Por que os homens morrem mais cedo?

Hoje se completa um ano desde que o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional da Saúde do Homem. (Leia a nota publicada em 2009.) Todo o mundo o mundo viu na televisão o que os médicos já sabiam havia muito tempo: o homem morre mais cedo que a mulher. Quando a política foi lançada, a expectativa de vida ao nascer dos homens era estimada em 7,6 anos a menos que a das mulheres.

O engraçado é que os homens morrem mais cedo, mas adoecem menos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um homem brasileiro que nascesse em 2002 teria uma uma expectativa de passar 13,0% de sua vida, ou seja, 8,5 anos com algum grau de incapacidade (que é uma forma de medir a gravidade das doenças). Já uma mulher que nascesse naquele mesmo ano teria uma expectativa de passar 9,8 anos com incapacidade, ou seja 13,6% de sua expectativa total de vida.

A maioria dos consultórios médicos recebe mulheres com muito mais frequência do que homens. Além de adoecer mais, as mulheres vão ao médico com mais facilidade que os homens, seja por motivos culturais, seja por motivos trabalhistas. Quando o agente comunitário de saúde visita uma família, é quase sempre a mulher que o atende, mesmo que o homem esteja em casa.

Pensando em ajudar todos a olhar um pouco mais para a saúde do homem, trago aqui uma análise dos 10 principais fatores de risco para a saúde do homem brasileiro. Para dar uma dimensão da importância de cada fator de risco, anotei entre parênteses a proporção da carga de doença da população masculina que é causada por aquele fator de risco.

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Como saber se você está com depressão

Todo o mundo fica triste de vez em quando. Acontece algo ruim, ou simplesmente a gente está num mal dia, e de repente tudo parece pior ou sem graça. Isso nos permite reavaliar nossas decisões, economizar nossas energias e até atrair ajuda. Mas em alguns casos a pessoa não se sente capaz de resolver seus problemas, que vão crescendo cada vez mais, realimentando um ciclo vicioso que chamamos de depressão.

Homem idoso lamentando desesperadamente

No Limiar da Eternidade. Pintado por Vincent van Gogh poucos dias antes de cometer suicídio.

A depressão não é pouca coisa. Na verdade, a depressão é a doença que mais tira anos de vida saudáveis dos brasileiros. No caso das mulheres, é ainda pior: 11% de toda a carga de doença é devida à depressão. Essa carga de doença é medida na forma de anos de vida perdidos por morte precoce, com um acréscimo pelo grau de incapacidade das pessoas que sobrevivem com a doença, multiplicando pelo número de pessoas afetadas. (Leia também: Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil.)

Para fins práticos, o critério mais importante para diferenciar a tristeza-normalidade da depressão-doença é a duração. Quando o estado depressivo ultrapassa duas semanas, a chance da pessoa se recuperar sozinha nos próximos dias é cada vez menor. E o mais importante, os tratamentos disponíveis não adiantam para os tristes, mas sim para os deprimidos.

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Quem tem risco de ter diabetes mellitus

Existem sintomas típicos de diabetes, mas o ideal é fazer o diagnóstico precoce, antes da doença começar a se manifestar. Os exames periódicos de sangue são ainda mais importante para as pessoas com algum fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.

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Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil

Semana passada publiquei um artigo sobre os 10 maiores fatores de risco para a saúde das mulheres brasileiras, levando em consideração não apenas o risco individual das pessoas afetadas, mas também o número de mulheres afetadas. Pois bem, dessa vez trago a vocês uma lista semelhante, mas com os principais fatores de risco para a saúde de toda a população brasileira, não apenas das mulheres. (Leia também: Por que os homens morrem mais cedo?.)

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Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher

As mulheres têm uma presença constante na assistência à saúde, seja como profissionais, seja como pacientes. Qualquer antessala de médico tem duas vezes mais mulheres que homens. Por isso, aproveito o Dia Internacional da Mulher para divulgar quais são os fatores de risco modificáveis que mais tiram anos de vida e que mais trazem incapacidade para as mulheres brasileiras.

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