. Ele pode praticá-la e não ser doente. É uma questão tão delicada como a criação de leis para isso, mas a questão que abordei no blog é em relação á internet. Nela o assunto causa mais polêmica ainda, ainda mais no lado jornalístico que estou abordando.
Conforme prometido, vim aqui com calma para ler o texto e concordar que apenas a pirotecnia do Malta não elucida o problema.
Com exceção do transtorno mental não manifestado propulsor da pedofilia, que deveria ser tratado mas não é porque decidimos implodir a nossa estrutura psiquiátrica, quando não é mais latente e se manifesta através de atos, será que o problema deve ser tratado como um caso exclusivamente de justiça?
Os governos não querem falar da dimensão psiquiátrica porque odeiam gastar dinheiro com manicômios judiciários, então, mais fácil para eles é empilhar as pessoas nas prisões até soltá-las novamente, para que cometam os mesmos crimes.
Isaías, na verdade não estou muito a par das ações de Magno Malta. É claro que ele faz um estardalhaço sobre a pedofilia, mas não tenho elementos para afirmar se ele efetivamente tem ações contra a pedofilia e se ele faz essa distinção entre transtorno mental e crime(s) em suas ações.
Nosso sistema de saúde mental melhorou em muito depois da desospitalização. A maioria dos manicômios não foi fechada (só) por falta de paciente, mas sim por conta dos abusos que foram descobertos. Sabe o filme ? Daí para pior.
O problema é que, de algumas décadas para cá, a cultura e a ciência avançaram muito e os profissionais de saúde mental começaram a cuidar de pessoas que antes eram tidas como anêmicas, preguiçosas ou excêntricas (por exemplo). Hoje em dia, se procurarmos direito, quase todo o mundo tem alguma coisa que poderia vir a justificar uma atenção profissional; mas a sociedade simplesmente não tem como bancar isso.
Falando em bom português, hospital é lugar para pessoas com transtornos mentais tão incapacitantes que poderiam colocar a vida da pessoa, ou de seus familiares e amigos, em risco caso a pessoa ficasse em casa. Inclusive os doentes mentais são melhor cuidados quando são internados em hospitais gerais do que em manicômios. Mas, fora esses casos, a maioria das pessoas não precisa de hospital, e mais importante ainda, a maioria das pessoas com algum transtorno mental é melhor atendida em ambulatório que em hospital.
O criminoso pode até ter algum transtorno mental, mas isso não significa que ele não seja imputável por seus crimes. Um esquizofrênico que mate a irmã por achar que ela o estava envenenando precisa de hospital; uma pessoa que mata outra sob efeito de entorpecente precisa de cadeia.
Não tenho como ficar discorrendo mais sobre a reforma psiquiátrica, mas deixo uma sugestão de leitura (curta) para você ver que não tirei isso da minha cabeça: , divulgado em 30 de julho por Roberto Gordilho.
Isaías, levando em consideração seu interesse em Saúde Mental, sugiro conferir meus artigos e , bem como conferir os outros blogs agregados ao Planeta Saúde Brasil.
Acredito que a pedofilia não seja só a doença em si, mas um conjunto de fatores que um indivíduo pode ou não apresentar simultaneamente. Ele pode praticá-la e não ser doente. É uma questão tão delicada como a criação de leis para isso, mas a questão que abordei no blog é em relação á internet. Nela o assunto causa mais polêmica ainda, ainda mais no lado jornalístico que estou abordando.