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	<title>Doutor Leonardo &#187; colesterol</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Beber com moderação está associado a menor risco de infarto</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/04/25/beber-com-moderacao-esta-associado-a-menor-risco-de-infarto/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 03:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem consome bebidas alcoólicas com moderação tem menor risco de doença coronariana — e agora? <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/25/beber-com-moderacao-esta-associado-a-menor-risco-de-infarto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existem dúvidas de que o uso moderado do álcool, em comparação ao uso excessivo, diminui o risco de infarto agudo do miocárdio e vários outros problemas de saúde. O problema está na comparação entre o uso moderado e a abstinência, ou seja, entre beber pouco e não beber. Há algumas décadas vários estudos têm mostrado que as pessoas que consomem bebidas alcoólicas (não apenas vinho) com moderação têm menor risco de infarto que as pessoas abstinentes, ou seja, que não bebem nem um pouco. Mas&#8230; será que deveríamos recomendar a estas pessoas que bebam pelo menos um pouco? Dois estudos publicados dia 22 de fevereiro no <cite lang="en">British Medical Journal</cite> resumem o progresso da ciência no sentido de responder a essa questão.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/cyclonebill/2222603991/"><img alt="Cerveja Ravnsborg Rød sendo servida numa tulipa" src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_2222603991_480x320.jpeg" title="Ravnsborg Rød, por cyclonebill. Publicada sob a licença Creative Commons BY-SA 2.0. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="427" height="320" /></a></p>
<p>O <a href="http://www.bmj.com/content/342/bmj.d671.full">primeiro artigo</a> resumiu os estudos que observaram ao longo do tempo o efeito do álcool sobre a saúde do aparelho circulatório. Foram 84 estudos, e acompanharam ao todo mais de 3 milhões de pessoas, ao longo de 2,5 a 35 anos, nos <abbr title="Estados Unidos da América">EUA</abbr>, Canadá, vários países da Europa, Austrália, Nova Zelândia, Japão e China. Essa revisão da literatura científica comprovou que o uso moderado do álcool, em relação ao não uso, está associado a:</p>
<p><span id="more-2280"></span></p>
<ul>
<li>Um risco 25% menor de morte por doenças cardíacas e circulatórias de uma forma geral;</li>
<li>Um risco 29% menor de desenvolver doença coronariana (infarto, angina; também chamada de doença isquêmica do miocárdio);</li>
<li>Um risco 25% menor de morte por doença coronariana;</li>
</ul>
<p>Não houve associação com o risco de desenvolver ou morrer por <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame), ao contrário do que acontece ao se comparar com o uso excessivo de álcool.</p>
<p>O tipo de bebida alcoólica não se mostrou relevante, ou seja, o consumo moderado de vinho teve o mesmo efeito do consumo moderado de outras bebidas alcoólicas. Repare que essa comparação foi feita levando em consideração que a concentração de álcool varia entre as bebidas alcoólicas; para saber mais, leia meu artigo <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark" title="Você sabe beber com moderação?">Você sabe beber com moderação?</a></q>.</p>
<p>O <a href="http://www.bmj.com/content/342/bmj.d636.full">segundo artigo</a>, realizado pelo mesmo grupo de pesquisadores, resumiu os estudos sobre a relação entre o uso do álcool e os exames de laboratório sabidamente associados ao risco de doença coronariana. Foram 44 estudos, em que os pesquisadores sortearam quais pessoas consumiriam álcool com moderação e quais ficariam abstinentes. Foram 1500 pessoas ao total, e os períodos de acompanhamento foram na casa das semanas.</p>
<p>Em resumo, o uso moderado do álcool aumenta os níveis de de colesterol <abbr title="lipoproteína de alta densidade">HDL</abbr> e de adiponectina, e diminui os níveis de fibrinogênio. Novamente, o efeito é o mesmo para todos os tipos de bebida alcoólica, respeitando as diferenças de concentração de álcool.</p>
<p>Interpretando em conjunto os dois artigos, temos hoje em dia motivos muito fortes para acreditar que o uso moderado do álcool diminua o risco cardiovascular da pessoa, principalmente no que diz respeito ao coração. (Se você é profissional de saúde, leia a discussão do primeiro artigo, em que a causalidade é discutida à luz dos critérios de Hill.) Mas por que, então, nenhuma autoridade recomenda às pessoas que não deixem de consumir um pouco de bebida alcoólica?</p>
<p>Primeiro, ainda não temos certeza de que consumir álcool realmente reduza o risco de doenças cardíacas e circulatórias. Sim, as pessoas que usam álcool com moderação têm menor risco que as que não usam álcool, mas talvez não seja realmente por causa do álcool. Temos motivos para acreditar que as pessoas que não consomem nenhum pouco de álcool sejam, em média, menos saudáveis que as que consomem álcool com moderação. Dessa forma, o risco cardiovascular reduzido poderia ser consequência de menores níveis de saúde prévios, e não do consumo moderado de álcool. Boa parte dos estudos tenta descontar esse efeito, mas é impossível fazer isso completamente num estudo de observação. A única forma de resolver essa dúvida é fazer um estudo de intervenção, como aqueles sobre os exames de laboratório, mas com mais pessoas (dezenas de milhares) e anos (e não semanas) de acompanhamento.</p>
<p>Além disso, nem só de aparelho circulatório vivem as pessoas. O consumo de álcool está associado a dezenas de doenças, e em quase todos os casos se acredita que o uso moderado do álcool aumente, ainda que só um pouco, o risco em comparação a não beber. Dessa forma, mesmo que o risco de infarto seja efetivamente reduzido pelo consumo moderado de álcool, é importante saber como fica a somatória.</p>
<p>Por fim, uma mensagem do tipo &#8220;não fique sem beber, use álcool com moderação&#8221; aumentaria (ainda mais) a aceitação social do uso do álcool, e isso poderia aumentar a parcela da população que usa álcool em excesso. Não é apenas suposição; as sociedades mais tolerantes com o uso do álcool são aquelas que mais sofrem com seu uso excessivo. No Brasil, por exemplo, <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil">o uso excessivo de álcool é o fator de risco modificável que mais causa morte precoce e incapacidade</a>, e é o principal <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark" title="Por que os homens morrem mais cedo?">responsável pelos homens viverem menos que as mulheres</a>.</p>
<p>No fim das contas, ainda não existem motivos fortes o suficiente para que as pessoas se obriguem a consumir pelo menos um pouco de bebida alcoólica toda semana. A abstinência ainda é considerada, junto do <a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark" title="Você sabe beber com moderação?">consumo moderado</a>, uma forma de baixo risco de consumo de álcool.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/' title='Suplementos com cálcio parecem causar infarto'>Suplementos com cálcio parecem causar infarto</a></li>
</ul>
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		<title>Dicas de leitura: exame de colesterol, licença para comer ovo</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/04/22/dicas-de-leitura-exame-de-colesterol-licenca-para-comer-ovo/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2011/04/22/dicas-de-leitura-exame-de-colesterol-licenca-para-comer-ovo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo não encontra relação entre consumo de ovos e mortalidade por infarto e derrame. <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/22/dicas-de-leitura-exame-de-colesterol-licenca-para-comer-ovo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog <cite>Medicina de Família</cite> publicou recentemente dois artigos que certamente interessarão a boa parte dos leitores do <cite>Doutor Leonardo</cite>:</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/2011/04/omelete-sem-culpa.html">Omelete sem culpa</a></strong> — Um <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20633314">estudo</a> com dados do terceiro <cite lang="en">National Health and Nutrition Examination Survey</cite> não encontrou relação entre o consumo de ovos e o risco de morte por doença isquêmica do miocárdio (infarto e seus amigos) ou doença isquêmica cerebral (<abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr>).</li>
<li><strong><a href="http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/2011/04/dosagem-seriada-de-colesterol-ha.html">Dosagem seriada de colesterol: há indicação?</a></strong> — Esse artigo fui eu quem escreveu, mas pedi a eles que publicassem porque é voltado para médicos. (Prefiro publicar aqui material que também seja interessante para as pessoas em geral.) Em resumo, dois estudos realizados em contextos diferentes mostraram que a variabilidade dia-a-dia do colesterol é tão grande que, se solicitarmos o exame em intervalos menores que 3 anos, a maior parte da variação de um exame para o outro terá sido por imprecisão, e não por mudanças verdadeiras no metabolismo do colesterol.</li>
</ul>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/04/25/beber-com-moderacao-esta-associado-a-menor-risco-de-infarto/' title='Beber com moderação está associado a menor risco de infarto'>Beber com moderação está associado a menor risco de infarto</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/' title='Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão'>Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Ter uma saúde perfeita não é normal</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 03:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apenas um entrevistado, dentre 1933, cumpria todos os 7 componentes de uma vida saudável. <a href="http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 2 mil norte-americanos de meia-idade responderam a um questionário sobre o quão saudável era seu estilo de vida. O resultado é ainda pior do que se esperava: apenas <strong>um</strong>, dos 1933 entrevistados, apresentava os 7 componentes de uma vida saudável do ponto de vista cardiovascular (cardíaco e circulatório). Em média, os brancos tinham 2,6 componentes do estilo de vida saudável, enquanto os negros estavam ainda pior, com uma média de apenas 2,0 componentes.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/guga_amorim/5118257688/"><img alt="Radiografia de tórax, com o espaço dos pulmões em vermelho." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_5118257688_320x320.jpeg" title="Pulmões sanguíneos, por Gustavo Amorim. Distribuído sob a licença Creative Commons BY-NC 2.0 genérica. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="320" height="320" /></a></p>
<p>A <a href="http://circ.ahajournals.org/cgi/content/abstract/CIRCULATIONAHA.110.980151v1">pesquisa</a> é melhor entendida no contexto do projeto da <span lang="en">American Heart Association</span>: <q>Até 2020, melhorar a saúde cardiovascular de todos os [norte-]americanos em 20%, reduzindo em 20% as mortes cardiovasculares e por derrame.</q> Para fins desse projeto, a saúde cardiovascular (do coração e da circulação) é medida através do cumprimento dos 7 critérios a seguir:</p>
<p><span id="more-2178"></span></p>
<ul>
<li>Nunca ter fumado, ou ter parado de fumar há pelo menos um ano. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/">10 motivos para parar de fumar</a></q>.)</li>
<li>Índice de massa corporal (IMC) menor do que 25 (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li>Pelo menos 150 minutos de atividade física moderada (p. ex., caminhar rapidamente) por semana ou 75 minutos de atividade física vigorosa.</li>
<li>Atender a pelo menos 4 dos 5 componentes de uma alimentação saudável. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/">Como está sua alimentação?</a></q>.)</li>
<li>Ter um colesterol total menor que 200 mg/dL.</li>
<li>Ter uma pressão arterial menor do que 12 por 8. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li>Ter uma glicemia (açúcar no sangue) de jejum menor do que 100 mg/dL. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
</ul>
<p>A pesquisa traz um resultado muito claro: por esses critérios, quase ninguém é perfeitamente saudável. E agora?</p>
<p>Você sempre pode entender isso como um recado para faltar ao trabalho e ir ao médico, fazer uma bateria de exames, e começar a tomar uma série de remédios para tentar ficar saudável de novo. Se você não for muito chegado em médico, pode começar a ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo, e não fumar — com um pouco de sorte, o resto é consequência.</p>
<p> Essa não é uma abordagem de todo errada, mas tem uma série de limitações:</p>
<ul>
<li>Mudar a alimentação é muito difícil. A maioria das pessoas volta a ganhar peso 3 a 12 meses depois de ter começado a dieta, reeducação alimentar ou como quer que você chame isso.</li>
<li>Ter uma pressão arterial menor que 12 por 8 é melhor do que ter a pressão menor que 14 por 9. Mas, quando a pessoa já tem hipertensão arterial, ou seja, sua pressão é maior que 14 por 9, existe um bocado de controvérsia sobre o quanto sua pressão arterial precisa ser diminuída.</li>
<li>Ainda não se tem certeza se o controle do <q>pré-diabetes</q>(glicemia de jejum entre 100 ou 125) reduz o risco cardiovascular.</li>
</ul>
<p>Você e seu médico têm uma importância enorme para a sua saúde, mas não é só isso. Algumas coisas precisam ser resolvidas em nível coletivo para os efeitos surgirem em nível individual. Por exemplo, <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/20/de-onde-vem-o-sal-que-voce-consome/">você ainda precisa reduzir o sal da sua comida</a>, mas a <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/30/industria-alimenticia-vai-reduzir-sal-e-acucar-de-seus-produtos/" title="Indústria alimentícia vai reduzir sal e açúcar de seus produtos">diminuição do sal nos alimentos industrializados</a> ajuda muito, até para o seu paladar começar a se acostumar com comida menos salgada. O resultado é que a <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/" title="Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão">pressão arterial de todo o mundo diminui</a>; as pessoas de baixo risco ficam com o risco ainda menor, e as pessoas de alto risco acabam escapando de precisar tomar um punhado de comprimidos no café da manhã. O mesmo tipo de raciocínio se aplica para outros componentes do estilo de vida saudável.</p>
<p>Mas eu acredito que a maior lição dessa pesquisa é para nós, médicos. A pessoa completamente saudável é quase um mito. A maioria das pessoas está no meio caminho. Ao invés de tratar os fatores de risco como se fossem doenças, tentando extirpá-los um a um, nossa missão é ajudar as pessoas a caminhar no sentido de uma vida mais saudável, levando suas prioridades sempre em consideração.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/' title='Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher'>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/' title='Quem tem risco de ter diabetes mellitus'>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
</ul>
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		<title>Por que os homens morrem mais cedo?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 03:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As causas incluem fatores de risco como uso de álcool, tabagismo, pressão alta e falta de aleitamento materno. <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje se completa um ano desde que o Ministério da Saúde lançou a <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33061">Política Nacional da Saúde do Homem</a>. (Leia a <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&#038;id_area=124&#038;CO_NOTICIA=10490" title="MS lança Política Nacional de Saúde do Homem">nota publicada em 2009</a>.) Todo o mundo o mundo viu na televisão o que os médicos já sabiam havia muito tempo: o homem morre mais cedo que a mulher. Quando a política foi lançada, a expectativa de vida ao nascer dos homens era estimada em 7,6 anos a menos que a das mulheres.</p>
<p>O engraçado é que os homens morrem mais cedo, mas adoecem menos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um homem brasileiro que nascesse em 2002 teria uma uma expectativa de passar 13,0% de sua vida, ou seja, 8,5 anos com algum grau de incapacidade (que é uma forma de medir a gravidade das doenças). Já uma mulher que nascesse naquele mesmo ano teria uma expectativa de passar 9,8 anos com incapacidade, ou seja 13,6% de sua expectativa total de vida.</p>
<p>A maioria dos consultórios médicos recebe mulheres com muito mais frequência do que homens. Além de adoecer mais, as mulheres vão ao médico com mais facilidade que os homens, seja por motivos culturais, seja por motivos trabalhistas. Quando o agente comunitário de saúde visita uma família, é quase sempre a mulher que o atende, mesmo que o homem esteja em casa.</p>
<p>Pensando em ajudar todos a olhar um pouco mais para a saúde do homem, trago aqui uma análise dos 10 principais fatores de risco para a saúde do homem brasileiro. Para dar uma dimensão da importância de cada fator de risco, anotei entre parênteses a proporção da <em>carga de doença</em> da população masculina que é causada por aquele fator de risco.</p>
<p><span id="more-1044"></span></p>
<ul>
<li><strong>Uso de álcool</strong> (15,2%) — Apesar do álcool uso moderado do álcool ter um aparente efeito protetor para a doença cardíaca isquêmica (angina, infarto cardíaco) e para a forma isquêmica da doença cerebrovascular (mais conhecida como <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> ou derrame), existem dezenas de doenças para as quais quanto mais álcool pior, mesmo se a pessoa não for alcoolista. Não é segredo que os homens bebem muito mais do que as mulheres. O resultado é que o sexo masculino sofre 6,0 vezes as consequências que o sexo feminino sofre pelo uso excessivo do álcool. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Tabagismo</strong> (4,2%) — Outro fator de risco tradicionalmente ligado ao gênero masculino. Mesmo com a proporção cada vez maior de mulheres entre os fumantes, a carga de doença decorrente do uso do tabaco nos homens é 2,6 vezes a carga das mulheres. Como os efeitos deletérios do tabagismo demoram a aparecer, espera-se que essa diferença diminua sensivelmente ao longo das próximas décadas. Em maio escrevi uma série de artigos sobre o assunto: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para fumar</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/" rel="bookmark">As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/" rel="bookmark">Como parar de fumar</a></q>.</li>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong> (3,5%) — Apesar de ser o terceiro fator de risco que mais contribui para a carga de doença do homem brasileiro, o excesso de peso traz ainda mais consequências para a população feminina. Dessa forma, não é pela obesidade que os homens morrem antes que as mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong> (3,3%) — O ideal seria que todo o mundo tivesse a pressão menor do que 12 por 8. Acima disso, aumenta cada vez mais o risco de AVC, infarto cardíaco, amputação e várias outras doenças cardiovasculares (do coração e dos vasos sanguíneos). Como todo o mundo vai morrer um dia, o importante não é saber qual vai ser a causa de morte. Mas, quando o risco de uma doença aumenta, aumenta também o risco da pessoa ter uma morte ou incapacidade precoce, o que se traduz em menos anos de vida saudáveis. No Brasil os homens têm 20% mais carga de doença causada pela pressão arterial do que as mulheres, presumidamente pela dificuldade em fazer acompanhamento médico. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong> (3,1%) — Assim como no caso da pressão arterial, quanto menor a glicemia (o nível de glicose no sangue), menor o risco da pessoa desenvolver complicações cardiovasculares nos próximos anos. Há dois meses escrevi três artigos sobre o assunto: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/">Conheça os sintomas do diabetes mellitus</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/">Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>. O diabetes e o pré-diabetes trazem ainda mais consequências para a saúde da população feminina do que para a da masculina, então não é por causa disso que os homens morrem mais cedo.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong> (2,3%) — A alimentação do bebê deve ser completamente constituída pelo leite materno até completar 6 meses de idade; a partir daí os alimentos da família devem ser introduzidos gradualmente, mas mantendo o aleitamento materno 2 a 3 vezes ao dia até pelo menos os 2 anos de idade. A interrupção precoce do aleitamento materno implica em maior mortalidade infantil e em menores de 5 anos de idade, e a carga disso para a saúde dos homens é 1,2 vez a carga para a saúde da mulher. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo sem camisinha</strong> (2,2%) — Relações sexuais sem preservativo podem trazer doenças sexualmente transmissíveis e/ou Aids, mas para a mulher o risco é ainda maior. Algumas mulheres tentam abortar gravidezes indesejadas, e pela clandestinidade as tentativas de aborto podem levar ao óbito materno. (Assista a essa <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/09/como-se-prevenir-contra-a-aids/" rel="bookmark" title="Como se prevenir contra a AIDS">propaganda bem-humorada sobre o uso da camisinha</a>.)</li>
<li><strong>Uso de drogas ilícitas</strong> (2,2%) — A maior consequência do uso problemático de cocaína (e crack), anfetaminas e opioides é a morte precoce. Os 2,2% que citei só incluem sobredose (<q lang="en">overdose</q>), suicídio, trauma (homicídio, acidentes de trânsito e outros) e infecção pela Aids; e não incluem o uso da maconha. A somatória desses problemas nos homens é 2,5 vezes a somatória das mulheres.</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong> (2,1%) — O excesso de colesterol é um dos principais fatores de risco para a doença cardíaca isquêmica, além de outras doenças do aparelho circulatório. E o problema surge uns 5 anos mais cedo para os homens, que por isso têm uma carga de doença atribuída ao colesterol cerca de 40% maior que a das mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/" rel="bookmark">Como está sua alimentação?</a></q>)</li>
<li><strong>Fatores de risco ocupacionais</strong> (2,1%) — O adoecimento ou falecimento decorrente do trabalho é muito maior no sexo masculino: a carga de doença atribuída é 5,8 vez aquela do sexo feminino. Mas as consequências variam muito de um lugar para o outro, e de uma ocupação para a outra.</li>
</ul>
<p>A carga de doença é uma forma de expressar o impacto de uma doença ou fator de risco. Esse impacto é medido em anos de vida perdidos (quando mais precoce a morte, pior), e ajustado para o grau de incapacidade das pessoas que não morrem mas têm que conviver com a doença ou uma consequência da mesma. Quanto maior o número de pessoas afetadas, maior a carga de doença. Já expliquei o conceito com mais detalhes nos artigos <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark">Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></q> e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/" rel="bookmark">Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></q>.</p>
<p>Assim como nesses dois outros artigos, os números são para toda a América Latina, e não apenas para o Brasil. Segunda-feira publico um novo artigo com a lista das <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil">10 principais doenças do homem brasileiro</a>, desta vez com dados exclusivamente nacionais. Até lá!<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/' title='Quem tem risco de ter diabetes mellitus'>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></li>
</ul>
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		<title>Indústria farmacêutica pode ter manipulado estudo com o Crestor</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/08/15/industria-farmaceutica-pode-ter-manipulado-estudo-com-o-crestor/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A rosuvastatina não é capaz de prevenir infartos e AVC em pessoas sem colesterol alto ou doença cardiovascular. <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/15/industria-farmaceutica-pode-ter-manipulado-estudo-com-o-crestor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A rosuvastatina (Crestor) é um medicamento do grupo das estatinas. Assim como sinvastatina, atorvastatina e outras, a rosuvastatina é capaz de diminuir os níveis de colesterol no sangue, e em alguns casos até de diminuir a mortalidade cardiovascular (por problemas cardíacos e circulatórios). De dois anos para cá a a rosuvastatina virou moda, em grande parte por causa de um estudo que mostrou uma diminuição pela metade no risco de infarto agudo do miocárdio (enfarte do coração) e de acidente vascular cerebral (AVC, derrame) em pessoas com níveis normais de colesterol.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.flickr.com/photos/fillmorephotography/259502894/"><img alt="Várias pílulas saindo de uma caixinha derrubada aberta sobre uma mesa" src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_259502894_320x214.jpeg" title="Pílulas" width="320" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">© Michael Chen (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.pt_BR' title='Licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica'>alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<p>O problema é que, em 28 de junho de 2010, o <cite lang="en">Archives of Internal Medicine</cite> publicou um <a href="http://archinte.ama-assn.org/cgi/content/abstract/170/12/1032" title="Michel de Lorgeril e colaboradores. Cholesterol Lowering, Cardiovascular Diseases, and the Rosuvastatin-JUPITER Controversy. A Critical Reappraisal. Archives of Internal Medicine, volume 170, número 12, 28 de junho de 2010.">novo estudo</a>, em que outra equipe de pesquisadores reanalisou os dados da pesquisa anterior, e chegou à conclusão de que <q>os resultados do experimento não dão suporte ao uso de estatinas para a prevenção [...] de doenças cardiovasculares, e levanta questões perturbadoras com relação ao papel dos patrocinadores comerciais.</q> (Fonte: <a href="http://www.kevinmd.com/blog/2010/08/jupiter-trial-data-influenced-astrazeneca-favor-crestor.html" title="Charles Bankhead: Was JUPITER trial data influenced by AstraZeneca to favor Crestor?">KevinMD.com</a>.)</p>
<p><span id="more-1091"></span></p>
<p>O laboratório AstraZeneca detém a patente do Crestor, e patrocionou o estudo JUPITER, aquele que mostrou uma proteção da rosuvastatina contra infarto e AVC em pessoas com colesterol normal. O laboratório também <q>coletou os dados e monitorou os locais do estudo</q>, e ainda teria algum tipo de relação financeira com 9 dos 14 autores do estudo. O autor principal do estudo, por sua vez, detém a patente de um exame de proteína C reativa, exame esse que foi usado para selecionar as pessoas que participaram no estudo como cobaias.</p>
<p>Os autores do novo estudo apontaram uma série de inconsistências no JUPITER, e chegaram ao ponto de dizer que <q>o conjunto de dados parece enviesado</q>, ou seja, deturpado. Vou poupar meus leitores dos detalhes de metodologia científica, mas quem quiser pode seguir os <span lang="en">links</span> fornecidos anteriormente.</p>
<p>Quando eu resolvi escrever este artigo, eu tinha dois objetivos. O primeiro deles era fazer uma ponte com outro artigo, publicado no blog <cite>Medicina de Família</cite>: <q><a href="http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/2010/08/estudos-patrocinados-pelos-laboratorios.html">Estudos patrocinados pelos laboratórios têm viés de achados positivos</a></q>. Nele, Leonardo Savassi nos conta sobre uma pesquisa científica mostrando que os estudos clínicos patrocinados por laboratórios farmacêuticos têm mais chance de terem resultados positivos, ou seja, de mostrarem que o medicamento funciona.</p>
<p>Mas o principal objetivo era dividir com meus leitores um ditado que aprendi nas minhas primeiras semanas da faculdade de Medicina. Recapitulando, acabou de sair um estudo que jogou um balde de água fria nos cardiologistas que começaram a prescrever Crestor a torto e a direito. Pois bem, o ditado é mais ou menos assim: <q>Na Medicina, a gente não deve ser nem o primeiro, nem o último a aderir a uma novidade.</q></p>
<p>Se você leu este artigo até aqui, acredito que também se interessará por outro: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/11/nem-sempre-e-melhor-prevenir-do-que-remediar/" rel="bookmark" title="Nem sempre é melhor prevenir do que remediar">Nem sempre é melhor prevenir do que remediar</a>.</q><br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/04/22/dicas-de-leitura-exame-de-colesterol-licenca-para-comer-ovo/' title='Dicas de leitura: exame de colesterol, licença para comer ovo'>Dicas de leitura: exame de colesterol, licença para comer ovo</a></li>
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</ul>
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		<title>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 03:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os fatores de risco incluem idade, história familiar, obesidade, sedentarismo, doenças cardiovasculares, pré-diabetes e outros. <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Conheça os sintomas do diabetes mellitus">sintomas típicos de diabetes</a>, mas o ideal é fazer o diagnóstico precoce, antes da doença começar a se manifestar. Os exames periódicos de sangue são ainda mais importante para as pessoas com algum fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.</p>
<p><span id="more-651"></span></p>
<p>Alguns fatores de risco não podem ser modificados pela pessoa: a <strong>idade</strong>, por exemplo. A partir dos 45 anos o diabetes mellitus fica cada vez mais frequente. Da mesma forma, ter um <strong>pai ou mãe com diabetes</strong> aumenta as chances da pessoa desenvolver a doença em algum ponto de sua vida. No caso das mães, ter tido <strong>diabetes gestacional</strong> ou um filho nascido com mais de 4 kg são fatores de risco adicionais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Central_Obesity_011.jpg"><img alt="Adolescente obeso (146 quilos) com obesidade central, visto de lado" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Commons_Central_Obesity_011_320x316.jpeg" title="Obesidade central" width="320" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href='http://commons.wikimedia.org/wiki/User:FatM1ke' title='User:FatM1ke'>FatM1ke</a> (domínio público)</p></div>
<p>Mas também existem fatores de risco modificáveis, como a <strong>falta de atividade física</strong> e o excesso de peso, especialmente na dita <cite><strong>obesidade central</strong></cite>, em que a gordura se deposita dentro da barriga. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark">Como saber se você está acima do peso ideal</a></cite>.) Um estudo recente, publicado na Revista Panamericana de Saúde Pública, mostrou que mais da metade da carga de doença do diabetes mellitus seria evitado se todos os brasileiros tivessem um peso ideal. <cite>Carga de doença</cite>, aqui, é o impacto da doença sobre a saúde da população, medida na forma de anos de vida perdidos por morte precoce ou invalidez.</p>
<p>Além disso, a pessoa com certas doenças tem maior risco de diabetes. Esse é o caso da <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_do_ov%C3%A1rio_polic%C3%ADstico">síndrome do ovário policístico</a></strong> e de doenças do aparelho circulatório como a <strong>hipertensão arterial</strong> e algumas <strong>doenças cardíacas</strong>. Outro fator de risco são os níveis de gordura no sangue: o excesso de <strong>triglicerídios</strong> e a falta de <strong>colesterol HDL</strong> (que é o colesterol bom).</p>
<p>Ironicamente, ter diabetes mellitus também aumenta o risco da pessoa ter essas doenças, e todas compartilham uma série de fatores de risco em comum, reforçando ainda mais a associação. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></cite>.)</p>
<p>Fazer exames periódicos permite descobrir não apenas o diabetes, mas também o <strong>pré-diabetes</strong>, que é um meio-termo entre a normalidade e o diabetes. Uma pessoa com pré-diabetes tem cerca de 25% de chance de um dia desenvolver diabetes, a não ser que tome uma providência para prevenir a doença.</p>
<p>Semana que vem publico o terceiro e último artigo desta série: <cite>Como prevenir o diabetes mellitus</cite>.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/' title='Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher'>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></li>
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</ul>
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		<title>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 03:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os principais fatores de risco do brasileiro são o uso de álcool, o sobrepeso e obesidade, e a pressão alta, entre outros. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada publiquei um artigo sobre <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">os 10 maiores fatores de risco para a saúde das mulheres brasileiras</a>, levando em consideração não apenas o risco individual das pessoas afetadas, mas também o número de mulheres afetadas. Pois bem, dessa vez trago a vocês uma lista semelhante, mas com os principais fatores de risco para a saúde de toda a população brasileira, não apenas das mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark">Por que os homens morrem mais cedo?</a></q>.)</p>
<p><span id="more-126"></span></p>
<ul>
<li><strong>Uso de álcool</strong>: Enquanto o alcoolismo (dependência do álcool) atinge <cite>só</cite> 9% da população adulta brasileira, o conjunto de pessoas usando álcool em excesso, ou em situações impróprias, é imenso. As principais consequências são os transtornos mentais (inclusive depressão), os acidentes de trânsito e a violência. Isso sem mencionar derrame cerebral, infarto e outros problemas circulatórios, e, é claro, a cirrose hepática. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong>: Individualmente, é pior ser obeso do que ter sobrepeso, mas o número de pessoas com sobrepeso é maior, então no total as consequências do sobrepeso são ainda maiores que as da obesidade. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong>: A pré-diabetes e a diabetes têm como consequência não apenas infarto e derrame, que podem matar na hora, mas também sequelas como amputação, cegueira e necessidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemodi%C3%A1lise">hemodiálise</a>. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Conheça os sintomas do diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong>: Quanto mais alta a pressão arterial, pior. Pressão arterial menor que 12 por 8 não é baixa, é ótima. Assim como no caso da obesidade, as pessoas com pressão arterial menor que 14 por 9 (ponto de corte para o uso de medicamentos) respondem por mais da metade da carga de doença decorrente da pressão alta. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso do tabaco</strong>: As principais consequências do tabagismo (ativo ou passivo) são o câncer (de pulmão e vários outros), o enfisema (associado à bronquite crônica) e doenças circulatórias como o infarto cardíaco. Fazer o paciente parar de fumar é uma das intervenções médicas mais eficientes para preservar a vida saudável do paciente, mesmo levando em consideração que a maioria não consegue parar. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/" rel="bookmark">Como parar de fumar</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo não seguro</strong>: Transar sem camisinha é um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo. Essa é a principal causa do aumento progessivo dos casos de AIDS no Brasil, que começou entre homossexuais e usuários de drogras injetáveis, mas que hoje é principalmente transmitida por relação sexual entre homem e mulher. Vale lembrar que hoje em dia nem os idosos estão imunes. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/09/como-se-prevenir-contra-a-aids/" rel="bookmark">Como se prevenir contra a AIDS</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de atividade física</strong>: O sedentarismo propicia o surgimento de várias doenças, entre as quais o infarto, o derrame cerebral, a diabete, o câncer de intestino grosso e o câncer de mama. Além disso, a <a href="http://consciencianodiaadia.com/2010/01/26/atividade-fisica-e-receita-de-sucesso-para-um-envelhecimento-com-saude/">atividade física é capaz de evitar algumas doenças específicas da velhice</a>.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong>: O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade é capaz de prevenir não apenas infecções respiratórias, diarreia, e alergias, mas também pressão alta, glicose alta, colesterol alto e sobrepeso/obesidade. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de água tratada, esgoto e higiene</strong>: Existem inúmeras doenças transmissíveis que poderiam ser eliminadas ou muito diminuídas (dependendo da doença) simplesmente melhorando esse item tão básico. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/29/eleicoes-2010-como-usar-seu-voto-para-prevenir-a-dengue/" rel="bookmark">Eleições 2010: como usar seu voto para prevenir a dengue</a></q>.)</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong>: Apesar de existir colesterol bom e colesterol ruim, a maioria das pesquisas que mostram o impacto do colesterol na saúde das populações usa apenas o valor total. E o colesterol total é como a pressão, quanto maior, pior. E, mais uma vez, mais da metade do estrago do colesterol acontece em quem não tem ele tão alto assim.</li>
</ul>
<p>As informações são da Organização Mundial de Saúde, em sua última publicação sobre os principais responsáveis pela <cite>carga de doença</cite> mundial. Essa carga de doença é calculada pela perda de anos de vida saudáveis, levando em consideração o número de pessoas afetadas, a precocidade da morte, e o grau de incapacidade (no caso dos que não morrem da doença). Um problema desse estudo é que a relevância dos fatores de risco foi estimada para grupos de países, não países isolados. Dessa formam os dados que apresento acima não são exatamente brasileiros, mas sim da América Latina. Quando eu publicar a lista das principais doenças, os dados serão exclusivos para o Brasil.</p>
<p>É interessante observar que os fatores de risco estão intimamente associados entre si. A falta de frutas, verduras e legumes na dieta não figura entre os 10 maiores fatores de risco, mas esses alimentos são capazes de combater sobrepeso/obesidade e vários outros fatores listados acima. (Leia também, do vizinho <cite>ConsCiência no Dia-a-Dia</cite>: <a href="http://consciencianodiaadia.com/2009/06/26/estudo-revela-quais-sao-as-maiores-estrelas-da-dieta-mediterranea/">Estudo revela quais são as maiores estrelas da dieta mediterrânea</a>.)</p>
<p>Como deixei transparecer em alguns comentários acima, para melhorar os níveis de saúde da população brasileira não basta abordar as pessoas de alto risco, como os obesos ou hipertensos (pessoas com pressão alta). Todas as pessoas podem se beneficiar através da melhoria de quaisquer fatores de risco que tenham, mesmo que estejam em valores intermediários. É aí que entram as propagandas, os impostos sobre álcool e tabaco, a construção de locais públicos para a prática de exercício físico, e por aí em diante.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/' title='As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)'>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</a></li>
</ul>
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		<title>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 03:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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		<description><![CDATA[Sobrepeso e obesidade, glicose alta e pressão alta estão entre os principais fatores de risco para a saúde da mulher brasileira. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres têm uma presença constante na assistência à saúde, seja como profissionais, seja como pacientes. Qualquer antessala de médico tem duas vezes mais mulheres que homens. Por isso, aproveito o Dia Internacional da Mulher para divulgar quais são os fatores de risco modificáveis que mais tiram anos de vida e que mais trazem incapacidade para as mulheres brasileiras.</p>
<p><span id="more-108"></span></p>
<ul>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong>: Esse é um dos poucos fatores de risco que afeta mais as mulheres que os homens. Apesar da obesidade, definida como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_massa_corporal"><abbr title="índice de massa corporal">IMC</abbr></a> maior que 30, ser mais grave que o sobrepeso (IMC entre 25 e 30), este traz uma carga de doença ainda maior, porque existem mais pessoas com sobrepeso que obesas. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong>: A diabetes e a pré-diabetes são um dos maiores problemas de saúde pública, causando morte e incapacidade não apenas através da diabetes em si, mas também através de uma série de doenças como o derrame (<cite>acidente vascular cerebral</cite>) e o infarto. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong>: Quanto maior a pressão, maior o estrago. Ter pressão de 16 por 10 é pior que 14 por 9, que é pior que 12 por 8, que é pior que 10 por 7. Pessoas com pressão menor que 14 por 9 não têm indicação de tratamento com medicamentos, mas é nelas que acontece metade dos problemas decorrentes da pressão arterial elevada. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso de álcool</strong>: O álcool causa um estrago cinco vezes menor na população feminina do que na masculina, mas mesmo assim é um dos principais causadores de perda de anos de vida saudável entre as mulheres brasileiras. Além do alcoolismo, o álcool em excesso também prejudica a saúde de várias maneiras, mesmo se tomado apenas em ocasiões sociais. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo sem camisinha</strong>: A relação sexual entre homem e mulher é a principal forma de transmissão do HIV no Brasil, de forma que a proporção de mulheres com AIDS cresce assustadoramente. Isso sem contar com a infertilidade devida à gonorreia e à clamídia, com o câncer de útero causado pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus_do_papiloma_humano"><abbr title="vírus do papiloma humano">HPV</abbr></a>, e com a sífilis. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/10/africa-testa-anel-vaginal-para-prevenir-transmissao-sexual-do-hiv/" rel="bookmark">África testa anel vaginal para prevenir transmissão sexual do HIV</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de atividade física</strong>: Além do infarto, do derrame cerebral e do diabetes, o sedentarismo aumenta o risco da pessoa desenvolver câncer de mama e de intestino grosso.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong>: O aleitamento materno protege a mãe contra câncer de mama, além de ser o principal fator de proteção contra a mortalidade infantil. Na verdade, o aleitamento materno tem uma série de vantagens, mas vou deixar para outros artigos. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de água tratada, esgoto ou higiene</strong>: Esse fator de risco é responsável por todos os casos de verminose, a maioria dos casos de diarreia, e boa parte de uma série de doenças como hepatite A e dengue. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/29/eleicoes-2010-como-usar-seu-voto-para-prevenir-a-dengue/" rel="bookmark">Eleições 2010: como usar seu voto para prevenir a dengue</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso de tabaco</strong>: O tabagismo é pelo menos tão prejudicial para uma mulher quanto para um homem, e à medida que <a href="http://www.inca.gov.br/tabagismo/jovem/inicial.asp?pagina=namira.htm&amp;item=jovem" class="broken_link">cada vez mais mulheres jovens fumam</a>, o problema só tende a aumentar. Para piorar, o uso de anticoncepcionais interage com o tabagismo, aumentando mais ainda o risco de infarto e outros tipos de trombose. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>.)</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong>: As dislipidemias são um dos principais fatores de risco evitáveis para as doenças do aparelho circulatório, que por sua vez são a principal causa de morte das mulheres brasileiras e de boa parte do resto do mundo. Novamente, mais da metade da carga de doença decorrente do colesterol alto acontece em pessoas abaixo do ponto de corte para o tratamento com medicamentos.</li>
</ul>
<p>As informações foram obtidas de uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que levou em consideração não apenas o risco individual das pessoas que têm esses fatores de risco, mas também o número de pessoas afetadas. Além disso, o estudo não se limitou a estudar o número de óbitos causados por cada fator de risco, mas também a idade em que a morte acontece e a grau de incapacidade das pessoas doentes. Nessa publicação o Brasil é estudado em conjunto com outros países em vias de desenvolvimento na América Latina, que foram considerados como tendo um perfil de saúde semelhante.</p>
<p>Uma das conclusões mais interessantes do documento é que os níveis de saúde da mulher brasileira são maiores que os dos homens. Já é conhecido há muito tempo que o índice de mortes das mulheres é menor que o dos homens em todas as faixas etárias, e agora podemos dizer que a precocidade dos óbitos e a incapacidade também é menor. Certamente que isso reflete, em parte, a menor exposição da mulher à violência letal, como homicídios e acidentes de trânsito, mas também uma maior preocupação com a própria saúde e um maior contato com os serviços de saúde.</p>
<p>Não perca a sequência desse artigo, a ser publicada na próxima semana, divulgando <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil"> os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a>, levando em consideração tanto a população masculina quanto a feminina, e trazendo novas considerações sobre o assunto.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/' title='As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)'>As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
</ul>
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