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	<title>Doutor Leonardo &#187; obesidade</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Dicas para você dormir melhor</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/10/17/dicas-para-voce-dormir-melhor/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 05:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>

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		<description><![CDATA[Orientações simples são eficazes para a pessoa dormir mais. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/17/dicas-para-voce-dormir-melhor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grande parte da população brasileira sofre de insônia: tem dificuldade para começar a dormir, acorda várias vezes ao longo da noite, ou tem dificuldade para voltar a dormir se acordar.</p>
<p>As consequências são melhor percebidas durante o dia: a pessoa fica sonolenta, especialmente em ocasiões de pouco movimento, como assistir à televisão, ficar parado no sinal vermelho no trânsito, ou num intervalo do trabalho ou do estudo. Com o envelhecimento e o adoecimento, a qualidade do sono vai ficando ainda pior.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/eflon/5079163335/" title="Sem título, por Alex. Distribuída sob a licença Creative Commons 2.0 Genérica. Clique na imagem para ver a fotografia original."><img src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_5079163335_480x320.jpeg" width="480" height="320" alt="Relógio despertador vermelho numa janela durante o amanhecer." class="aligncenter" /></a></p>
<p>Uma das melhores formas de melhorar o sono, inclusive de quem tem outros problemas como o ronco, são as orientações a seguir, conhecidas como <strong>controle de estímulo</strong>:</p>
<p><span id="more-2739"></span></p>
<ul>
<li>Só vá para a cama quando estiver com sono.</li>
<li>Só use a cama para dormir e fazer sexo. Quando você estiver na cama, não leia, não assista à televisão, e não pense sobre seus problemas.</li>
<li>Se não conseguir dormir em até 20 minutos, saia da cama. Vá para outra parte da casa, faça alguma coisa relaxante, e só volte quando estiver com sono de novo. Repita quantas vezes for necessário.</li>
<li>Levante-se sempre no mesmo horário, inclusive aos fins de semana.</li>
<li>Não cochile durante o dia.</li>
</ul>
<p>Os <strong>exercícios físicos</strong> também são muito eficazes — aliás, tanto quanto os medicamentos mais usados para insônia. Basta praticar um exercício físico de intensidade moderada, como uma caminhada acelerada, por 30 minutos ou mais, em dias alternados ou todos os dias. A atividade física também é importante para melhorar o humor e prevenir uma série de problemas, inclusive <a href="httphttp://leonardof.med.br/2011/02/07/exercicios-fisicos-previnem-quedas-em-idosos/" title="Exercícios físicos previnem quedas em idosos">quedas</a>, <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/" title="Como prevenir a osteoporose">osteoporose</a>, <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" title="Como prevenir e controlar a hipertensão arterial">hipertensão</a> e <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" title="Como prevenir o diabetes mellitus">diabetes</a>. Mas repare que o ideal é fazer isso ao longo do dia ou à tardinha, e não logo antes de dormir.</p>
<p>E isso tudo funciona ainda melhor se for acompanhado das seguintes orientações:</p>
<ul>
<li>Durante as últimas horas antes de dormir, evite produtos que contenham nicotina (cigarro), álcool (cerveja etc.) e cafeína (café, refrigerantes de cola, chá mate, chá preto/verde/branco);</li>
<li>Evite refeições pesadas 2 horas antes de dormir;</li>
<li>Evite ingerir líquidos após a última refeição, para não ter que ir ao banheiro de noite;</li>
<li>Evite ambientes estimulantes (por exemplo, barulhentos) nas últimas horas antes de dormir;</li>
<li>Estabeleça uma rotina a ser seguida na hora de ir para a cama.</li>
<li>Reserve um tempo para relaxar antes de ir para a cama, e utilize técnicas de relaxamento.</li>
<li>Crie um clima convidativo na cama, como por exemplo usando um condicionador de ar para o calor excessivo, plugues de ouvido para ruído excessivo, cortina blecaute para luminosidade excessiva, ou um colchão adequado;</li>
<li>Procure ter pensamentos agradáveis quando estiver na cama;</li>
</ul>
<p>Mas lembre-se, em algumas pessoas a insônia é um efeito colateral de outro problema de saúde. A depressão, por exemplo, é um problema muito comum (<a href="http://leonardof.med.br/2010/06/30/como-saber-se-voce-esta-com-depressao/" title="Como saber se você está com depressão">conheça os principais sintomas</a>), e costuma perturbar o sono. Outro problema muito comum é o ronco, que é mais comum em quem está acima do peso (<a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" title="Como saber se você está acima do peso ideal">saiba se é o seu caso</a>), e pode fazer com que a pessoa se sinta sonolenta durante o dia mesmo tendo dormido por muito tempo à noite. Se você mora com alguém, peça para a pessoa observar a maneira como você dorme. E, em caso de dúvida, consulte um médico!</p>
<p>Referências (em inglês): <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2010000400038" title="Novas diretrizes no diagnóstico e tratamento das insônias"><cite>Arquivos de Neuro-Psiquiatria</cite></a>; <cite lang="en"><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2992829/" title="Aerobic exercise improves self-reported sleep and quality of life in older adults with insomnia">Sleep Medicine</a></cite>; <cite lang="en"><a href="http://dx.doi.org/10.1093/ageing/32.1.19" title="Non‐pharmacological management of primary and secondary insomnia among older people: review of assessment tools and treatments">Age and Ageing</a></cite>.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/05/30/saudavel-em-qualquer-tamanho-uma-abordagem-controversa-da-obesidade/' title='Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade'>Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
</ul>
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		<title>Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 03:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os adeptos da "Health at Every Size" defendem que a obesidade não faz mal à saúde. <a href="http://leonardof.med.br/2011/05/30/saudavel-em-qualquer-tamanho-uma-abordagem-controversa-da-obesidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a obesidade é um dos <a href="Emagrecer para prevenir a hipertensão: eficácia e efetividade" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil" class="broken_link">fatores de risco modificáveis mais prejudiciais à saúde</a>. O problema é que, na prática, <a href="http://leonardof.med.br/2011/05/26/emagrecer-para-prevenir-a-hiptertensao-eficacia-e-efetividade/" title="Emagrecer para prevenir a hipertensão: eficácia e efetividade" rel="bookmark">poucas pessoas conseguem emagrecer e manter essa perda de peso a longo prazo</a>. Dessa forma, faz sentido prestarmos atenção em abordagens alternativas como a <cite lang="en">Health at Every Size</cite> (HAES; em português: <cite>Saúde em Qualquer Tamanho</cite>), que faz uma opção explícita por promover um estilo de vida saudável sem emagrecimento.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Beauty._Kustodiev._1915.jpg"><img alt="Mulher gorda bonita" src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_BeatyKustodiev1915_417x320.jpeg" title="Beleza, por Boris Mikhailovich Kustodiev. Domínio público. Clique na imagem para acessar a imagem no Wikimedia Commons." class="aligncenter" width="417" height="320" /></a></p>
<p>O diferencial da <abbr title="Health at Every Size">HAES</abbr> está nas seguintes propostas:</p>
<ul>
<li><strong>Aceitação do corpo</strong> — As pessoas são encorajadas a aceitar seus corpos como são, em vez de perseguirem um corpo mais magro.</li>
<li><strong>Suporte à alimentação intuitiva</strong> — As pessoas são encorajadas a observar a relação entre o que comem e como elas se sentem a curto e médio prazo, e usar esse conhecimento para determinar o que vão comer, em vez se seguir regras &#8220;externas&#8221;.</li>
<li><strong>Suporte à incorporação ativa</strong> — As pessoas são estimuladas a incorporar a atividade física ao seu dia-a-dia, tendo em vista o auto-cuidado e o bem-estar, em vez de desenvolver programas estruturados de exercícios físicos.</li>
</ul>
<p>De acordo com os adeptos da <abbr title="Health at Every Size">HAES</abbr>, a obesidade não causa adoecimento ou mortalidade, a não ser em casos extremos. Desconfio que essa ruptura com o consenso científico atual agradará muito às pessoas que desconfiam das instituições de uma forma geral, bem como às pessoas que estão cansadas de fazer dieta. Por isso mesmo, resolvi resumir os principais estudos que se propuseram a verificar a eficácia e a efetividade da abordagem <abbr title="Health at Every Size">HAES</abbr>.</p>
<p><span id="more-2375"></span></p>
<p>Os estudos foram realizados respectivamente no Reino Unido, nos Estados Unidos da América, e no Canadá. As pessoas que participaram do estudo eram mulheres obesas ou com sobrepeso (definidos pelo <abbr title="Índice de Massa Corporal">IMC</abbr>), com idade entre 30 e 45 anos em um estudo, e na meia-idade e/ou na perimenopausa nos outros dois. Um dos estudos só incluiu mulheres que tentavam dieta havia muito tempo, e outro só incluiu mulheres excessivamente preocupadas com seu peso. Os programas de intervenção duravam 4 ou 6 meses, com um acompanhamento de 6 a 12 meses após o fim da intervenção.</p>
<p>Confira as conclusões:</p>
<ul>
<li>
<blockquote>Ambos programas de terapia cognitivo-comportamental [com e sem foco no emagrecimento] foram bem-sucedidos em induzir perdas de peso modestas, assim como em melhorar o bem-estar, reduzir o sofrimento, aumentar a atividade e a aptidão físicas, melhorar a qualidade da alimentação, e reduzir os fatores de risco cardiovasculares. Essas melhorias foram mantidas e/ou continuadas até o acompanhamento de 1 ano. Esses resultados sugerem que o tratamento baseado no novo paradigma de controle de peso, que enfatiza mudança de estilo de vida sustentada sem ênfase na dieta, pode produzir benefícios modestos para a saúde e o bem-estar. (<a href="http://www.nature.com/ijo/journal/v24/n12/full/0801465a.html">Rapoport, Clark &#038; Wardle, 2000</a>)</p></blockquote>
</li>
<li>
<blockquote>Ao longo de um período de 1 ano, uma abordagem de dieta resulta em perda de peso para quem completa a intervenção, ao contrário da abordagem de não-dieta. No entanto, uma abordagem de não-dieta pode produzir melhorias similares em aptidão metabólica, psicologia e comportamento alimentar, ao mesmo tempo em que efetivamente minimiza a desistência comum aos programas de dieta. (<a href="http://dx.doi.org/10.1038/sj.ijo.0802012">Bacon e colaboradores, 2002</a>)</p></blockquote>
</li>
<li>
<blockquote>Esses resultados sugerem que, quando comparados a um grupo de controle [sem intervenção alguma], uma abordagem <abbr title="Health at Every Size">HAES</abbr> poderia ter efeitos benéficos a longo prazo no comportamento alimentar com relação a desinibição e fome. Além disso, nosso estudo não mostrou um diferencial nos efeitos da abordagem <abbr title="Health at Every Size">HAES</abbr> quando comparada a uma intervenção restrita ao suporte social. (<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jada.2009.08.017">Provencher e colaboradores, 2009</a>)</p></blockquote>
</li>
</ul>
<p>Resumindo, a fundamentação teórica da <abbr title="Health at Every Size">HAES</abbr> rompe com o consenso científico atual, mas os resultados da abordagem não são muito diferentes, nem para melhor, nem para pior. Seria muito interessante avaliar a abordagem em populações mais variadas, bem como por pesquisadores com convicções mais variadas.</p>
<p><cite lang="en">Health at Every Size</cite> é o nome do livro em que a nutricionista <span lang="en">Linda Bacon</span> defende sua proposta para o público geral, mas esse livro ainda não chegou ao Brasil. Para os profissionais de saúde com nível superior, posso sugerir a leitura de um artigo em que <a href="http://dx.doi.org/10.1186/1475-2891-10-9">Bacon &#038; Aphranor (2011)</a> apresentam uma revisão abrangente da literatura científica que dá suporte à teoria. (Nenhuma evidência contraditória é apresentada ou admitida pelas autoras.)<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/' title='Como prevenir a artrite (osteoartrose)'>Como prevenir a artrite (osteoartrose)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/' title='Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe'>Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/' title='Como prevenir o diabetes mellitus'>Como prevenir o diabetes mellitus</a></li>
</ul>
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		<title>Emagrecer para prevenir a hipertensão: eficácia e efetividade</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 03:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poucas pessoas conseguem perder peso e manter a longo prazo. <a href="http://leonardof.med.br/2011/05/26/emagrecer-para-prevenir-a-hiptertensao-eficacia-e-efetividade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores do <cite lang="en">Trials of Hypertension Prevention Research Group</cite> conduziram uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11187414" title="Stevens V, Obarzanek E, Cook N, Lee IM, Appel LJ, Smith West D, et al. Long term weight loss and changes in blood pressure: results of the trials of hypertension prevention, phase II. Ann Intern Med 2001;134:1–11.">pesquisa</a> de grande porte para avaliar melhor a eficácia e a efetividade do emagrecimento na prevenção da hipertensão arterial. Mais de mil pessoas com sobrepeso ou obesidade e com pressão arterial maior que 12 por 8 mas menor que 14 por 9 foram sorteadas entre receber ou não uma intervenção de alta intensidade para a perda de peso, incluindo informações nutricionais, incentivo à atividade física, técnicas de gerenciamento do próprio comportamento, e suporte social.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/airforceone/2081763766/"><img alt="Feira em Munique." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_2081763766_320x240.jpeg" title="Viktualienmarkt, por Stefano Petroni. Publicado sob a licença Creative Commons BY-NC-ND 2.0. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="320" height="240" /></a></p>
<p>A pesquisa comprovou que emagrecer é uma forma eficaz de prevenir a hipertensão arterial: as pessoas que perderam 4,5kg ou mais e mantiveram essa perda de peso até o fim da pesquisa tiveram um risco 65% menor de desenvolver hipertensão. O problema é que apenas 13% das pessoas atingiram essa meta.</p>
<p><span id="more-2351"></span></p>
<p>Em média, as pessoas que receberam a intervenção perderam 4,4 kg nos primeiros 6 meses, mas daí em diante voltaram a ganhar peso, e ao fim dos 36 meses estavam com apenas 200 gramas a menos que no início da pesquisa. Mesmo assim, se saíram melhores que o grupo de controle. Estas pessoas, que foram acompanhadas pelos pesquisadores mas não receberam a intervenção, ganharam peso progressivamente desde o começo. Após 3 anos, estavam em média 1,8 kg mais gordas que no início, mesmo estando livres para melhorar a alimentação e praticar exercícios físicos por conta própria.</p>
<p>Em resumo, a longo prazo as pessoas que receberam a intervenção não perderam praticamente peso algum, mas pelo menos deixaram de engordar cerca de 0,6 kg por ano. Com relação à pressão arterial, ao fim da pesquisa as pessoas do grupo de intervenção estavam praticamente iguais às do grupo de controle: a diferença foi de apenas um milímetro de mercúrio.</p>
<p>Se você está com sobrepeso ou obesidade (<a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark" title="Como saber se você está acima do peso ideal">descobra se é o seu caso</a>), ainda vale a pena tentar emagrecer: se você fizer parte daqueles 13%, os benefícios são substanciais. Mas, levando em consideração que a maioria das pessoas não consegue perder peso ou manter a perda, é importante investir em <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark" title="Como prevenir e controlar a hipertensão arterial">outras formas de prevenir a hipertensão</a>, como por exemplo a <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/" rel="bookmark" title="Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão">redução do consumo de sal</a>.</p>
<p>Existe ainda um grupo que defende uma abordagem bem diferente: que a obesidade não faz mal para a saúde, e que é possível ser saudável mesmo sendo obeso. Esse grupo defende inclusive que o tratamento da obesidade pode fazer mais mal do que bem. <a href="http://leonardof.med.br/2011/05/30/saudavel-em-qualquer-tamanho-uma-abordagem-controversa-da-obesidade/" rel="bookmark" title="Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade">No próximo artigo</a> vou comentar um pouco mais sobre essa visão polêmica.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/' title='Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão'>Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/04/11/e-melhor-consultar-sempre-o-mesmo-medico/' title='É melhor consultar sempre o mesmo médico'>É melhor consultar sempre o mesmo médico</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/11/30/industria-alimenticia-vai-reduzir-sal-e-acucar-de-seus-produtos/' title='Indústria alimentícia vai reduzir sal e açúcar de seus produtos'>Indústria alimentícia vai reduzir sal e açúcar de seus produtos</a></li>
</ul>
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		<title>Ter uma saúde perfeita não é normal</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 03:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.med.br/?p=2178</guid>
		<description><![CDATA[Apenas um entrevistado, dentre 1933, cumpria todos os 7 componentes de uma vida saudável. <a href="http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 2 mil norte-americanos de meia-idade responderam a um questionário sobre o quão saudável era seu estilo de vida. O resultado é ainda pior do que se esperava: apenas <strong>um</strong>, dos 1933 entrevistados, apresentava os 7 componentes de uma vida saudável do ponto de vista cardiovascular (cardíaco e circulatório). Em média, os brancos tinham 2,6 componentes do estilo de vida saudável, enquanto os negros estavam ainda pior, com uma média de apenas 2,0 componentes.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/guga_amorim/5118257688/"><img alt="Radiografia de tórax, com o espaço dos pulmões em vermelho." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_5118257688_320x320.jpeg" title="Pulmões sanguíneos, por Gustavo Amorim. Distribuído sob a licença Creative Commons BY-NC 2.0 genérica. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="320" height="320" /></a></p>
<p>A <a href="http://circ.ahajournals.org/cgi/content/abstract/CIRCULATIONAHA.110.980151v1">pesquisa</a> é melhor entendida no contexto do projeto da <span lang="en">American Heart Association</span>: <q>Até 2020, melhorar a saúde cardiovascular de todos os [norte-]americanos em 20%, reduzindo em 20% as mortes cardiovasculares e por derrame.</q> Para fins desse projeto, a saúde cardiovascular (do coração e da circulação) é medida através do cumprimento dos 7 critérios a seguir:</p>
<p><span id="more-2178"></span></p>
<ul>
<li>Nunca ter fumado, ou ter parado de fumar há pelo menos um ano. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/">10 motivos para parar de fumar</a></q>.)</li>
<li>Índice de massa corporal (IMC) menor do que 25 (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li>Pelo menos 150 minutos de atividade física moderada (p. ex., caminhar rapidamente) por semana ou 75 minutos de atividade física vigorosa.</li>
<li>Atender a pelo menos 4 dos 5 componentes de uma alimentação saudável. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/">Como está sua alimentação?</a></q>.)</li>
<li>Ter um colesterol total menor que 200 mg/dL.</li>
<li>Ter uma pressão arterial menor do que 12 por 8. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li>Ter uma glicemia (açúcar no sangue) de jejum menor do que 100 mg/dL. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>.)</li>
</ul>
<p>A pesquisa traz um resultado muito claro: por esses critérios, quase ninguém é perfeitamente saudável. E agora?</p>
<p>Você sempre pode entender isso como um recado para faltar ao trabalho e ir ao médico, fazer uma bateria de exames, e começar a tomar uma série de remédios para tentar ficar saudável de novo. Se você não for muito chegado em médico, pode começar a ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo, e não fumar — com um pouco de sorte, o resto é consequência.</p>
<p> Essa não é uma abordagem de todo errada, mas tem uma série de limitações:</p>
<ul>
<li>Mudar a alimentação é muito difícil. A maioria das pessoas volta a ganhar peso 3 a 12 meses depois de ter começado a dieta, reeducação alimentar ou como quer que você chame isso.</li>
<li>Ter uma pressão arterial menor que 12 por 8 é melhor do que ter a pressão menor que 14 por 9. Mas, quando a pessoa já tem hipertensão arterial, ou seja, sua pressão é maior que 14 por 9, existe um bocado de controvérsia sobre o quanto sua pressão arterial precisa ser diminuída.</li>
<li>Ainda não se tem certeza se o controle do <q>pré-diabetes</q>(glicemia de jejum entre 100 ou 125) reduz o risco cardiovascular.</li>
</ul>
<p>Você e seu médico têm uma importância enorme para a sua saúde, mas não é só isso. Algumas coisas precisam ser resolvidas em nível coletivo para os efeitos surgirem em nível individual. Por exemplo, <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/20/de-onde-vem-o-sal-que-voce-consome/">você ainda precisa reduzir o sal da sua comida</a>, mas a <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/30/industria-alimenticia-vai-reduzir-sal-e-acucar-de-seus-produtos/" title="Indústria alimentícia vai reduzir sal e açúcar de seus produtos">diminuição do sal nos alimentos industrializados</a> ajuda muito, até para o seu paladar começar a se acostumar com comida menos salgada. O resultado é que a <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/" title="Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão">pressão arterial de todo o mundo diminui</a>; as pessoas de baixo risco ficam com o risco ainda menor, e as pessoas de alto risco acabam escapando de precisar tomar um punhado de comprimidos no café da manhã. O mesmo tipo de raciocínio se aplica para outros componentes do estilo de vida saudável.</p>
<p>Mas eu acredito que a maior lição dessa pesquisa é para nós, médicos. A pessoa completamente saudável é quase um mito. A maioria das pessoas está no meio caminho. Ao invés de tratar os fatores de risco como se fossem doenças, tentando extirpá-los um a um, nossa missão é ajudar as pessoas a caminhar no sentido de uma vida mais saudável, levando suas prioridades sempre em consideração.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/' title='Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher'>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/' title='Quem tem risco de ter diabetes mellitus'>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
</ul>
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		<title>Pílula anticoncepcional não engorda</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/01/28/pilula-anticoncepcional-nao-engorda/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 02:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento familiar]]></category>

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		<description><![CDATA[Os estudos clínicos não encontraram diferença entre os contraceptivos hormonais e o placebo. <a href="http://leonardof.med.br/2011/01/28/pilula-anticoncepcional-nao-engorda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grande parte das mulheres (e dos médicos em geral) acredita que os anticoncepcionais engordam. Esse é um fenômeno que acontece no mundo inteiro, e que ainda por cima é uma causa importante de interrupção do uso do método contraceptivo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/anqa/763119307/" title="Pílulas contraceptivas, por anga. Distribuído sob a licença Creative Commons By-NC 2.0 Genérica. Clique na imagem para ver o original."><img src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_763119307_480x360.jpeg" width="480" height="360" alt="Pílulas anticoncepcionais" class="aligncenter" /></a></p>
<p>Pesquisadores da <cite lang="en">Cochrane Collaboration</cite> <a href="http://dx.doi.org/10.1002/14651858.CD003987.pub3" title="Gallo MF, Lopez LM, Grimes DA, Schulz KF, Helmerhorst FM. Combination contraceptives: effects on weight. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008, Issue 4. Art. No.: CD003987">revisaram</a> os estudos clínicos que abordaram a questão, e descobriram que apenas três estudos compararam o anticoncepcional com o placebo. Em todos os três estudos, o ganho de peso das mulheres que usaram a pílula ou adesivo foi igual ao ganho de peso das que usaram o placebo.</p>
<p><span id="more-2091"></span></p>
<p>O <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/4105854" title="Goldzieher JW, Moses LE, Averkin E, Scheel C, Taber BZ. A placebo-controlled double-blind crossover investigation of the side effects attributed to oral contraceptives. Fertil Steril. 1971 Sep;22(9):609-623.">primeiro estudo</a> a comparar a pílula com o placebo já tinha sido publicado em 1971. Os anticoncepcionais testados eram bem mais antigos, e tinham uma dosagem bem maior, mesmo em comparação com as pílulas mais baratas de hoje em dia. Mesmo assim, o ganho de peso foi igual em todos os grupos, inclusive no grupo que não tomou anticoncepcional.</p>
<p>Os outros dois estudos são mais recentes, de 2001. <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11672550" title="Coney P, Washenik K, Langley RG, DiGiovanna JJ, Harrison DD. Weight change and adverse event incidence with a low-dose oral contraceptive: two randomized, placebo-controlled trials. Contraception. 2001 Jun;63(6):297-302.">Um deles</a> testou uma pílula contendo etinilestradiol 20µg e levonorgestrel 100µg (Level®), e o ganho de peso foi igual ao das mulheres que tomaram placebo. <a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282%2801%2902555-9/" title="Sibai B, Odlind V, Meador M, Shangold G, Fisher A, Creasy G. A comparative assessment of ORTHO EVRA™/EVRA™ to placebo patch effects on body weight. Fertility and Sterility 2001;76:S188-.">O outro</a> testou um adesivo transdérmico que libera diariamente etinilestradiol 20µg e norelgestromina 150μg (Evra®); as chances de uma mulher engordar ou emagrecer foram iguais às das mulheres que usaram adesivo sem hormônio.</p>
<p>Existem outros estudos, comparando dois anticoncepcionais diferentes, mas via de regra sem qualquer diferença significativa.</p>
<p>Naturalmente, os estudos trabalham com médias e/ou proporções, mas cada pessoa responde de um jeito. Eu já atendi até mesmo uma pessoa que tinha sono ao tomar ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina®); então não é impossível que uma pessoa engorde ou emagreça tomando pílula anticoncepcional. Por outro lado, a tendência das pessoas (homens e mulheres) é mesmo de ganhar peso ao longo da adolescência e da vida adulta, com ou sem anticoncepcional.</p>
<p>E já que estamos falando de ganho de peso: você sabe <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" title="Como saber se você está acima do peso ideal" rel="bookmark">como descobrir se está com obesidade ou sobrepeso</a>?<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/10/17/dicas-para-voce-dormir-melhor/' title='Dicas para você dormir melhor'>Dicas para você dormir melhor</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/05/30/saudavel-em-qualquer-tamanho-uma-abordagem-controversa-da-obesidade/' title='Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade'>Saudável em Qualquer Tamanho: uma abordagem controversa da obesidade</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/05/26/emagrecer-para-prevenir-a-hiptertensao-eficacia-e-efetividade/' title='Emagrecer para prevenir a hipertensão: eficácia e efetividade'>Emagrecer para prevenir a hipertensão: eficácia e efetividade</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
</ul>
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		<title>CFN divulga a importância do nutricionista</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/09/08/cfn-divulga-a-importancia-do-nutricionista/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2010/09/08/cfn-divulga-a-importancia-do-nutricionista/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 03:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[carga de doença]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo do Conselho Federal de Nutricionistas promove a dieta individualizada. <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/08/cfn-divulga-a-importancia-do-nutricionista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.cfn.org.br/">Conselho Federal de Nutricionistas</a> lançou um vídeo destacando a importância de que a dieta seja individualizada, além de reforçar que as dietas restritivas (com muito poucas calorias) fazem a pessoa engordar de novo. O vídeo, que atende pelo nome de <q>Perfeita para você</q>, termina enfatizando a importância de ser atendido por um nutricionista.</p>
<p><object width="480" height="295" class="aligncenter"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ltads43Q9yY&#038;color1=0x6699&#038;color2=0x54abd6&#038;hl=pt_BR&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/ltads43Q9yY&#038;color1=0x6699&#038;color2=0x54abd6&#038;hl=pt_BR&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="480" height="295" />  </object></p>
<p>Para dar um exemplo da importância do nutricionista, as informações mais importantes do artigo <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/" rel="bookmark">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q> foram obtidas de estudos em que os dois grupos, tanto o de intervenção quanto o de controle, receberam informações sobre alimentação saudável e atividade física. Mas, enquanto no grupo de controle as pessoas receberam apenas folhetos, no grupo de intervenção as pessoas foram acompanhadas por nutricionistas. Em ambos estudos as pessoas com excesso de peso acompanhadas por nutricionistas emagreceram mais, e assim foi possível detectar que a atividade física e o controle do peso são eficazes na prevenção do diabetes mellitus.</p>
<p><span id="more-1252"></span></p>
<p>Para fins de repasse de verba federal, uma equipe de Saúde da Família só precisa contar com médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde. (Saiba mais no artigo <q><a href="http://kanzlermelo.wordpress.com/2008/12/26/estrategia-de-saude-da-familia-esf/" title="Kanzler Melo Psicologia: Estratégia de Saúde da Família (ESF)">Estratégia de Saúde da Família</a></q>.) Mas eu já trabalhei com dentista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social e (por iniciativa minha, aliás) nutricionista, e posso afirmar que a diversificação da equipe aumenta em muito a resolutividade do trabalho.</p>
<p>No caso do nutricionista, vale lembrar que a desnutrição está desaparecendo do Brasil, mas a obesidade se tornou um dos principais problemas de saúde pública. O excesso de peso é o segundo fator de risco que mais contribui para a carga de doença da América Latina, e o primeiro entre as mulheres. O combate ao excesso de peso exige uma mistura de abordagens, desde as coletivas, como exigir que os produtos alimentícios informem seu teor calórico, até as individuais, como o atendimento por um nutricionista. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>; <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark">Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></q>.)</p>
<p>E por falar em nutrição, convido os leitores a visitar o blog <cite><a href="http://nutricaoparatodos.blogspot.com/">Nutrição para Todos</a></cite>, onde encontrei o vídeo e também descobri o teste online indicado no artigo <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/" rel="bookmark">Como está sua alimentação?</a></q>. O blog é escrito por Alexander Marcellus, um nutricionista especialista em saúde pública que associa o individual e o coletivo em textos voltados para o público leigo.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/' title='Por que os homens morrem mais cedo?'>Por que os homens morrem mais cedo?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/06/30/como-saber-se-voce-esta-com-depressao/' title='Como saber se você está com depressão'>Como saber se você está com depressão</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/' title='Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher'>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></li>
</ul>
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		<title>Por que os homens morrem mais cedo?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 03:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[tabagismo]]></category>

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		<description><![CDATA[As causas incluem fatores de risco como uso de álcool, tabagismo, pressão alta e falta de aleitamento materno. <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje se completa um ano desde que o Ministério da Saúde lançou a <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33061">Política Nacional da Saúde do Homem</a>. (Leia a <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&#038;id_area=124&#038;CO_NOTICIA=10490" title="MS lança Política Nacional de Saúde do Homem">nota publicada em 2009</a>.) Todo o mundo o mundo viu na televisão o que os médicos já sabiam havia muito tempo: o homem morre mais cedo que a mulher. Quando a política foi lançada, a expectativa de vida ao nascer dos homens era estimada em 7,6 anos a menos que a das mulheres.</p>
<p>O engraçado é que os homens morrem mais cedo, mas adoecem menos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um homem brasileiro que nascesse em 2002 teria uma uma expectativa de passar 13,0% de sua vida, ou seja, 8,5 anos com algum grau de incapacidade (que é uma forma de medir a gravidade das doenças). Já uma mulher que nascesse naquele mesmo ano teria uma expectativa de passar 9,8 anos com incapacidade, ou seja 13,6% de sua expectativa total de vida.</p>
<p>A maioria dos consultórios médicos recebe mulheres com muito mais frequência do que homens. Além de adoecer mais, as mulheres vão ao médico com mais facilidade que os homens, seja por motivos culturais, seja por motivos trabalhistas. Quando o agente comunitário de saúde visita uma família, é quase sempre a mulher que o atende, mesmo que o homem esteja em casa.</p>
<p>Pensando em ajudar todos a olhar um pouco mais para a saúde do homem, trago aqui uma análise dos 10 principais fatores de risco para a saúde do homem brasileiro. Para dar uma dimensão da importância de cada fator de risco, anotei entre parênteses a proporção da <em>carga de doença</em> da população masculina que é causada por aquele fator de risco.</p>
<p><span id="more-1044"></span></p>
<ul>
<li><strong>Uso de álcool</strong> (15,2%) — Apesar do álcool uso moderado do álcool ter um aparente efeito protetor para a doença cardíaca isquêmica (angina, infarto cardíaco) e para a forma isquêmica da doença cerebrovascular (mais conhecida como <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> ou derrame), existem dezenas de doenças para as quais quanto mais álcool pior, mesmo se a pessoa não for alcoolista. Não é segredo que os homens bebem muito mais do que as mulheres. O resultado é que o sexo masculino sofre 6,0 vezes as consequências que o sexo feminino sofre pelo uso excessivo do álcool. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" rel="bookmark">Você sabe beber com moderação?</a></q>.)</li>
<li><strong>Tabagismo</strong> (4,2%) — Outro fator de risco tradicionalmente ligado ao gênero masculino. Mesmo com a proporção cada vez maior de mulheres entre os fumantes, a carga de doença decorrente do uso do tabaco nos homens é 2,6 vezes a carga das mulheres. Como os efeitos deletérios do tabagismo demoram a aparecer, espera-se que essa diferença diminua sensivelmente ao longo das próximas décadas. Em maio escrevi uma série de artigos sobre o assunto: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para fumar</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/24/10-motivos-para-parar-de-fumar/" rel="bookmark">10 motivos para parar de fumar</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/17/as-doencas-causadas-pelo-tabagismo-passivo/" rel="bookmark">As doenças causadas pelo tabagismo passivo</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/" rel="bookmark">Como parar de fumar</a></q>.</li>
<li><strong>Sobrepeso e obesidade</strong> (3,5%) — Apesar de ser o terceiro fator de risco que mais contribui para a carga de doença do homem brasileiro, o excesso de peso traz ainda mais consequências para a população feminina. Dessa forma, não é pela obesidade que os homens morrem antes que as mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</li>
<li><strong>Pressão alta</strong> (3,3%) — O ideal seria que todo o mundo tivesse a pressão menor do que 12 por 8. Acima disso, aumenta cada vez mais o risco de AVC, infarto cardíaco, amputação e várias outras doenças cardiovasculares (do coração e dos vasos sanguíneos). Como todo o mundo vai morrer um dia, o importante não é saber qual vai ser a causa de morte. Mas, quando o risco de uma doença aumenta, aumenta também o risco da pessoa ter uma morte ou incapacidade precoce, o que se traduz em menos anos de vida saudáveis. No Brasil os homens têm 20% mais carga de doença causada pela pressão arterial do que as mulheres, presumidamente pela dificuldade em fazer acompanhamento médico. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></q>.)</li>
<li><strong>Glicose alta</strong> (3,1%) — Assim como no caso da pressão arterial, quanto menor a glicemia (o nível de glicose no sangue), menor o risco da pessoa desenvolver complicações cardiovasculares nos próximos anos. Há dois meses escrevi três artigos sobre o assunto: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/">Conheça os sintomas do diabetes mellitus</a></q>, <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/">Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Como prevenir o diabetes mellitus</a></q>. O diabetes e o pré-diabetes trazem ainda mais consequências para a saúde da população feminina do que para a da masculina, então não é por causa disso que os homens morrem mais cedo.</li>
<li><strong>Falta de aleitamento materno</strong> (2,3%) — A alimentação do bebê deve ser completamente constituída pelo leite materno até completar 6 meses de idade; a partir daí os alimentos da família devem ser introduzidos gradualmente, mas mantendo o aleitamento materno 2 a 3 vezes ao dia até pelo menos os 2 anos de idade. A interrupção precoce do aleitamento materno implica em maior mortalidade infantil e em menores de 5 anos de idade, e a carga disso para a saúde dos homens é 1,2 vez a carga para a saúde da mulher. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/" rel="bookmark">Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</a></q>.)</li>
<li><strong>Sexo sem camisinha</strong> (2,2%) — Relações sexuais sem preservativo podem trazer doenças sexualmente transmissíveis e/ou Aids, mas para a mulher o risco é ainda maior. Algumas mulheres tentam abortar gravidezes indesejadas, e pela clandestinidade as tentativas de aborto podem levar ao óbito materno. (Assista a essa <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/09/como-se-prevenir-contra-a-aids/" rel="bookmark" title="Como se prevenir contra a AIDS">propaganda bem-humorada sobre o uso da camisinha</a>.)</li>
<li><strong>Uso de drogas ilícitas</strong> (2,2%) — A maior consequência do uso problemático de cocaína (e crack), anfetaminas e opioides é a morte precoce. Os 2,2% que citei só incluem sobredose (<q lang="en">overdose</q>), suicídio, trauma (homicídio, acidentes de trânsito e outros) e infecção pela Aids; e não incluem o uso da maconha. A somatória desses problemas nos homens é 2,5 vezes a somatória das mulheres.</li>
<li><strong>Colesterol alto</strong> (2,1%) — O excesso de colesterol é um dos principais fatores de risco para a doença cardíaca isquêmica, além de outras doenças do aparelho circulatório. E o problema surge uns 5 anos mais cedo para os homens, que por isso têm uma carga de doença atribuída ao colesterol cerca de 40% maior que a das mulheres. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/07/12/como-esta-sua-alimentacao/" rel="bookmark">Como está sua alimentação?</a></q>)</li>
<li><strong>Fatores de risco ocupacionais</strong> (2,1%) — O adoecimento ou falecimento decorrente do trabalho é muito maior no sexo masculino: a carga de doença atribuída é 5,8 vez aquela do sexo feminino. Mas as consequências variam muito de um lugar para o outro, e de uma ocupação para a outra.</li>
</ul>
<p>A carga de doença é uma forma de expressar o impacto de uma doença ou fator de risco. Esse impacto é medido em anos de vida perdidos (quando mais precoce a morte, pior), e ajustado para o grau de incapacidade das pessoas que não morrem mas têm que conviver com a doença ou uma consequência da mesma. Quanto maior o número de pessoas afetadas, maior a carga de doença. Já expliquei o conceito com mais detalhes nos artigos <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark">Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></q> e <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/" rel="bookmark">Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></q>.</p>
<p>Assim como nesses dois outros artigos, os números são para toda a América Latina, e não apenas para o Brasil. Segunda-feira publico um novo artigo com a lista das <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" rel="bookmark" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil">10 principais doenças do homem brasileiro</a>, desta vez com dados exclusivamente nacionais. Até lá!<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/' title='Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil'>Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/23/ter-uma-saude-perfeita-nao-e-normal/' title='Ter uma saúde perfeita não é normal'>Ter uma saúde perfeita não é normal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/' title='As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)'>As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/' title='Quem tem risco de ter diabetes mellitus'>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</a></li>
</ul>
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		<title>Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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		<description><![CDATA[Amamentar emagrece, previne anemia e diminui as chances de câncer de mama ou de útero. <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/04/conheca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-a-saude-da-mae/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que cheguei meio desavisado à Semana Mundial do Aleitamento Materno. Mas é impossível passar batido por um assunto tão importante, quando se tem companheiros como o <cite>Blog do Pediatra em Casa</cite> (<q><a href="http://www.pediatraemcasa.com/2010/08/tirado-do-site-do-meu-amigo-do-peito-dr.html">Começa hoje a Semana Mundial de Aleitamento Materno</a></q>) ou o <cite>Aprendendo a Vida</cite> (<q><a href="http://montardo-ap.blogspot.com/2010/08/senado-aprova-licenca-maternidade-de.html">Senado aprova licença maternidade de seis meses</a></q>).</p>
<p>Os <cite>Cadernos de Saúde Pública</cite> de 3 de agosto de 2008 publicaram uma <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2008001400009" title="Benefícios da amamentação para a saúde da mulher e da criança: um ensaio sobre as evidências">ampla revisão da literatura sobre o assunto</a>, realizada por pesquisadoras do <cite><a href="http://www.isaude.sp.gov.br/">Instituto de Saúde</a></cite>. Acredito que todo o mundo conheça algum benefício do aleitamento materno para a saúde da criança, então hoje trago para vocês os benefícios da amamentação para a saúde da própria mãe.</p>
<p><span id="more-934"></span></p>
<ul>
<li>O aleitamento materno <strong>protege o útero</strong> após o parto. Quando o bebê suga a aréola, o corpo da mãe libera ocitocina, que por sua vez faz o leite descer e o útero se contrair. Isso é importante para encurtar o sangramento que ocorre nas semanas seguintes ao parto, com as vantagens de poder prevenir anemia e, naturalmente, economizar absorventes.</li>
<li>Amamentar <strong>emagrece</strong>. Um estudo brasileiro acompanhou 405 mulheres, e aquelas que estavam amamentando perdiam em média quase meio quilo a mais por mês que as que não estavam amamentando.</li>
<li>O <strong>câncer de mama</strong> está associado ao antecedente pessoal de ter amamentado por pouco tempo, de ter iniciado ao aleitamento numa idade mais avançada, e de ter percebido o próprio leite como insuficiente. Estima-se que o aleitamento materno poderia prevenir até dois terços dos casos de câncer de mama, se todas as mulheres o praticassem.</li>
<li>A falta de amamentação também está associada ao <strong>câncer do endométrio</strong>. O endométrio é a parte interna do útero, aquela que solta todo mês causando a menstruação. O câncer de endométrio praticamente sempre acontece em mulheres após a menopausa, e se manifesta por um sangramento semelhante ao da menstruação. O aleitamento materno está associado a uma chance 73% menor de câncer de endométrio.</li>
</ul>
<p>Aparentemente a maior preocupação das mulheres com relação ao aleitamento materno é a flacidez das mamas. Não encontrei qualquer estudo sobre essa questão, mas a impressão dos ginecologistas mais antigos é que as mamas (<q>seios</q>) caem mesmo, dando de mamar ou não.</p>
<p>A falta de aleitamento materno é uma das <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/">10 maiores causas de anos de vida perdidos (ajustados por incapacidade) no Brasil</a>. Não deixe de conferir as outras!<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/' title='Como prevenir a artrite (osteoartrose)'>Como prevenir a artrite (osteoartrose)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/' title='Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher'>Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/10/31/o-exame-pode-nao-ter-salvado-a-sua-vida/' title='O exame pode não ter salvado a sua vida'>O exame pode não ter salvado a sua vida</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/08/08/quando-fazer-o-exame-preventivo-de-cancer-de-colo-de-utero/' title='Quando fazer o exame preventivo de câncer de colo de útero'>Quando fazer o exame preventivo de câncer de colo de útero</a></li>
</ul>
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		<title>Como prevenir o diabetes mellitus</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 03:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O diabetes mellitus pode ser prevenido através da alimentação balanceada e da prática de atividade física moderada. <a href="http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da taxa de glicose no sangue é um dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/17/os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-do-brasil/" rel="bookmark" title="Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil">fatores de risco que mais causam mortes precoces e incapacidade no Brasil</a>. Existem <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Conheça os sintomas do diabetes mellitus">sintomas sugestivos de diabetes</a>, mas o melhor é descobrir a doença logo no começo. A pessoa com <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Quem tem risco de ter diabetes mellitus">risco aumentado de desenvolver diabetes</a> pode e deve fazer exames, mas não é só isso. Também é possível <em>prevenir</em> o diabetes mellitus.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.flickr.com/photos/14516334@N00/374268661/"><img alt="Um coração sendo usado como um símbolo de amor" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Commons_Love_heart_320x315.jpeg" title="Meu coração em suas mãos" width="320" height="315" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href='http://www.flickr.com/photos/aussiegall/'>aussiegall</a> (<a href='http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.pt'>alguns direitos reservados</a>)</p></div>
<p>A prevenção do diabetes envolve medidas capazes de diminuir outros fatores de risco para doenças cardíacas. Estudos preliminares indicam inclusive que os pré-diabéticos que entram em programas de prevenção do diabetes têm menores taxas de complicações do aparelho circulatório.</p>
<p><span id="more-640"></span></p>
<p>Uma das melhores formas de prevenir o diabetes mellitus é <strong>perder peso</strong>. O importante é perder gordura (e não massa muscular), principalmente a gordura que fica por dentro da barriga. O ideal é ter um peso normal, mas na prática perder 5 a 10% do peso já é o suficiente para prevenir não apenas o diabetes, mas também a <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark" title="Como prevenir e controlar a hipertensão arterial">hipertensão</a>, a <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/" rel="bookmark" title="Como prevenir a artrite (osteoartrose)">osteoartrose</a> e muitas outras doenças. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark">Como saber se você está acima do peso ideal</a></q>.)</p>
<p>Os melhores estudos de prevenção do diabetes mellitus usaram as orientações alimentares que também são válidas para toda a população. Não vou entrar em detalhes aqui, porque esse já foi assunto de um artigo anterior: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/03/24/10-passos-para-uma-alimentacao-saudavel/" rel="bookmark" title="10 passos para uma alimentação saudável">10 passos para uma alimentação saudável</a></q>.</p>
<p><strong>Atividade física</strong> também emagrece mas, mesmo sem contar com o emagrecimento, a atividade física previne o diabetes e outra tantas doenças. Já é o suficiente fazer duas horas e meia de atividade física moderada por semana. O exemplo mais óbvio de atividade física moderada é a caminhada rápida, mas a atividade física no trabalho ou lazer também funciona.</p>
<p>Não é de se surpreender que os medicamentos para diabetes sejam capazes de prevenir a doença. Um deles, a <strong>metformina</strong>, é barato e tem pouco efeito colateral, mas é menos eficaz que as modificações de estilo de vida acima. Outro, a <strong>troglitazona</strong>, foi proibido em vários países devido a efeitos colaterais graves, e no Brasil só é vendida com receita de controle especial. Existe uma série de outros remédios aparentemente capazes de prevenir o diabetes, mas são pouco e/ou mal estudados.</p>
<p>Um tratamento curioso para prevenir o diabetes é a <strong>cirurgia bariátrica</strong>. Um estudo observou que os obesos mórbidos operados tinham um risco 97% menor de ter diabetes! Mas esse estudo tem uma série de limitações, então ainda é cedo para saber se a cirurgia bariátrica previne o diabetes. (É bem capaz que o efeito seja unicamente pela perda de peso.) Além disso, a cirurgia bariátrica traz uma série de complicações para o paciente, de forma que dificilmente seria indicada para quem não é obeso mórbido.</p>
<p>Outra curiosidade é que foi comprovado que o <strong>selênio</strong> e a <strong>vitamina E</strong>, ingredientes comuns em complexos vitamínicos, não diminuem o risco de diabetes. Na verdade, o selênio parece aumentar em 55% o risco de diabetes! Esse é um dos motivos pelos quais médico sério não passa vitamina à tôa. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/02/17/conselho-federal-de-medicina-impoe-limites-a-pratica-ortomolecular/">Conselho Federal de Medicina impõe limites à prática ortomolecular</a></q>.)</p>
<p><a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/panorama_saude_brasil_2003_2008/default.shtm" rel="bookmark" title="Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008. Um panorama da saúde no Brasil: Acesso e utilização dos serviços de saúde, condições de saúde, e fatores de risco e proteção à saúde">De acordo com o IBGE</a>, mais de 8% dos brasileiros maiores de 35 anos tinham diabetes mellitus em 2008. Com o envelhecimento da população, a tendência é que o número de diabéticos aumente cada vez mais. É importante fazer consultas médicas de rotina para o diagnóstico precoce e o controle do diabetes mellitus, mas ter um estilo de vida saudável é fundamental para evitar a doença.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/31/como-parar-de-fumar/' title='Como parar de fumar'>Como parar de fumar</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/' title='Como prevenir e controlar a hipertensão arterial'>Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/' title='Como saber se você está acima do peso ideal'>Como saber se você está acima do peso ideal</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/03/10/como-prevenir-a-artrite-osteoartrose/' title='Como prevenir a artrite (osteoartrose)'>Como prevenir a artrite (osteoartrose)</a></li>
</ul>
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		<title>Quem tem risco de ter diabetes mellitus</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 03:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os fatores de risco incluem idade, história familiar, obesidade, sedentarismo, doenças cardiovasculares, pré-diabetes e outros. <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/28/quem-tem-risco-de-ter-diabetes-mellitus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/25/conheca-os-sintomas-do-diabetes-mellitus/" rel="bookmark" title="Conheça os sintomas do diabetes mellitus">sintomas típicos de diabetes</a>, mas o ideal é fazer o diagnóstico precoce, antes da doença começar a se manifestar. Os exames periódicos de sangue são ainda mais importante para as pessoas com algum fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.</p>
<p><span id="more-651"></span></p>
<p>Alguns fatores de risco não podem ser modificados pela pessoa: a <strong>idade</strong>, por exemplo. A partir dos 45 anos o diabetes mellitus fica cada vez mais frequente. Da mesma forma, ter um <strong>pai ou mãe com diabetes</strong> aumenta as chances da pessoa desenvolver a doença em algum ponto de sua vida. No caso das mães, ter tido <strong>diabetes gestacional</strong> ou um filho nascido com mais de 4 kg são fatores de risco adicionais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Central_Obesity_011.jpg"><img alt="Adolescente obeso (146 quilos) com obesidade central, visto de lado" src="http://leonardof.med.br/imagens/Wikimedia_Commons_Central_Obesity_011_320x316.jpeg" title="Obesidade central" width="320" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href='http://commons.wikimedia.org/wiki/User:FatM1ke' title='User:FatM1ke'>FatM1ke</a> (domínio público)</p></div>
<p>Mas também existem fatores de risco modificáveis, como a <strong>falta de atividade física</strong> e o excesso de peso, especialmente na dita <cite><strong>obesidade central</strong></cite>, em que a gordura se deposita dentro da barriga. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/22/como-saber-se-voce-esta-acima-do-peso-ideal/" rel="bookmark">Como saber se você está acima do peso ideal</a></cite>.) Um estudo recente, publicado na Revista Panamericana de Saúde Pública, mostrou que mais da metade da carga de doença do diabetes mellitus seria evitado se todos os brasileiros tivessem um peso ideal. <cite>Carga de doença</cite>, aqui, é o impacto da doença sobre a saúde da população, medida na forma de anos de vida perdidos por morte precoce ou invalidez.</p>
<p>Além disso, a pessoa com certas doenças tem maior risco de diabetes. Esse é o caso da <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_do_ov%C3%A1rio_polic%C3%ADstico">síndrome do ovário policístico</a></strong> e de doenças do aparelho circulatório como a <strong>hipertensão arterial</strong> e algumas <strong>doenças cardíacas</strong>. Outro fator de risco são os níveis de gordura no sangue: o excesso de <strong>triglicerídios</strong> e a falta de <strong>colesterol HDL</strong> (que é o colesterol bom).</p>
<p>Ironicamente, ter diabetes mellitus também aumenta o risco da pessoa ter essas doenças, e todas compartilham uma série de fatores de risco em comum, reforçando ainda mais a associação. (Leia também: <cite><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/26/como-prevenir-e-controlar-a-hipertensao-arterial/" rel="bookmark">Como prevenir e controlar a hipertensão arterial</a></cite>.)</p>
<p>Fazer exames periódicos permite descobrir não apenas o diabetes, mas também o <strong>pré-diabetes</strong>, que é um meio-termo entre a normalidade e o diabetes. Uma pessoa com pré-diabetes tem cerca de 25% de chance de um dia desenvolver diabetes, a não ser que tome uma providência para prevenir a doença.</p>
<p>Semana que vem publico o terceiro e último artigo desta série: <cite>Como prevenir o diabetes mellitus</cite>.<br />
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</ul>
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