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	<title>Doutor Leonardo &#187; depressão</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>As 10 principais doenças das crianças no Brasil</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/10/12/as-10-principais-doencas-das-criancas-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 03:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pneumonia e diarreia continuam a ser as doenças que mais tiram a saúde das crianças brasileiras. <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/12/as-10-principais-doencas-das-criancas-no-brasil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>OK, eu prometo que no próximo Dia das Crianças publico alguma coisa menos mórbida. Mas vocês sabem que ultimamente estou revirando os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a carga de doença e a mortalidade de cada país em 2004. Com essas planilhas, e os documentos que as descrevem, é possível saber a importância de cada doença para diversas partes da população brasileira. Já listei as doenças mais importantes para os <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil">homens</a> e para as <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças da mulher brasileira">mulheres</a>, já listei para os <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças dos idosos no Brasil">idosos</a>, e agora é a vez das crianças. (Em seguida: adultos.)</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Keja_Daray%C3%AE.jpg"><img alt="Menina curda com o rosto arranhado e a expressão sofrida" src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_KejaDarayi_320x441.jpeg" title="Li Dara ya Mêrdîn hatiye kişandin" width="320" height="441" /></a><p class="wp-caption-text">© Dûrzan cîrano (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt_BR'>CC-BY-SA-3.0</a>)</p></div>
<p>&#8220;Criança&#8221;, aqui, significa menores de 15 anos de idade, ou seja, os adolescentes estão um pouco incluídos também.</p>
<p><span id="more-1558"></span></p>
<ol>
<li><strong>Pneumonia</strong> (11,5%) — As infecções respiratórias inferiores incluem não apenas as pneumonias bacterianas, mas também as pneumonias virais, como a bronquiolite.</li>
<li><strong>Diarreia</strong> (10,9%)</li>
<li><strong>Prematuridade e baixo peso ao nascer</strong> (8,6%) — Nascer antes do tempo (prematuridade) ou com peso baixo para a idade não costumam ser bem diferenciados em países com sistemas de saúde mal estruturados, daí a OMS ter agrupado as duas condições. Elas predispõem o recém-nascido a uma série de complicações, além da morte súbita.</li>
<li>Infecções e outros problemas dos <strong>recém-nascidos</strong> (6,1%) — Quando um recém-nascido nasce doente, muitas vezes uma doença leva à outra, daí elas serem contadas em conjunto. Como quase todos os partos do Brasil são feitos numa maternidade, esses bebês ficam internados até estarem saudáveis o suficiente para ir para casa.</li>
<li><strong>Anomalias congênitas</strong> (5,8%) — Os defeitos de nascença podem até não ser comuns, mas infelizmente podem ser muito graves. Alguns, inclusive, podem ser prevenidos, como a anencefalia. (Dica: marque uma consulta <em>antes</em> de engravidar.)</li>
<li><strong>Complicações do parto</strong> (5,1%) — A asfixia (falta de oxigênio) ou o trauma (acidentes) durante o parto são sempre um risco latente, e é por isso que a pessoa precisa de assistência obstétrica de qualidade.</li>
<li><strong>Asma</strong> (4,2%)</li>
<li><strong>Desnutrição</strong> proteico-calórica (3,7%) — Existem outros tipos de desnutrição, mas é nesse tipo que todo o mundo pensa quando se fala em desnutrição.</li>
<li><strong>Depressão</strong> (2,2%) — Sim, crianças e adolescentes também podem ter depressão. Vale apena lembrar que um dos fatores de risco para depressão é a história pessoal de abuso sexual.</li>
<li><strong>Cárie</strong> (1,7%)</li>
</ol>
<p>Como de costume, o número entre parênteses é a proporção da carga de doença total das crianças brasileiras causada por cada doença. A carga de doença é medida em anos de vida perdidos por morte precoce, com um acréscimo pelo grau de incapacidade dos sobreviventes.</p>
<p>Gostaria de citar ainda quatro doenças que chegaram perto de entrar na lista: acidentes de trânsito, anemia por falta de ferro, meningite e enxaqueca. Também gostaria de explicar a exclusão de dois itens: &#8220;outros acidentes&#8221; e &#8220;transtornos endócrinos&#8221;. Não são exatamente doenças ou outros tipos de problemas; são grupos bem diversificados de problemas. O primeiro inclui todos os acidentes que não trânsito, afogamento, queda, envenenamento ou incêndio. O outro inclui tanto os mais variados problemas glandulares (como hipotiroidismo congênito) quanto todas as doenças do sangue exceto anemia ferropriva (por exemplo, anemia falciforme).</p>
<p>Várias doenças listadas já deveriam ter deixado de ser problemas de saúde pública há muito tempo. No caso da pneumonia e da diarreia, por exemplo, com raras exceções a morte de uma criança significa que ela não recebeu atendimento adequado. No caso de prematuridade, baixo peso e doenças típicas do recém-nascido, o percentual de mortes preveníveis ainda é menor, mas mesmo assim um pré-natal e um parto bem feitos fazem <em>muita</em> diferença. A asma deixa de ser incapacitante (ou letal) se receber tratamento adequado, e hoje em dia é difícil uma família realmente não ter dinheiro para dar comida para uma criança, então boa parte daquela desnutrição é falta de orientação da mãe (ou então alguma doença que não foi diagnosticada e tratada).</p>
<p>Na verdade, acredito que de 2004 para cá a situação tenha melhorado. Confira a conclusão de um <a href="http://www.who.int/bulletin/volumes/88/4/09-069195/en/index.html">artigo</a> publicado no <cite>Boletim da Organização Mundial da Saúde</cite> de abril deste ano:</p>
<blockquote><p>No Brasil, o desenvolvimento socioeconômico associado a políticas públicas orientadas à justiça social têm sido acompanhadas por melhorias nítidas nas condições de vida e um declínio substancial na desnutrição infantil, assim como uma redução no hiato do estado nutricional entre as crianças mais ricas e as mais pobres. Estudos futuros mostrarão se esses ganhos serão mantidos sob a atual crise econômica global.</p></blockquote>
<p>Uma dessas <q>políticas públicas orientadas à justiça social</q> é a expansão e qualificação da atenção primária à saúde através da estratégia Saúde da Família. Outro dia escrevo mais sobre o <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/23/saude-da-familia-diminui-mortalidade-infantil/" rel="bookmark" title="Saúde da Família diminui mortalidade infantil">papel da Saúde da Família na mortalidade infantil</a>. Por hora, vamos nos focar na desnutrição infantil. Além de ser um dos problemas de saúde mais importantes das crianças brasileiras, a desnutrição também torna a criança mais suscetível a morrer por pneumonia e diarreia, que são as duas principais doenças das crianças brasileiras (ou eram, em 2004).</p>
<p>O artigo do <cite>Boletim da Organização Mundial da Saúde</cite> é uma adaptação de outro, no qual pesquisadores da USP <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102009000100005" title="Carlos Augusto Monteiro e colaboradores. Causas do declínio da desnutrição infantil no Brasil, 1996-2007. Revista de Saúde Pública, volume 43, número 1, São Paulo, 2009.">compararam</a> os inquéritos de saúde do IBGE de 1996 e de 2006/7, e encontraram uma redução de 50% na proporção de crianças desnutridas. Em seguida, analisaram os fatores associados a essa redução, e chegaram à conclusão de que o aumento do poder aquisitivo das famílias foi responsável por 21,7% da redução da desnutrição infantil; o aumento da escolaridade materna foi responsável por 25,7% da redução; as melhorias da assistência à saúde foram responsáveis por 11,6%; e o aumento da cobertura por saneamento foi responsável por 4,3% da redução da desnutrição infantil.</p>
<p>O Brasil ainda tem muito o que melhorar nesses quatro parâmetros, mas acredito que estejamos no caminho certo.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/' title='As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)'>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/06/pedofilia-nao-e-tudo-a-mesma-coisa/' title='Pedofilia não é tudo a mesma coisa'>Pedofilia não é tudo a mesma coisa</a></li>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/11/21/gravidez-na-adolescencia-e-causada-por-trauma-de-infancia/' title='Gravidez na adolescência é causada por trauma de infância'>Gravidez na adolescência é causada por trauma de infância</a></li>
</ul>
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		<title>As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 03:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A depressão corresponde a um nono da carga de doença da mulher no Brasil, seguida por pneumonia e derrame. <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter listado as <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil">10 principais doenças do homem brasileiro</a>, eu não poderia deixar de contemplar também as mulheres com um artigo semelhante. Até porque as mulheres procuram os serviços de saúde com mais frequência, além de estarem em contato mais direto com os agentes comunitários de saúde.</p>
<p>Os números entre parênteses são a proporção da carga de doença da mulher brasileira atribuída a cada doença.</p>
<p><span id="more-1431"></span></p>
<ul>
<li><strong>Depressão</strong> (11,2%) — A depressão afeta as mulheres duas vezes mais que os homens, e quando se consideram os dois sexos em conjunto, ela continua sendo a doença que mais causa incapacidade e anos de vida perdidos. Além do episódio depressivo maior, o tipo mais grave de depressão isolada, também estão contados aí outros tipos de depressão, como a distimia e o episódio depressivo menor. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/30/como-saber-se-voce-esta-com-depressao/" rel="bookmark">Como saber se você está com depressão</a></q>.)</li>
<li><strong>Pneumonia</strong> (4,0%) — Os extremos da vida são mais suscetíveis à pneumonia. Em crianças a causa costuma ser um resfriado, mas nos idosos as causas são mais complexas, como por exemplo estar acamado por uma sequela de <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame).</li>
<li><strong><abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame)</strong> (3,9%) — O derrame é a causa mais frequente de morte no Brasil, e também é uma causa muito importante de incapacidade. Nesta lista o AVC aparece &#8220;apenas&#8221; em terceiro lugar porque costuma acontecer em idades mais avançadas, daí o número de anos de vida saudáveis perdidos não ser tão grande.</li>
<li><strong>Condições maternas</strong> (3,6%) — Na faculdade, um professor comparou uma vez as mortes maternas aos acidentes de avião. Qualquer queda de avião vira notícia internacional, mas de acordo com a <abbr title="Organização Mundial da Saúde">OMS</abbr> em 2004 morreram cerca de 4 mil mulheres no Brasil por condições maternas, ou seja, uns 20 aviões cheios de mulheres. Isso inclui a eclâmpsia e pré-eclâmpsia (hipertensão na gravidez), os sangramento do útero na gravidez, as infecções do útero na gravidez, as complicações do trabalho de parto, e as complicações do aborto.</li>
<li><strong>Infarto</strong>, <strong>angina</strong> e seus amigos (3,6%) — A doença cardíaca isquêmica engloba todos as situações em que o coração não recebe uma quantidade adequada de sangue. O infarto agudo do miocárdio (miocárdio é o músculo do coração) é a segunda causa de morte mais frequente no Brasil, mas as mulheres são menos afetadas que os homens, tanto por fatores hormonais quanto por usarem melhor os serviços de saúde.</li>
<li><strong>Diarreia</strong> (3,0%) — A contribuição da diarreia para a carga de doença das mulheres é parecida com a dos homens, então não vou repetir o que já escrevi. Próximo ao dia das crianças pretendo escrever uma lista das 10 principais doenças das crianças brasileiras, e aí descreverei os fatores de risco individuais evitáveis ligados à diarreia.</li>
<li><abbr title="Doença pulmonar obstrutiva crônica"><strong>DPOC</strong></abbr> (2,5%) — Quem tem enfisema também costuma ter bronquite crônica, e vice-versa; a associação das duas doenças é conhecida como doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC para os íntimos. Estima-se que 85% das mortes por DPOC no mundo sejam causadas pelo tabaco. A segunda maior causa é a poluição doméstica causada por fogões a lenha.</li>
<li><strong>Diabetes mellitus</strong> (2,9%) — O diabetes é uma doença cada vez mais comum. Apesar da história familiar de diabetes ser um forte fator de risco, ter um peso saudável é uma das melhores formas de se prevenir. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Asma</strong> (2,1%) — Essa doença também dispensa apresentações. Fico indignado com tanto estrago ser causado por uma doença que pode ser tão bem controlada com o tratamento adequado. Essa indignação vale tanto para as mulheres quanto para os homens; a asma e o DPOC são respectivamente a 12ª e a 11ª doenças mais importantes para o sexo masculino no Brasil.</li>
<li><strong>Prematuridade</strong> e <strong>baixo peso ao nascer</strong> (2,1%) — Nascer com baixo peso ou antes do tempo aumenta o risco de uma série de complicações, que podem resultar na morte do recém-nascido ou em sequelas graves para a vida toda. É curioso ver que esse problema causa nas meninas uma carga de doença 21% menor que nos meninos. A mortalidade das mulheres é menor que a dos homens em todas as faixas etárias, até mesmo para os recém-nascidos.</li>
</ul>
<p>Fiquei feliz em saber que o câncer de colo de útero está lá embaixo nas estatísticas. Não que a doença não seja um perigo; ela é. Mas as mulheres brasileiras estão deixando de ser atingidas pelo câncer de colo de útero porque o preventivo (Papanicolaou) está cada vez mais disponível. Na verdade, a maioria das mulheres pode fazer o exame uma vez a cada dois ou três anos, mas isso é assunto para outro artigo. (Aliás, preciso escrever um dia também sobre a <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/06/mamografia-pode-ser-feita-a-cada-2-anos/" title="Mamografia pode ser feita a cada 2 anos" rel="bookmark">rotina de mamografia</a>.)</p>
<p>No Brasil, a carga de doença por pneumonia nas mulheres é até um pouco menor do que a nos homens. Mesmo assim, a pneumonia é a segunda maior causa de anos de vida perdidos e incapacidade nas mulheres, enquanto nos homens é &#8220;apenas&#8221; a 6ª causa. Isso acontece porque os homens sobrem bem mais que as mulheres com as causas externas, relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Para mais informações, sugiro os artigos <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark">Por que o homens morrem mais cedo?</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></q>.</p>
<p>Observação: Corrigi o artigo <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark">As 10 principais doenças do homem no Brasil</a> dia 26 de setembro, com a inclusão da diarreia em seu devido lugar na lista, bem como a revisão do cálculo das porcentagens.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/' title='As doenças causadas pelo tabagismo passivo'>As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/10/12/as-10-principais-doencas-das-criancas-no-brasil/' title='As 10 principais doenças das crianças no Brasil'>As 10 principais doenças das crianças no Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/' title='As 10 principais doenças dos idosos no Brasil'>As 10 principais doenças dos idosos no Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/02/26/ministerio-da-saude-amplia-vacinacao-contra-gripe-suina/' title='Ministério da Saúde amplia vacinação contra gripe suína'>Ministério da Saúde amplia vacinação contra gripe suína</a></li>
</ul>
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		<title>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:00:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As causas externas, como a violência e os acidentes de trânsito, convivem com doenças como o infarto e a depressão. <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em um homem ir a uma consulta médica, muitas pessoas pensam logo no exame de próstata. Primeiro, o próprio <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/05/descobridor-do-psa-critica-seu-uso-no-cancer-de-prostata/" rel="bookmark" title="http://leonardof.med.br/2010/04/05/descobridor-do-psa-critica-seu-uso-no-cancer-de-prostata/">Instituto Nacional do Câncer (Inca) não recomenda que se faça toque retal ou dosagem de PSA no sangue como rotina</a>. Segundo, o homem brasileiro tem uma série de doenças mais importantes, qualquer que seja o critério adotado. Por isso, compilei uma lista das doenças que mais comprometem a saúde do homem brasileiro, usando como critério a carga de doença (que considera os anos de vida perdidos, o grau de incapacidade dos sobreviventes, e o número de pessoas afetadas). O número entre parênteses é a proporção da carga de doença do homem brasileiro que é atribuída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) àquela doença.</p>
<p><span id="more-1190"></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.flickr.com/photos/7202153@N03/532519876/"><img alt="Estátua de um revólver com o cano dobrado fazendo um nó" src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_7202153_320x206.jpeg" title="Não-Violência" width="320" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">© Alan (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/deed.pt_BR' title='Licença Creative Commons Atribuição - Uso não comercial 2.0 Genérica'>alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<ul>
<li><strong>Violência</strong> (11,4%) — Essa &#8220;doença&#8221; inclui <strong>assassinato</strong>, tentativa de assassinato e outros tipos de agressão. Em outros termos, todo tipo de agressão intencional que não tenha sido causado pela própria vítima ou como parte de algum tipo de guerra. Estima-se que, no Brasil e região, o álcool seja responsável por 45% da mortalidade por assassinato em homens a partir dos 15 anos de idade, e 15% em crianças. O consumo de drogas ilícitas também tem uma contribuição, mas parece que trabalhar no tráfico é ainda pior. <a href="http://blogs.estadao.com.br/crimes-no-brasil/2009/11/08/entre-o-crime-organizado-e-o-crack/" title="Crimes no Brasil: Entre o crime organizado e o crack">De acordo com o ex-secretário de segurança do Espírito Santo</a>, <q cite="Rodney Miranda">cerca de 70% dos assassinatos [no estado] são resultados de disputas territoriais envolvendo o tráfico de drogas</q>.</li>
<li><strong>Acidentes de trânsito</strong> (4,9%) — Estima-se que o álcool seja responsável por 60% das mortes por acidentes de trânsito nos homens entre 30 e 44 anos de idade no Brasil e região. Essa proporção ainda é de 56% entre os 15 e os 29 anos de idade, e vai caindo nos extremos da vida sem deixar de ser relevante: 18% para os menores de 15 anos de idade, e 30% para os maiores de 70 anos de idade. (Isso sem contar com as pessoas que sobrevivem aos acidentes mas ficam incapacitadas.) Vale lembrar que pedestre, ciclista e motociclista que bebem também aumentam o risco de se envolverem num acidente, e que quem não bebe pode morrer ou ficar incapacitado por causa de alguém que bebeu.</li>
<li>Transtornos relacionados ao uso do álcool (4,9%) — O <strong>alcoolismo</strong> é uma doença muito debilitante, e estimativas variam de 5% a 15% dos adultos no Brasil. Outro problema muito comum é o <strong>uso nocivo do álcool</strong>, no qual a pessoa continua usando álcool em excesso (ou em ocasiões inadequadas) mesmo percebendo que sua forma de beber está trazendo consequências. O uso nocivo do álcool não é uma doença, mas é um problema de saúde grave, e colabora com grande parte das doenças desta lista. Para conhecer os limites do uso de baixo risco do álcool, confira o artigo <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark">Por que o homens morrem mais cedo?</a></q>.</li>
<li>Doença cardíaca isquêmica (4,3%) — A <strong>angina</strong>, o <strong>infarto</strong> e os outros problemas da família aparecem nos homens antes do que nas mulheres, algo como 5 anos mais cedo. Existem uma série de fatores de risco, como falta de atividade física, tabagismo, obesidade, pressão alta, colesterol alto, e glicose alta. O uso de álcool em baixas doses parece reduzir o risco de infarto, enquanto o uso excessivo aumenta o risco, até porque o álcool está ligado a outros fatores de risco como a pressão arterial.</li>
<li> <strong>Depressão</strong> (4,1%) — Os transtornos depressivos unipolares, como o episódio depressivo maior e a distimia, são problemas mentais comuns e às vezes muito graves. As mulheres sofrem mais com a depressão que os homens, mas isso não significa que o problema seja negligenciável no sexo masculino. A maioria dos casos estão relacionados a problemas sociais, financeiros etc., mas alguns são decorrentes de fatores de risco preveníveis. Estima-se que o álcool seja responsável por 7,0% dos casos de episódio depressivo maior, que é um tipo importante de depressão; no caso das mulheres, essa proporção é de apenas 1,4%. (O contrário também ocorre: os transtornos depressivos aumentam o risco da pessoa desenvolver um transtorno relacionado ao uso do álcool.) Outra causa importante de depressão é o abuso sexual na infância. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/30/como-saber-se-voce-esta-com-depressao/" rel="bookmark">Como saber se você está com depressão</a></q>.)</li>
<li><strong>Pneumonia</strong> (3,8%) — Mesmo com a queda da mortalidade pela doença, a pneumonia pode trazer sequelas que prejudicam o funcionamento dos pulmões para o resto da vida. Não é novidade de que o uso de álcool e o tabagismo contribuem para as infecções respiratórias.</li>
<li><strong>Outros tipos de acidentes</strong> (3,3%) — Esses são os acidentes que não se enquadram em trânsito, afogamento, queda, envenenamento ou incêndio. No Brasil e região estima-se que 48% dos &#8220;outros tipos de acidentes&#8221; sejam causados pelo álcool, nos homens entre 15 e 44 anos de idade. Até os 14 anos de idade essa proporção é de 18%, e a partir dos 45 anos de idade, é de 42%. Os acidentes de trabalho também constituem uma parte importante da causa desses acidentes.</li>
<li><abbr title="acidente vascular cerebral"><strong>AVC</strong></abbr> (3,3%) — A doença cerebrovascular, que inclui tanto o derrame (AVC) quanto outras formas menos drásticas, é a principal causa de morte no Brasil, mas essa é uma morte que costuma acontecer em idades bem mais avançadas que a das mortes por violência ou acidente de trânsito. 62% de todos os derrames no mundo são causados por pressão arterial arterial elevada. Como já disse antes, quanto menor a pressão arterial, melhor. Baixar a pressão de 12,5 por 8 para 11,5 por 7,5, por exemplo, diminui em 38% o risco de AVC. Além disso, a maioria dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark">principais fatores de risco para a saúde do brasileiro</a> podem causar um derrame.</li>
<li><strong>Diarreia</strong> (2,9%) — Na verdade, o número de pessoas incapacitadas ou falecidas por diarreia é menor do que o de muitas doenças que não entraram nessa lista. Mas a diarreia afeta principalmente as crianças, de forma que o número de anos de vida perdidos acaba sendo ainda maior.</li>
<li><strong>Prematuridade</strong> e <strong>baixo peso ao nascer</strong> (2,1%) — Estima-se que nascer com o peso abaixo de 2500 gramas aumente em 6 vezes o risco do bebê morrer antes de completar um mês de vida. (O peso médio ao nascer é de 3300 gramas.) Existe uma série de complicações da gravidez que podem causar um nascimento prematuro (antes do feto alcançar as 37 semanas) ou com baixo peso. E o melhor é que a maioria dessas complicações pode ser prevenida ou diagnosticada precocemente se a mulher fizer o pré-natal adequadamente.</li>
</ul>
<p>Pessoalmente, sou a favor de não deixarmos que as diferenças nos ceguem para as semelhanças. A maioria das doenças mais importantes para os homens também têm alguma importância para as mulheres, e vice-versa. Mas se for para focar nas diferenças, façam-me o favor de não ficar pensando só em câncer de próstata. A carga de doença causada pelo câncer de próstata é de cerca de um terço da carga de doença causada por prematuridade e baixo peso ao nascer, que são apenas a décima doença mais importante para os homens. As doenças que mais distinguem os homens das mulheres são problemas mentais e sociais: a violência, os acidentes, e os transtornos relacionados ao uso de álcool, tabaco e drogas ilegais. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark">Por que o homens morrem mais cedo?</a></q>.)</p>
<p>Se você tiver alguma dúvida sobre uma dessas doenças, ou se simplesmente quiser manifestar seu interesse, não deixe de <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/">fazer um comentário</a>. Pretendo usar essas manifestações para escolher o tema dos próximos artigos a serem publicados aqui no <cite>Doutor Leonardo</cite>.</p>
<p>Ao longo dos próximos meses pretendo publicar outras listas das <q>principais doenças</q>: para as <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças da mulher brasileira">mulheres</a>, para as <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/12/as-10-principais-doencas-das-criancas-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças das crianças no Brasil">crianças</a>, para os <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças dos idosos no Brasil">idosos</a>, e para os adultos.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/' title='As doenças causadas pelo tabagismo passivo'>As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></li>
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</ul>
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		<title>Nutricionistas alertam para riscos da Ração Humana</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/02/24/nutricionistas-alertam-para-riscos-da-racao-humana/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2010/02/24/nutricionistas-alertam-para-riscos-da-racao-humana/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 03:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[constipação intestinal]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[expectativa de vida]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A Ração Humana é um suplemento alimentar capaz de emagrecer e de melhorar a constipação intestinal, mas quando consumido sem orientação profissional pode trazer riscos como o de piorar uma prisão de ventre. No fim das contas, os componentes da Ração Humana são naturais, mas ela é um suplemento nutricional, e não deve ser substituto para um estilo de vida saudável. <a href="http://leonardof.med.br/2010/02/24/nutricionistas-alertam-para-riscos-da-racao-humana/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.takinutri.com.br/produtos.html">Ração Humana</a> é um suplemento nutricional à base de cereais integrais e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinoa">quinoa</a>. Ela, a Ração Humana, tem sido cada vez mais consumida para emagrecer ou melhorar a constipação intestinal (prisão de ventre), mas a Agência Brasil entrou em contato com nutricionistas que se mostraram preocupados com os possíveis <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/05/materia.2010-02-05.4567634005/view" class="broken_link">efeitos adversos do composto</a>.</p>
<p><span id="more-70"></span></p>
<p>Eu gostaria de destacar especialmente o risco de piorar ainda mais a constipação intestinal. Como a Ração Humana pode ser comprada sem a prescrição de um médico ou nutricionista, seus consumidores geralmente não sabem que, para melhorar da constipação, é necessário também consumir muita água. Aumentar a ingestão de fibras alimentares sem um aumento correspondente da hidratação pode aumentar o volume das fezes impactadas e tornar necessário até mesmo uma lavagem intestinal.</p>
<p>Não existem dúvidas de que uma alimentação rica em cereais é benéfica para a saúde. O neurologista Ricardo Teixeira, por exemplo, vem divulgando em <a href="http://consciencianodiaadia.com/">seu blog</a> a dieta mediterrânea, que é rica em fibras e é capaz de <a href="http://consciencianodiaadia.com/2008/09/12/mirem-se-no-exemplo-daquelas-dietas-de-atenas/">reduzir a mortalidade e prevenir tanto o mal de Parkinson quanto o de Alzheimer</a>, além de <a href="http://consciencianodiaadia.com/2009/10/05/a-dieta-mediterranea-e-capaz-de-prevenir-a-depressao-diz-estudo/">prevenir a depressão</a> e <a href="http://consciencianodiaadia.com/2009/08/24/adeptos-da-dieta-mediterranea-tem-menos-gordura-abdominal-conclui-estudo/">diminuir a gordura abdominal</a>.</p>
<p>Apesar de concordar que meus pacientes continuem usando a Ração Humana, não costumo recomendar que as pessoas comecem a usá-la. Apesar de ser uma forma razoavelmente segura de emagrecer, desconheço qualquer estudo que demonstre seus efeitos a longo prazo. Tudo o que é muito igual acaba enjoando, e a tendência é um dia a pessoa parar de tomar o suplemento. Por isso mesmo, um suplemento nutricional não deve ser substituto para um estilo de vida saudável, como disse o Conselho Federal de Medicina em <a href="http://leonardof.med.br/2010/02/17/conselho-federal-de-medicina-impoe-limites-a-pratica-ortomolecular" rel="bookmark">resolução sobre a prática ortomolecular</a>.</p>
<p>(Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/" rel="bookmark">Como está sua alimentação?</a></q>)<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/05/30/saudavel-em-qualquer-tamanho-uma-abordagem-controversa-da-obesidade/' title='Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade'>Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade</a></li>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/' title='As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)'>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</a></li>
</ul>
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