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	<title>Doutor Leonardo &#187; hepatite</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Auto-hemoterapia não tem comprovação científica</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/07/07/auto-hemoterapia-nao-tem-comprovacao-cientifica/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 03:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O CFM contra-indica o procedimento, e médicos que o executem podem ser processados. <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/07/auto-hemoterapia-nao-tem-comprovacao-cientifica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mencionei a auto-hemoterapia de passagem no artigo <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/14/novas-regras-para-a-doacao-de-sangue/" rel="bookmark">Novas regras para a doação de sangue</a></cite>, e o procedimento acabou atraindo mais comentários do que o assunto principal. Assumi então o compromisso de escrever um artigo só sobre a auto-hemoterapia, de forma a canalizar a polemica. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Blood.jpg"><img alt="Sangue" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Commons_Blood_320x261.jpeg" title="Sangue" width="320" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">© Nyki m (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt'>alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<p>Fiz uma levantamento bibliográfico usando as bases de dados Medline, Lilacs, Ibecs, Cochrane e Scielo, através da PubMed e da BVS. Pesquisei por artigos relatando estudos clínicos (testes em humanos) que contivessem os termos <cite>auto-hemoterapia</cite> ou <cite lang="en">auto-hemotherapy</cite>. Só encontrei dois artigos, com resultados nada animadores.</p>
<p><span id="more-697"></span></p>
<p>O <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8251720">primeiro estudo</a> pesquisou o efeito de uma variedade de auto-hemoterapia (que passou por oxidação fotossensibilizada) e de um composto fitoterápico chinês (Bu Yang Huan Wu Tang) no tratamento das sequelas do derrame cerebral (<cite>acidente vascular cerebral</cite>: AVC). O grupo que recebeu o fitoterápico mais auto-hemoterapia apresentou melhores resultados que os outros dois grupos: em um deles os pacientes receberam apenas auto-hemoterapia, e no outro, apenas o tratamento convencional. O resumo do artigo científico não relatou qualquer melhora do grupo da auto-hemoterapia em comparação ao grupo de tratamento convencional. Infelizmente não posso ler o artigo em sua íntegra porque não sei chinês.</p>
<p>O <a href="http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/hom-4337" title="Acción sobre la respuesta inmune humoral y celular a la administración de autobioterápicos de sangre en enfermedades respiratorias cronicas">outro estudo</a>, publicado numa revista mexicana de homeopatia, selecionou um grupo de pacientes com uma variedade de problemas respiratórios crônicos (ou seja, de curso arrastado) para avaliar o efeito da auto-hemoterapia. Infelizmente, o estudo foi do tipo antes-e-depois, ou seja, não houve um grupo de controle.</p>
<p>Qualquer pesquisador sabe que uma pessoa pode melhorar de uma série de problemas simplesmente por saber (ou achar) que está recebendo tratamento, ou até mesmo só de de ser avaliada como parte de uma pesquisa científica. Por isso os estudos mais confiáveis são aqueles com um grupo de controle, sendo que (no início do estudo) as características das pessoas em ambos grupos devem ser iguais. Na medida do possível, as pessoas não devem saber se estão fazendo parte do grupo do tratamento, ou do controle, que é para evitar que o efeito placebo se confunda com o efeito terapêutico. E ambos grupos devem ser avaliados da mesma forma. O médico responsável por avaliar o estado de saúde do paciente também não deve saber de qual grupo participa o paciente, para que isso não influencie sua análise.</p>
<p>Em 2007 o Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou um levantamento bibliográfico semelhante ao meu, como parte de um parecer solicitado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse levantamento foi ainda mais abrangente, incluindo artigos que não fossem estudos clínicos. A conclusão foi a mesma: <cite>Não há comprovação de sua efetividade, nem de sua segurança.</cite></p>
<p>Por isso, o então <a href="http://www.portalmedico.org.br/JORNAL/jornais2007/Dez/pag11-1.html" title="Jornal Medicina: Auto-hemoterapia não tem eficácia comprovada">presidente do CFM alertou</a>:</p>
<blockquote><p>Os [médicos] que [...] praticarem [a auto-hemoterapia] deverão ser denunciados, para serem processados por isso. Trata-se de uma falácia, que não tem valor científico e não pode ser aceita. Cabe ao CFM alertar a população que isso não deve ser feito, pois pode vir a complicar a saúde do paciente.</p></blockquote>
<p>Teoricamente é possível que um dia surja um estudo científico mostrando a eficácia da auto-hemoterapia para alguma doença. Não é papel do CFM ou da Anvisa desenvolver novos tratamentos, mas tenho certeza de que ambas autoridades mudarão sua postura frente à auto-hemoterapia se as evidência científicas também mudarem.</p>
<p>Até lá, é melhor não correr o risco. Ainda mais depois de <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/399547.stm" title="BBC: Hepatitis outbreak sparks clampdown call">60 pessoas terem contraído hepatite B numa clínica de auto-hemoterapia</a>.</p>
<p><strong>Atualização</strong>: A maioria dos comentários estão sendo moderados por violação presumida de direitos autorais, verborragia, impertinência e principalmente ofensividade. Além disso, está claro que as pessoas que estão comentando não mudarão de ideias. A função do recurso de comentários é a troca de experiências e criação de um sentimento de comunidade, e não servir de palco de disputas sangrentas. Além disso, moderar os comentários está consumindo muito do meu tempo, que poderia estar sendo usado para criar conteúdo para o <cite>Doutor Leonardo</cite>, escrever minha dissertação de mestrado ou dar atenção à minha esposa. Por tudo isso, estou fechando os comentários, e não pretendo continuá-los por outros meios como o e-mail.<br />
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</ul>
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		<title>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 03:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os principais fatores de risco do brasileiro são o uso de álcool, o sobrepeso e obesidade, e a pressão alta, entre outros. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada publiquei um artigo sobre <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">os 10 maiores fatores de risco para a saúde das mulheres brasileiras</a>, levando em consideração não apenas o risco individual das pessoas afetadas, mas também o número de mulheres afetadas. Pois bem, dessa vez trago a vocês uma lista semelhante, mas com os principais fatores de risco para a saúde de toda a população brasileira, não apenas das mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" rel="bookmark">Por que os homens morrem mais cedo?</a></q>.)</p>
<p><span id="more-126"></span></p>
<ul>
<li><strong>Uso de álcool</strong>: Enquanto o alcoolismo (dependência do álcool) atinge <cite>só</cite> 9% da população adulta brasileira, o conjunto de pessoas usando álcool em excesso, ou em situações impróprias, é imenso. As principais consequências são os transtornos mentais (inclusive depressão), os acidentes de trânsito e a violência. Isso sem mencionar derrame cerebral, infarto e outros problemas circulatórios, e, é claro, a cirrose hepática. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong>: Individualmente, é pior ser obeso do que ter sobrepeso, mas o número de pessoas com sobrepeso é maior, então no total as consequências do sobrepeso são ainda maiores que as da obesidade. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong>: A pré-diabetes e a diabetes têm como consequência não apenas infarto e derrame, que podem matar na hora, mas também sequelas como amputação, cegueira e necessidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemodi%C3%A1lise">hemodiálise</a>. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Conheça os sintomas do diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong>: Quanto mais alta a pressão arterial, pior. Pressão arterial menor que 12 por 8 não é baixa, é ótima. Assim como no caso da obesidade, as pessoas com pressão arterial menor que 14 por 9 (ponto de corte para o uso de medicamentos) respondem por mais da metade da carga de doença decorrente da pressão alta. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso do tabaco</strong>: As principais consequências do tabagismo (ativo ou passivo) são o câncer (de pulmão e vários outros), o enfisema (associado à bronquite crônica) e doenças circulatórias como o infarto cardíaco. Fazer o paciente parar de fumar é uma das intervenções médicas mais eficientes para preservar a vida saudável do paciente, mesmo levando em consideração que a maioria não consegue parar. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/" rel="bookmark">Como parar de fumar</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo não seguro</strong>: Transar sem camisinha é um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo. Essa é a principal causa do aumento progessivo dos casos de AIDS no Brasil, que começou entre homossexuais e usuários de drogras injetáveis, mas que hoje é principalmente transmitida por relação sexual entre homem e mulher. Vale lembrar que hoje em dia nem os idosos estão imunes. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/09/como-se-prevenir-contra-a-aids/" rel="bookmark">Como se prevenir contra a AIDS</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de atividade física</strong>: O sedentarismo propicia o surgimento de várias doenças, entre as quais o infarto, o derrame cerebral, a diabete, o câncer de intestino grosso e o câncer de mama. Além disso, a <a href="http://consciencianodiaadia.com/2010/01/26/atividade-fisica-e-receita-de-sucesso-para-um-envelhecimento-com-saude/">atividade física é capaz de evitar algumas doenças específicas da velhice</a>.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong>: O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade é capaz de prevenir não apenas infecções respiratórias, diarreia, e alergias, mas também pressão alta, glicose alta, colesterol alto e sobrepeso/obesidade. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de água tratada, esgoto e higiene</strong>: Existem inúmeras doenças transmissíveis que poderiam ser eliminadas ou muito diminuídas (dependendo da doença) simplesmente melhorando esse item tão básico. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/29/eleicoes-2010-como-usar-seu-voto-para-prevenir-a-dengue/" rel="bookmark">Eleições 2010: como usar seu voto para prevenir a dengue</a></q>.)</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong>: Apesar de existir colesterol bom e colesterol ruim, a maioria das pesquisas que mostram o impacto do colesterol na saúde das populações usa apenas o valor total. E o colesterol total é como a pressão, quanto maior, pior. E, mais uma vez, mais da metade do estrago do colesterol acontece em quem não tem ele tão alto assim.</li>
</ul>
<p>As informações são da Organização Mundial de Saúde, em sua última publicação sobre os principais responsáveis pela <cite>carga de doença</cite> mundial. Essa carga de doença é calculada pela perda de anos de vida saudáveis, levando em consideração o número de pessoas afetadas, a precocidade da morte, e o grau de incapacidade (no caso dos que não morrem da doença). Um problema desse estudo é que a relevância dos fatores de risco foi estimada para grupos de países, não países isolados. Dessa formam os dados que apresento acima não são exatamente brasileiros, mas sim da América Latina. Quando eu publicar a lista das principais doenças, os dados serão exclusivos para o Brasil.</p>
<p>É interessante observar que os fatores de risco estão intimamente associados entre si. A falta de frutas, verduras e legumes na dieta não figura entre os 10 maiores fatores de risco, mas esses alimentos são capazes de combater sobrepeso/obesidade e vários outros fatores listados acima. (Leia também, do vizinho <cite>ConsCiência no Dia-a-Dia</cite>: <a href="http://consciencianodiaadia.com/2009/06/26/estudo-revela-quais-sao-as-maiores-estrelas-da-dieta-mediterranea/">Estudo revela quais são as maiores estrelas da dieta mediterrânea</a>.)</p>
<p>Como deixei transparecer em alguns comentários acima, para melhorar os níveis de saúde da população brasileira não basta abordar as pessoas de alto risco, como os obesos ou hipertensos (pessoas com pressão alta). Todas as pessoas podem se beneficiar através da melhoria de quaisquer fatores de risco que tenham, mesmo que estejam em valores intermediários. É aí que entram as propagandas, os impostos sobre álcool e tabaco, a construção de locais públicos para a prática de exercício físico, e por aí em diante.<br />
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</ul>
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		<title>Como se prevenir contra a AIDS</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 03:00:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma propaganda bem humorada sobre a importância da camisinha na prevenção da AIDS e da infecção pelo HIV. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/09/como-se-prevenir-contra-a-aids/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem a enfermeira Andressa Campos me apresentou um vídeo muito espirituoso sobre como se proteger do HIV. Trata-se de uma propaganda da organização não governamental francesa AIDES, que luta contra a AIDS e as hepatites virais. Importante avisar que o conteúdo não é adequado para crianças.</p>
<p><object style="centered" width="600" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9958802&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9958802&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="600" height="338"></embed></object><br />
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		<title>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 03:00:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sobrepeso e obesidade, glicose alta e pressão alta estão entre os principais fatores de risco para a saúde da mulher brasileira. <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres têm uma presença constante na assistência à saúde, seja como profissionais, seja como pacientes. Qualquer antessala de médico tem duas vezes mais mulheres que homens. Por isso, aproveito o Dia Internacional da Mulher para divulgar quais são os fatores de risco modificáveis que mais tiram anos de vida e que mais trazem incapacidade para as mulheres brasileiras.</p>
<p><span id="more-108"></span></p>
<ul>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong>: Esse é um dos poucos fatores de risco que afeta mais as mulheres que os homens. Apesar da obesidade, definida como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_massa_corporal"><abbr title="índice de massa corporal">IMC</abbr></a> maior que 30, ser mais grave que o sobrepeso (IMC entre 25 e 30), este traz uma carga de doença ainda maior, porque existem mais pessoas com sobrepeso que obesas. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong>: A diabetes e a pré-diabetes são um dos maiores problemas de saúde pública, causando morte e incapacidade não apenas através da diabetes em si, mas também através de uma série de doenças como o derrame (<cite>acidente vascular cerebral</cite>) e o infarto. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong>: Quanto maior a pressão, maior o estrago. Ter pressão de 16 por 10 é pior que 14 por 9, que é pior que 12 por 8, que é pior que 10 por 7. Pessoas com pressão menor que 14 por 9 não têm indicação de tratamento com medicamentos, mas é nelas que acontece metade dos problemas decorrentes da pressão arterial elevada. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso de álcool</strong>: O álcool causa um estrago cinco vezes menor na população feminina do que na masculina, mas mesmo assim é um dos principais causadores de perda de anos de vida saudável entre as mulheres brasileiras. Além do alcoolismo, o álcool em excesso também prejudica a saúde de várias maneiras, mesmo se tomado apenas em ocasiões sociais. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo sem camisinha</strong>: A relação sexual entre homem e mulher é a principal forma de transmissão do HIV no Brasil, de forma que a proporção de mulheres com AIDS cresce assustadoramente. Isso sem contar com a infertilidade devida à gonorreia e à clamídia, com o câncer de útero causado pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus_do_papiloma_humano"><abbr title="vírus do papiloma humano">HPV</abbr></a>, e com a sífilis. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/10/africa-testa-anel-vaginal-para-prevenir-transmissao-sexual-do-hiv/" rel="bookmark">África testa anel vaginal para prevenir transmissão sexual do HIV</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de atividade física</strong>: Além do infarto, do derrame cerebral e do diabetes, o sedentarismo aumenta o risco da pessoa desenvolver câncer de mama e de intestino grosso.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong>: O aleitamento materno protege a mãe contra câncer de mama, além de ser o principal fator de proteção contra a mortalidade infantil. Na verdade, o aleitamento materno tem uma série de vantagens, mas vou deixar para outros artigos. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Falta de água tratada, esgoto ou higiene</strong>: Esse fator de risco é responsável por todos os casos de verminose, a maioria dos casos de diarreia, e boa parte de uma série de doenças como hepatite A e dengue. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/29/eleicoes-2010-como-usar-seu-voto-para-prevenir-a-dengue/" rel="bookmark">Eleições 2010: como usar seu voto para prevenir a dengue</a></q>.)</li>
<li><strong>Uso de tabaco</strong>: O tabagismo é pelo menos tão prejudicial para uma mulher quanto para um homem, e à medida que <a href="http://www.inca.gov.br/tabagismo/jovem/inicial.asp?pagina=namira.htm&amp;item=jovem" class="broken_link">cada vez mais mulheres jovens fumam</a>, o problema só tende a aumentar. Para piorar, o uso de anticoncepcionais interage com o tabagismo, aumentando mais ainda o risco de infarto e outros tipos de trombose. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>.)</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong>: As dislipidemias são um dos principais fatores de risco evitáveis para as doenças do aparelho circulatório, que por sua vez são a principal causa de morte das mulheres brasileiras e de boa parte do resto do mundo. Novamente, mais da metade da carga de doença decorrente do colesterol alto acontece em pessoas abaixo do ponto de corte para o tratamento com medicamentos.</li>
</ul>
<p>As informações foram obtidas de uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que levou em consideração não apenas o risco individual das pessoas que têm esses fatores de risco, mas também o número de pessoas afetadas. Além disso, o estudo não se limitou a estudar o número de óbitos causados por cada fator de risco, mas também a idade em que a morte acontece e a grau de incapacidade das pessoas doentes. Nessa publicação o Brasil é estudado em conjunto com outros países em vias de desenvolvimento na América Latina, que foram considerados como tendo um perfil de saúde semelhante.</p>
<p>Uma das conclusões mais interessantes do documento é que os níveis de saúde da mulher brasileira são maiores que os dos homens. Já é conhecido há muito tempo que o índice de mortes das mulheres é menor que o dos homens em todas as faixas etárias, e agora podemos dizer que a precocidade dos óbitos e a incapacidade também é menor. Certamente que isso reflete, em parte, a menor exposição da mulher à violência letal, como homicídios e acidentes de trânsito, mas também uma maior preocupação com a própria saúde e um maior contato com os serviços de saúde.</p>
<p>Não perca a sequência desse artigo, a ser publicada na próxima semana, divulgando <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil"> os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a>, levando em consideração tanto a população masculina quanto a feminina, e trazendo novas considerações sobre o assunto.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/' title='As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)'>As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
</ul>
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