CartaCapital destaca importância do médico de família e comunidade

Eu não poderia deixar de divulgar uma matéria da revista CartaCapital de 29 de junho sobre a importância do médico de família e comunidade — Nada como um médico de família. O texto de Rogério Tuma citou uma série de estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos; as conclusões giraram em torno da importância de se ter um médico generalista, que centralize os cuidados de saúde da pessoa e tenha acesso a todos os recursos necessários. Você pode conferir a íntegra da matéria no site da SBMFC, mas destaco um trecho abaixo:

Desses estudos tiramos a seguinte lição: ter um médico que conheça toda a sua história clínica e de sua família é fundamental. Esse médico precisa saber tudo o que acontece com você e deve ser o primeiro a ser consultado e a orientá-lo, mas, além das qualidades inerentes à atividade, esse profissional precisa ter a humildade de saber que não poderá resolver tudo e deverá ter um relacionamento profissional com bons especialistas que o ajudem em caso de problemas específicos.

O médico de família e comunidade atende a todas as faixas etárias e a problemas de saúde de todas as partes do corpo (e mente), daí ser chamado de generalista. No Reino Unido, inclusive, a especialidade é chamada de general practitioner. Mas, ao contrário do que chamamos no Brasil de clínico geral, o médico de família é especializado na atenção primária à saúde, resolvendo os problemas mais comuns e dividindo com outros especialistas o cuidado dos demais problemas.

Ainda são poucos os médicos brasileiros especializados em família e comunidade. No SUS existem dezenas de milhares de médicos que, apesar da falta de especialização, trabalham da forma descrita acima, na estratégia Saúde da Família. Nos planos de saúde a atenção à saúde tende a ser mais fragmentada, e é por isso que recomendo a todos que procurem consultar sempre o mesmo médico, ou seja, construam uma relação continuada com um médico de sua confiança.

(Obrigado a Tarcísio Sebastiany, médico de família e comunidade de Araraquara, por me contar sobre a matéria da revista CartaCapital.)

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