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	<title>Doutor Leonardo &#187; café</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Como parar de fumar</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 03:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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		<description><![CDATA[Um guia para quem quer parar de fumar sem necessidade de remédios ou consulta médica. <a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2008/suplementos/tabagismo/default.shtm">Dois anos atrás o Brasil já tinha mais ex-fumantes do que fumantes</a>. Mesmo assim, dezenas de milhões de brasileiros ainda são tabagistas, e se continuarem assim terão 10 anos de vida a menos do que se não fumassem. O propósito do <strong>Dia Mundial sem Tabaco</strong> é ajudar essas pessoas a mudar de situação, e este artigo é minha contribuição nesse sentido.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 242px"><img alt="Homem numa caixa de cigarro" src="http://leonardof.med.br/imagens/INCA_tabagismo_PUC_01_232x350.jpg" title="Dia Mundial sem Tabaco" width="232" height="350" /><p class="wp-caption-text">Fonte: INCA (divulgação)</p></div>
<p>A melhor forma de parar de fumar é <strong>buscar ajuda profissional</strong>. Os estudos comprovam que a associação de terapia cognitivo-comportamental, terapia de reposição de nicotina e bupropiona (ou outros medicamentos, como nortriptilina, clonidina e vareniclina) aumenta em muito as chances da pessoa conseguir abandonar o cigarro.</p>
<p>Mas nem todo mundo precisa, ou pode, passar por todo esse processo. Por isso, resolvi reunir aqui algumas dicas que podem ser aplicadas por qualquer pessoa.</p>
<p><span id="more-550"></span></p>
<p>O primeiro passo, como mencionei no artigo <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/">10 motivos para parar de fumar</a></cite>, é <strong>pesar as vantagens e desvantagens de parar de fumar</strong>. O procedimento é bem simples. Basta pegar uma folha de papel, traçar uma linha dividindo-a ao meio, e escrever num lado os motivos para parar de fumar, e no outro, os para continuar fumando. Além dos motivos para parar de fumar, também já escrevi uma <a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/">lista de motivos para fumar</a>, mas o importante é listar os motivos que realmente importam para a pessoa. Os motivos devem ser listados sem que a pessoa reflita muito sobre eles; no inicio, a prioridade é tornar as listas tão completas quanto for possível. Uma vez que os motivos já tenham sido colocados no papel, a pessoa deve parar para refletir sobre os mesmos, e tomar a decisão de parar de fumar ou não.</p>
<p>O segundo passo é <strong>escolher uma data para parar de fumar</strong>. O dia de hoje é sempre uma boa opção, mas pode ser semana que vem ou na outra. Mas escolher uma data muito distante, ou não escolher data alguma, é na prática adiar a decisão de parar de fumar. Tudo bem, a vida é da pessoa e ela tem o direito de continuar fumando, se assim quiser. Mas, para largar de verdade o cigarro, o melhor é escolher logo uma data próxima.</p>
<p>Outra decisão, que pode ser tomada junto à decisão acima, é <strong>escolher como parar de fumar</strong>: de uma só vez, ou aos poucos. Parar de fumar de uma só vez é simples: no dia escolhido a pessoa não fuma mais. Também é possível parar de fumar gradualmente, ao longo de poucos dias. Lembre-se de que a data para parar de fumar tem que ser no máximo duas semanas depois do dia em que a pessoa decidiu parar de fumar. Não vale ir diminuindo sem prazo.</p>
<p>Uma das formas mais populares de cessar o tabagismo gradualmente é atrasar 2 horas o primeiro cigarro, dia após dia. Se, por exemplo, a pessoa costuma fumar o primeiro cigarro do dia às 6 horas da manhã, ela pode começar a fumar às 8 da manhã num dia, e no dia seguinte às 10 da manhã, e por aí em diante. O processo pode ser continuado até chegar ao horário em que a pessoa vai dormir, mas na prática lá pelo quinto ou sétimo dia muitas pessoas já se sentem confiantes o suficiente para parar de fumar.</p>
<p>Existem algumas <strong>dicas</strong> que aumentam as chances do <cite>dia D</cite> funcionar. Uma é a pessoa contar para a família e os amigos que pretende parar de fumar. Às vezes a pessoa não está segura, e tem medo de ter que admitir que não conseguiu parar de fumar. Mas, se as pessoas mais próximas estiverem sabendo, elas poderão dar apoio quando for necessário. Como eu já disse, 80% dos fumantes gostariam de parar de fumar. Com certeza, ninguém vai oferecer cigarro para um amigo que está tentando parar.</p>
<p>Outra dica é transformar o <cite>dia D</cite> em um dia especial. Muitas pessoas podem passar por um verdadeiro luto pela perda do cigarro. Mas o cigarro não é um amigo de verdade, é uma droga, e por mais que a pessoa possa sentir a sua falta, a sua vida vai mudar para melhor. Como diz uma colega, <cite>Existe vida após o cigarro</cite>. Por isso, quando a pessoa for parar de fumar, é hora de jogar fora o isqueiro e o cinzeiro, lavar o cabelo, trocar a roupa de cama. O <cite>dia D</cite> merece comemoração. É dia de fazer compras, assistir a um filme, jogar futebol, fazer uma viagem&#8230;</p>
<p>As primeiras semanas são as mais difíceis, por causa da <strong>síndrome de abstinência da nicotina</strong>. Já descrevi os sintomas dessa síndrome no artigo <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/">10 motivos para fumar</a></cite>. Esses sintomas chegam ao seu máximo em um ou poucos dias, para então diminuir gradualmente ao longo de 2 a 4 semanas. A dica aqui é superar um dia de cada vez. A síndrome de abstinência é mais forte nas pessoas que fumavam mais de um maço de cigarros por dia, ou que fumam o primeiro cigarro do dia pouco após acordar. Além de largar o cigarro ao longo de poucos dias, como descrevi acima, outra forma de diminuir os sintomas da síndrome de abstinência é a terapia de reposição de nicotina. Para abreviar, deixo aqui o link para a <a href="http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B26511-1-0%5D.PDF">bula dos adesivos de nicotina</a> e para a <a href="http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B25780-1-0%5D.PDF">bula das gomas de nicotina</a>.</p>
<p>Depois da síndrome de abstinência ir embora, a pessoa ainda tem que lidar com a vontade de fumar por mais alguns meses, às vezes anos. Não é uma vontade constante, como nas primeiras semanas, mas algo que vem repetidamente, e geralmente de uma forma bem intensa: a <strong>fissura</strong>. Novamente, a fissura é um dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/">motivos que fazem a pessoa continuar fumando</a>. Uma das formas de lidar com a fissura é evitar, na medida do possível, as situações que dão vontade de fumar. Algumas pessoas, por exemplo, resolvem parar de tomar café ou beber cerveja, e outras passar a fugir de situações em que terão que sentir o cheiro da fumaça.</p>
<p>Outra forma é desviar a atenção para outra coisa. O truque é lembrar que a fissura dura só 5 minutos, 10 no máximo. Então a pessoa pode escolher com antecedência alguma coisa para passar o tempo quando vier a fissura. Serve quase qualquer coisa: fazer a unha, varrer o chão, fazer uma caminhada, ou jogar videogame. Por fim, quem tem vontade de fumar após uma refeição, ou um café, pode escovar os dentes usando pasta dental, porque um gosto não combina com o outro. Outras pessoas percebem que beber um copo d&#8217;água também serve para tapear a vontade de fumar.</p>
<p>Uma das maiores dificuldades de quem para de fumar é <strong>lidar com a ansiedade</strong>. Na verdade, quem não fuma nunca pensa em cigarro quando está estressado, mas para os fumantes a história é diferente. Eu ainda pretendo escrever um artigo sobre como lidar com a ansiedade, mas por hora deixo duas dicas simples. A primeira é praticar um exercício físico; isso aumenta as chances da pessoa conseguir parar de fumar, diminui o estresse, e ainda evita o ganho de peso. Outra forma de reduzir a ansiedade é praticar um exercício respiratório de relaxamento.</p>
<p>O exercício de relaxamento consiste em ficar numa posição confortável, fechar os olhos e respirar devagar, contando 4 segundos durante a inspiração, e 4 segundos durante a expiração. Isso deve ser feito durante 20 minutos, de manhã e de noite, e também pode ser repetido antes e depois de situações especialmente estressantes. Se a pessoa não puder praticar durante 20 minutos, 5 ou 10 já é melhor do que nada. Além disso, ao longo do dia é importante a pessoa reparar se não está respirando rápido demais. Uma respiração acelerada é capaz de causar tontura, dormência, e até ataques de pânico.</p>
<p>Outro problema para as pessoas que querem abandonar o tabagismo é o <strong>ganho de peso</strong>. Sendo sincero, quem para de fumar ganha peso, sim. Mas sejamos realistas. Só 80% das pessoas que param de fumar ganham peso, e a média é de menos de 4 quilos. Algumas pessoas ganham mais de 10 quilos, mas outras até emagrecem. Perdendo ou ganhando peso, essa alteração acontece apenas a curto prazo, ou seja, a pessoa não continua ganhando peso para sempre. Além disso, quem para de fumar costuma ganhar peso, mas isso também é verdade para a maioria das pessoas que continuam fumando. Por isso é que qualquer profissional de saúde vai confirmar o que estou dizendo: os quilos a mais fazem menos mal que o cigarro.</p>
<p>Uma das formas de evitar o ganho de peso já foi abordada: fazer exercícios físicos. Outra é ter uma alimentação saudável. Se a pessoa comer chocolate ou chupar bala quando estiver com vontade de fumar, é claro que vai ganhar muito peso. É importante comer de 3 em 3 horas, por exemplo com duas frutas de manhã e outras duas frutas à tarde, para não dar vontade de beliscar. Ainda pretendo escrever um artigo sobre como emagrecer, mas por enquanto apelo ao bom senso dos leitores. Ser acompanhado por um nutricionista também ajuda.</p>
<p>Com o passar do tempo, a pessoa começa a ter cada vez menos fissura, e um momento em que <strong>se sente imune ao tabaco</strong>. Infelizmente, praticamente não existe ex-fumante. Se a pessoa fumar um cigarro que seja, mesmo que num momento excepcional, corre um grande risco de voltar a sentir necessidade de fumar vários cigarros ao dia, como se nunca tivesse parado. Por isso existe o ditado: <cite>Evite o primeiro cigarro, e você evitará todos os outros.</cite></p>
<p>Nem todo mundo consegue largar o cigarro na primeira tentativa. Da mesma forma, uma parte das pessoas que param de fumar acaba <strong>voltando a fumar</strong>. Faz parte. Na verdade, existe até um lado positivo nisso. Pessoas que já tentaram parar de fumar uma vez têm mais facilidade para conseguir parar na tentativa seguinte. É uma questão da pessoa repetir o processo, começando por decidir se quer continuar fumando ou voltar a parar, e por aí em diante. Essa também pode ser uma boa hora de discutir o assunto com seu médico de confiança. (Quem tem plano de saúde muitas vezes divide as consultas médicas entre vários especialistas, e não tem um médico de confiança. Nesse caso, sugiro um psiquiatra.)</p>
<p>Esse é o quarto e último artigo de uma série que escrevi em comemoração ao <strong>Dia Mundial sem Tabaco 2010</strong>. Confira toda a sequência:</p>
<ul>
<li><cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/">10 motivos para fumar</a></cite></li>
<li><cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/">As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></cite></li>
<li><cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/">10 motivos para parar de fumar</a></cite></li>
<li><cite>Como parar de fumar</cite> (este artigo)</li>
</ul>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/' title='10 motivos para fumar'>10 motivos para fumar</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/' title='Como prevenir a osteoporose'>Como prevenir a osteoporose</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
</ul>
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		<title>10 motivos para fumar</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 03:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entenda o porquê de um em cada 6 brasileiros adultos fumar, mesmo sabendo que faz mal. <a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 31 de maio é o <strong>Dia Mundial Sem Tabaco 2010</strong>, e em sua comemoração o <cite>Doutor Leonardo</cite> traz uma série de quatro artigos sobre o tabagismo. Hoje em dia todo o mundo sabe que cigarro causa uma série de doenças (leia também: <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/"><cite>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do brasileiro</cite></a>), mas mesmo assim o Ministério da Saúde estima que 16% dos brasileiros adultos fumem ativamente (confira o <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_vigitel_2006_marco_2007.pdf">relatório</a>). O artigo de hoje é para os outros 84% dos brasileiros adultos, que não conseguem entender como aquele amigo ou parente consegue fumar mesmo sabendo que cigarro faz mal.</p>
<p><span id="more-448"></span></p>
<p>O motivo mais simples é a <strong>juventude</strong>. Sim, o tabagismo está diminuindo também entre adolescentes, mas quase todos os fumantes tragaram o primeiro cigarro antes dos 18 anos de idade. Nessa idade a pessoa é mais propensa a novas experiências, tem mais necessidade de aceitação social, e está criando uma identidade própria. Fica difícil negar um cigarro. No Brasil é proibido vender (ou dar) cigarro a menores de idade, mas todo o mundo sabe que o acesso é fácil. Existe até quem diga que a proibição torna o cigarro ainda mais atraente&#8230;</p>
<p>Além disso, quando começaram a fumar, a maioria dos fumantes de hoje também <strong>não sabiam que cigarro fazia mal</strong>. Na verdade, nas décadas de 30 a 40 os cientistas da Alemanha já tinham indícios dos malefícios do tabaco, mas depois da Segunda Guerra Mundial os americanos varreram esse conhecimento para baixo do tapete como coisa de nazista. Na década de 60, no entanto, já existiam estudos provando definitivamente que os cigarros causavam câncer de pulmão, por exemplo, mas esse tipo de estudo enfrentou uma oposição tão forte da indústria do tabaco que em 1994 as 7 maiores empresas do ramo nos EUA ainda se prestavam a dizer em público que nem cigarro, nem nicotina viciava. (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=jQUNk5meJHs">Assista ao vídeo</a>, em inglês.) A situação só foi revertida quando organizações governamentais e não-governamentais começaram a fazer propagandas caras sobre os malefícios do tabagismo.</p>
<p>Algumas características da pessoa também a tornam mais propensa a fumar. Os <strong>homens</strong>, por exemplo, ainda fumam mais que as mulheres: 20% deles são tabagistas, e só 13% delas. Mas essa diferença está diminuindo, porque existe cada vez menos restrição social ao tabagismo entre as mulheres (deixou de ser tabu), e por motivos pouco explicados os homens parecem ter mais facilidade de largar o cigarro que as mulheres. Além do sexo, a <strong>escolaridade</strong> também é muito importante. A proporção de fumantes entre as pessoas com pouco estudo é 1,5 a 2 vezes maior que entre as pessoas com mais estudo. Por fim, o local em que ela mora é muito importante. O número de fumantes em Porto Alegre, por exemplo, é mais de 2 vezes maior que aquele em Salvador, em relação ao número de habitantes. O <strong>Rio Grande do Sul</strong> é o estado brasileiro onde fica a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Souza_Cruz">Souza Cruz</a>, subsidiária da British American Tobacco que domina o mercado brasileiro há mais de 50 anos. A cultura do tabaco usa muita mão-de-obra, geralmente na forma de agricultura familiar, de forma que restrições ao tabagismo (mesmo que passivo) são encaradas como uma ameaça ao trabalho dessas famílias.</p>
<p>Agora sendo sincero, <strong>fumar é gostoso</strong>. Nunca fumei, mas de tanto ouvir os fumantes falar eu sou obrigado a acreditar. A nicotina é amarga que só, mas, quando chega ao cérebro, ativa a parte do prazer. É o mesmo efeito que outras drogas, como o álcool e a cocaína. Na década de 60 a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Morris_International">Philips Morris</a> começou a alterar o tabaco dos cigarros, introduzindo por exemplo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amoníaco">amônia</a>. A amônia aumenta a velocidade de absorção da nicotina dos pulmões (dizem alguns inclusive que fica mais rápido que uma injeção na veia), o que aumenta a capacidade de uma droga causar dependência. Hoje em dia todos os cigarros já usam esse tipo de artifício, basta perguntar a quem fuma há mais de 50 anos para saber se não houve diferença.</p>
<p>Quem tem <strong>dependência física</strong> de nicotina dificilmente fuma menos de 5 cigarros por dia. Isso porque, cerca de meia hora depois da pessoa ter fumado um cigarro, o organismo começa a eliminar a nicotina, e algumas horas depois quase tudo já foi eliminado. A pessoa pode então sentir dificuldade de concentração, ansiedade, insônia, depressão, aumento do apetite, desconforto abdominal e diminuição do ritmo cardíaco. E mais importante, a pessoa sente vontade de fumar, e sabe que, se fumar, esse sintomas vão embora. A gravidade da síndrome de abstinência varia de uma pessoa para outra, sendo pior principalmente em quem fuma mais de um maço por dia e/ou fuma o primeiro cigarro menos de 30 minutos depois de ter acordado.</p>
<p>Além da dependência física, o cigarro também causa <strong>dependência psicológica</strong>. À medida que o cigarro se torna algo familiar à pessoa, ela começa a enxergar nele um apoio para as horas de estresse, solidão ou tristeza. Algumas pessoas contam que, sem ter um maço por perto, ficam desesperadas, mas ao conseguir um cigarro, antes mesmo de acendê-lo já se sentem melhor. Um dia conheci, vejam só, um ex-tabagista que passou meses com um maço de cigarros no bolso para lhe dar segurança. O cigarro vira uma espécie de amigo, e já soube até de uma mulher que chamava o cigarro de <cite>meu amante</cite>.</p>
<p>A terceira forma de dependência é a <strong>associação</strong> entre o cigarro e determinadas situações. Grande parte dos fumantes, por exemplo, sente uma vontade intensa de fumar (a <cite>fissura</cite>) quando bebem café, e alguns tomam café quando já estão com vontade de fumar, para fazer <cite>boca de pito</cite>. Outras situações comuns em que a pessoa pode sentir fissura são as refeições, as relações sexuais, ou o uso de bebida alcoólica. Isso sem contar, claro, com o cheiro da fumaça do cigarro de outro fumante.</p>
<p>Durante séculos as pessoas achavam que o tabagismo era um estilo de vida, e não uma doença. Mas mesmo hoje em dia existem pessoas que usam o cigarro de propósito, para <strong>emagrecer</strong>. De fato, a nicotina diminui o apetite, assim como o fazem outras drogas como o álcool e a cocaína. Mais ainda, quando a pessoa para de fumar ela ganha, em média, 2 a 4 quilos. Essa quantidade varia de uma pessoa para outra; conheço gente que ganhou 10 ou até 20 quilos parando de fumar, mas também conheço pessoas que emagreceram. O mais incrível, acredito, são adolescentes que já fumavam ocasionalmente e que começam a fumar diariamente para emagrecer. O cigarro estraga dos dentes e envelhece a pessoa, mas cada um tem suas prioridades&#8230;</p>
<p>Outro motivo muito comum para a pessoa fumar é <strong>achar que parar faz mal</strong>. Até faz algum sentido: a pessoa tem 70 anos de idade, e fuma desde os 13, então não conhece outra vida. Pior ainda foi num bairro em que trabalhei. Todo o mundo se conhecia, e um idoso tinha morrido um ano após parar de fumar, então os outros fumantes ficaram ressabiados. De fato, no primeiro anos após parar de fumar, a mortalidade é maior que no grupo geral dos fumantes, mas isso só acontece porque as pessoas esperam ter um infarto ou descobrir um enfisema para resolver parar de fumar. Se essas pessoas não parassem de fumar, iam morrer até mais rápido, mas como elas param de fumar, vão parar nas estatísticas dos não-fumantes. Resumindo, parar de fumar faz bem para todo o mundo, independente de quanto tempo faz que a pessoa fuma, ou de qual idade a pessoa tenha.</p>
<p>E essa lista não estaria completa se eu não incluísse uma das afirmações que eu mais ouço: a <strong>dificuldade em parar de fumar</strong>. Muitas vezes, simplesmente por não acreditar ser capaz de parar de fumar, a pessoa se convence de que não quer mesmo parar de fumar, numa espécie de autodefesa contra o sentimento de impotência. Um motivo frequente para isso são as recaídas. Um ex-fumante que volte a fumar, ou que não consiga vencer os sintomas da síndrome de dependência, muitas vezes acredita que é <cite>fraco</cite>, e que não vai conseguir nunca parar de fumar. Na verdade, é bem pelo contrário, mas vou deixar para comentar o assunto nos próximos artigos.</p>
<p>Como eu disse acima, esse artigo foi escrito principalmente para os não-fumantes entenderem a cabeça dos fumantes. Mas, se você for fumante, por favor não se acanhe: deixe um comentário abaixo descrevendo os motivos que você percebe como mais importantes para você continuar fumando. E aproveite para enviar este artigo por e-mail, ou twitter, para aquele amigo ou parente seu que vive querendo mandar você parar de fumar.</p>
<p>Às quintas-feiras continuarei publicando artigos variados, mas cada segunda-feira publicarei um artigo novo sobre o tabagismo no Brasil. Confira os próximos títulos:</p>
<ul>
<li><cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/">As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></cite></li>
<li><cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/">10 motivos para parar de fumar</a></cite></li>
<li><cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/">Como parar de fumar</a></cite></li>
</ul>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/' title='10 motivos para parar de fumar'>10 motivos para parar de fumar</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/' title='Como prevenir a osteoporose'>Como prevenir a osteoporose</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
</ul>
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		<title>Como medir a pressão arterial</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/05/03/como-medir-a-pressao-arterial/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 03:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
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		<description><![CDATA[Para saber se a pessoa tem mesmo hipertensão arterial, é necessário tomar alguns cuidados ao medir pressão arterial. <a href="http://leonardof.med.br/2010/05/03/como-medir-a-pressao-arterial/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pressão alta é um dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/">fatores de risco mais importantes para a saúde do brasileiro</a>, e dia 26 de abril ensinei a <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/">prevenir e combater a hipertensão sem medicamentos</a>. (Se bem que agora nenhuma lista de sugestões está completa sem o <a href="http://www.abril.com.br/noticias/brasil/temporao-recomenda-sexo-combater-hipertensao-553118.shtml">sexo, sugerido pelo ministro da saúde</a>!) Essas orientações são válidas para todas as pessoas, mas mesmo seguindo-as à risca é importante medir a pressão pelo menos uma vez a cada dois anos, para descobrir precocemente se a pessoa está desenvolvendo hipertensão arterial. </p>
<p><a href="http://leonardof.med.br/imagens/SXC_220620_Sthetoscope_1600x1200.jpeg" class="broken_link"><img alt="Estetoscópio" src="http://leonardof.med.br/imagens/SXC_220620_Sthetoscope_320x240.jpeg" class="aligncenter" width="320" height="240" style="border:none" /></a></p>
<p>Medir a pressão arterial não é difícil, mas é como no caso da circunferência abdominal para <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">saber se a pessoa está com obesidade ou sobrepeso</a>: não dá para ensinar através deste site. O que eu posso fazer é dar algumas orientações necessárias para que a pressão medida pelo aparelho realmente reflita a pressão do sangue nas artérias da pessoa. Essas orientações, retiradas das <cite>Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial</cite>, são importantes tanto para quem tem a pressão medida por outra pessoa quanto para quem mede a própria pressão com um aparelho eletrônico.</p>
<p><span id="more-422"></span></p>
<p>Aí vai:</p>
<ul>
<li>Usar roupa sem manga, ou com manga larga, porque o ideal é não haver roupa entre o aparelho e o braço.</li>
<li>Não praticar exercícios físicos 90 minutos antes de medir a pressão arterial.</li>
<li>Não fumar, nem beber café ou bebida alcoólica nos 30 minutos anteriores.</li>
<li>Ir ao banheiro (esvaziar a bexiga) antes de medir a pressão.</li>
<li>Esperar pelo menos 5 minutos em ambiente calmo antes de medir a pressão.</li>
<li>Sentar na cadeira numa postura relaxada, com as costas no encosto, os pés apoiados no chão (não precisa tirar o sapato!) e as pernas descruzadas.</li>
<li>Apoiar o braço em alguma superfície, na altura do coração, com a mão para cima, e com o cotovelo um pouco dobrado.</li>
</ul>
<p>Se a pressão arterial for medida por um profissional, a pessoa não deve falar com ele durante a medição, para não atrapalhar.</p>
<p>Se a pessoa pretende medir a pressão em casa, é importante discutir com o médico qual o tamanho certo de manguito (aquela parte que fica ao redor do braço) e em qual braço a pressão deve ser medida.</p>
<p>A pressão arterial ótima é menor do que 12 por 8, mas até 13 por 8,5 está normal. Se a pessoa tiver a pressão maior que isso, é necessário seguir as orientações de <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/">estilo de vida para controlar a pressão arterial</a>, e marcar consulta com um médico para conferir se existe necessidade de fazer algum exame e/ou tomar algum medicamento.<br />
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		<title>Como prevenir a osteoporose</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 03:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
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		<category><![CDATA[filtro solar]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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		<description><![CDATA[As recomendações incluem uma dieta balanceada, exposição ao sol, exercícios físicos, não fumar, e não consumir bebidas alcoólicas em café em excesso. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A osteoporose é uma doença em que os ossos ficam mais frágeis, aumentando muito o risco de fraturas espontâneas ou em seguida a pequenos acidentes como quedas. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a osteoporose não dói. O que causa a dor é a <em>osteoartrose</em>; o nome é parecido mas a doença é  bem diferente. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/">Como prevenir a artrite (osteoartrose)</a></cite>.)</p>
<p>Mais do que prevenir a osteoporose, o importante é prevenir as fraturas. Isso inclui o tratamento da osteoporose, bem como a prevenção de quedas nas pessoas que tenham ou possam ter osteoporose, como os idosos. Nesse artigo, vou abordar principalmente a prevenção da osteoporose em si, mas algumas dessas medidas também são capazes de prevenir as fraturas em quem já tem osteoporose.</p>
<p>As orientações abaixo são baseadas principalmente em estudos com mulheres que já tiveram a menopausa, mas se aplicam a todas as faixas etárias e sexos, em maior ou menor grau. Em especial, ter um esqueleto saudável na adolescência parece ser um fator de proteção contra a osteoporose na terceira idade. Além disso, um estudo mostrou que o aumento da ingestão de cálcio aumenta a velocidade de crescimento de crianças e adolescentes.</p>
<p><span id="more-242"></span></p>
<p>O primeiro passo para a prevenção da osteoporose e das fraturas por osteoporose é uma dieta rica em <strong>cálcio</strong>, especialmente na infância, adolescência e terceira idade. A fonte mais divulgada de cálcio são o leite e seus derivados, mas as verduras também são ricas em cálcio (especialmente as folhas verdes-escuras), assim como peixes, leguminosas (feijão, soja, grão-de-bico etc.) e frutas oleaginosas como a castanha-do-pará e a noz. Um levantamento da Unicamp apurou que a folha de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caruru_%28planta%29">caruru</a> é o alimento brasileiro mais rico em cálcio (mais de três vezes mais que o leite), seguido pela pescadinha e pelo queijo. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/24/10-passos-para-uma-alimentacao-saudavel/" rel="bookmark">10 passos para uma alimentação saudável</a></q>.) O cálcio também pode ser ingerido na forma de cápsulas, especialmente para idosos asilados, com idade muito avançada ou excessivamente magros.</p>
<p>O metabolismo do cálcio é influenciado por uma série de nutrientes, sendo o principal deles a <strong>vitamina D</strong>. Ela pode ser encontrada no leite e na gema do ovo, mas sua principal fonte é a radiação ultravioleta B. Acontece que essa mesma radiação causa câncer de pele, e mesmo filtro solar que previne o câncer de pele também diminui a eficácia da exposição ao sol na prevenção da osteoporose. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/02/10/10-dicas-para-o-uso-efetivo-do-filtro-solar/" rel="bookmark">10 dicas para o uso efetivo do filtro solar</a></q>.) Nenhum estudo científico que eu saiba pesou os prós e os contras nessa situação, mas faz sentido para idosos e mulheres a partir da menopausa pegar sol deixar de usar filtro solar antes das 10 horas ou depois das 16 horas (horário de verão). Outra opção é usar vitamina D na forma de cápsula, o que comprovadamente previne não apenas a osteoporose, mas <a href="http://consciencianodiaadia.com/2009/10/02/suplementacao-de-vitamina-d-em-altas-doses-reduz-o-risco-de-queda-em-idosos-diz-estudo/">também quedas</a>, pelo menos em idosos asilados.</p>
<p>Outro nutriente importante são as <strong>proteínas</strong>. Não importa se a fonte é animal, como a carne, o ovo e o leite, ou se é vegetal, como as leguminosas. Por outro lado, o <strong>sal de cozinha</strong> diminui a absorção do cálcio no intestino, especialmente em mulheres após a menopausa.</p>
<p>Existia uma suspeita de que <strong>cereais</strong> poderiam contribuir para a osteoporose, mas isso não é verdade. Os cereais integrais reduzem a absorção de cálcio no intestino, mas também reduzem as perdas de cálcio na urina, e no fim das contas não previnem nem provocam a osteoporose. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/02/24/nutricionistas-alertam-para-riscos-da-racao-humana/" rel="bookmark">Nutricionistas alertam para riscos da Ração Humana</a></q>.)</p>
<p>O consumo excessivo de <strong>álcool</strong> está aumenta o risco de fratura, considerando <cite>uso excessivo</cite> como mais de 14 doses de álcool por semana, onde uma dose de álcool significa uma lata de cerveja, uma taça de vinho, ou 50 ml de bebida destilada. O consumo moderado de álcool (4 a 7 doses por semana) parece estar associado a um risco de fratura menor do que não beber, mas ainda existe alguma controvérsia.</p>
<p>O uso excessivo de <strong>café</strong> também aumenta o risco de osteoporose, especialmente se a dieta for pobre em cálcio. Café em excesso, nesse caso, significa consumir mais de 4 xícaras de café por dia, com 50 ml em cada xícara. Além disso, a cafeína também é encontrada na <cite>Coca-Cola</cite> e outros refrigerantes, bem como no chocolate, no chá mate e nos chás preto, verde e branco.</p>
<p>Já no caso do <strong>tabaco</strong>, não existem doses seguras. Um cigarro por semana já aumenta de forma perceptível o risco de uma série de doenças, e a osteoporose é uma das inúmeras doenças causadas pelo tabagismo. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>; <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/" rel="bookmark">Como parar de fumar</a></q>.)</p>
<p>Por fim, a <strong>atividade física</strong> é um grande fator de proteção contra a osteoporose, em todas as faixas etárias. No caso dos adolescentes, a atividade física aumenta a resistência do esqueleto, enquanto nos idosos é capaz de impedir ou diminuir o enfraquecimento. Os melhores exercícios físicos para a prevenção e tratamento da osteoporose são os que envolvem movimentos contra resistência, como a musculação, a natação e a hidroginástica, mas exercícios aeróbicos como caminhada e dança também ajudam.</p>
<p>Os leitores fiéis do blog já sabem que a falta de atividade física e o uso excessivo de álcool são dois dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/">fatores de risco mais importantes para os brasileiros</a>. Além disso, vários dos alimentos ricos em cálcio ou proteínas também são capazes de controlar o peso, a pressão arterial, e os níveis de açúcar e colesterol no sangue. É por isso que, mais do que prevenir uma ou outra doença, ter um estilo de vida saudável é uma questão de promover a própria saúde.</p>
<p>Referências: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_climaterio.pdf">Ministério da Saúde</a>, <cite lang="en"><a href="http://www.biomed.cas.cz/physiolres/pdf/58%20Suppl%201/58_S7.pdf">Physiological Research</a></cite>, <cite lang="en"><a href="http://www.ajcn.org/cgi/content/full/88/2/513S">American Journal of Clinical Nutrition</a></cite>, <cite lang="en"><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2692368/">American Journal of Medicine</a></cite>.<br />
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</ul>
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