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	<title>Doutor Leonardo &#187; prevenção</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>Adeus, Sócrates</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 05:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Infelizmente, o craque deu um exemplo de como NÃO consumir bebidas alcoólicas. <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/08/adeus-socrates/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que não me lembro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates_%28futebolista%29" title="Artigo da Wikipédia sobre Sócrates">Sócrates</a> jogando. De certa forma, isso faz dele um jogador ainda maior, já que só o conheço como lenda. Mas acompanhei nos últimos anos sua coluna, interessantíssima, na revista CartaCapital, e fiquei feliz em saber que Sócrates se formou médico na USP de Ribeirão Preto, onde fiz residência médica e mestrado. A Wikipédia tem uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Socrates_(futebolista)_participando_do_movimento_pol%C3%ADtico_Diretas_J%C3%A1.jpg" title="Sócrates em manifestação política">foto do Sócrates participando de uma manifestação pelas Diretas Já</a>, em frente a um hotel da cidade, hoje desativado; lembro-me muito bem do teatro e da choperia que ficam ao lado, bem como da praça em frente.</p>
<p>Outra surpresa, essa já mais desagradável, foi quando fiquei sabendo de sua internação em agosto. Já dava para saber que Sócrates estava na marca do pênalti, com o perdão do trocadilho. Depois de sua alta hospitalar, ele <a href="http://tinyurl.com/7ba2r2l" title="Entrevista de Sócrates em agosto de 2011">deu uma entrevista</a> em que ficou clara a sua preocupação didática. Ele tinha consumido bebidas alcoólicas em excesso durante muito tempo, e não queria que outras pessoas seguissem seus passos.</p>
<p>Sócrates foi um atleta de ponta, médico e artista. Tinha suas finanças em dia, e gostava mais de cerveja do que de cachaça. Bem diferente da imagem que as pessoas fazem de um &#8220;alcoólatra&#8221;. Imagine então a dificuldade que as pessoas têm em identificar o consumo <em>potencialmente nocivo</em>, que é quando a pessoa está bebendo em excesso mas ainda não sofreu consequências negativas. Esse é o momento ideal para a prevenção, e é por isso que escrevi no começo do ano o artigo <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/01/05/voce-sabe-beber-com-moderacao/" title="Você sabe beber com moderação?">Você sabe beber com moderação</a>?</q>.<br />
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		<title>Gravidez na adolescência é causada por trauma de infância</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/11/21/gravidez-na-adolescencia-e-causada-por-trauma-de-infancia/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 02:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eventos adversos na infância aumentam o risco de gravidez na adolescência. <a href="http://leonardof.med.br/2011/11/21/gravidez-na-adolescencia-e-causada-por-trauma-de-infancia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/default.shtm" title="Síntese de Indicadores Sociais: Uma análise das condições de vida da população brasileira 2010">De acordo com o <abbr title="Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística">IBGE</abbr></a>, 5,5% das adolescentes com 15 a 17 anos de idade já tiveram um ou mais filhos. Não estou aqui para dizer se uma adolescente pode ou deve ter filhos, mas vários estudos mostram que uma gravidez na adolescência pode trazer uma série de consequências negativas tanto para a mãe quanto para o filho. É impressionante como uma garota pode engravidar sem querer, com tanta facilidade de informação e acesso a métodos de planejamento familiar (camisinha, pílula etc.), ou como uma garota possa decidir engravidar e assim prejudicar seu futuro nos estudos e no trabalho. </p>
<p>Quando lidamos com os adolescentes, vemos que a realidade é muito mais complexa. Poucas vezes a gravidez pode ser considerada como um acidente completo; muitas vezes o casal sabia que corria o &#8220;risco&#8221; de engravidar, ou então a gravidez foi mesmo planejada. O frequente abandono dos estudos pode não parecer importante para a adolescente, e às vezes a ordem é inversa: primeiro a adolescente abandona os estudos, e depois engravida. O namoro, união estável ou casamento com uma pessoa já estabelecida profissionalmente pode ser um motivo para a adolescente abandonar os estudos, <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/21/um-retrato-do-aborto-no-brasil/" title="Uma retrato do aborto no Brasil">ou pelo menos não abortar em caso de gravidez acidental</a>. Por fim, uma gravidez pode significar para a adolescente um meio de ganhar prestígio social, ou mesmo de sair de uma família inadequada.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/mcgraths/3656184801/"><img alt="Fotografia da barriga de um gestante, a partir do chão." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_3656184801_480x319.jpeg" title="Futura mãe, por Sean McGrath. Publicada sob a licença CC BY 2.0. Clique para ver a original." class="aligncenter" width="480" height="319" /></a></p>
<p>Na década de 90, o <abbr title="Center for Disease Control and Prevention" lang="en">CDC</abbr> realizou, em convênio com o plano de saúde <span lang="en">Kaiser Permanente</span>, <a href="http://www.cdc.gov/ace/index.htm" title="Adverse Childhood Experiences (ACE) Study">um estudo com 17 mil pessoas adultas, examinando a relação entre o estado de saúde atual e uma série de traumas de infância</a> (e adolescência), conhecidos tecnicamente como <em>experiências adversas na infância</em>. Os traumas de infância estudados incluem maus-tratos físicos (<a href="http://leonardof.med.br/2010/07/29/bater-nao-educa/" title="Bater não educa">bater não educa</a>!), emocionais e sexuais, negligência emocional ou física, e o testemunho de problemas familiares como agressão física da mãe, uso de drogas (inclusive álcool) por alguém da casa, adoecimento mental de alguém da casa, divórcio ou separação dos pais, ou envolvimento de familiares em crimes.</p>
<p>O grupo confirmou que os traumas de infância estão associados a um comportamento menos saudável e a mais problemas de saúde. Ano passado eu já tinha listado as principais doenças <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/" title="As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)">da mulher</a> e <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)">do homem</a> brasileiros, bem como os principais fatores de risco (<a href="http://leonardof.med.br/2010/03/08/conheca-os-10-maiores-fatores-de-risco-para-a-saude-da-mulher/" title="Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher">da mulher</a> e <a href="http://leonardof.med.br/2010/08/27/por-que-os-homens-morrem-mais-cedo/" title="Por que os homens morrem mais cedo?">do homem</a>) que levam essas pessoas a adoecer; o terceiro elo dessa cadeia seriam os traumas de infância.</p>
<p><span id="more-2871"></span></p>
<p><a href="http://dx.doi.org/10.1542/peds.113.2.320" title="The Association Between Adverse Childhood Experiences and Adolescent Pregnancy, Long-Term Psychosocial Consequences, and Fetal Death">O artigo mais importante, publicado na revista científica <cite lang="en">Pediatrics</cite></a>, encontrou uma relação clara entre os traumas de infância e a gravidez na adolescência. Cada um dos tipos de trauma aumentou o risco de gravidez entre 20% e 90%, e quanto mais traumas de infância, maior o risco de gravidez na adolescência. O mais interessante foi que a gravidez na adolescência realmente se mostrou associada a uma série de problemas sociais e mentais (problemas familiares sérios, problemas financeiros sérios, estresse elevado e medo de não conseguir controlar a raiva), mas apenas para as mulheres que passaram por um ou mais traumas de infância. No caso das mulheres sem traumas de infância, a gravidez na adolescência não se associou a problemas atuais.</p>
<p>Dois outros artigos, publicados <a href="http://dx.doi.org/10.1542/peds.107.2.e19" title="Abused boys, battered mothers, and male involvement in teen pregnancy">na <cite lang="en">Pediatrics</cite></a> e <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12100801" title="Adverse childhood experiences and risk of paternity in teen pregnancy">na <cite lang="en">Obstetrics and Gynecology</cite></a>, descobriram que o mesmo raciocínio se aplica a homens e adolescentes do sexo masculino que engravidam uma adolescente.</p>
<p>Mas nem tudo na vida são espinhos: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20844701" title="The Protective Effect of Family Strengths in Childhood against Adolescent Pregnancy and Its Long-Term Psychosocial Consequences">outro artigo, publicado no <cite lang="en">The Permanente Journal</cite></a>, também encontrou características familiares capazes de proteger as adolescentes contra a gravidez. As características positivas estudadas foram a proximidade entre os familiares; o suporte que então criança recebia da família; a lealdade entre as pessoas da família; a proteção recebida; a importância que a pessoa tinha dentro da família; o amor recebido; e a prontidão da família em cuidar da saúde da pessoa. Quanto maior o número de características positivas, e quanto maior a intensidade dessas características, menor o risco de gravidez na adolescência, ou de problemas psicossociais durante a vida adulta.</p>
<p>O primeiro artigo mostrou ainda que as mulheres que relataram traumas de infância tinham maiores chances de serem elas mesmas fruto de uma gravidez na adolescência. É possível que a gravidez na adolescência funcione como um elo entre as gerações, facilitando para que pessoas com traumas de infância, e pouca saúde ou bem-estar, tenham filhos com traumas de infância e pouca saúde ou bem-estar.</p>
<p>Dois terços das mulheres relataram passar por pelo menos um trauma durante sua infância ou adolescência. Mesmo dentre as mulheres criadas em famílias com muitas características positivas, mais da metade relataram algum trauma de infância. Uma criança que é levada ao médico sempre que necessário pode, por exemplo, estar presenciando sua mãe ser agredida pelo namorado.</p>
<p>Quero deixar claro que o trauma de infância <strong>não é a única causa</strong> de gravidez na adolescência. Mesmo uma adolescente sem traumas de infância (e com famílias cheias de características positivas) pode engravidar. Os autores calcularam que um terço das gravidezes na adolescência sejam atribuíveis a maus-tratos, negligência e disfunção familiar, embora admitam que o número real pode ser maior, se de fato nem todas as vítimas tiverem relatado seus traumas de infância.</p>
<p>Apesar da pesquisa ter sido realizada nos Estados Unidos, acredito que as conclusões se apliquem ao Brasil, e que por aqui o problema seja pelo menos da mesma dimensão, se não maior. Interromper esse ciclo vicioso é um desafio assombroso, porque significa, em última análise, modificar a própria sociedade que faz adoecer seus indivíduo.</p>
<p><strong>Nota de agradecimento</strong>: Esse artigo só foi possível graças à médica de família britânica <span lang="en">Iona Heath</span>, que citou o estudo em <a href="http://www.rcplondon.ac.uk/resources/harveian-oration-2011" title="Harveian Oration 2011: Divided we fail">um recente discurso (em inglês)</a> para o <cite lang="en">Royal College of Physicians</cite>, do Reino Unido.<br />
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</ul>
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		<title>O exame pode não ter salvado a sua vida</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/10/31/o-exame-pode-nao-ter-salvado-a-sua-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 05:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na grande maioria dos casos, o diagnóstico precoce do câncer de mama não faz diferença para a mulher. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/31/o-exame-pode-nao-ter-salvado-a-sua-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O câncer ainda é uma doença que inspira terror. Algumas pessoas simplesmente se recusam a falar seu nome, preferindo dizer &#8220;aquela doença&#8221;. Quando a gente fala em câncer, o que vem à mente é uma pessoa saudável que começou a sentir algo e, depois de uma avaliação médica, descobriu que terá poucos e dolorosos meses de vida pela frente. Por isso, quando uma pessoa descobre um câncer num exame de rotina, é compreensível que ela acredite que o exame tenha salvo sua vida.</p>
<p>Acontece que muitos tipos de câncer simplesmente não são tão letais assim. Se a pessoa com câncer não fizer o exame, corre um risco razoável de morrer — por outra causa — sem saber que tinha a doença. E, se o câncer for pouco agressivo, fazer o diagnóstico com anos de antecedência pode fazer pouca diferença nas chances de cura. (Repare que estou falando em anos, e não em estágio clínico.) Além disso, alguns exames são capazes de dizer qual é o grau de agressividade do câncer, mas nunca é possível ter certeza se o tumor vai ou não matar a pessoa.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diagnosis_-_Mammography.jpg"><img alt="Mama sendo comprimida para obter imagem mamográfica ótima." src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_DiagnosisMammography_320x213.jpeg" title="Diagnóstico - Mamografia, do governo federal dos Estados Unidos da América. Imagem sob domínio público. Clique para ver o original." width="320" height="213" class="aligncenter" /></a></p>
<p>No caso do câncer de mama, um <a href="http://dx.doi.org/10.1001/archinternmed.2011.476" title="Likelihood That a Woman With Screen-Detected Breast Cancer Has Had Her "Life Saved" by That Screening">estudo recém-aceito pela revista <cite lang="en">Annals of Internal Medicine</cite></a> calculou qual é a chance, para uma mulher que descobriu o câncer de mama num exame de rotina, de que a mamografia tenha realmente salvado a sua vida.</p>
<p><span id="more-2823"></span></p>
<p>Os pesquisadores utilizaram dados do <cite lang="en">National Health Interview Survey</cite> de 2003 para saber qual é a proporção, nos Estados Unidos, dos cânceres de mama que são detectados através de mamografias de rotina. Mesmo depois de uma série de suposições otimistas, os pesquisadores chegaram à estimativa de que o diagnóstico precoce só faz a diferença em menos de 25% dos casos. Para a maioria das mulheres, portanto, o diagnóstico de câncer de mama numa mamografia de rotina não traz qualquer melhoria da expectativa de vida.</p>
<p>Colocando em outros termos, uma série de mulheres que já não iria morrer de câncer de mama passa a receber o diagnóstico por causa do exame de rotina. Ironicamente, isso aumenta em muito o número de mulheres vivas que já tiveram um diagnóstico de câncer de mama, e que portanto se consideram salvas pela mamografia.</p>
<p>É importante notar que o estudo diz respeito à mamografia de rotina, e não àquela solicitada para avaliar um nódulo ou outro sinal. Além disso, a pesquisa não foi feita para avaliar se a mamografia funciona ou não; pelo contrário, ela partiu da suposição de que a mamografia seja capaz de diminuir a mortalidade.</p>
<p>O que a pesquisa mostrou é que, quando uma pessoa aparece na televisão dizendo que a mamografia de rotina salvou de rotina, essa pessoa está provavelmente enganada. Nem a mamografia e, principalmente, nem o câncer de mama são tão dramáticos assim. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2010/08/11/nem-sempre-e-melhor-prevenir-do-que-remediar/" title="Nem sempre é melhor prevenir do que remediar">Nem sempre é melhor prevenir do que remediar</a></q>.)</p>
<p>Agradeço ao médico de família e comunidade espanhol <span lang="es">Juan Gérvas</span> por divulgar o estudo. Semana que vem terei o prazer de publicar mais um artigo com base em material que ele divulgou; desta vez, um relatório de um estudante de medicina português sobre seu estágio numa unidade de Saúde da Família daquele país.<br />
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</ul>
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		<title>Horário de verão: faça seu estoque de sono!</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/10/12/horario-de-verao-faca-seu-estoque-de-sono/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 06:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dormir por 10 horas por algumas noites ajuda a tolerar alguns dias de privação de sono. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/12/horario-de-verao-faca-seu-estoque-de-sono/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O horário de verão vai começar neste fim de semana: na meia-noite entre o sábado e o domingo, as pessoas deverão adiantar o relógio em uma hora. O início do <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/15/o-efeito-do-horario-de-verao-na-nossa-saude/" title="O efeito do horário de verão na nossa saúde">horário de verão parece aumentar os acidentes de trabalho</a>, mas se você pode começar a se prevenir hoje mesmo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/calamity_photography/4825477431/"><img alt="Mulher caída sobre um colchonete, dormindo à luz do dia." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_4825477431_480x320.jpeg" title="249/365 - Lift Camp Wore Me Out !!, por Courtney Carmody. Distribuída sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="480" height="319" /></a></p>
<p>As pessoas que se acidentam no início do horário de verão dormiram, em média, 40 minutos a menos na noite anterior. Então a solução mais simples é dormir no horário correto no domingo. Mas, se você preferir aproveitar o fim de semana até o último minuto, existe uma alternativa: fazer um estoque de sono.</p>
<p><span id="more-2274"></span></p>
<p>Apesar de se recomendarem 8 horas de sono por noite, as pessoas dormem em média 7 horas por dia, principalmente durante os dias de semana. Pesquisadores do exército dos Estados Unidos fizeram uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2647785" title="Banking Sleep: Realization of Benefits During Subsequent Sleep Restriction and Recovery">experiência</a> para saber se a extensão do sono para 10 horas por noite teria algum efeito sobre a tolerância a um período de 3 horas de sono por noites, e a recuperação nos dias seguintes com 8 horas de sono por noite. Eles descobriram que, de fato, as pessoas que dormiram 10 horas por noite sofreram menos com o efeito da privação de sono, e se recuperaram mais rapidamente, quando comparadas as pessoas que dormiram conforme seu costume (em média, 7 horas).</p>
<p>Repare que o período de sono prolongado foi de vários dias, por isso se você não for dormir direito no fim de semana, é melhor começar logo. Além disso, o benefício do estoque de sono só vale para alguns dias, então é melhor se programar para dormir no horário certo durante a semana, com ou sem claridade até mais tarde!</p>
<p>Semana que vem publico aglumas dicas sobre como dormir mais e melhor.<br />
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</ul>
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		<title>Onde está a epidemia de doenças crônicas não transmissíveis?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 06:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carga de doença]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo o mundo morre um dia; o que importa é o tempo e o tipo de vida que a pessoa tem. <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/27/onde-esta-a-epidemia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o mundo sabe que a presidenta Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir uma sessão da Assembleia Geral da <abbr title="Organização das Nações Unidas">ONU</abbr>. Mas para nós, da saúde, essa 66ª sessão teve outro diferencial, ainda mais importante: o comprometimento da ONU com o enfrentamento das doenças não transmissíveis, como diabetes mellitus, derrame, infarto, asma, enfisema e câncer.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) já vinha promovendo o enfrentamento das doenças não transmissíveis, e é daí que vêm iniciativas como a <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/30/industria-alimenticia-vai-reduzir-sal-e-acucar-de-seus-produtos/" title="Indústria alimentícia vai reduzir sal e açúcar de seus produtos">redução do sal e do açúcar dos alimentos industrializados</a>, a proibição da condução de veículos por pessoas embriagadas, e os altos impostos sobre os cigarros.</p>
<p>Mas o combate às doenças não transmissíveis também exige o compromisso de todos os setores. Para termos uma alimentação saudável, por exemplo, é preciso ter acesso a alimentos saudáveis de forma conveniente e a um baixo custo, ao longo de todo o ano. Colocando em outros termos, para termos uma população brasileira saudável, não basta o compromisso do ministro da saúde; é preciso que a presidência vista a camisa.</p>
<p>De uma forma geral, a <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=A%2F66%2FL.1&#038;Lang=E" titile="Declaração Política do Encontro de Alto Nível da Assembleia Geral sobre a Prevenção e o Controle das Doenças Não Transmissíveis">declaração política (em inglês)</a> foi muito equilibrada, mas eu não poderia deixar de destacar uma expressão que, infelizmente, muitas pessoas levam a sério demais: <strong>epidemia</strong>.</p>
<p><span id="more-2692"></span></p>
<p>De fato, as doenças não transmissíveis estão se tornando cada vez mais comuns, e hoje já são a <a href="http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm?portal=pagina.visualizarNoticia&#038;codConteudo=2518&#038;codModuloArea=162&#038;chamada=ministro-defende-acao-contra-doencas-cronicas" title="Ministro defende ação contra doenças crônicas">causa de 72% das mortes não-violentas no Brasil</a>. Mas, se a situação está tão grave assim, como é que a expectativa de vida do brasileiro aumenta ano após ano?</p>
<p>O que importa não é saber <em>se</em> a pessoa morre por uma doença não transmissível. Todo o mundo morre um dia; se não for por um motivo, será por outro. O que importa é quanto tempo de vida a pessoa teve, e como foi sua vida.</p>
<p>Essa é a abordagem que adotei para listar as principais doenças das <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/29/as-10-principais-doencas-da-mulher-brasileira/" title="As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)">mulheres</a> e dos <a href="http://leonardof.med.br/2010/09/01/as-10-principais-doencas-do-homem-no-brasil/" title="As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)">homens</a> no Brasil. De uma forma geral, as doenças não transmissíveis são responsáveis por 63,8% da carga de doença no Brasil, com destaque para a depressão, o alcoolismo (e o uso nocivo do álcool), o infarto (e a angina), o derrame (<abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr>), diabetes mellitus, asma e enfisema e bronquite crônica.</p>
<p>Ao contrário da varíola, é impossível erradicar essas doenças. O que nós podemos fazer é contribuir para que as pessoas desenvolvam essas doenças cada vez mais tarde, e, principalmente, para que as pessoas possam continuar tendo uma vida normal apesar das doenças.</p>
<p><a href="http://leonardof.med.br/2011/10/03/medico-de-familia-e-comunidade-e-peca-chave-no-combate-as-doencas-nao-transmissiveis/" title="Médico de família e comunidade é peça-chave no combate às doenças não transmissíveis">O médico de família e comunidade tem um papel fundamental nessa nova fronteira da saúde</a>, mas isso fica para um outro artigo.<br />
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		<title>Quando fazer o exame preventivo de câncer de colo de útero</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/08/08/quando-fazer-o-exame-preventivo-de-cancer-de-colo-de-utero/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 06:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Mulheres de 25 a 64 anos devem fazer o exame a cada três anos. <a href="http://leonardof.med.br/2011/08/08/quando-fazer-o-exame-preventivo-de-cancer-de-colo-de-utero/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Nacional de Câncer (Inca) publicou a versão 2011 de suas <cite>Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo de Útero</cite>. Acredito que as recomendações serão novidade para a maioria dos leitores, então reuni as informações mais importantes sobre quando começar e parar de fazer exames para a prevenção e detecção precoce do câncer de colo uterino:</p>
<p><span id="more-2532"></span></p>
<ul>
<li>O exame preferencial é o citopatológico, aquele que as mulheres brasileiras já conhecem. Existem alternativas, sem benefícios substanciais e com menor comprovação.</li>
<li>Mulheres que nunca tiveram atividade sexual não devem fazer o preventivo. Para desenvolver o câncer de colo de útero é necessário que a mulher tenha sido infectada pelo <abbr title="vírus do papiloma humano">HPV</abbr>, um vírus que só chega no colo do útero por relação sexual.</li>
<li>O exame não deve ser colhido antes dos 25 anos de idade. Antes dessa idade o risco é mínimo, e o exame é pouco confiável. Além disso, o propósito do exame é descobrir um tipo de alteração que pode evoluir para câncer, mas o tratamento dessas alterações em mulheres jovens aumenta o risco de doenças se um dia a mulher engravidar.</li>
<li>A mulher deve fazer o exame duas vezes com intervalo de um ano, e a seguir o intervalo entre os exames preventivos deve diminuir para três anos. Tanto a rotina trianual quanto a anual detectam mais de 90% das alterações pré-cancerosas. Fazer exames todo ano triplica o número de exames, e só aumenta detecção em 2,5%.</li>
<li>Quando completar 65 anos de idade, a mulher deve parar de fazer os exames se tem pelo menos dois exames normais nos últimos cinco anos. Mesmo em países mais desenvolvidos, existem indícios de haver pouco ou nenhum benefício em continuar os exames depois dessa idade.</li>
<li>Se uma mulher com 65 anos de idade ou mais nunca fez o exame preventivo, deve fazer dois exames com um a três anos de intervalo, e se ambos forem normais não deve mais fazer.</li>
<li>A rotina não deve ser alterada pela gravidez, nem pelo fim da menstruação.</li>
<li>Se o útero foi completamente removido por cirurgia, devido a uma doença benigna (não câncer), como o mioma, não é mais necessário continuar a fazer o preventivo, desde que os anteriores tenham sido normais. Sem útero não há necessidade de fazer exame do útero!</li>
<li>Mulheres imunossuprimidas (por exemplo, por <abbr title="síndrome da imunodeficiência adquirida">Aids</abbr> ou uso de corticoides em alta dosagem), se já tiverem iniciado atividade sexual, devem fazer o exame preventivo a cada seis meses no primeiro ano, e daí em diante a cada ano. Mulheres com o sistema imune (de defesa) deficiente têm maior risco de câncer de útero.</li>
</ul>
<p>Essas recomendações não são lei; a mulher e seu médico podem resolver fazer o exame até mensalmente, se quiserem. Só precisam entender que, para além das recomendações do Inca, o número de exames aumenta muito, mas o benefício preventivo é mínimo.</p>
<p>As diretrizes do Inca foram endossadas pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, e pela Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia. Lamento que a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade não tenha participado, mas tenho certeza de que as diretrizes serão muito bem recebidas. As diretrizes deram destaque especial para a importância da estratégia Saúde da Família na prevenção do câncer de colo de útero, e defendem o interesse das mulheres ao evitar riscos e gastos desnecessários.</p>
<p>Leia também os artigos que escrevi ano passado sobre <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/02/mamografia-aos-40-anos-e-controversa/" title="Mamografia aos 40 anos é controversa">quando começar fazer mamografia</a>, <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/06/mamografia-pode-ser-feita-a-cada-2-anos/" title="Mamografia pode ser feita a cada 2 anos">com que frequência passar pelo exame</a>, e <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/18/quando-parar-de-fazer-mamografia/" title="Quando parar de fazer mamografia">quando parar de fazer mamografia</a>, além de <a href="http://leonardof.med.br/2010/11/24/auto-exame-das-mamas-faz-mal-a-saude/" title="Auto-exame das mamas faz mal à saúde">por que o auto-exame das mamas não é recomendado</a>.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/11/24/auto-exame-das-mamas-faz-mal-a-saude/' title='Auto-exame das mamas faz mal à saúde'>Auto-exame das mamas faz mal à saúde</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/11/18/quando-parar-de-fazer-mamografia/' title='Quando parar de fazer mamografia'>Quando parar de fazer mamografia</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/11/06/mamografia-pode-ser-feita-a-cada-2-anos/' title='Mamografia pode ser feita a cada 2 anos'>Mamografia pode ser feita a cada 2 anos</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/11/02/mamografia-aos-40-anos-e-controversa/' title='Mamografia aos 40 anos é controversa'>Mamografia aos 40 anos é controversa</a></li>
</ul>
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		<title>Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 06:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
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		<description><![CDATA[O efeito parece nulo em pessoas que moram na comunidade. <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A osteoporose não dói, mas aumenta silenciosamente o risco de fraturas espontâneas ou por quedas da própria altura. Por isso, cientistas do Reino Unido ligados à <cite>Colaboração <span lang="en">Cochrane</span></cite> realizaram uma <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19370554">revisão sistemática das pesquisas que abordaram a eficácia dos suplementos de cálcio e vitamina D sobre o risco de fratura por osteoporose</a>.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Broken_glass.jpg"><img alt="Fotografia de vidro quebrado contra o sol" src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_BrokenGlass_480x360.jpeg" title="Vidro quebrado, por Jef Poskanzer. Imagem distribuída sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica. Clique para ver a original." class="aligncenter" width="480" height="360" /></a></p>
<p>Duas pesquisas, realizadas em asilos franceses, tiveram resultados realmente animadores. Os idosos que usaram o suplemento tiveram um risco 25% menor de fraturas de quadril, que são justamente as fraturas com maior impacto sobre a mobilidade e a expectativa de vida.</p>
<p>Já os estudos realizados na comunidade não encontraram benefício algum. Foram 6 pesquisas, envolvendo 43 mil pessoas, a maioria delas de alto risco (por exemplo, antecedente de fratura espontânea), e mesma assim não foi comprovada diferença entre as fraturas com e sem suplementos. Isso vale tanto para as fraturas de quadril quanto para as outras, como as de coluna vertebral.</p>
<p><span id="more-2490"></span></p>
<p>O uso da vitamina D aumentou em 135% o risco da pessoa apresentar níveis excessivos de cálcio no sangue; em 4% o risco de sintomas digestivos; e em 16% o risco de cálculos renais ou insuficiência renal. (Leia também: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/" title="Suplementos com cálcio parecem causar infarto">Suplementos com cálcio parecem causar infarto</a></q>.)</p>
<p>Existem vários cuidados a serem tomados ao analisar em conjunto uma série de pesquisas clínicas, e os próprios autores dessa revisão afirmam que suas conclusões não sejam definitivas. Em suma, o efeito dos suplementos <cite>parece</cite> restrito aos idosos em asilos, mas a questão ainda está aberta para discussão.</p>
<p>A dose ideal de vitamina D, por exemplo, ainda está sendo discutida. Também é possível que a forma de vitamina D (colecalciferol, calcitriol etc.) e a via de administração (comprimido, injeção) sejam relevantes.</p>
<p>Um estudo sueco que <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/" title="Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia">divulguei duas semanas</a> atrás mostrou que 80% das mulheres já têm cálcio o suficiente em sua alimentação. Como o uso de vitamina D melhora o aproveitamento do cálcio, isso tudo diminui muito a importância da suplementação desse mineral.</p>
<p>Vários outros nutrientes estão envolvidos na saúde dos ossos. As vitaminas vitaminas A e K já estão sendo estudadas na forma de suplementos, mas <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/" title="Como prevenir a osteoporose">exercício físico e outros fatores do estilo de vida também são importantes para a prevenção de osteoporose</a>.</p>
<p>Em suma, os suplementos de cálcio e vitamina D podem apresentar efeitos colaterais significativos (talvez até infarto), e o benefício ainda é incerto. Se você está tomando algum desses suplementos por conta própria, é melhor discutir o assunto com seu médico na próxima consulta.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/' title='Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia'>Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/07/05/como-prevenir-o-diabetes-mellitus/' title='Como prevenir o diabetes mellitus'>Como prevenir o diabetes mellitus</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/06/20/finasterida-aumenta-risco-de-cancer-de-prostata/' title='Finasterida aumenta risco de câncer de próstata'>Finasterida aumenta risco de câncer de próstata</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/04/17/queijo-nao-afeta-remedio-de-pressao/' title='Queijo não afeta remédio de pressão'>Queijo não afeta remédio de pressão</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Suplementos com cálcio parecem causar infarto</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 03:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O risco parece estar restrito às pessoas com uma alimentação adequada. <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <cite lang="en">British Medical Journal</cite> publicou, em <a href="http://www.bmj.com/content/341/bmj.c3691.full">2010</a> e <a href="http://www.bmj.com/content/342/bmj.d2040.long">2011</a>, dois estudos que revisaram o efeito dos suplementos de cálcio, com ou sem vitamina D, sobre o risco de infarto agudo do miocárdio e <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> (derrame). Foram incluídas 9 pesquisas, com mais de 28 mil homens e mulheres de meia-idade e idosos; o risco de infarto se mostrou 24% maior entre as pessoas que tomavam suplementos com cálcio.</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Calcium_carbonate.jpg"><img alt="Pó de carbonato de cálcio sobre um prato transparente, sobre um fundo negro." src="http://arquivos.leonardof.med.br/WikimediaCommons_CalciumCarbonate_329x320.jpeg" title="Amostra de carbonato de cálcio, por Martin Walker. Fotografia disponibilizada sob domínio público. Clique na imagem para acessar o original." class="aligncenter" width="329" height="320" /></a></p>
<p>No primeiro estudo, que abordou apenas os suplementos de cálcio sem vitamina D, foi possível ainda analisar a influência do cálcio da alimentação. As pessoas cuja alimentação continha  mais de 800mg de cálcio por dia tiveram um aumento de 85% em seu risco de infarto com o uso dos suplementos; já as pessoas com dieta pobre em cálcio podiam usar os suplementos sem risco adicional. Essa diferença é ainda mais importante ao considerarmos que <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/" title="Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia">uma alimentação com 800mg de cálcio por dia é o suficiente para minimizar fraturas de osteoporose</a>. Com uma ingestão diária maior do que 800mg, o risco de fratura continua o mesmo, e talvez até aumente.</p>
<p><span id="more-2433"></span></p>
<p>A falta de cálcio é prejudicial para a saúde do aparelho circulatório, mas os suplementos de cálcio aumentam de forma abrupta a concentração sanguínea do mineral. Acredita-se que, desta forma, os suplementos de cálcio poderiam ativar uma série de mecanismos que estão relacionados com o risco da pessoa sofrer um infarto agudo do miocárdio ou derrame. (Os estudos também encontraram um aumento, menos convincente, do risco de <abbr title="acidente vascular cerebral">AVC</abbr> com os suplementos.)</p>
<p>Essa é uma discussão muito nova, e por isso nenhuma pesquisa clínica até hoje foi planejada para elucidá-la. Os estudos descritos acima foram feitos reaproveitando dados de pesquisas que tinham outros objetivos, como avaliar o tratamento da osteoporose. Isso abre a possibilidade para uma série de vieses, de forma que não existe ainda uma conclusão sobre a relação entre os suplementos de cálcio e o risco de infarto e derrame.</p>
<p>Mesmo assim, é melhor conversar com seu médico antes de começar a tomar suplementos que contenham cálcio. Até porque, como veremos na próxima semana, estudos recentes indicam que a <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/" title="Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?">suplementação de cálcio e vitamina D é bem menos útil do que acreditávamos</a>.<br />
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</ul>
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		<title>Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 03:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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		<description><![CDATA[Quantidades maiores não ajudam a prevenir fraturas espontâneas. <a href="http://leonardof.med.br/2011/07/04/prevencao-de-fratura-de-osteoporose-bastam-800mg-de-calcio-por-dia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores da Suécia seguiram mais de 60 mil mulheres durante 19 anos, e avaliaram a relação entre o consumo de cálcio nos alimentos (poucas mulheres usavam suplementos de cálcio e/ou vitamina D) e o risco de fratura ou osteoporose. A conclusão, <a href="http://www.bmj.com/content/342/bmj.d1473.full">publicada este ano no <cite lang="en">British Medical Journal</cite></a>, é que as mulheres de meia-idade que ingerem cálcio acima da média apresentam um risco de osteoporose e fratura igual (ou maior) ao das com uma ingestão média.</p>
<p><a href="http://www.bmj.com/content/342/bmj.d1473.full"><img alt="Gráfico do risco ajustado de fratura osteoporótica de quadril, em função da ingestão diária de cálcio, usando 800mg como referência. " src="http://arquivos.leonardof.med.br/BMJ_342-d1473-f2_480x310.jpeg" title="Ingestão de cálcio e risco de fratura de quadril por osteoporose, por Warensjö e colaboradores, 2011. Publicado sob a licença Creative Commons BY-NC 2.0. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="480" height="310" /></a></p>
<p>Mulheres que ingeriam menos de 750 mg de cálcio por dia tiveram um risco 32% maior de sofrer uma ou mais fraturas de quadril, e um risco 47% maior de desenvolver osteoporose. Essas eram as mulheres para as quais um consumo adequado de vitamina D também diminuía o risco de fratura.</p>
<p><span id="more-2432"></span></p>
<p>As mulheres que consumiam mais de 1000 mg de cálcio por dia, por outro lado, não tiveram risco menor de osteoporose. Pior ainda, essas mulheres apresentaram um risco 19% maior de ter uma ou mais fraturas de quadril. Os pesquisadores acreditam que o motivo seja o reverso, ou seja, as mulheres de alto risco estavam consumindo maiores quantidades de cálcio.</p>
<p>Os resultados do estudo dão suporte à recomendação sueca de se consumir 800mg ou mais de cálcio por dia, em vez de 1200mg como dizem os norte-americanos. Você pode conferir abaixo uma lista de alimentos em cálcio, e qual é a quantidade necessária:</p>
<ul>
<li><strong>Verduras</strong> — 100g de coentro desidratado, ou 175g de caruru, ou 400g de manjericão cru, ou 450g de salsa crua, ou 450g de couve manteiga refogada, ou 550g de taioba crua, ou 600g de agrião cru, ou 625g de serralha crua, ou 800g de espinafre (cru ou refogado).</li>
<li><strong>Frutos do mar</strong> — 75g de lambari frito, ou 160g de sardinha, ou 200g de pescada frita, ou 225g de caranguejo cozido, ou 700g de pintado assado.</li>
<li><strong>Leite e derivados</strong> — 100g de queijo <span lang="fr">petit suisse</span>, ou 150g de queijo minas frescal, ou 300g de requeijão cremoso, ou 325g de queijo ricota, ou 500g de iogurte natural desnatado, ou 600g de leite desnatado longa-vida, ou 800g de iogurte com sabor, ou 800g de pão de queijo assado.</li>
<li><strong>Variados</strong> — 650g de acarajé</li>
<li><strong>Leguminosas</strong> — 400g de farinha de soja, ou 650g de guando cru, ou 700g de grão-de-bico cru. O feijão cru também é rico em cálcio, mas cozido nem tanto.</li>
<li><strong>Nozes e sementes</strong> — 325g de amêndoa torrada, ou 400g de linhaça, ou 550g de castanha-do-pará crua, ou 800g de nozes.</li>
</ul>
<p>Cereais matinais e outros produtos alimentícios podem ter cálcio adicionado em sua composição, então vale a pena ler a tabela de informação nutricional. (Aproveite e <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/12/reducao-do-sal-e-tao-importante-quanto-remedio-de-pressao/" rel="bookmark" title="Redução do sal é tão importante quanto remédio de pressão">confira se não há excesso de sal</a>.) Outro produto, desta vez artesanal, é o acarajé: 650g do prato baiano contém 800mg de cálcio.</p>
<p>Não é fácil comer 600g de agrião, nem barato comer 800g de nozes, mas misturando um pouco de cada coisa fica bem mais fácil, especialmente se a pessoa puder incluir frutos do mar e laticínios. Lembre-se de que apenas um quinto das mulheres suecas estavam no grupo que consumia cálcio insuficiente, e duvido que a comida lá seja mais barata do que no Brasil.</p>
<p>Quanto aos suplementos de cálcio, eram raras as mulheres do estudo que os usavam, e sua proporção era parecida em todas as faixas de consumo alimentar de cálcio. Além disso, os suplementos de cálcio estão envolvidos em uma ou duas controvérsias, que serão assunto de artigos futuros. (Leia: <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/07/11/suplementos-com-calcio-parecem-causar-infarto/" title="Suplementos com cálcio parecem causar infarto">Suplementos com cálcio parecem causar infarto</a></q>, e <q><a href="http://leonardof.med.br/2011/07/18/calcio-e-vitamina-d-so-previnem-fraturas-em-idosos-no-asilo/" title="Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?">Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?</a></q>.)</p>
<p>Até lá, que tal <a href="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/" rel="bookmark" title="http://leonardof.med.br/2010/03/19/como-prevenir-a-osteoporose/">saber mais sobre como prevenir a osteoporose</a>?<br />
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</ul>
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		<title>Finasterida aumenta risco de câncer de próstata</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/06/20/finasterida-aumenta-risco-de-cancer-de-prostata/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 03:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
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		<category><![CDATA[prevenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Acreditava-se que o medicamento seria capaz de prevenir a doença nos homens. <a href="http://leonardof.med.br/2011/06/20/finasterida-aumenta-risco-de-cancer-de-prostata/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <abbr title="Food and Drug Administration" lang="en">FDA</abbr>, agência americana mais ou menos equivalente à <abbr title="Agência Nacional de Vigilância Sanitária">Anvisa</abbr>, <a href="http://www.fda.gov/Safety/MedWatch/SafetyInformation/SafetyAlertsforHumanMedicalProducts/ucm258529">alertou</a> os médicos para um aumento no risco de diagnóstico de câncer de próstata agressivo (de alto grau) em homens que usem finasterida, dutasterida e outros medicamentos do grupo dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inibidor_da_5-alfarredutase">inibidores da 5α-redutase</a>. Esses medicamentos são usados para combater dois problemas muito comuns entre homens: a calvície (alopecia androgênica) e o crescimento anormal da próstata sem câncer (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperplasia_prost%C3%A1tica_benigna">hiperplasia prostática benigna</a>).</p>
<p>Tudo começou com o <cite lang="en">Prostate Cancer Prevention Trial</cite>, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos para avaliar a hipótese de que a finasterida <em>preveniria</em> o câncer de próstata. De fato, os homens que usaram finasterida tiveram menos casos de câncer de próstata: 18,4%, contra 24,4% entre os que usaram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Placebo">placebo</a>.</p>
<p><span id="more-2437"></span></p>
<p>A taxa de detecção em si já era um problema que impedia a aplicação da pesquisa no dia-a-dia. Normalmente, 3 a 8% dos homens com 50 anos de idade ou mais descobrem ter câncer de próstata se fizerem o rastreamento com <a href="Antígeno prostático específico" class="broken_link">PSA</a> e toque retal. Por outro lado, necrópsias de 30 a 40% dos homens que morrem depois dos 50 anos por outras causas revelam câncer de próstata escondido. Dessa forma, os cânceres de próstata descobertos pelo <cite lang="en">Prostate Cancer Prevention Trial</cite> eram provavelmente muito menos perigosos que os descobertos no dia-a-dia.</p>
<p>Mas o pior mesmo foi constatar que o número de cânceres agressivos <em>aumentou</em>: 6,4% dos homens que tomaram finasterida tiveram diagnóstico de câncer de próstata de alto grau, contra 5,1% dos homens que tomaram placebo.</p>
<p>A mesma coisa aconteceu com os homens que participaram da pesquisa <cite lang="en">Reduction by Dutasteride of Prostate Cancer Events (REDUCE)</cite>: o número de casos de câncer diminuiu em 22,8%, mas o número de cânceres de alto grau aumentou 30%.</p>
<p>Na melhor das hipóteses, a diminuição do tamanho da próstata pela finasterida ou dutasterida estaria facilitando o diagnóstico dos cânceres de próstata agressivos. Mesmo assim, a suposta prevenção do câncer de próstata parece restrita aos tumores menos agressivos, justamente aqueles que dificilmente causariam algum transtorno. Mas, botando o pé no chão, o uso desses medicamentos aumenta pelo menos o risco do <em>diagnóstico</em> de câncer de próstata agressivo, e é possível que a finasterida e outros medicamentos do grupo realmente <em>causem</em> câncer de próstata agressivo.</p>
<p>Nenhum dos estudos nos permite saber os inibidores da 5α-redutase têm algum efeito (positivo ou negativo) na <em>mortalidade</em> por câncer de próstata, porque foram interrompidos assim que o efeito sobre o <em>diagnóstico</em> foi comprovado. Isso significa que muitos homens vão preferir continuar a tomar finasterida, já que seu efeito sobre a hiperplasia prostática benigna (e, em menor grau, sobre a alopécia androgênica) costuma ter um impacto significativo na qualidade de vida.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/mkmabus/2910025091/"><img alt="Visão bem-humorada do exame da próstata pelo toque retal." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_2910025091_480x320.jpeg" title="Exame, por The Doctr. Publicado sob a licença Creative Commons BY-NC-ND 2.0. Clique na imagem para ver o original." class="aligncenter" width="480" height="320" /></a></p>
<p>Vale a pena lembrar que o <a href="http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=339" class="broken_link"><abbr title="Instituto Nacional de Câncer">Inca</abbr> <strong>não</strong> recomenda</a> a realização rotineira de toque retal e PSA. Mesmo combinados, os dois exames têm <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/05/descobridor-do-psa-critica-seu-uso-no-cancer-de-prostata/">pouco ou nenhum efeito sobre a mortalidade por câncer de próstata</a>, e aumentam o número de biópsias desnecessárias. Alguns médicos, no entanto, defendem que os homens com câncer de próstata na família continuem a rotina de toque retal e PSA: é possível que, para eles, esses exames tenham alguma utilidade, ainda que essa hipótese não tenha sido testada. Seguindo essa linha de raciocínio, faz sentido que os homens usando finasterida também sejam submetidos todo ano ao toque retal e à dosagem de PSA.</p>
<p>Para os leitores médicos: um <a href="http://www.europeanurology.com/article/S0302-2838%2810%2900425-2/fulltext">editorial sobre o <abbr title="Reduction by Dutasteride of Prostate Cancer Events" lang="en">REDUCE</abbr></a>, e um <a href="www.usrf.org/news/070703_finasteride/NEJMscardinoeditorial.pdf" class="broken_link">editorial sobre o <abbr title="Prevention of Prostate Cancer Trial" lang="en">PCPT</abbr></a>, este <a href="http://www.equipocesca.org/actividades-preventivas/limitaciones-en-la-prevencion-del-cancer-de-prostata/">recomendado</a> pelo médico de família e comunidade espanhol <span lang="es">Juán Gérvas</span>.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/04/05/descobridor-do-psa-critica-seu-uso-no-cancer-de-prostata/' title='Descobridor do PSA critica seu uso no câncer de próstata'>Descobridor do PSA critica seu uso no câncer de próstata</a></li>
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</ul>
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