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	<title>Doutor Leonardo &#187; medicamento</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Retrospectiva 2011: os artigos mais lidos no Doutor Leonardo</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2012/01/05/retrospectiva-2011-os-artigos-mais-lidos-no-doutor-leonardo/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 05:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Os visitantes leram mais sobre planejamento familiar, gravidez e aspectos trabalhistas dos agentes comunitários de saúde. <a href="http://leonardof.med.br/2012/01/05/retrospectiva-2011-os-artigos-mais-lidos-no-doutor-leonardo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você que acompanha o <cite>Doutor Leonardo</cite> deve ter reparado que os artigos se tornaram menos frequentes. É por um bom motivo: além dos compromissos pessoais típicos de fim de ano, a produção científica também está tomando muito do meu tempo, e em janeiro passei a acumular o cargo de professor da Emescam, uma tradicional faculdade de medicina do Espírito Santo.</p>
<p>Em breve voltarei a publicar artigos orginais, mas hoje trago uma lista dos 10 artigos mais lidos pelos visitantes em 2011:</p>
<ul>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/03/como-saber-se-voce-esta-gravida/" title="Como saber se você está grávida">Como saber se você está grávida</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/02/08/emenda-constitucional-garante-piso-salarial-para-agentes-comunitarios-de-saude/" title="Emenda constitucional garante piso salarial para agentes comunitários de saúde">Emenda constitucional garante piso salarial para agentes comunitários de saúde</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/10/25/eficacia-e-seguranca-da-pilula-do-dia-seguinte/" title="Eficácia e segurança da pílula do dia seguinte">Eficácia e segurança da pílula do dia seguinte</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/29/agente-comunitario-de-saude-tem-direito-a-adicional-por-insalubridade/" title="Agente comunitário de saúde tem direito a adicional por insalubridade">Agente comunitário de saúde tem direito a adicional por insalubridade</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/10/31/salario-do-agente-comunitario-de-saude-nao-aumenta-com-o-incentivo/" title="Salário do agente comunitário de saúde não aumenta com o incentivo">Salário do agente comunitário de saúde não aumenta com o incentivo</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/23/medicamento-generico-e-melhor-que-similar/" title="Medicamento genérico é melhor que similar">Medicamento genérico é melhor que similar</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/10/06/as-10-principais-doencas-dos-idosos-no-brasil/" title="As 10 principais doenças dos idosos no Brasil">As 10 principais doenças dos idosos no Brasil</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/18/como-funciona-a-efetivacao-do-agente-comunitario-de-saude/" title="Como funciona a efetivação do agente comunitário de saúde">Como funciona a efetivação do agente comunitário de saúde</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/19/como-identificar-os-sintomas-da-sinusite/" title="Como identificar os sintomas da sinusite">Como identificar os sintomas da sinusite</a></li>
<li><a href="http://leonardof.med.br/2010/10/19/condroitina-e-glicosamina-nao-funcionam-na-osteoartrose-de-joelho-e-quadril/" title="Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril">Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril</a></li>
</ul>
<p>E você, quais foram seus artigos favoritos em 2011? Deixe seu comentário!<br />
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</ul>
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		<title>Segurança do ibuprofeno e do paracetamol no tratamento de febre em crianças</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/11/10/seguranca-do-ibuprofeno-e-do-paracetamol-no-tratamento-de-febre-em-criancas/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 05:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Os dois remédios foram avaliados num estudo com dezenas de milhares de crianças e bebês. <a href="http://leonardof.med.br/2011/11/10/seguranca-do-ibuprofeno-e-do-paracetamol-no-tratamento-de-febre-em-criancas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer bula de medicamento tem uma lista interminável de efeitos colaterais, especialmente no caso dos remédios mais antigos e conhecidos. Além disso, na maioria das vezes, a bula não autoriza o uso de medicamentos em bebês, que são mais frágeis e por isso costumam ser excluídos de estudos sobre a segurança dos medicamentos. Até mesmo os medicamentos mais usados contra a febre, como paracetamol, ibuprofeno e dipirona, são alvo de controvérsia.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/andresrueda/3407340937/"><img alt="Termômetro de mercúrio." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_3407340937_360x270.jpeg" title="Termômetro de mercúrio banido, por Andres Rueda. Fotografia distribuída sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica; clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="360" height="270" style="border: none;"/></a></p>
<p>Pesquisadores da <cite lang="en">Boston University School of Medicine</cite> realizaram, na década de 90, uma experiência com nada menos que 84 mil crianças para conferir a <a href="http://jama.ama-assn.org/content/273/12/929">segurança de paracetamol e ibuprofeno em crianças levadas ao médico com um quadro de febre aguda</a>. Mais tarde, os pesquisadores analisaram separadamente as crianças com menos de 2 anos de idade, e chegaram às <a href="http://pediatrics.aappublications.org/content/100/6/954.abstract">mesmas conclusões para esse grupo</a>.</p>
<p><!-- more --></p>
<p>Não houve qualquer internação por insuficiência renal (rins pararem de funcionar), anafilaxia (um tipo grave de alergia), ou síndrome de Reye. 4 crianças (0,005%) foram internadas por sangramento digestivo (um tipo de hemorragia interna) de baixa gravidade, mas devido à margem de segurança não foi possível saber se o risco com o ibuprofeno é maior do que com o paracetamol.</p>
<p>Ao todo, 795 crianças (0,9%) foram internadas, principalmente pelas infecções que motivaram o uso do medicamento. 2 crianças (0,02%) morreram: uma por meningite, e outra por acidente de trânsito. </p>
<p>A pesquisa não mediu o risco de efeitos colaterais leves ou moderados. Por outro lado, dá a segurança de que, se algum efeito colateral grave tiver passado desapercebido, será algo realmente raro (menos do que 0,01%). Além disso, o estudo incluiu crianças com todo tipo de causa para episódios de febre, principalmente as que estavam mal o suficiente para procurar seus médicos, e portanto mais suscetíveis a ter alguma complicação.</p>
<p>Uma revisão confirmou que os <a href="http://cid.oxfordjournals.org/content/31/Supplement_5/S219.full">anti-inflamatórios de uma forma geral (como o ibuprofeno) e o paracetamol são seguros para uso durante poucos dias</a>, desde que seja respeitada a dose correta. As contraindicações são principalmente para pessoas em situações especiais, como doença grave nos rins ou fígado, ou desidratação grave; mas nesses casos a pessoa já deveria estar em acompanhamento médico.</p>
<p>A dúvida fica por conta da dipirona. Os médicos no Brasil têm uma experiência muito grande com esse medicamento, mas existem poucos estudos de grande porte sobre sua segurança e eficácia. A dipirona não é vendida em uma série de países, inclusive nos Estados Unidos e Reino Unido, por causa de uma possível associação com a anemia aplástica, uma doença muito rara e muito grave. Ironicamente, no Brasil e outros países onde a dipirona é permitida, a anemia aplástica é mais rara do que no resto do mundo (por aqui são <a href="http://www.haematologica.org/content/94/9/1220.abstract">1,6 casos anuais para cada 1 milhão de pessoas</a>). Em estudos menores, com dezenas de crianças, a dipirona se mostrou tão eficaz e bem tolerada quanto outros medicamentos para febre, como o paracetamol e o ibuprofeno.</p>
<p>Em suma, o uso de ibuprofeno por poucos dias em crianças é tão seguro quanto o de paracetamol, e o uso de dipirona nas mesmas condições é <em>provavelmente</em> tão seguro quanto. A segurança do uso continuado é outra história; nesse caso é preciso consultar um médico, até para fazer um diagnóstico preciso do que é que esteja causando a febre ou dor.<br />
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		<title>Espanha confirma eficácia dos genéricos</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/08/29/espanha-confirma-eficacia-dos-genericos/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 06:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Medicamentos genéricos têm resultados clínicos iguais aos dos de referência. <a href="http://leonardof.med.br/2011/08/29/espanha-confirma-eficacia-dos-genericos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano o <a href="http://periodicoses.saludextremadura.com/noticia.php?id=731" title="Resultados clínicos de medicamentos de marca frente a genéricos: Una revisión actualizada a 28/02/11."><cite lang="es">Boletín Terapéutico Extremeño</cite> se propôs a verificar se os medicamentos genéricos são realmente eficazes</a>. O periódico, editado pelo governo da região espanhola da Extremadura, revisou as pesquisas realizadas até hoje sobre o assunto, e chegou à seguinte conclusão:</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Medicamento_Generico.jpg"><img alt="Embalagem de medicamento genérico." src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_MedicamentoGenerico_480x347.jpeg" title="Medicamento Genérico, por Elza Fiúza/ABr. Fotografia distribuída sob a licença  licença Creative Commons BY-SA 2.5 Genérica. Clique para ver a fonte." class="aligncenter" width="480" height="347" /></a></p>
<blockquote><p>Os estudos clínicos aleatorizados (ECA) e as meta-análises de ECAs não encontraram diferenças [...] nos resultados clínicos entre os medicamentos de marca e seus genéricos. Esta evidência é de qualidade moderada e não confirma aquela que aponta no sentido contrário, obtida de estudos observacionais retrospectivos com registros de base populacional, que têm qualidade de evidência baixa (nos pareados) e muito baixa (nos não pareados).</p></blockquote>
<p>As pesquisas revisadas incluíram principalmente (mas não apenas) medicamentos para o sistema circulatório e o sistema nervoso central. Grande parte dos medicamentos estudados seriam muito sensíveis a eventuais diferenças entre genéricos e originais. Alguns desses medicamentos precisam de ajustes finos de dosagem, e outros têm a dosagem tóxica próxima daquela usada no tratamento.</p>
<p><span id="more-2235"></span></p>
<p>O boletim recomendou fortemente que médicos e outros prescritores adotem os genéricos como seus medicamentos de primeira escolha. A economia de dinheiro seria enorme, e poderia ser destinada a outros gastos com saúde, comprovadamente eficazes.</p>
<p>Os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento_genérico" title="Artigo na Wikipédia">medicamentos genéricos</a> existem no Brasil desde a década de 90, época em que o Brasil começou a reconhecer a patente de medicamentos. Depois que a patente de um medicamento original expira (perde a validade), outras empresas podem fabricar medicamentos com a mesma composição. </p>
<p>Tanto os medicamentos similares quanto os genéricos têm a mesma composição que o original. A diferença é que os medicamentos genéricos passam por estudos de bioequivalância, comprovando terem absorção igual à do medicamento de referência (original).</p>
<p>Ou seja, os <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/23/medicamento-generico-e-melhor-que-similar/" title="Medicamento genérico é melhor que similar">medicamentos genéricos são melhores do que os similares</a>, e tão bons quanto os da marca original.<br />
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</ul>
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		<title>Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 06:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
		<category><![CDATA[osteoporose]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.med.br/?p=2490</guid>
		<description><![CDATA[O efeito parece nulo em pessoas que moram na comunidade. <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A osteoporose não dói, mas aumenta silenciosamente o risco de fraturas espontâneas ou por quedas da própria altura. Por isso, cientistas do Reino Unido ligados à <cite>Colaboração <span lang="en">Cochrane</span></cite> realizaram uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19370554">revisão sistemática das pesquisas que abordaram a eficácia dos suplementos de cálcio e vitamina D sobre o risco de fratura por osteoporose</a>.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Broken_glass.jpg"><img alt="Fotografia de vidro quebrado contra o sol" src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_BrokenGlass_480x360.jpeg" title="Vidro quebrado, por Jef Poskanzer. Imagem distribuída sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica. Clique para ver a original." class="aligncenter" width="480" height="360" /></a></p>
<p>Duas pesquisas, realizadas em asilos franceses, tiveram resultados realmente animadores. Os idosos que usaram o suplemento tiveram um risco 25% menor de fraturas de quadril, que são justamente as fraturas com maior impacto sobre a mobilidade e a expectativa de vida.</p>
<p>Já os estudos realizados na comunidade não encontraram benefício algum. Foram 6 pesquisas, envolvendo 43 mil pessoas, a maioria delas de alto risco (por exemplo, antecedente de fratura espontânea), e mesma assim não foi comprovada diferença entre as fraturas com e sem suplementos. Isso vale tanto para as fraturas de quadril quanto para as outras, como as de coluna vertebral.</p>
<p><span id="more-2490"></span></p>
<p>O uso da vitamina D aumentou em 135% o risco da pessoa apresentar níveis excessivos de cálcio no sangue; em 4% o risco de sintomas digestivos; e em 16% o risco de cálculos renais ou insuficiência renal. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/" title="Suplementos com cálcio parecem causar infarto">Suplementos com cálcio parecem causar infarto</a></q>.)</p>
<p>Existem vários cuidados a serem tomados ao analisar em conjunto uma série de pesquisas clínicas, e os próprios autores dessa revisão afirmam que suas conclusões não sejam definitivas. Em suma, o efeito dos suplementos <cite>parece</cite> restrito aos idosos em asilos, mas a questão ainda está aberta para discussão.</p>
<p>A dose ideal de vitamina D, por exemplo, ainda está sendo discutida. Também é possível que a forma de vitamina D (colecalciferol, calcitriol etc.) e a via de administração (comprimido, injeção) sejam relevantes.</p>
<p>Um estudo sueco que <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/" title="Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia">divulguei duas semanas</a> atrás mostrou que 80% das mulheres já têm cálcio o suficiente em sua alimentação. Como o uso de vitamina D melhora o aproveitamento do cálcio, isso tudo diminui muito a importância da suplementação desse mineral.</p>
<p>Vários outros nutrientes estão envolvidos na saúde dos ossos. As vitaminas vitaminas A e K já estão sendo estudadas na forma de suplementos, mas <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/" title="Como prevenir a osteoporose">exercício físico e outros fatores do estilo de vida também são importantes para a prevenção de osteoporose</a>.</p>
<p>Em suma, os suplementos de cálcio e vitamina D podem apresentar efeitos colaterais significativos (talvez até infarto), e o benefício ainda é incerto. Se você está tomando algum desses suplementos por conta própria, é melhor discutir o assunto com seu médico na próxima consulta.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/' title='Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia'>Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/' title='Como prevenir o diabetes mellitus'>Como prevenir o diabetes mellitus</a></li>
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</ul>
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		<title>Suplementos com cálcio parecem causar infarto</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 03:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[O risco parece estar restrito às pessoas com uma alimentação adequada. <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <cite lang="en">British Medical Journal</cite> publicou, em <a href="http://www.bmj.com/content/341/bmj.c3691.full">2010</a> e <a href="http://www.bmj.com/content/342/bmj.d2040.long">2011</a>, dois estudos que revisaram o efeito dos suplementos de cálcio, com ou sem vitamina D, sobre o risco de infarto agudo do miocárdio e <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame). Foram incluídas 9 pesquisas, com mais de 28 mil homens e mulheres de meia-idade e idosos; o risco de infarto se mostrou 24% maior entre as pessoas que tomavam suplementos com cálcio.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Calcium_carbonate.jpg"><img alt="Pó de carbonato de cálcio sobre um prato transparente, sobre um fundo negro." src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_CalciumCarbonate_329x320.jpeg" title="Amostra de carbonato de cálcio, por Martin Walker. Fotografia disponibilizada sob domínio público. Clique na imagem para acessar o original." class="aligncenter" width="329" height="320" /></a></p>
<p>No primeiro estudo, que abordou apenas os suplementos de cálcio sem vitamina D, foi possível ainda analisar a influência do cálcio da alimentação. As pessoas cuja alimentação continha  mais de 800mg de cálcio por dia tiveram um aumento de 85% em seu risco de infarto com o uso dos suplementos; já as pessoas com dieta pobre em cálcio podiam usar os suplementos sem risco adicional. Essa diferença é ainda mais importante ao considerarmos que <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/" title="Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia">uma alimentação com 800mg de cálcio por dia é o suficiente para minimizar fraturas de osteoporose</a>. Com uma ingestão diária maior do que 800mg, o risco de fratura continua o mesmo, e talvez até aumente.</p>
<p><span id="more-2433"></span></p>
<p>A falta de cálcio é prejudicial para a saúde do aparelho circulatório, mas os suplementos de cálcio aumentam de forma abrupta a concentração sanguínea do mineral. Acredita-se que, desta forma, os suplementos de cálcio poderiam ativar uma série de mecanismos que estão relacionados com o risco da pessoa sofrer um infarto agudo do miocárdio ou derrame. (Os estudos também encontraram um aumento, menos convincente, do risco de <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> com os suplementos.)</p>
<p>Essa é uma discussão muito nova, e por isso nenhuma pesquisa clínica até hoje foi planejada para elucidá-la. Os estudos descritos acima foram feitos reaproveitando dados de pesquisas que tinham outros objetivos, como avaliar o tratamento da osteoporose. Isso abre a possibilidade para uma série de vieses, de forma que não existe ainda uma conclusão sobre a relação entre os suplementos de cálcio e o risco de infarto e derrame.</p>
<p>Mesmo assim, é melhor conversar com seu médico antes de começar a tomar suplementos que contenham cálcio. Até porque, como veremos na próxima semana, estudos recentes indicam que a <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/" title="Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?">suplementação de cálcio e vitamina D é bem menos útil do que acreditávamos</a>.<br />
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</ul>
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		<title>Finasterida aumenta risco de câncer de próstata</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/06/20/finasterida-aumenta-risco-de-cancer-de-prostata/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2011/06/20/finasterida-aumenta-risco-de-cancer-de-prostata/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 03:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[homem]]></category>
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		<description><![CDATA[Acreditava-se que o medicamento seria capaz de prevenir a doença nos homens. <a href="http://leonardof.med.br/2011/06/20/finasterida-aumenta-risco-de-cancer-de-prostata/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <abbr title="Food and Drug Administration" lang="en">FDA</abbr>, agência americana mais ou menos equivalente à <abbr title="Agência Nacional de Vigilância Sanitária">Anvisa</abbr>, <a href="http://www.fda.gov/Safety/MedWatch/SafetyInformation/SafetyAlertsforHumanMedicalProducts/ucm258529">alertou</a> os médicos para um aumento no risco de diagnóstico de câncer de próstata agressivo (de alto grau) em homens que usem finasterida, dutasterida e outros medicamentos do grupo dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inibidor_da_5-alfarredutase">inibidores da 5α-redutase</a>. Esses medicamentos são usados para combater dois problemas muito comuns entre homens: a calvície (alopecia androgênica) e o crescimento anormal da próstata sem câncer (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperplasia_prost%C3%A1tica_benigna">hiperplasia prostática benigna</a>).</p>
<p>Tudo começou com o <cite lang="en">Prostate Cancer Prevention Trial</cite>, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos para avaliar a hipótese de que a finasterida <em>preveniria</em> o câncer de próstata. De fato, os homens que usaram finasterida tiveram menos casos de câncer de próstata: 18,4%, contra 24,4% entre os que usaram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Placebo">placebo</a>.</p>
<p><span id="more-2437"></span></p>
<p>A taxa de detecção em si já era um problema que impedia a aplicação da pesquisa no dia-a-dia. Normalmente, 3 a 8% dos homens com 50 anos de idade ou mais descobrem ter câncer de próstata se fizerem o rastreamento com <a href="Antígeno prostático específico" class="broken_link">PSA</a> e toque retal. Por outro lado, necrópsias de 30 a 40% dos homens que morrem depois dos 50 anos por outras causas revelam câncer de próstata escondido. Dessa forma, os cânceres de próstata descobertos pelo <cite lang="en">Prostate Cancer Prevention Trial</cite> eram provavelmente muito menos perigosos que os descobertos no dia-a-dia.</p>
<p>Mas o pior mesmo foi constatar que o número de cânceres agressivos <em>aumentou</em>: 6,4% dos homens que tomaram finasterida tiveram diagnóstico de câncer de próstata de alto grau, contra 5,1% dos homens que tomaram placebo.</p>
<p>A mesma coisa aconteceu com os homens que participaram da pesquisa <cite lang="en">Reduction by Dutasteride of Prostate Cancer Events (REDUCE)</cite>: o número de casos de câncer diminuiu em 22,8%, mas o número de cânceres de alto grau aumentou 30%.</p>
<p>Na melhor das hipóteses, a diminuição do tamanho da próstata pela finasterida ou dutasterida estaria facilitando o diagnóstico dos cânceres de próstata agressivos. Mesmo assim, a suposta prevenção do câncer de próstata parece restrita aos tumores menos agressivos, justamente aqueles que dificilmente causariam algum transtorno. Mas, botando o pé no chão, o uso desses medicamentos aumenta pelo menos o risco do <em>diagnóstico</em> de câncer de próstata agressivo, e é possível que a finasterida e outros medicamentos do grupo realmente <em>causem</em> câncer de próstata agressivo.</p>
<p>Nenhum dos estudos nos permite saber os inibidores da 5α-redutase têm algum efeito (positivo ou negativo) na <em>mortalidade</em> por câncer de próstata, porque foram interrompidos assim que o efeito sobre o <em>diagnóstico</em> foi comprovado. Isso significa que muitos homens vão preferir continuar a tomar finasterida, já que seu efeito sobre a hiperplasia prostática benigna (e, em menor grau, sobre a alopécia androgênica) costuma ter um impacto significativo na qualidade de vida.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/mkmabus/2910025091/"><img alt="Visão bem-humorada do exame da próstata pelo toque retal." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_2910025091_480x320.jpeg" title="Exame, por The Doctr. Publicado sob a licença Creative Commons BY-NC-ND 2.0. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="480" height="320" /></a></p>
<p>Vale a pena lembrar que o <a href="http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=339" class="broken_link"><abbr title="Instituto Nacional de Câncer">Inca</abbr> <strong>não</strong> recomenda</a> a realização rotineira de toque retal e PSA. Mesmo combinados, os dois exames têm <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/05/descobridor-do-psa-critica-seu-uso-no-cancer-de-prostata/">pouco ou nenhum efeito sobre a mortalidade por câncer de próstata</a>, e aumentam o número de biópsias desnecessárias. Alguns médicos, no entanto, defendem que os homens com câncer de próstata na família continuem a rotina de toque retal e PSA: é possível que, para eles, esses exames tenham alguma utilidade, ainda que essa hipótese não tenha sido testada. Seguindo essa linha de raciocínio, faz sentido que os homens usando finasterida também sejam submetidos todo ano ao toque retal e à dosagem de PSA.</p>
<p>Para os leitores médicos: um <a href="http://www.europeanurology.com/article/S0302-2838%2810%2900425-2/fulltext">editorial sobre o <abbr title="Reduction by Dutasteride of Prostate Cancer Events" lang="en">REDUCE</abbr></a>, e um <a href="www.usrf.org/news/070703_finasteride/NEJMscardinoeditorial.pdf" class="broken_link">editorial sobre o <abbr title="Prevention of Prostate Cancer Trial" lang="en">PCPT</abbr></a>, este <a href="http://www.equipocesca.org/actividades-preventivas/limitaciones-en-la-prevencion-del-cancer-de-prostata/">recomendado</a> pelo médico de família e comunidade espanhol <span lang="es">Juán Gérvas</span>.<br />
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</ul>
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		<title>Efeito da glicosamina sobre o diabetes mellitus tipo 2</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/05/16/efeito-da-glicosamina-sobre-o-diabetes-mellitus-tipo-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 03:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A injeção venosa de glicosamina aumenta a resistência à insulina, mas não a administração oral.  <a href="http://leonardof.med.br/2011/05/16/efeito-da-glicosamina-sobre-o-diabetes-mellitus-tipo-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Glucosamina">glicosamina</a> é um medicamento muito usado no tratamento da osteoartrose de joelhos, <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/19/condroitina-e-glicosamina-nao-funcionam-na-osteoartrose-de-joelho-e-quadril/" rel="bookmark" title="Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril">ainda que sua eficácia seja controversa</a>. Repare que a osteoartrose atinge principalmente as pessoas idosas e/ou obesas, justamente aquelas com <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Quem tem risco de ter diabetes mellitus">maior risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2</a>. Para piorar a situação, estudos com animais e depois com humanos mostraram que a glicosamina aumenta a resistência à insulina, que é justamente o mecanismo de base do diabetes mellitus tipo 2!</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Beta-D-glucosamine-3D-balls.png"><img alt="Molécula de glicosamina" src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_Beta-D-glucosamine-3D-balls_320x323.png" style="border: none;" title="Modelo de bolas tridimensionais da beta-D-glicosamina. Liberado em domínio público por Benjamin Mills. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="320" height="323" /></a></p>
<p>A revista científica <cite lang="en">Diabetes: metabolism research and reviews</cite> publicou em janeiro deste ano uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21218504">revisão de literatura envolvendo todo tipo de estudo sobre a relação entre a glicosamina e o diabetes</a> — desde estudos <q lang="la">in vitro</q> (em tubos de ensaio, por assim dizer) até estudos clínicos de grande porte com humanos. Em resumo, a glicosamina interfere, sim, no metabolismo da glicose, mas apenas em doses muito superiores àquelas usadas para o tratamento da osteoartrose.</p>
<p><span id="more-2254"></span></p>
<p>Ao contrário do que se costuma pensar, a glicosamina é muito pouco absorvida pelo intestino humano. Na verdade, lendo o artigo mencionado acima, cheguei a ter dúvida <em>se</em> a glicosamina era absorvida, mas depois encontrei uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19912983">pesquisa</a> mostrando que a glicosamina é absorvida, sim, mas atingindo concentrações realmente muito baixas no sangue, cerca de 100 nanogramas (bilionésimos de grama) por mililitro de plasma. Os estudos com humanos mostrando relação entre glicosamina e diabetes usaram infusão de glicosamina pelas veias, atingindo concentrações cerca de mil vezes maiores.</p>
<p>Vale lembrar que <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/19/condroitina-e-glicosamina-nao-funcionam-na-osteoartrose-de-joelho-e-quadril/" rel="bookmark" title="Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril">glicosamina e condroitina parecem só funcionar em estudos patrocinados pelos fabricantes</a>, e não apresentar eficácia alguma nos estudos independentes de alta qualidade. Existem outras opções de tratamento, mas deixo isso para você discutir com o seu médico, se você tiver osteoartrose.</p>
<p>Se você não tiver osteoartrose, que tal <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/" title="Como prevenir a artrite (osteoartrose)" rel="bookmark">investir na prevenção</a>?<br />
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</ul>
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		<title>Queijo não afeta remédio de pressão</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/04/17/queijo-nao-afeta-remedio-de-pressao/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 03:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
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		<description><![CDATA[A tiramina do queijo é perigosa para quem toma inibidores da monoaminoxidase. <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/17/queijo-nao-afeta-remedio-de-pressao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem um jornal do Espírito Santo publicou uma matéria sobre a interferência dos alimentos na eficácia, na segurança e nos efeitos colaterais de alguns medicamentos. É bom que o jornal tenha dado destaque a um tema tão importante, mas a matéria parece ter saído com um erro que está deixando algumas pessoas assustadas. De acordo com o jornal, um gastroenterologista do estado teria dito que consumir queijo com remédios de pressão causaria efeitos colaterais graves, inclusive reação alérgica.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parmigiano_reggiano_factory.jpg"><img alt="Dezenas de milhares de unidades de queijo parmesão, estocados na fábrica em Modena." src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_ParmigianoReggianoFactory_424x320.jpeg" title="Fábrica de queijo parmesão, por Sputnikcccp. Publicado sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="424" height="320" /></a></p>
<p>De fato, os queijos (especialmente curados) são ricos em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiramina">tiramina</a>, uma sustância perigosa para quem toma medicamentos do grupo dos inibidores da monoaminoxidase — iMAO para os íntimos. Os efeitos desta interação medicamentosa vão desde dor de cabeça até crise hipertensiva, sangramento intracraniano e morte. Acontece que os iMAO não são usados para diminuir a pressão arterial — eles são usados para tratar a <em>de</em>pressão. Além disso, por causa desse risco, hoje em dia os iMAO são muito pouco usados. Os antidepressivos mais prescritos hoje são os inibidores seletivos da recaptação da serotonina e os tricíclicos; até mesmo os atípicos são mais usados que os iMAO.</p>
<p>O queijo é até bom para <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark" title="Como prevenir e controlar a hipertensão arterial">controlar a pressão arterial</a>, se for desnatado e tiver pouco sal. Portanto, se o seu médico até hoje não lhe proibiu de comer queijo, não deve haver com o que se preocupar!<br />
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		<title>Plantas medicinais também podem fazer mal à saúde</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/04/05/plantas-medicinais-tambem-podem-fazer-mal-a-saude/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 03:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O médico e farmacêutico bioquímico Otávio Dias lista alguns cuidados a serem tomados com as plantas medicinais. <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/05/plantas-medicinais-tambem-podem-fazer-mal-a-saude/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem acredite que o que é natural não faz mal, mas a verdade é bem mais complicada que isso. Por isso, trago a vocês um texto muito interessante sobre o assunto, escrito pelo farmacêutico bioquímico e médico <strong>Otávio Silva</strong>, que aliás é leitor do <cite>Doutor Leonardo</cite>. Otávio Silva trabalha no<a href="http://www.saude.mt.gov.br/atencaoprimaria/pagina.php?id=204&#038;idoc=171"> Programa de Apoio à Saúde Comunitária para Assentamentos Rurais</a> (PASCAR) em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Água_Boa_(Mato_Grosso)">Água Boa (MG)</a>.<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/rveldwijk/3597816570/"></p>
<p><img alt="Flor de arnica" src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_3597816570_480x320.jpeg" title="Arnica Montana (Wolverlei), por Robbie Veldwijk. Publicado sob licença Creative BY-NC-ND 2.0. Commons " class="aligncenter" width="480" height="320" /></a></p>
<blockquote><p>
Antes de ser médico, me formei em Farmácia, pela UFRJ em 1996 e me apaixonei pelas plantas medicinais quando conheci a ESF (que tornou-se posteriormente uma nova paixão). Trabalhei em vários projetos comunitários de Farmácias Vivas, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, fiz estágio com o Prof. Matos da UFCE, o criador do conceito &#8220;Farmácia Viva&#8221; e na Aracruz Celulose em Venâncio Aires (o projeto mais &#8220;rico&#8221; e bem equipado que já ouvi falar). Trabalhei manipulando plantas medicinais em farmácias de manipulação e no laboratório de controle de qualidade de fitoterápicos da Fundação Bio-Rio (incub<span id="more-2231"></span>adora de empresas que funciona no campus da UFRJ), onde participei da implantação de vários protocolos de controle de qualidade com base na identificação e dosagem de princípios ativos dos produtos fitoterápicos. Fiz diversos cursos (desde o plantio até a manipulação industrial), participei de vários congressos e me tornei amigo pessoal de muitos especialistas e produtores — com os quais já não mantenho contato.</p>
<p>Com esta pequena &#8220;recitada&#8221; do meu CV, podem imaginar que sou um grande especialista ou entusiasta da utilização de plantas medicinais. Bom, não sou nenhuma das duas coisas. Não utilizo ou receito plantas e, admito, acho muito esquisito quando algum colega o faz. O que houve comigo? Me vendi aos grandes oligopólios? Hummmm talvez. Talvez eu tenha aprendido &#8220;demais&#8221; e a minha vontade de fazer o &#8220;certo&#8221; me levou à imobilidade (não dizem que o ótimo é inimigo do bom?).</p>
<p>Seguem algumas das &#8220;regras de ouro&#8221; que me imobilizaram (não quero desestimular ninguém, como aconteceu comigo, apenas, digamos&#8230; mostrar um outro lado da coisas&#8230;)</p>
<ol>
<li>Plantas podem ser tóxicas.</li>
<li>Para saber se a planta é ou não tóxica é necessária  a sua identificação botânica, o que é um processo complexo. Identificação &#8220;no olho&#8221; ou por mateiro podem ser extremamente perigosa.</li>
<li>Plantas são organismos vivos, substâncias químicas são originadas do metabolismo terciário o que significa que não é essencial à vida dela e só ocorre em algumas circunstâncias, ou seja, mesmo quando a identificação botânica foi feita, ainda assim não há garantia de produção ou não de substâncias tóxicas ou medicinais.</li>
<li>Os mecanismos de extração e purificação dos fitoterápicos, extraem e purificam tanto o que é medicinal quanto o que é tóxico.</li>
<li>Nem todos os efeitos das plantas são tão conhecidos quanto os dos medicamentos produzidos, nem todos os usos em todas as patologias foram testados.</li>
</ol>
<p>Ainda assim eu gostaria de trabalhar a etnobotânica e a etnofarmacologia nos assentamentos, isto pode me deixar mais perto da comunidade e suas crenças. Mas dar o respaldo médico para isto é um risco que ainda não sei se estou preparado.
</p></blockquote>
<p>Se você tiver interesse no assunto, leia também o que escrevi a respeito da <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/26/anvisa-regulamenta-plantas-medicinais/" rel="bookmark" title="Anvisa regulamenta plantas medicinais">regulamentação das plantas medicinais pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária</a>, um ano atrás. O artigo conta com um <span lang="en">link</span> para uma lista completa das plantas medicinais regulamentadas, inclusive com a forma de uso e as devidas precauções.<br />
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		<title>Eficácia e segurança da pílula do dia seguinte</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/10/25/eficacia-e-seguranca-da-pilula-do-dia-seguinte/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2010/10/25/eficacia-e-seguranca-da-pilula-do-dia-seguinte/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 02:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento familiar]]></category>

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		<description><![CDATA[Anticoncepção de emergência é menos eficaz que a de rotina, e tem muitos efeitos colaterais. <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/25/eficacia-e-seguranca-da-pilula-do-dia-seguinte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Dr Leonardo, gostaria de saber quais são os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte. Ela é sempre eficaz? Quais são os riscos em ingerir esse medicamento?</p></blockquote>
<p>Cara leitora, imagino que você esteja falando de levonorgestrel 0,75mg, dois comprimidos de uma vez ou com 12 horas de intervalo, tomados menos de 72 horas após a relação sexual. Existem outros métodos de contracepção de emergência, mas esses são dois dos mais eficazes, e os mais usados no Brasil.</p>
<p>A pílula do dia seguinte está longo de ser o melhor método de planejamento familiar. Tem uma eficácia pouco satisfatória, e muitos efeitos colaterais. Só é indicada quando a mulher tem uma relação sexual sem estar usando qualquer método anticoncepcional, ou então se a camisinha estourar ou o <abbr title="dispositivo intrauterino">DIU</abbr> sair do lugar. Também pode ser necessário usar a pílula do dia seguinte caso a mulher tenha esquecido de usar o anticoncepcional de rotina; as bulas costumam ter informações a esse respeito.</p>
<p><span id="more-1660"></span></p>
<p>O risco de gravidez depois de uma relação sexual desprotegida é de cerca de 8%; usando a pílula do dia seguinte, esse risco cai para algo entre 1% e 2%. Não existe diferença de eficácia entre tomar dois comprimidos de uma só vez e tomar um comprimido logo e outro 12 ou até 24 horas depois.</p>
<p>Por outro lado, começar logo faz muita diferença. Usar a pílula do dia seguinte nas primeiras 24 horas depois da relação sexual diminui em 54% o risco de gravidez, quando comparado a usar 24 a 48 horas depois, e em 74%, quando comparado a usar 48 a 72 horas depois.</p>
<p>Vários medicamentos podem, teoricamente, diminuir a eficácia do levonorgestrel. A lista inclui a aminoglutetimida, a fenilbutazona, e alguns anticonvulsivantes (fenobarbital e outros barbitúricos, fenitoína, oxcarbazepina, carbamazepina, primidona), e antibióticos (rifampicina, ampicilina, griseofulvina, tetraciclina, oxitetraciclina, doxiciclina, limeciclina, minociclina). Interação de levonorgestrel com varfarina foi relatada em usuária de anticoncepção de emergência. Sugere-se monitorizar a coagulação. Existe um <a href="http://www.bmj.com/content/321/7273/1382.full">único caso relatado</a> de aparente interação entre levonorgestrel e varfarina, aumentando o efeito anticoagulante da varfarina.</p>
<p>Os efeitos colaterais são muito comuns; por exemplo, 23,1% das mulheres sentem náusea. A lista completa dos efeitos colaterais pode ser conferida na bula, que está disponível no <a href="http://www.anvisa.gov.br/BularioEletronico/">Bulário Eletrônico da <abbr title="Agência Nacional de Vigilância Sanitária">Anvisa</abbr></a>. Tomar dois comprimidos de uma só vez aumenta um pouco o risco da mulher sentir dor de cabeça ou ter uma menstruação maior, mas diminui o risco da menstruação vir antes do dia esperado.</p>
<p>A pílula do dia seguinte não é abortiva: se o óvulo fecundado se implantar na parede do útero, o levonorgestrel não funciona. Mas existem pesquisas em laboratório mostrando que o levonorgestrel pode causar malformações fetais (defeitos de nascença), de forma que a pílula do dia seguinte só deve ser usada nos primeiros dias após a relação sexual.</p>
<p>Pesquisadores chineses acompanharam 31 mulheres engravidaram apesar de usar a pílula do dia seguinte, e <a href="http://humrep.oxfordjournals.org/content/24/7/1605.long">não encontraram</a> aumento no risco de malformações fetais ou de complicações da gravidez.</p>
<p>A mifepristona é comprovadamente mais efetiva que o levonorgestrel, mas não tenho notícia de que ela seja comercializada no Brasil. Ao contrário do levonorgestrel, a mifepristona pode causar aborto se for usada quando a mulher já estiver grávida. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/10/21/um-retrato-do-aborto-no-brasil/" rel="bookmark">Uma retrato do aborto no Brasil</a></q>.)</p>
<p>Deixo aqui duas leituras recomendadas para os enfermeiros (e médicos) que me leem. Primeiro <a href="http://www.who.int/entity/rhl/reviews/langs/CD001324.pdf">esta revisão <span lang="en">Cochrane</span></a>, de onde tirei a maior parte das informações deste artigo. E por fim o livro <cite>Pontos essenciais da tecnologia de anticoncepção</cite>, publicado em português pela <cite lang="en">Johns Hopkins</cite>, em 2001. Esse livro era distribuído gratuitamente pelo <cite lang="en">Population Council</cite> de Campinas (<a href="http://www.popcouncil.org/countries/brazil.asp">fechado em 2007</a>) mas ainda pode ser encontrado em boa parte das unidades de Saúde da Família.</p>
<p><ins datetime="2011-02-01T00:01:53+00:00"><strong>Atualização</strong>: Desativei a recurso de comentários para este artigo. O <cite>Doutor Leonardo</cite> não é um consultório médico. Se você achar que pode estar grávida, agende uma consulta médica.</ins><br />
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