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	<title>Doutor Leonardo &#187; diabetes</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Efeito da glicosamina sobre o diabetes mellitus tipo 2</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/05/16/efeito-da-glicosamina-sobre-o-diabetes-mellitus-tipo-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 03:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A injeção venosa de glicosamina aumenta a resistência à insulina, mas não a administração oral.  <a href="http://leonardof.med.br/2011/05/16/efeito-da-glicosamina-sobre-o-diabetes-mellitus-tipo-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Glucosamina">glicosamina</a> é um medicamento muito usado no tratamento da osteoartrose de joelhos, <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/19/condroitina-e-glicosamina-nao-funcionam-na-osteoartrose-de-joelho-e-quadril/" rel="bookmark" title="Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril">ainda que sua eficácia seja controversa</a>. Repare que a osteoartrose atinge principalmente as pessoas idosas e/ou obesas, justamente aquelas com <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Quem tem risco de ter diabetes mellitus">maior risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2</a>. Para piorar a situação, estudos com animais e depois com humanos mostraram que a glicosamina aumenta a resistência à insulina, que é justamente o mecanismo de base do diabetes mellitus tipo 2!</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Beta-D-glucosamine-3D-balls.png"><img alt="Molécula de glicosamina" src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_Beta-D-glucosamine-3D-balls_320x323.png" style="border: none;" title="Modelo de bolas tridimensionais da beta-D-glicosamina. Liberado em domínio público por Benjamin Mills. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="320" height="323" /></a></p>
<p>A revista científica <cite lang="en">Diabetes: metabolism research and reviews</cite> publicou em janeiro deste ano uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21218504">revisão de literatura envolvendo todo tipo de estudo sobre a relação entre a glicosamina e o diabetes</a> — desde estudos <q lang="la">in vitro</q> (em tubos de ensaio, por assim dizer) até estudos clínicos de grande porte com humanos. Em resumo, a glicosamina interfere, sim, no metabolismo da glicose, mas apenas em doses muito superiores àquelas usadas para o tratamento da osteoartrose.</p>
<p><span id="more-2254"></span></p>
<p>Ao contrário do que se costuma pensar, a glicosamina é muito pouco absorvida pelo intestino humano. Na verdade, lendo o artigo mencionado acima, cheguei a ter dúvida <em>se</em> a glicosamina era absorvida, mas depois encontrei uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19912983">pesquisa</a> mostrando que a glicosamina é absorvida, sim, mas atingindo concentrações realmente muito baixas no sangue, cerca de 100 nanogramas (bilionésimos de grama) por mililitro de plasma. Os estudos com humanos mostrando relação entre glicosamina e diabetes usaram infusão de glicosamina pelas veias, atingindo concentrações cerca de mil vezes maiores.</p>
<p>Vale lembrar que <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/19/condroitina-e-glicosamina-nao-funcionam-na-osteoartrose-de-joelho-e-quadril/" rel="bookmark" title="Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril">glicosamina e condroitina parecem só funcionar em estudos patrocinados pelos fabricantes</a>, e não apresentar eficácia alguma nos estudos independentes de alta qualidade. Existem outras opções de tratamento, mas deixo isso para você discutir com o seu médico, se você tiver osteoartrose.</p>
<p>Se você não tiver osteoartrose, que tal <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/" title="Como prevenir a artrite (osteoartrose)" rel="bookmark">investir na prevenção</a>?<br />
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</ul>
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		<title>Ter uma saúde perfeita não é normal</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 03:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Apenas um entrevistado, dentre 1933, cumpria todos os 7 componentes de uma vida saudável. <a href="http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 2 mil norte-americanos de meia-idade responderam a um questionário sobre o quão saudável era seu estilo de vida. O resultado é ainda pior do que se esperava: apenas <strong>um</strong>, dos 1933 entrevistados, apresentava os 7 componentes de uma vida saudável do ponto de vista cardiovascular (cardíaco e circulatório). Em média, os brancos tinham 2,6 componentes do estilo de vida saudável, enquanto os negros estavam ainda pior, com uma média de apenas 2,0 componentes.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/guga_amorim/5118257688/"><img alt="Radiografia de tórax, com o espaço dos pulmões em vermelho." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_5118257688_320x320.jpeg" title="Pulmões sanguíneos, por Gustavo Amorim. Distribuído sob a licença Creative Commons BY-NC 2.0 genérica. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="320" height="320" /></a></p>
<p>A <a href="http://circ.ahajournals.org/cgi/content/abstract/CIRCULATIONAHA.110.980151v1">pesquisa</a> é melhor entendida no contexto do projeto da <span lang="en">American Heart Association</span>: <q>Até 2020, melhorar a saúde cardiovascular de todos os [norte-]americanos em 20%, reduzindo em 20% as mortes cardiovasculares e por derrame.</q> Para fins desse projeto, a saúde cardiovascular (do coração e da circulação) é medida através do cumprimento dos 7 critérios a seguir:</p>
<p><span id="more-2178"></span></p>
<ul>
<li>Nunca ter fumado, ou ter parado de fumar há pelo menos um ano. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/">10 motivos para parar de fumar</a></q>.)</li>
<li>Índice de massa corporal (IMC) menor do que 25 (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li>Pelo menos 150 minutos de atividade física moderada (p. ex., caminhar rapidamente) por semana ou 75 minutos de atividade física vigorosa.</li>
<li>Atender a pelo menos 4 dos 5 componentes de uma alimentação saudável. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/">Como está sua alimentação?</a></q>.)</li>
<li>Ter um colesterol total menor que 200 mg/dL.</li>
<li>Ter uma pressão arterial menor do que 12 por 8. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li>Ter uma glicemia (açúcar no sangue) de jejum menor do que 100 mg/dL. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
</ul>
<p>A pesquisa traz um resultado muito claro: por esses critérios, quase ninguém é perfeitamente saudável. E agora?</p>
<p>Você sempre pode entender isso como um recado para faltar ao trabalho e ir ao médico, fazer uma bateria de exames, e começar a tomar uma série de remédios para tentar ficar saudável de novo. Se você não for muito chegado em médico, pode começar a ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo, e não fumar — com um pouco de sorte, o resto é consequência.</p>
<p> Essa não é uma abordagem de todo errada, mas tem uma série de limitações:</p>
<ul>
<li>Mudar a alimentação é muito difícil. A maioria das pessoas volta a ganhar peso 3 a 12 meses depois de ter começado a dieta, reeducação alimentar ou como quer que você chame isso.</li>
<li>Ter uma pressão arterial menor que 12 por 8 é melhor do que ter a pressão menor que 14 por 9. Mas, quando a pessoa já tem hipertensão arterial, ou seja, sua pressão é maior que 14 por 9, existe um bocado de controvérsia sobre o quanto sua pressão arterial precisa ser diminuída.</li>
<li>Ainda não se tem certeza se o controle do <q>pré-diabetes</q>(glicemia de jejum entre 100 ou 125) reduz o risco cardiovascular.</li>
</ul>
<p>Você e seu médico têm uma importância enorme para a sua saúde, mas não é só isso. Algumas coisas precisam ser resolvidas em nível coletivo para os efeitos surgirem em nível individual. Por exemplo, <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/20/de-onde-vem-o-sal-que-voce-consome/">você ainda precisa reduzir o sal da sua comida</a>, mas a <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/30/industria-alimenticia-vai-reduzir-sal-e-acucar-de-seus-produtos/" title="Indústria alimentícia vai reduzir sal e açúcar de seus produtos">diminuição do sal nos alimentos industrializados</a> ajuda muito, até para o seu paladar começar a se acostumar com comida menos salgada. O resultado é que a <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/" title="Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão">pressão arterial de todo o mundo diminui</a>; as pessoas de baixo risco ficam com o risco ainda menor, e as pessoas de alto risco acabam escapando de precisar tomar um punhado de comprimidos no café da manhã. O mesmo tipo de raciocínio se aplica para outros componentes do estilo de vida saudável.</p>
<p>Mas eu acredito que a maior lição dessa pesquisa é para nós, médicos. A pessoa completamente saudável é quase um mito. A maioria das pessoas está no meio caminho. Ao invés de tratar os fatores de risco como se fossem doenças, tentando extirpá-los um a um, nossa missão é ajudar as pessoas a caminhar no sentido de uma vida mais saudável, levando suas prioridades sempre em consideração.<br />
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</ul>
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		<title>As 10 principais doenças dos idosos no Brasil</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 03:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As doenças que mais prejudicam a saúde na terceira idade são o infarto, o derrame (AVC) e o diabetes. <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1445&#038;id_pagina=1" title="IBGE divulga Indicadores Demográficos e de Saúde">De acordo com o <abbr title="Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística">IBGE</abbr></a>, 3 em cada 4 idosos têm alguma doença crônica, ou seja, uma doença de curso arrastado, boa parte delas incurável. As doenças infecciosas e os acidentes continuam a ser importantes, mas a maior parte da carga de doença da terceira idade no Brasil é por causa das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus e as consequências da hipertensão arterial. </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/55953988@N00/3710950004"><img title="Garapa: realidade brasileira, por Otávio Nogueira. Distribuído sob a licença Licença Creative Commons BY 2.0 genérica. Clique na imagem para ver o original." alt="Fotografia de mulher idosa nordestina" src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_3710950004_214x320.jpeg" title="Garapa: realidade brasileira" width="320" height="478" class="aligncenter"/></a></p>
<p>Essas são as 10 doenças que mais prejudicam a saúde dos idosos brasileiros:</p>
<p><span id="more-1503"></span></p>
<ol>
<li><strong>Infarto</strong>, <strong>angina</strong> e seus amigos (11,8%) — A doença cardíaca isquêmica consiste no entupimento (ou, muito raramente, num espasmo) das artérias coronarianas, que levam o sangue ao coração.</li>
<li><strong><abbr title="Acidente vascular cerebral">AVC</abbr></strong> (9,9%) — A doença cerebrovascular consiste não apenas no derrame (AVC), mas também em outras formas menos dramáticas, mas que também prejudicam a autonomia do idoso.</li>
<li><strong>Diabetes mellitus</strong> (5,9%) — Essa doença dispensa apresentação, e já escrevi um bocado sobre ela. Com o envelhecimento da população, espera-se um aumento cada vez maior do número de diabéticos. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" title="Como prevenir o diabetes mellitus" bookmark="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Enfisema pulmonar</strong> e <strong>bronquite crônica</strong> (5,6%) — Já descrevi o <abbr title="doença pulmonar obstrutiva crônica">DPOC</abbr> no artigo sobre <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/" rel="bookmark">as 10 principais doenças da mulher brasileira</a>. Espero que ao longo das próximas décadas o problema comece a diminuir, como consequência do combate ao tabagismo.</li>
<li><strong>Mal de Alzheimer</strong> e <strong>outras demências</strong> (4,2%) — Não é normal o idoso ficar <q>gagá</q>. Repito: não é normal. O esquecimento pode ter outras causas além da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%AAncia">demência</a>; o mais comum é uma depressão, mas também pode ser uma doença no corpo. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/30/como-saber-se-voce-esta-com-depressao/" rel="bookmark">Como saber se você está com depressão</a></q>.)</li>
<li><strong>Perda de audição</strong> (3,3%) — OK, isso não é bem uma doença, é uma condição crônica. Algumas pessoas realmente perdem a audição com a idade, e o aparelho de audição pode ajudar muito na reintegração dessas pessoas à sociedade. Mas às vezes a coisa é mais simples: ouvido entupido por cera. (Dica: não use cotonete dentro do ouvido!)</li>
<li><strong>Doença cardíaca hipertensiva</strong> (3,3%) — Você reparou que a hipertensão não apareceu até agora? Se fosse só a pressão ficar alta, não haveria problema algum. Mas uma pressão arterial elevada por anos a fio pode causar uma série de doenças; já citamos o infarto e o derrame, mas o próprio músculo do coração pode adoecer, causando a doença cardíaca hipertensiva. Num grau mais avançado, isso vira insuficiência cardíaca, ou seja, <q>coração inchado</q>. (Existem outras causas de insuficiência cardíaca além da doença cardíaca hipertensiva.)</li>
<li><strong>Pneumonia</strong> (2,7%) — Muita gente não sabe, mas a vacina contra a gripe (suína ou comum) também previne pneumonia; esse é um dos motivos dos idosos a receberem. Existem outras vacinas que poderiam ajudar, mas prefiro não discutir hoje se vale a pena ou não tomá-las. Outra forma de prevenir a pneumonia é cuidar de outras doenças, para que a pessoa não fique acamada ou de outra forma debilitada.</li>
<li><strong>Osteoartrose</strong> (2,6%) — Esse é o tipo mais comum de reumatismo; ao contrário do que muita gente acha, não é a mesma coisa que osteoporose. Para saber mais sobre essa diferença, leia o início do artigo <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/">Como prevenir a osteoporose</a></q>. Daqui a dois dias pretendo <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/19/condroitina-e-glicosamina-nao-funcionam-na-osteoartrose-de-joelho-e-quadril/">escrever</a> sobre uma série de estudos que avaliou um dos medicamentos mais usados contra a osteoartrose.</li>
<li><strong>Catarata</strong> (2,2%) — O olho humano tem uma lente, chamada cristalino, por onde a luz passa para chegar até a retina. Com a idade o cristalino fica cada vez menos transparente, mas o tratamento cirúrgico só deve ser feito se a catarata estiver incomodando a pessoa.</li>
</ol>
<p>Assim como nas listas anteriores, os números entre parênteses representam a participação da doença na carga total de doença dos idosos brasileiros, medida em anos de vida perdidos, com um ajuste para o grau de incapacidade dos doentes que estão vivos, e levando em consideração o número de pessoas afetadas.</p>
<p>A maioria das doenças da lista pode ser prevenida e/ou adiada com um estilo de vida saudável e tratamentos adequados, mas geralmente não é possível evitar completamente a doença, e uma vez que a pessoa tenha, é para sempre. Nesse contexto, é importante privilegiar ações preventivas e de tratamento e recuperação que preservem a autonomia da pessoa idosa, ou seja, que permitam à pessoa continuar desempenhando suas atividades sem depender da ajuda dos outros.<br />
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		<title>As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 03:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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		<description><![CDATA[A depressão corresponde a um nono da carga de doença da mulher no Brasil, seguida por pneumonia e derrame. <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter listado as <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil">10 principais doenças do homem brasileiro</a>, eu não poderia deixar de contemplar também as mulheres com um artigo semelhante. Até porque as mulheres procuram os serviços de saúde com mais frequência, além de estarem em contato mais direto com os agentes comunitários de saúde.</p>
<p>Os números entre parênteses são a proporção da carga de doença da mulher brasileira atribuída a cada doença.</p>
<p><span id="more-1431"></span></p>
<ul>
<li><strong>Depressão</strong> (11,2%) — A depressão afeta as mulheres duas vezes mais que os homens, e quando se consideram os dois sexos em conjunto, ela continua sendo a doença que mais causa incapacidade e anos de vida perdidos. Além do episódio depressivo maior, o tipo mais grave de depressão isolada, também estão contados aí outros tipos de depressão, como a distimia e o episódio depressivo menor. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/30/como-saber-se-voce-esta-com-depressao/" rel="bookmark">Como saber se você está com depressão</a></q>.)</li>
<li><strong>Pneumonia</strong> (4,0%) — Os extremos da vida são mais suscetíveis à pneumonia. Em crianças a causa costuma ser um resfriado, mas nos idosos as causas são mais complexas, como por exemplo estar acamado por uma sequela de <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame).</li>
<li><strong><abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame)</strong> (3,9%) — O derrame é a causa mais frequente de morte no Brasil, e também é uma causa muito importante de incapacidade. Nesta lista o AVC aparece &#8220;apenas&#8221; em terceiro lugar porque costuma acontecer em idades mais avançadas, daí o número de anos de vida saudáveis perdidos não ser tão grande.</li>
<li><strong>Condições maternas</strong> (3,6%) — Na faculdade, um professor comparou uma vez as mortes maternas aos acidentes de avião. Qualquer queda de avião vira notícia internacional, mas de acordo com a <abbr title="Organização Mundial da Saúde">OMS</abbr> em 2004 morreram cerca de 4 mil mulheres no Brasil por condições maternas, ou seja, uns 20 aviões cheios de mulheres. Isso inclui a eclâmpsia e pré-eclâmpsia (hipertensão na gravidez), os sangramento do útero na gravidez, as infecções do útero na gravidez, as complicações do trabalho de parto, e as complicações do aborto.</li>
<li><strong>Infarto</strong>, <strong>angina</strong> e seus amigos (3,6%) — A doença cardíaca isquêmica engloba todos as situações em que o coração não recebe uma quantidade adequada de sangue. O infarto agudo do miocárdio (miocárdio é o músculo do coração) é a segunda causa de morte mais frequente no Brasil, mas as mulheres são menos afetadas que os homens, tanto por fatores hormonais quanto por usarem melhor os serviços de saúde.</li>
<li><strong>Diarreia</strong> (3,0%) — A contribuição da diarreia para a carga de doença das mulheres é parecida com a dos homens, então não vou repetir o que já escrevi. Próximo ao dia das crianças pretendo escrever uma lista das 10 principais doenças das crianças brasileiras, e aí descreverei os fatores de risco individuais evitáveis ligados à diarreia.</li>
<li><abbr title="Doença pulmonar obstrutiva crônica"><strong>DPOC</strong></abbr> (2,5%) — Quem tem enfisema também costuma ter bronquite crônica, e vice-versa; a associação das duas doenças é conhecida como doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC para os íntimos. Estima-se que 85% das mortes por DPOC no mundo sejam causadas pelo tabaco. A segunda maior causa é a poluição doméstica causada por fogões a lenha.</li>
<li><strong>Diabetes mellitus</strong> (2,9%) — O diabetes é uma doença cada vez mais comum. Apesar da história familiar de diabetes ser um forte fator de risco, ter um peso saudável é uma das melhores formas de se prevenir. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Asma</strong> (2,1%) — Essa doença também dispensa apresentações. Fico indignado com tanto estrago ser causado por uma doença que pode ser tão bem controlada com o tratamento adequado. Essa indignação vale tanto para as mulheres quanto para os homens; a asma e o DPOC são respectivamente a 12ª e a 11ª doenças mais importantes para o sexo masculino no Brasil.</li>
<li><strong>Prematuridade</strong> e <strong>baixo peso ao nascer</strong> (2,1%) — Nascer com baixo peso ou antes do tempo aumenta o risco de uma série de complicações, que podem resultar na morte do recém-nascido ou em sequelas graves para a vida toda. É curioso ver que esse problema causa nas meninas uma carga de doença 21% menor que nos meninos. A mortalidade das mulheres é menor que a dos homens em todas as faixas etárias, até mesmo para os recém-nascidos.</li>
</ul>
<p>Fiquei feliz em saber que o câncer de colo de útero está lá embaixo nas estatísticas. Não que a doença não seja um perigo; ela é. Mas as mulheres brasileiras estão deixando de ser atingidas pelo câncer de colo de útero porque o preventivo (Papanicolaou) está cada vez mais disponível. Na verdade, a maioria das mulheres pode fazer o exame uma vez a cada dois ou três anos, mas isso é assunto para outro artigo. (Aliás, preciso escrever um dia também sobre a <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/06/mamografia-pode-ser-feita-a-cada-2-anos/" title="Mamografia pode ser feita a cada 2 anos" rel="bookmark">rotina de mamografia</a>.)</p>
<p>No Brasil, a carga de doença por pneumonia nas mulheres é até um pouco menor do que a nos homens. Mesmo assim, a pneumonia é a segunda maior causa de anos de vida perdidos e incapacidade nas mulheres, enquanto nos homens é &#8220;apenas&#8221; a 6ª causa. Isso acontece porque os homens sobrem bem mais que as mulheres com as causas externas, relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Para mais informações, sugiro os artigos <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark">Por que o homens morrem mais cedo?</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></q>.</p>
<p>Observação: Corrigi o artigo <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark">As 10 principais doenças do homem no Brasil</a> dia 26 de setembro, com a inclusão da diarreia em seu devido lugar na lista, bem como a revisão do cálculo das porcentagens.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/' title='As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)'>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/' title='As doenças causadas pelo tabagismo passivo'>As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/10/12/as-10-principais-doencas-das-criancas-no-brasil/' title='As 10 principais doenças das crianças no Brasil'>As 10 principais doenças das crianças no Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/' title='As 10 principais doenças dos idosos no Brasil'>As 10 principais doenças dos idosos no Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/02/26/ministerio-da-saude-amplia-vacinacao-contra-gripe-suina/' title='Ministério da Saúde amplia vacinação contra gripe suína'>Ministério da Saúde amplia vacinação contra gripe suína</a></li>
</ul>
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		<title>Por que os homens morrem mais cedo?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 03:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As causas incluem fatores de risco como uso de álcool, tabagismo, pressão alta e falta de aleitamento materno. <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje se completa um ano desde que o Ministério da Saúde lançou a <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33061">Política Nacional da Saúde do Homem</a>. (Leia a <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&#038;id_area=124&#038;CO_NOTICIA=10490" title="MS lança Política Nacional de Saúde do Homem">nota publicada em 2009</a>.) Todo o mundo o mundo viu na televisão o que os médicos já sabiam havia muito tempo: o homem morre mais cedo que a mulher. Quando a política foi lançada, a expectativa de vida ao nascer dos homens era estimada em 7,6 anos a menos que a das mulheres.</p>
<p>O engraçado é que os homens morrem mais cedo, mas adoecem menos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um homem brasileiro que nascesse em 2002 teria uma uma expectativa de passar 13,0% de sua vida, ou seja, 8,5 anos com algum grau de incapacidade (que é uma forma de medir a gravidade das doenças). Já uma mulher que nascesse naquele mesmo ano teria uma expectativa de passar 9,8 anos com incapacidade, ou seja 13,6% de sua expectativa total de vida.</p>
<p>A maioria dos consultórios médicos recebe mulheres com muito mais frequência do que homens. Além de adoecer mais, as mulheres vão ao médico com mais facilidade que os homens, seja por motivos culturais, seja por motivos trabalhistas. Quando o agente comunitário de saúde visita uma família, é quase sempre a mulher que o atende, mesmo que o homem esteja em casa.</p>
<p>Pensando em ajudar todos a olhar um pouco mais para a saúde do homem, trago aqui uma análise dos 10 principais fatores de risco para a saúde do homem brasileiro. Para dar uma dimensão da importância de cada fator de risco, anotei entre parênteses a proporção da <em>carga de doença</em> da população masculina que é causada por aquele fator de risco.</p>
<p><span id="more-1044"></span></p>
<ul>
<li><strong>Uso de álcool</strong> (15,2%) — Apesar do álcool uso moderado do álcool ter um aparente efeito protetor para a doença cardíaca isquêmica (angina, infarto cardíaco) e para a forma isquêmica da doença cerebrovascular (mais conhecida como <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> ou derrame), existem dezenas de doenças para as quais quanto mais álcool pior, mesmo se a pessoa não for alcoolista. Não é segredo que os homens bebem muito mais do que as mulheres. O resultado é que o sexo masculino sofre 6,0 vezes as consequências que o sexo feminino sofre pelo uso excessivo do álcool. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Tabagismo</strong> (4,2%) — Outro fator de risco tradicionalmente ligado ao gênero masculino. Mesmo com a proporção cada vez maior de mulheres entre os fumantes, a carga de doença decorrente do uso do tabaco nos homens é 2,6 vezes a carga das mulheres. Como os efeitos deletérios do tabagismo demoram a aparecer, espera-se que essa diferença diminua sensivelmente ao longo das próximas décadas. Em maio escrevi uma série de artigos sobre o assunto: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para fumar</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/" rel="bookmark">As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/" rel="bookmark">Como parar de fumar</a></q>.</li>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong> (3,5%) — Apesar de ser o terceiro fator de risco que mais contribui para a carga de doença do homem brasileiro, o excesso de peso traz ainda mais consequências para a população feminina. Dessa forma, não é pela obesidade que os homens morrem antes que as mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong> (3,3%) — O ideal seria que todo o mundo tivesse a pressão menor do que 12 por 8. Acima disso, aumenta cada vez mais o risco de AVC, infarto cardíaco, amputação e várias outras doenças cardiovasculares (do coração e dos vasos sanguíneos). Como todo o mundo vai morrer um dia, o importante não é saber qual vai ser a causa de morte. Mas, quando o risco de uma doença aumenta, aumenta também o risco da pessoa ter uma morte ou incapacidade precoce, o que se traduz em menos anos de vida saudáveis. No Brasil os homens têm 20% mais carga de doença causada pela pressão arterial do que as mulheres, presumidamente pela dificuldade em fazer acompanhamento médico. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong> (3,1%) — Assim como no caso da pressão arterial, quanto menor a glicemia (o nível de glicose no sangue), menor o risco da pessoa desenvolver complicações cardiovasculares nos próximos anos. Há dois meses escrevi três artigos sobre o assunto: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/">Conheça os sintomas do diabetes mellitus</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/">Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>. O diabetes e o pré-diabetes trazem ainda mais consequências para a saúde da população feminina do que para a da masculina, então não é por causa disso que os homens morrem mais cedo.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong> (2,3%) — A alimentação do bebê deve ser completamente constituída pelo leite materno até completar 6 meses de idade; a partir daí os alimentos da família devem ser introduzidos gradualmente, mas mantendo o aleitamento materno 2 a 3 vezes ao dia até pelo menos os 2 anos de idade. A interrupção precoce do aleitamento materno implica em maior mortalidade infantil e em menores de 5 anos de idade, e a carga disso para a saúde dos homens é 1,2 vez a carga para a saúde da mulher. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo sem camisinha</strong> (2,2%) — Relações sexuais sem preservativo podem trazer doenças sexualmente transmissíveis e/ou Aids, mas para a mulher o risco é ainda maior. Algumas mulheres tentam abortar gravidezes indesejadas, e pela clandestinidade as tentativas de aborto podem levar ao óbito materno. (Assista a essa <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/09/como-se-prevenir-contra-a-aids/" rel="bookmark" title="Como se prevenir contra a AIDS">propaganda bem-humorada sobre o uso da camisinha</a>.)</li>
<li><strong>Uso de drogas ilícitas</strong> (2,2%) — A maior consequência do uso problemático de cocaína (e crack), anfetaminas e opioides é a morte precoce. Os 2,2% que citei só incluem sobredose (<q lang="en">overdose</q>), suicídio, trauma (homicídio, acidentes de trânsito e outros) e infecção pela Aids; e não incluem o uso da maconha. A somatória desses problemas nos homens é 2,5 vezes a somatória das mulheres.</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong> (2,1%) — O excesso de colesterol é um dos principais fatores de risco para a doença cardíaca isquêmica, além de outras doenças do aparelho circulatório. E o problema surge uns 5 anos mais cedo para os homens, que por isso têm uma carga de doença atribuída ao colesterol cerca de 40% maior que a das mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/" rel="bookmark">Como está sua alimentação?</a></q>)</li>
<li><strong>Fatores de risco ocupacionais</strong> (2,1%) — O adoecimento ou falecimento decorrente do trabalho é muito maior no sexo masculino: a carga de doença atribuída é 5,8 vez aquela do sexo feminino. Mas as consequências variam muito de um lugar para o outro, e de uma ocupação para a outra.</li>
</ul>
<p>A carga de doença é uma forma de expressar o impacto de uma doença ou fator de risco. Esse impacto é medido em anos de vida perdidos (quando mais precoce a morte, pior), e ajustado para o grau de incapacidade das pessoas que não morrem mas têm que conviver com a doença ou uma consequência da mesma. Quanto maior o número de pessoas afetadas, maior a carga de doença. Já expliquei o conceito com mais detalhes nos artigos <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark">Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></q> e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/" rel="bookmark">Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></q>.</p>
<p>Assim como nesses dois outros artigos, os números são para toda a América Latina, e não apenas para o Brasil. Segunda-feira publico um novo artigo com a lista das <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil">10 principais doenças do homem brasileiro</a>, desta vez com dados exclusivamente nacionais. Até lá!<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/' title='As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)'>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/' title='Quem tem risco de ter diabetes mellitus'>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></li>
</ul>
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		<title>Como está sua alimentação?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ministério da Saúde publicou um teste online para as pessoas avaliarem a própria alimentação. <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nutricaoparatodos.blogspot.com/2010/06/como-esta-sua-alimentacao.html">Graças ao blog <cite>Nutrição Para Todos</cite></a>, fiquei sabendo que o Ministério da Saúde disponibilizou um <a href="http://nutricao.saude.gov.br/teste_alimentacao.php" title="Como está sua alimentação?">teste online</a> para as pessoas avaliarem a qualidade de sua própria alimentação. O teste é construído com base no conceito de pirâmide alimentar, que é de fácil compreensão pelas pessoas, além de ser o mais adotado pelos profissionais de saúde. Por exemplo, a pirâmide alimentar foi adotada em pelo menos um dos dois principais estudos da prevenção do diabetes mellitus. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></cite>.)</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.flickr.com/photos/alexfrance/3194662301/"><img alt="Mão segurando uma caneta" src="http://leonardof.med.br/imagens/Flickr_3194662301_320x214.jpeg" title="Fazendo um exame" width="320" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">© Alex France (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.pt_BR'>alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<p>O teste online é igual àquele incluído na versão de bolso do <cite>Guia Alimentar da População Brasileira</cite>, que <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/24/10-passos-para-uma-alimentacao-saudavel/" rel="bookmark" title="10 passos para uma alimentação saudável">divulguei</a> poucos meses atrás. Como o teste só dá o resultado total, é bom ler depois o guia para saber qual parte da alimentação precisa ser melhorada, e como.<br />
<h3 class='related_post_title'>Leia também:</h3>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/' title='Como prevenir o diabetes mellitus'>Como prevenir o diabetes mellitus</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/' title='Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?'>Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?</a></li>
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		<title>Como prevenir o diabetes mellitus</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 03:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[O diabetes mellitus pode ser prevenido através da alimentação balanceada e da prática de atividade física moderada. <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da taxa de glicose no sangue é um dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil">fatores de risco que mais causam mortes precoces e incapacidade no Brasil</a>. Existem <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Conheça os sintomas do diabetes mellitus">sintomas sugestivos de diabetes</a>, mas o melhor é descobrir a doença logo no começo. A pessoa com <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Quem tem risco de ter diabetes mellitus">risco aumentado de desenvolver diabetes</a> pode e deve fazer exames, mas não é só isso. Também é possível <em>prevenir</em> o diabetes mellitus.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.flickr.com/photos/14516334@N00/374268661/"><img alt="Um coração sendo usado como um símbolo de amor" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Commons_Love_heart_320x315.jpeg" title="Meu coração em suas mãos" width="320" height="315" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href='http://www.flickr.com/photos/aussiegall/'>aussiegall</a> (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.pt'>alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<p>A prevenção do diabetes envolve medidas capazes de diminuir outros fatores de risco para doenças cardíacas. Estudos preliminares indicam inclusive que os pré-diabéticos que entram em programas de prevenção do diabetes têm menores taxas de complicações do aparelho circulatório.</p>
<p><span id="more-640"></span></p>
<p>Uma das melhores formas de prevenir o diabetes mellitus é <strong>perder peso</strong>. O importante é perder gordura (e não massa muscular), principalmente a gordura que fica por dentro da barriga. O ideal é ter um peso normal, mas na prática perder 5 a 10% do peso já é o suficiente para prevenir não apenas o diabetes, mas também a <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark" title="Como prevenir e controlar a hipertensão arterial">hipertensão</a>, a <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/" rel="bookmark" title="Como prevenir a artrite (osteoartrose)">osteoartrose</a> e muitas outras doenças. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</p>
<p>Os melhores estudos de prevenção do diabetes mellitus usaram as orientações alimentares que também são válidas para toda a população. Não vou entrar em detalhes aqui, porque esse já foi assunto de um artigo anterior: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/24/10-passos-para-uma-alimentacao-saudavel/" rel="bookmark" title="10 passos para uma alimentação saudável">10 passos para uma alimentação saudável</a></q>.</p>
<p><strong>Atividade física</strong> também emagrece mas, mesmo sem contar com o emagrecimento, a atividade física previne o diabetes e outra tantas doenças. Já é o suficiente fazer duas horas e meia de atividade física moderada por semana. O exemplo mais óbvio de atividade física moderada é a caminhada rápida, mas a atividade física no trabalho ou lazer também funciona.</p>
<p>Não é de se surpreender que os medicamentos para diabetes sejam capazes de prevenir a doença. Um deles, a <strong>metformina</strong>, é barato e tem pouco efeito colateral, mas é menos eficaz que as modificações de estilo de vida acima. Outro, a <strong>troglitazona</strong>, foi proibido em vários países devido a efeitos colaterais graves, e no Brasil só é vendida com receita de controle especial. Existe uma série de outros remédios aparentemente capazes de prevenir o diabetes, mas são pouco e/ou mal estudados.</p>
<p>Um tratamento curioso para prevenir o diabetes é a <strong>cirurgia bariátrica</strong>. Um estudo observou que os obesos mórbidos operados tinham um risco 97% menor de ter diabetes! Mas esse estudo tem uma série de limitações, então ainda é cedo para saber se a cirurgia bariátrica previne o diabetes. (É bem capaz que o efeito seja unicamente pela perda de peso.) Além disso, a cirurgia bariátrica traz uma série de complicações para o paciente, de forma que dificilmente seria indicada para quem não é obeso mórbido.</p>
<p>Outra curiosidade é que foi comprovado que o <strong>selênio</strong> e a <strong>vitamina E</strong>, ingredientes comuns em complexos vitamínicos, não diminuem o risco de diabetes. Na verdade, o selênio parece aumentar em 55% o risco de diabetes! Esse é um dos motivos pelos quais médico sério não passa vitamina à tôa. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/02/17/conselho-federal-de-medicina-impoe-limites-a-pratica-ortomolecular/">Conselho Federal de Medicina impõe limites à prática ortomolecular</a></q>.)</p>
<p><a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/panorama_saude_brasil_2003_2008/default.shtm" rel="bookmark" title="Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008. Um panorama da saúde no Brasil: Acesso e utilização dos serviços de saúde, condições de saúde, e fatores de risco e proteção à saúde">De acordo com o IBGE</a>, mais de 8% dos brasileiros maiores de 35 anos tinham diabetes mellitus em 2008. Com o envelhecimento da população, a tendência é que o número de diabéticos aumente cada vez mais. É importante fazer consultas médicas de rotina para o diagnóstico precoce e o controle do diabetes mellitus, mas ter um estilo de vida saudável é fundamental para evitar a doença.<br />
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		<title>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 03:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os fatores de risco incluem idade, história familiar, obesidade, sedentarismo, doenças cardiovasculares, pré-diabetes e outros. <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Conheça os sintomas do diabetes mellitus">sintomas típicos de diabetes</a>, mas o ideal é fazer o diagnóstico precoce, antes da doença começar a se manifestar. Os exames periódicos de sangue são ainda mais importante para as pessoas com algum fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.</p>
<p><span id="more-651"></span></p>
<p>Alguns fatores de risco não podem ser modificados pela pessoa: a <strong>idade</strong>, por exemplo. A partir dos 45 anos o diabetes mellitus fica cada vez mais frequente. Da mesma forma, ter um <strong>pai ou mãe com diabetes</strong> aumenta as chances da pessoa desenvolver a doença em algum ponto de sua vida. No caso das mães, ter tido <strong>diabetes gestacional</strong> ou um filho nascido com mais de 4 kg são fatores de risco adicionais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Central_Obesity_011.jpg"><img alt="Adolescente obeso (146 quilos) com obesidade central, visto de lado" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Commons_Central_Obesity_011_320x316.jpeg" title="Obesidade central" width="320" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href='http://commons.wikimedia.org/wiki/User:FatM1ke' title='User:FatM1ke'>FatM1ke</a> (domínio público)</p></div>
<p>Mas também existem fatores de risco modificáveis, como a <strong>falta de atividade física</strong> e o excesso de peso, especialmente na dita <cite><strong>obesidade central</strong></cite>, em que a gordura se deposita dentro da barriga. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark">Como saber se você está acima do peso ideal</a></cite>.) Um estudo recente, publicado na Revista Panamericana de Saúde Pública, mostrou que mais da metade da carga de doença do diabetes mellitus seria evitado se todos os brasileiros tivessem um peso ideal. <cite>Carga de doença</cite>, aqui, é o impacto da doença sobre a saúde da população, medida na forma de anos de vida perdidos por morte precoce ou invalidez.</p>
<p>Além disso, a pessoa com certas doenças tem maior risco de diabetes. Esse é o caso da <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_do_ov%C3%A1rio_polic%C3%ADstico">síndrome do ovário policístico</a></strong> e de doenças do aparelho circulatório como a <strong>hipertensão arterial</strong> e algumas <strong>doenças cardíacas</strong>. Outro fator de risco são os níveis de gordura no sangue: o excesso de <strong>triglicerídios</strong> e a falta de <strong>colesterol HDL</strong> (que é o colesterol bom).</p>
<p>Ironicamente, ter diabetes mellitus também aumenta o risco da pessoa ter essas doenças, e todas compartilham uma série de fatores de risco em comum, reforçando ainda mais a associação. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></cite>.)</p>
<p>Fazer exames periódicos permite descobrir não apenas o diabetes, mas também o <strong>pré-diabetes</strong>, que é um meio-termo entre a normalidade e o diabetes. Uma pessoa com pré-diabetes tem cerca de 25% de chance de um dia desenvolver diabetes, a não ser que tome uma providência para prevenir a doença.</p>
<p>Semana que vem publico o terceiro e último artigo desta série: <cite>Como prevenir o diabetes mellitus</cite>.<br />
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</ul>
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		<title>Conheça os sintomas do diabetes mellitus</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 03:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>

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		<description><![CDATA[Os sintomas mais típicos são aumento da urina, sede, fome e emagrecimento. <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 26 de junho é o <strong>Dia Nacional do Diabetes</strong>, e por isso resolvi escrever uma série de artigos sobre o assunto. Muitas pessoas, quando sentem algo, param para pensar se isso não pode ser um indício de diabetes, e por isso adotei os sintomas da doença como o assunto para o primeiro artigo.</p>
<p>Ao contrário do que muita gente acredita, obesidade não é um sinal de diabetes mellitus. O que o excesso de peso faz é aumentar o risco de diabetes! (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark" title="Como saber se você está acima do peso ideal">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</p>
<p><span id="more-626"></span></p>
<p>Já o <strong>emagrecimento</strong> pode ser um indício de diabetes, especialmente se a pessoa não estiver fazendo dieta ou exercício físico. A maioria dos médicos usa como ponto de corte a perda de 5% do peso anterior ao longo de 6 meses para definir o emagrecimento como possivelmente causado por uma doença.</p>
<p>Quando uma pessoa tem diabetes, seu corpo não consegue aproveitar o açúcar que está presente no sangue. Isso faz com que o açúcar se acumule no sangue, ao mesmo tempo em que a pessoa passa fome. Além de perder peso, a pessoa com diabetes também tem um <strong>aumento do apetite</strong>.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Urinbecher.jpg"><img alt="Frasco de urina" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Urinbecher_320x397.jpeg" title="Frasco de urina" width="320" height="397" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Polarlys">Polarlys</a> (<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt">alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<p>O aumento da glicose no sangue também faz com que a pessoa apresente <strong>açúcar na urina</strong>. Antigamente, quando não existiam exames de laboratório e não se conheciam as doenças contagiosas, os médicos provavam a urina dos pacientes para diagnosticar uma série de doenças, e o diabetes era uma delas.</p>
<p>A presença de glicose na urina acaba puxando mais água, e o <strong>volume da urina aumenta</strong>. Como consequência, a pessoa fica com <strong>mais sede</strong>.</p>
<p>Além disso, o diabetes mellitus pode causar causar cansaço, fraqueza e sonolência. Outros sintomas comuns são coceira na pele ou nos órgãos genitais, infecções frequentes ou de difícil resolução, e visão borrada. (Algumas pessoas com miopia, ou seja, com dificuldade para enxergar de perto, podem ter o problema diminuído temporariamente porque o diabetes mellitus altera o trajeto da luz dentro do olho.)</p>
<p>Hoje em dia é possível fazer o diagnóstico do diabetes mellitus com facilidade, através dos exames de sangue, sem precisar esperar que o paciente chegue a sentir os efeitos colaterais. Não existe consenso, ou pior, existem vários consensos diferentes sobre com que frequência, e a partir de que idade as pessoas devem fazer o teste de diabetes.</p>
<p>O que todos acreditam é que algumas pessoas, como os obesos, devem fazer o exame com mais frequência. Segunda-feira que vem publico uma lista completa dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/" title="Quem tem risco de ter diabetes mellitus">fatores de risco para o diabetes mellitus</a>, e a seguir explicarei <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Como prevenir o diabetes mellitus">como prevenir (ou controlar) o diabetes mellitus</a>.<br />
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</ul>
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		<title>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 03:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobrepeso e obesidade, glicose alta e pressão alta estão entre os principais fatores de risco para a saúde da mulher brasileira. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres têm uma presença constante na assistência à saúde, seja como profissionais, seja como pacientes. Qualquer antessala de médico tem duas vezes mais mulheres que homens. Por isso, aproveito o Dia Internacional da Mulher para divulgar quais são os fatores de risco modificáveis que mais tiram anos de vida e que mais trazem incapacidade para as mulheres brasileiras.</p>
<p><span id="more-108"></span></p>
<ul>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong>: Esse é um dos poucos fatores de risco que afeta mais as mulheres que os homens. Apesar da obesidade, definida como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_massa_corporal"><abbr title="índice de massa corporal">IMC</abbr></a> maior que 30, ser mais grave que o sobrepeso (IMC entre 25 e 30), este traz uma carga de doença ainda maior, porque existem mais pessoas com sobrepeso que obesas. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong>: A diabetes e a pré-diabetes são um dos maiores problemas de saúde pública, causando morte e incapacidade não apenas através da diabetes em si, mas também através de uma série de doenças como o derrame (<cite>acidente vascular cerebral</cite>) e o infarto. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong>: Quanto maior a pressão, maior o estrago. Ter pressão de 16 por 10 é pior que 14 por 9, que é pior que 12 por 8, que é pior que 10 por 7. Pessoas com pressão menor que 14 por 9 não têm indicação de tratamento com medicamentos, mas é nelas que acontece metade dos problemas decorrentes da pressão arterial elevada. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso de álcool</strong>: O álcool causa um estrago cinco vezes menor na população feminina do que na masculina, mas mesmo assim é um dos principais causadores de perda de anos de vida saudável entre as mulheres brasileiras. Além do alcoolismo, o álcool em excesso também prejudica a saúde de várias maneiras, mesmo se tomado apenas em ocasiões sociais. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo sem camisinha</strong>: A relação sexual entre homem e mulher é a principal forma de transmissão do HIV no Brasil, de forma que a proporção de mulheres com AIDS cresce assustadoramente. Isso sem contar com a infertilidade devida à gonorreia e à clamídia, com o câncer de útero causado pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus_do_papiloma_humano"><abbr title="vírus do papiloma humano">HPV</abbr></a>, e com a sífilis. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/10/africa-testa-anel-vaginal-para-prevenir-transmissao-sexual-do-hiv/" rel="bookmark">África testa anel vaginal para prevenir transmissão sexual do HIV</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de atividade física</strong>: Além do infarto, do derrame cerebral e do diabetes, o sedentarismo aumenta o risco da pessoa desenvolver câncer de mama e de intestino grosso.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong>: O aleitamento materno protege a mãe contra câncer de mama, além de ser o principal fator de proteção contra a mortalidade infantil. Na verdade, o aleitamento materno tem uma série de vantagens, mas vou deixar para outros artigos. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de água tratada, esgoto ou higiene</strong>: Esse fator de risco é responsável por todos os casos de verminose, a maioria dos casos de diarreia, e boa parte de uma série de doenças como hepatite A e dengue. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/29/eleicoes-2010-como-usar-seu-voto-para-prevenir-a-dengue/" rel="bookmark">Eleições 2010: como usar seu voto para prevenir a dengue</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso de tabaco</strong>: O tabagismo é pelo menos tão prejudicial para uma mulher quanto para um homem, e à medida que <a href="http://www.inca.gov.br/tabagismo/jovem/inicial.asp?pagina=namira.htm&amp;item=jovem" class="broken_link">cada vez mais mulheres jovens fumam</a>, o problema só tende a aumentar. Para piorar, o uso de anticoncepcionais interage com o tabagismo, aumentando mais ainda o risco de infarto e outros tipos de trombose. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>.)</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong>: As dislipidemias são um dos principais fatores de risco evitáveis para as doenças do aparelho circulatório, que por sua vez são a principal causa de morte das mulheres brasileiras e de boa parte do resto do mundo. Novamente, mais da metade da carga de doença decorrente do colesterol alto acontece em pessoas abaixo do ponto de corte para o tratamento com medicamentos.</li>
</ul>
<p>As informações foram obtidas de uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que levou em consideração não apenas o risco individual das pessoas que têm esses fatores de risco, mas também o número de pessoas afetadas. Além disso, o estudo não se limitou a estudar o número de óbitos causados por cada fator de risco, mas também a idade em que a morte acontece e a grau de incapacidade das pessoas doentes. Nessa publicação o Brasil é estudado em conjunto com outros países em vias de desenvolvimento na América Latina, que foram considerados como tendo um perfil de saúde semelhante.</p>
<p>Uma das conclusões mais interessantes do documento é que os níveis de saúde da mulher brasileira são maiores que os dos homens. Já é conhecido há muito tempo que o índice de mortes das mulheres é menor que o dos homens em todas as faixas etárias, e agora podemos dizer que a precocidade dos óbitos e a incapacidade também é menor. Certamente que isso reflete, em parte, a menor exposição da mulher à violência letal, como homicídios e acidentes de trânsito, mas também uma maior preocupação com a própria saúde e um maior contato com os serviços de saúde.</p>
<p>Não perca a sequência desse artigo, a ser publicada na próxima semana, divulgando <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil"> os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a>, levando em consideração tanto a população masculina quanto a feminina, e trazendo novas considerações sobre o assunto.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/' title='As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)'>As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
</ul>
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