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	<title>Doutor Leonardo &#187; SUS</title>
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	<description>Um médico para toda a vida</description>
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		<title>14ª Conferência Nacional de Saúde: Saúde da Família para todos!</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 05:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>
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		<description><![CDATA[A estratégia deveria ser expandida até atender a toda a população brasileira, com uma equipe para cada 2500 pessoas. <a href="http://leonardof.med.br/2012/02/01/14a-conferencia-nacional-de-saude-saude-da-familia-para-todos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As conferências nacionais de saúde são grandes eventos, realizados a cada 4 anos, em que os mais diversos setores da sociedade, dos trabalhadores da saúde, e do governo se reúnem para orientar as ações do governo. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, por exemplo, foi convocada em 1986 por causa da inviabilidade do INAMPS, e estabeleceu as bases do SUS que seriam consolidadas na Constituição Federal de 1988. Ao contrário das resoluções do Conselho Nacional de Saúde (um órgão permanente composto por sociedade, trabalhadores e governo), as propostas das conferências não precisam ser obrigatoriamente seguidas pelo governo, mas costumam ser atendidas mesmo assim.</p>
<p><img alt="Auditório principal lotado" src="http://arquivos.leonardof.med.br/CNS_04DezFinal_480x245.jpeg" title="Plenária final da 14ª Conferência Nacional de Saúde (divulgação)" class="aligncenter" width="480" height="245" /></p>
<p>A 14ª Conferência Nacional de Saúde foi realizada nos dias 30 de novembro a 4 de dezembro de 2011 em Brasília, e contou com quase 3 mil representantes, indicados pelas conferências municipais e estaduais que antecederam à nacional. Além desses delegados, as conferências municipais e estaduais também definiram as 15 diretrizes que nortearam a Conferência Nacional de Saúde. Vale a pena dar uma olhada em todo o <a href="http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2012/relatorio/26_jan_relatorio_final_site.pdf" title="Conselho Nacional de Saúde (Brasil). Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2012">relatório final da conferência</a>, mas eu gostaria de destacar uma diretriz em especial: <strong>todas as famílias, todas as pessoas, devem ter assegurado o direito a uma equipe de Saúde da Família</strong>.</p>
<p><span id="more-2969"></span></p>
<p>Dentro dessa diretriz, a Conferência aprovou 28 propostas, como por exemplo:</p>
<ul>
<li>Reforçar a Estratégia de Saúde da Família como modelo preferencial da Atenção Básica no Brasil, com ampliação progressiva da cobertura até a universalização.</li>
<li>Reduzir o número máximo de usuários por equipe de Saúde da Família para 2500, revendo a portaria 648/2006.</li>
<li>Modificar o critério do número de pessoas acompanhadas pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS), de forma que o número máximo seja de 400 pessoas na zona rural e de 600 pessoas na zona urbana.</li>
<li>Instituir o piso nacional para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias, e um Plano de Carreira Nacional da Estratégia de Saúde da Família no SUS, contribuindo para o Programa Nacional de Desprecarização do Trabalho no SUS.</li>
<li>Ampliar os recursos para a atenção básica, garantindo reajuste anual dos valores e composição tripartite (50% União, 25% estados/DF e 25% municípios [...].</li>
</ul>
<p>Criada há quase 20 anos para atender a áreas carentes, a estratégia Saúde da Família foi progressivamente adotada por quase todos os municípios brasileiros, e atende hoje a pouco mais da metade da população brasileira. Em grande parte isso se deve aos bons resultados do modelo, como por exemplo na <a href="http://leonardof.med.br/2011/02/11/saude-da-familia-e-aprovada-por-807-dos-usuarios/" title="Saúde da Família é aprovada por 80,7% dos usuários">grande satisfação da população atendida</a>, na <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/24/especialidade-esta-associada-a-melhor-atencao-primaria-a-saude/" title="Especialidade está associada a melhor atenção primária à saúde">prestação de um serviço de alta qualidade</a>, na diminuição de internações hospitalares preveníveis, e na <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/23/saude-da-familia-diminui-mortalidade-infantil/" title="Saúde da Família diminui mortalidade infantil">diminuição da mortalidade infantil</a>.</p>
<p>Oferecer a estratégia Saúde da Família a toda a população brasileira é uma decisão ousada, que implica em aumentar significativamente o orçamento da atenção primária à saúde (também chamada de atenção básica) e em terminar de substituir os outros modelos. Implementar as propostas da 14ª Conferências significa aumentar o número de agentes comunitários de saúde de 250 mil para 350 mil, e aumentar o número de equipes de 30 mil para 75 mil.</p>
<p>As regras de cofinanciamento do Ministério da Saúde já permitiriam esse aumento no número de agentes e de equipes, mas na prática a expansão não ocorre por falta de recursos. O próprio Ministério da Saúde reconhece que seus repasses só cobrem 33% dos custos da estratégia Saúde da Família, ou seja, o resto da conta fica para os municípios, que têm os menores orçamentos. Os Estados precisam participar do financiamento, e a União precisa participar numa proporção mais adequada ao seu orçamento.</p>
<p>A precariedade dos vínculos de trabalho é resultado, em grande parte, da municipalização da gestão da atenção primária à saúde. Fica difícil para o Ministério da Saúde interferir em relações trabalhistas de que não participa. Mais difícil ainda é estimular a criação de planos de cargos, carreiras e salários, até porque o Conselho Nacional de Saúde veta qualquer iniciativa que se restrinja a apenas uma profissão — principalmente no caso dos médicos. A tão aguardada regulamentação da Emenda Constitucional nº 51, que dá à União a missão de definir <a href="http://leonardof.med.br/2010/02/08/emenda-constitucional-garante-piso-salarial-para-agentes-comunitarios-de-saude/" title="Emenda constitucional garante piso salarial para agentes comunitários de saúde">um plano de carreira e um piso salarial para os agentes comunitários de saúde e os agentes de controle de endemia</a>, pode ser o motor para que enfim tenhamos carreiras de saúde, de preferência nacionais ou, pelo menos, regionais.</p>
<p>Como eu disse no começo, as propostas das conferências nacionais de saúde não precisam ser seguidas pelo Ministério de Saúde, mas mostram muito bem para que lado sopram os ventos da política de saúde no nosso país.<br />
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</ul>
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		<title>Senado Federal regulamenta Emenda 29 às avessas</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 05:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O projeto de lei foi modificado para desobrigar o governo federal a gastar 10% do orçamento com saúde. <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/12/senado-federal-regulamenta-emenda-29-as-avessas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leonardof.med.br/2011/09/19/quer-mais-dinheiro-para-a-saude-divulgue-a-primaveradasaude/" title="Quer mais dinheiro para a saúde? Divulgue a #primaveradasaude">Eu já comentei</a> a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 em setembro, pouco antes de sua votação na Câmara dos Deputados. Enfim, o projeto de lei foi aprovado, mas com uma modificação que impediria, na prática, o governo de cobrar a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contribui%C3%A7%C3%A3o_Social_para_a_Sa%C3%BAde" title="Artigo da Wikipédia sobre a CSS">Contribuição Social para a Saúde</a>. Por causa dessa modificação, o projeto de lei teve que voltar para o Senado para nova votação.</p>
<p>Quarta-feira dia 7 o <a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12/senado-aprova-regulamentacao-da-emenda-29.html" title="G1: Senado aprova regulamentação da Emenda 29">Senado aprovou o projeto de lei</a>, por 70 votos contra 1. Só que o texto aprovado incluiu uma modificação que <strong>desobriga o governo federal</strong> de gastar pelo menos 10% do seu orçamento com saúde. A principal utilidade da regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 seria justamente exigir esses 10% do governo federal; a outra finalidade (definir o que é gasto com saúde) já estava contemplada por uma resolução do Conselho Nacional de Saúde.</p>
<p><span id="more-2928"></span></p>
<p>Qualquer país do mundo com um sistema de saúde universal e gratuito gasta <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/" title="Deputados concluem que Brasil gasta pouco com saúde pública">pelo menos 6,5% do PIB com saúde pública</a>. No Brasil, gastamos 3,7%. Se o governo federal fosse obrigado a colocar 10% do seu orçamento na saúde, calculo que o SUS teria à sua disposição cerca de 4,7% do PIB brasileiro. Ainda não teríamos um sistema de saúde à altura do que diz a Constituição, mas já seria o suficiente para aumentar em 1,44% a renda das famílias brasileiras, e reduzir em 1,5% a desigualdade de renda, <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/16/ipea-investir-em-saude-publica-aumenta-o-pib-e-reduz-a-desigualdade/" title="IPEA: investir em saúde pública aumenta o PIB e reduz a desigualdade">de acordo com o <abbr title="Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada">IPEA</abbr></a>.</p>
<p><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/01/eleicoes-2010-lula-defende-mais-dinheiro-para-a-saude/" title="Eleições 2010: Lula defende mais dinheiro para a saúde">Colocar dinheiro na saúde não dá voto</a>, e é por isso que o <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> está sempre com um financiamento inadequado. Aconteceu na década de 80, quando a Constituição definiu uma fonte de financiamento pública para os planos de saúde (renúncia fiscal), mas não um piso de financiamento para a saúde pública. Aconteceu na década de 90, quando a Emenda 29 obrigou os municípios a gastar 15% e os estados 12% de seu orçamento com saúde, mas o governo federal ganhou permissão para continuar gastando o mesmo que antes, só reajustando pelo crescimento do PIB. Aconteceu desde então, quando várias tentativas de regulamentar a Emenda 29 foram frustradas.</p>
<p>Segunda-feira vou à unidade de saúde marcar uma consulta com meu médico de família. Quero um encaminhamento para o oftalmologista conferir como está minha miopia. Vamos ver se eu consigo trocar de óculos ainda nesta década.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/09/19/quer-mais-dinheiro-para-a-saude-divulgue-a-primaveradasaude/' title='Quer mais dinheiro para a saúde? Divulgue a #primaveradasaude'>Quer mais dinheiro para a saúde? Divulgue a #primaveradasaude</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/04/28/regulamentacao-da-emenda-constitucional-n%c2%ba-29-sera-que-agora-vai/' title='Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29: será que agora vai?'>Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29: será que agora vai?</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/07/14/projeto-de-lei-aumenta-50-orcamento-federal-da-saude/' title='Projeto de lei aumenta 50% orçamento federal da saúde'>Projeto de lei aumenta 50% orçamento federal da saúde</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2010/05/29/eleicoes-2010-pre-candidatos-a-presidencia-discursam-para-secretarios-municipais-de-saude/' title='Eleições 2010: Pré-candidatos à Presidência discursam para secretários municipais de saúde'>Eleições 2010: Pré-candidatos à Presidência discursam para secretários municipais de saúde</a></li>
</ul>
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		<title>Dia do médico de família, e aniversário de 30 anos da SBMFC</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/12/05/dia-do-medico-de-familia-e-aniversario-de-30-anos-da-sbmfc/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 05:00:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os últimos 10 anos da especialidade foram de franco desenvolvimento. <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/05/dia-do-medico-de-familia-e-aniversario-de-30-anos-da-sbmfc/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns para mim: hoje é o dia do médico de família e comunidade! Há exatos 30 anos foi fundada a <a href="http://www.sbmfc.org.br" title="Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade">Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)</a>, com a missão de promover o desenvolvimento científico da especialidade no Brasil.</p>
<p><img alt="Selo comemorativo de 30 anos da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade" src="http://arquivos.leonardof.med.br/SBMFC_Selo30Anos_244x294.jpeg" class="aligncenter" width="244" height="296" style="border: none; "/></p>
<p>A medicina de família de família e comunidade começou no Brasil em meados da década de 70, com o movimento da saúde comunitária, e junto do <abbr title="Programa Agentes Comunitários de Saúde">PACS</abbr> foi uma das bases para a criação da estratégia Saúde da Família (<q><abbr title="Programa Saúde da Família">PSF</abbr></q><q>) nos anos 90.</p>
<p>Tanto a estratégia do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> quanto a especialidade médica se encontram em franca expansão, mas a defasagem é clara. A Saúde da Família conta com mais de 30 mil equipes, atendendo a mais da metade da população brasileira; enquanto isso, o <a href="http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/demografiamedicanobrasil.pdf" title="Demografia Médica no Brasil">censo médico do <abbr title="Conselho Federal de Medicina">CFM</abbr></a> registrou apenas 2632 médicos de família e comunidade, incluindo aqueles com outras ocupações, como dar aula, administrar o SUS, ou trabalhar na iniciativa privada.</p>
<p><span id="more-2272"></span></p>
<p>A especialidade foi tão inovadora que durante mais de 10 anos praticamente não houve mercado de trabalho. Quando a Saúde da Família foi criada, com a colaboração da SBMFC, o Ministério da Saúde não exigiu a especialidade em medicina de família e comunidade como pré-requisitos para os médicos comporem as equipes. A SBMFC foi desativada em 1994, por falta de interesse, e só foi reativada em 2001, quando a estratégia já expandia por todo o país em ritmo acelerado. (<a href="http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/article/view/2" title="A Medicina de Família e Comunidade e sua entidade nacional: histórico e perspectivas">Falk (2004)</a>)</p>
<p>Depois de duas décadas de funcionamento intermitente, a SBMFC parece ter encontrado seu caminho, e vem ganhando cada vez mais força. <a href="http://www.sbmfc.org.br/default.asp?site_Acao=MostraPagina&#038;PaginaId=816" title="SBMFC 30 anos">Os programas de residência médica (especialização) em medicina de família e comunidade são os que mais crescem no Brasil</a>, a qualidade da <a href="http://www.rbmfc.org.br/" title="Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade">Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</a> melhora a olhos vistos, e o <a href="http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/2011/07/domhnall-macauley-bmj-prevencao.html" title="Domhnall MacAuley [BMJ]: prevenção quaternária e o 11º CBMFC">Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade impressiona até mesmo seus convidados internacionais</a>.</p>
<p>Mas o melhor indicador de sucesso da SBMFC é a qualidade de seus especialistas. Os médicos de família e comunidade têm um desempenho melhor que os médicos de outras especialidades (ou sem especialidade alguma), desempenho esse medido por um questionário criado por uma pediatra norte-americana e respondido tanto pelos profissionais quanto pelos usuários do serviço. Eu já tinha divulgado um <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/24/especialidade-esta-associada-a-melhor-atencao-primaria-a-saude/" title="Especialidade está associada a melhor atenção primária à saúde">estudo nesse sentido realizado em Curitiba (PR)</a>, e agora trago a vocês outros dois, realizados <a href="http://hdl.handle.net/10183/18766" title="Percepção dos profissionais médicos e enfermeiros sobre a qualidade da atenção à saúde do adulto: comparação entre os serviços de atenção primária de Porto Alegre">em Porto Alegre (RS)</a> e <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011001200014" title="Avaliação da associação entre qualificação de médicos e enfermeiros em atenção primária em saúde e qualidade da atenção">Montes Claros (MG)</a>.</p>
<p>Médicos de outros países costumam dizer que a especialidade está seguindo o mesmo curso que em outros países, com um ciclo virtuoso de consolidação acadêmica, expansão do número de profissionais, e aumento do prestígio social. Os próximos 10 anos prometem!</q><br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/10/26/conheca-a-nova-politica-nacional-de-atencao-basica-pnab/' title='Conheça a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)'>Conheça a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/10/20/5%c2%aa-jornada-capixaba-de-medicina-de-familia-e-comunidade/' title='5ª Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade'>5ª Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/08/01/todos-os-medicos-serao-especialistas/' title='Todos os médicos serão especialistas'>Todos os médicos serão especialistas</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/02/01/professor-da-ufes-analisa-a-estrategia-saude-da-familia-no-estado/' title='Professor da UFES analisa a estratégia Saúde da Família no estado'>Professor da UFES analisa a estratégia Saúde da Família no estado</a></li>
</ul>
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		<title>Deputados concluem que Brasil gasta pouco com saúde pública</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/</link>
		<comments>http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 05:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A verba é metade do que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira, dia 23, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o relatório da subcomissão que tinha sido criada para estudar o financiamento do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr>. <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/205778-BRASIL-GASTA-MUITO-POUCO-COM-SAUDE,-CONCLUI-RELATORIO-APROVADO-EM-COMISSAO.html" title="Brasil gasta muito pouco com saúde, conclui relatório aprovado em comissão">Nas palavras da Agência Câmara</a>:</p>
<blockquote><p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sistemas de cobertura universal, como o brasileiro, demandam entre 6,5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso brasileiro, somando-se os gastos das três esferas de governo [municipal, estadual e federal], chega-se a pouco mais de 3,6%, um valor próximo à metade do necessário.</p></blockquote>
<p>Na Saúde da Família, o resultado é pouco médico para atender a muita gente, exames que demoram para serem feitos, e muita dificuldade em conseguir a opinião de outros especialistas.</p>
<p>Agora que o deputados federais descobriram aquilo que a gente já sabia há muito tempo, resta ver se os senadores seguirão o mesmo caminho. Até porque <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/28/regulamentacao-da-emenda-constitucional-n%c2%ba-29-sera-que-agora-vai/" title="Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29: será que agora vai?">é deles que depende, agora, a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29</a>, que deverá obrigar o governo federal a gastar mais com saúde.<br />
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</ul>
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		<title>Conheça a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 05:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[A PNAB de 2011 manteve a essência da de 2006 e incorporou mudanças práticas e conceituais. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/26/conheca-a-nova-politica-nacional-de-atencao-basica-pnab/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde <a href="http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=24/10/2011&#038;jornal=1&#038;pagina=48" title="Diário Oficial da União, seção 1, página 48">acabou de publicar</a> uma nova Política Nacional de Atenção Básica, em substituição à edição de 2006. A nova PNAB manteve muito da anterior, e consolidou as mudanças que ocorreram desde então, como os <abbr title="núcleo de apoio à Saúde da Família">NASF</abbr>, as equipes de Saúde da Família ribeirinhas, o Programa Saúde na Escola, e a recente flexibilização da carga horária médica nas equipes de Saúde da Família, que abordei em <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/20/5%c2%aa-jornada-capixaba-de-medicina-de-familia-e-comunidade/" title="5ª Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade">minha apresentação da semana passada</a>.</p>
<p>No campo conceitual, a PNAB mantém a Saúde da Família como a estratégia recomendada para a &#8220;atenção básica&#8221;, que é como o Ministério da Saúde chama a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aten%C3%A7%C3%A3o_prim%C3%A1ria_%C3%A0_sa%C3%BAde" title="artigo da Wikipédia sobre a APS">atenção primária à saúde</a>. Mas, ao invés de falar apenas em &#8220;médico&#8221; nas equipes de Saúde da Família, fala em &#8220;médico generalista ou especialista em saúde da família ou médico de família e comunidade&#8221;.</p>
<p>Além disso, a nova PNAB já nasce consciente da conformação do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> em redes de atenção à saúde, que dão um destaque maior à importância (e à complexidade do trabalho) da atenção primária à saúde, e por isso mesmo são consideradas mais adequadas para enfrentar as doenças não transmissíveis. Vale lembrar que os médicos de família e comunidade são especialistas em atenção primária à saúde, e justamente por isso <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/03/medico-de-familia-e-comunidade-e-peca-chave-no-combate-as-doencas-nao-transmissiveis/" title="Médico de família e comunidade é peça-chave no combate às doenças não transmissíveis">são fundamentais no controle das doenças não transmissíveis</a>.</p>
<p><span id="more-2807"></span></p>
<p>As redes de atenção à saúde (como a Rede Cegonha) são o tipo de mudança que sempre acontece mais no papel do que na prática. Mesmo assim, já estamos caminhando nesse sentido há alguns anos, e a tendência é disso ser uma realidade cada vez maior. A maior dificuldade está no fato de que, enquanto alguns serviços são administrados pelos municípios, outros são administrados pelos estados.</p>
<p>E por falar em estados, a nova Política Nacional de Atenção Básica afirma que os estados deverão participar do financiamento da atenção primária à saúde — hoje em dia o dinheiro dos estados está nos hospitais e centros reginais de especialidade, quando muito. Essa já é uma discussão de vários meses, e a PNAB não estabeleceu valores, então não dá para saber o resultado prático para 2012.</p>
<p>O <abbr title="Programa Agentes Comunitários de Saúde">PACS</abbr> foi renomeado para estratégia, e foi considerado explicitamente uma forma de transição para a estratégia Saúde da Família. Não serão admitidas novas equipes com mais do que 12 <abbr title="agente comunitário de saúde">ACS</abbr>, mas as antigas (com até 30!) poderão continuar funcionando assim. Cada ACS continua sendo responsável por até 750 pessoas. Mas a maior notícia para os ACS veio mesmo foi de uma <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2011/prt0576_19_09_2011.html" title="Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Portaria nº 576, de 19 de setembro de 2011">outra portaria</a>, que exige a presença de pelo menos um ACS em cada equipe de atenção básica, mesmo se não for de Saúde da Família, como uma condição para a participação da equipe no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).</p>
<p>Voltando à PNAB, ficou faltando o apoio que o Ministério da Saúde tinha prometido para a criação de um plano de carreira para os trabalhadores da Saúde da Família. Para se dedicar à atenção primária à saúde, a pessoa precisa ter estabilidade, perspectiva de melhoria da remuneração, e a possibilidade de carregar isso consigo para outro município. Espero que o assunto seja resolvido em alguma outra portaria.</p>
<p>Outra questão, que por enquanto também fica só na esperança, é o limite de pessoas sob os cuidados de cada equipe de Saúde da Família. Em 2006 a PNAB original já estabelecia um limite máximo de 4000 pessoas, mas desconheço qualquer município que tenha tido o repasse cortado por desrespeito a essa norma. (E olha que os médicos de família e comunidade defendem um limite de 2000 pessoas!)</p>
<p>A nova PNAB manteve o limite&#8230; Agora é pedir ao Papai Noel para o Ministério da Saúde começar a levar a sério suas próprias portarias.<br />
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</ul>
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		<title>5ª Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 05:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amanhã começará mais um evento da especialidade no Espírito Santo, e eu terei a honra de ser um dos palestrantes. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/20/5%c2%aa-jornada-capixaba-de-medicina-de-familia-e-comunidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã participarei de mais uma Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade. Dessa vez a programação se estendeu por dois dias: além de uma mesa redonda sobre avaliação geriátrica ampla e outra sobre o mercado de trabalho público e privado, teremos ainda um painel sobre internato rural, a cargo da Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade, e um minicurso de habilidades de comunicação.</p>
<p><a href="http://leonardof.med.br/2010/09/27/iv-jornada-de-medicina-de-familia-e-comunidade/" title="IV Jornada de Medicina de Familia e Comunidade">Ano passado participei como moderador de um debate</a>; esse ano vou palestrar sobre as novas portarias do Ministério da Saúde com relação à Saúde da Família e à atenção primária à saúde como um todo. Para conferir a programação, acesse a <a href="http://www.ames.org.br/default.asp" title="Ames">página da Associação Médica do Espírito Santo</a>.</p>
<p>Amanhã pretendo acrescentar aqui um link para a minha apresentação.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> <a href="http://arquivos.leonardof.med.br/Doutor_Leonardo_Portarias_ministeriais_recentes_relativas_%C3%A0_aten%C3%A7%C3%A3o_prim%C3%A1ria.odp" title="Portarias ministeriais recentes relativas à atenção primária: análise crítica">clique aqui</a> para baixar a apresentação, em formato ODP. Para abrir a apresentação, instale gratuitamente o <a href="http://pt-br.libreoffice.org/">LibreOffice</a> ou outro aplicativo compatível com o formato <span lang="en">OpenDocument</span>.<br />
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</ul>
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		<title>Agente comunitário de saúde pode medir a pressão arterial?</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/10/10/agente-comunitario-de-saude-pode-medir-a-pressao-arterial/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 06:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[O controle da pressão arterial pelo ACS é efetivo, mas esse não deveria ser o foco de seu trabalho. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/10/agente-comunitario-de-saude-pode-medir-a-pressao-arterial/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um leitor me enviou o seguinte pedido:</p>
<blockquote><p>Doutor, solicito que se inicie uma campanha para que todo agente de saúde seja capacitado para pelo menos verificar a pressão arterial, pois daí seríamos melhor recebidos em todas as residências. [...]</p></blockquote>
<p>Isso é uma coisa que muda muito de uma cidade para outra; a cidade gaúcha de Nova Petrópolis, por exemplo, tem uma <a href="http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/article/view/46" title="A avaliação da pressão arterial por agentes comunitários pode ser uma estratégia útil para o cuidado da saúde?">experiência bem documentada</a> de ensinar os agentes comunitários de saúde a medir a pressão arterial. Além disso, algumas cidades dos Estados Unidos passaram a contar com agentes comunitários de saúde (mais sobre isso outro dia), e lá medir a pressão arterial é uma das principais funções do agente.</p>
<p>A <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/10/o-papel-do-agente-comunitario-de-saude-no-sus/" title="O papel do agente comunitário de saúde no SUS">profissão dos agentes comunitários de saúde foi criada décadas atrás</a> para melhorar a saúde materno-infantil de populações carentes, e combater doenças transmissíveis como a diarreia e a pneumonia. Mas hoje em dia a situação de saúde mudou; infarto, derrame e outras <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/27/onde-esta-a-epidemia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/" title="Onde está a epidemia de doenças crônicas não transmissíveis?">doenças não transmissíveis são as principais causas de morte precoce e incapacidade no Brasil</a>. <strong>O agente comunitário de saúde precisa estar preparado para ajudar no controle das doenças não transmissíveis</strong>.</p>
<p><span id="more-2690"></span></p>
<p>Medir a pressão arterial é fácil, dá para ensinar a praticamente qualquer um. Além disso, existem evidências (fracas) de que a verificação rotineira da pressão arterial pelos agentes comunitários de saúde seja uma forma efetiva de melhorar a <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21914989" title="Effectiveness of community health workers in Brazil: a systematic review.">detecção</a> e o <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1508657/" title="Linking community-based blood pressure measurement to clinical care: a randomized controlled trial of outreach and tracking by community health workers.">controle</a> da hipertensão arterial.</p>
<p>Mas, meu caro leitor, a segunda parte da sua mensagem me deixou muito preocupado. Você está dependendo de medir pressão para ser aceito na casa das pessoas?</p>
<p>O agente comunitário de saúde deve ser uma ponte entre as pessoas e o sistema de saúde. A população deveria ver no agente de saúde um cúmplice, um aliado dentro da unidade de saúde. Vários estudos mostram que as pessoas acreditam mais nos seus semelhantes, e essa é a força do agente comunitário de saúde. Se for para um funcionário da unidade de saúde ir medir a pressão arterial, por que não mandar um auxiliar de enfermagem?</p>
<p>PS: Parece que novamente me esqueci de mencionar em tempo o dia do ACS&#8230; Espero que este artigo, e <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/05/comissao-de-deputados-aprova-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/" title="Comissão de deputados aprova piso salarial dos agentes comunitários de saúde">aquele sobre o piso salarial</a>, compensem a omissão.<br />
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<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/10/05/comissao-de-deputados-aprova-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/' title='Comissão de deputados aprova piso salarial dos agentes comunitários de saúde'>Comissão de deputados aprova piso salarial dos agentes comunitários de saúde</a></li>
<li><a href='http://leonardof.med.br/2011/06/11/camara-dos-deputados-discute-o-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/' title='Câmara dos Deputados discute o piso salarial dos agentes comunitários de saúde'>Câmara dos Deputados discute o piso salarial dos agentes comunitários de saúde</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Comissão de deputados aprova piso salarial dos agentes comunitários de saúde</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/10/05/comissao-de-deputados-aprova-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 06:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.med.br/?p=2711</guid>
		<description><![CDATA[Os ACS deverão ganhar dois salários mínimos em 2015. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/05/comissao-de-deputados-aprova-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês se lembram daquela <a href="http://leonardof.med.br/2011/06/11/camara-dos-deputados-discute-o-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/" title="Câmara dos Deputados discute o piso salarial dos agentes comunitários de saúde">comissão, na Câmara dos Deputados, criada para discutir os projetos de lei relativos aos agentes comunitários de saúde</a>? Pois ela chegou a uma conclusão, e aprovou um projeto de lei que estabelece um <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/203534-COMISSAO-ESPECIAL-APROVA-PISO-NACIONAL-PARA-AGENTES-DE-SAUDE.html" title="Comissão especial aprova piso nacional para agentes de saúde">piso salarial de R$ 750</a>, com aumento progressivo para alcançar dois salários mínimos em 2015.</p>
<p><a href="http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/2011100417589_20111004_020BC_LC.jpg"><img alt="Agentes comunitários de saúde assistem à votação do relatório pela comissão da Câmara dos Deputados." src="http://arquivos.leonardof.med.br/AgenciaCamara_2011100417589_20111004_020BC_480x315.jpg" title="Apresentação, discussão e votação do parecer do relator, deputado Domingos Dutra (PT/MA). Brizza Cavalcante (Agencia Câmara), 04 de outubro de 2011." class="aligncenter" width="480" height="315" /></a></p>
<p>Só falta alguém me explicar por que é nesse ano ninguém levantou a questão da inconstitucionalidade. Até ano passado havia outra comissão, com a mesma missão, mas ela tinha chegado à conclusão de que <a href="http://leonardof.med.br/2010/06/18/piso-salarial-dos-acs-depende-de-iniciativa-do-governo/" title="Piso salarial dos ACS depende de iniciativa do governo">um projeto de lei sobre o plano de carreira dos ACS só seria constitucional se fosse de iniciativa do governo federal</a>.</p>
<p><span id="more-2711"></span></p>
<p>De qualquer forma, achei interessante que o projeto de lei tenha criado um dispositivo para burlar a Lei da Responsabilidade Federal. A atenção à saúde exige um gasto intensivo em recursos humanos, que a LRF limita como se fosse gasto com burocracia. Mas esse projeto de lei especifica que os salários dos ACS sejam contabilizados como gasto da União, e não dos municípios. Engraçado, eu não imaginava que isso fosse possível.</p>
<p>Antes de entrar em vigor, o <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=926977&#038;filename=Tramitacao-PL+7495/2006">projeto de lei</a> ainda precisa ser aprovado no Plenário da Câmara dos Deputados, e voltar para o Senado.<br />
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		<title>Médico de família e comunidade é peça-chave no combate às doenças não transmissíveis</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 15:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carga de doença]]></category>
		<category><![CDATA[efetividade]]></category>
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		<description><![CDATA[O enfrentamento às doenças não transmissíveis exige uma atitude típica dos médicos de família e comunidade. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/03/medico-de-familia-e-comunidade-e-peca-chave-no-combate-as-doencas-nao-transmissiveis/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leonardof.med.br/2011/09/27/onde-esta-a-epidemia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/" title="Onde está a epidemia de doenças crônicas não transmissíveis?">Semana passada eu dizia</a> que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por dois terços da carga de doença no Brasil. Mas para enfrentá-las é necessário que o sistema de saúde, e a sociedade como um todo, tenha uma atitude fundamentalmente diferente daquela adotada para combater as doenças transmissíveis.</p>
<p>Para entender melhor essa diferença, destaco abaixo alguns trechos do manifesto internacional dos médicos de família e comunidade, publicado pelo <cite lang="en">Lancet</cite> e <a href="http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/article/view/401" title="Combatendo as DCNT: uma abordagem diferente é necessária">(em português) pela <cite>Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</cite></a>:</p>
<blockquote><p>Embora muito tenha sido aprendido com os programas verticais e orientados à doença, as evidências científicas sugerem que melhores resultados ocorrem quando se enfrenta as doenças por meio de uma abordagem integrada em um sistema de APS forte. Um exemplo é o Brasil, em que a cobertura terapêutica atinge quase 100%, maior do que em países com APS menos robusta. Os programas verticais orientados para HIV/AIDS, malária, tuberculose e outras doenças infecciosas criam duplicidade, uso ineficiente de recursos, lacunas no cuidado de pacientes com múltiplas comorbidades e reduzem a capacidade dos governos ao empurrar os melhores profissionais para fora do setor de saúde pública, concentrando-os no cuidado voltado a uma única doença. Além disso, programas verticais causam desigualdade aos pacientes que não têm a doença &#8220;certa&#8221;, e drenagem interna dos melhores &#8220;cérebros&#8221; entre profissionais de saúde.</p></blockquote>
<blockquote><p>As lições aprendidas de uma abordagem vertical e orientada para doenças infecciosas e tropicais negligenciadas deveriam nos inspirar a repensar a estratégia para as DCNT. A melhor resposta ao desafio das DCNT é promover cuidados centrados nas pessoas, por meio de investimentos numa APS integrada e fortalecida, incluindo um número suficiente de profissionais bem treinados para tal modelo de atenção. Pelo menos 50% dos profissionais de saúde formados deveriam ser treinados e capacitados aos cuidados de saúde primários.[...] Como resultado, milhões de pessoas poderão ter acesso a cuidados primários de saúde abrangentes, custo-efetivos, de qualidade e que atendam às condições, incluindo as doenças infecciosas e as DCNT.</p></blockquote>
<p><span id="more-2703"></span></p>
<p>Simplificando para quem não é da área, atenção primária à saúde (APS) é mais ou menos a mesma coisa que estratégia Saúde da Família. A APS é a parte do sistema de saúde que está em contato direto e continuado com as pessoas, que resolve a maior parte de seus problemas de saúde, e que coordena o uso das outras partes do sistema de saúde. No Brasil, a estratégia Saúde da Família é desde a década de 90 a forma prioritária se fazer APS no SUS.</p>
<p><q>Mas Leonardo,</q> já ouço você perguntar, <q>e os médicos de família?</q> Minha resposta é muito simples: os médicos de família e comunidade são especialistas em atenção primária à saúde. Existem outras especialidades, como a Pediatria, que também têm algum interesse em atenção primária à saúde, mas que mesmo assim têm seu currículo quase todo voltado para o atendimento em hospitais e em ambulatórios de doença, como por exemplo infectologia pediátrica. A especialidade Medicina de Família e Comunidade foi criada no Brasil há 30 anos justamente com base no perfil dos profissionais de APS de países como Reino Unido, Canadá e Cuba, que até hoje servem de exemplo para o mundo.</p>
<p>Em 2008, quando a ONU ainda ignorava as doenças não transmissíveis, eu já tinha escrito <a href="http://kanzlermelo.com/2008/12/26/estrategia-de-saude-da-familia-esf/" title="Estratégia de Saúde da Família (ESF)">uma definição da estratégia Saúde da Família</a>, em que destacava a vocação dos profissionais para o controle de doenças crônicas, ou seja, de curso arrastado, como via de regra são as doenças não transmissíveis. Mas a verdade é que os médicos de família e comunidade já existiam antes mesmo da estratégia Saúde da Família; está é que foi criada para unir os médicos de família e comunidade às equipes de agentes comunitários de saúde.</p>
<p>A política do Ministério da Saúde de premiar os municípios com a melhor atenção primária à saúde deverá ser um marco na história da saúde pública do Brasil. Por um lado, tenho plena convicção de que, mais uma vez, a estratégia Saúde da Família se afirmará como a melhor opção para a atenção primária à saúde no Brasil. Por outro, será possível avaliar a pertinência de variações no modelo, que já tem mais de 15 anos de idade. De qualquer forma, tenho certeza de que os médicos de família e comunidade desempenharão um papel cada vez mais importante no combate às doenças não transmissíveis no país.<br />
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		<title>Quer mais dinheiro para a saúde? Divulgue a #primaveradasaude</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 13:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Emenda 29]]></category>
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		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[O tuitaço está marcado para hoje às 19 horas. <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/19/quer-mais-dinheiro-para-a-saude-divulgue-a-primaveradasaude/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leonardof.med.br/2011/04/28/regulamentacao-da-emenda-constitucional-n%c2%ba-29-sera-que-agora-vai/" title="Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29: será que agora vai?">Eu já tinha divulgado em abril</a> que talvez a Emenda Constitucional nº 29 fosse regulamentada esse ano, mas de três semanas para cá é que as coisas realmente têm progredido. No final de agosto, a Câmara dos Deputados <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/201942-LIDERES-MARCAM-PARA-28-DE-SETEMBRO-VOTACAO-DO-PROJETO-DA-EMENDA-29.html" title="Líderes marcam para 28 de setembro votação do projeto da Emenda 29">agendou para o dia 28 de setembro</a> a votação do último destaque do projeto de lei que regulamenta a EC29. A seguir, <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/202239-CAMARA-VAI-REALIZAR-COMISSAO-GERAL-PARA-DISCUTIR-REGULAMENTACAO-DA-EMENDA-29.html" title="Câmara vai realizar comissão geral para discutir regulamentação da Emenda 29">agendou uma sessão para o dia 20</a> (amanhã!), para discutir o projeto de lei, que já se arrasta desde a legislatura anterior. Dia 13 o presidente da Câmara dos Deputados <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/202437-MARCO-MAIA-REAFIRMA-COMPROMISSO-COM-PREFEITOS-DE-REGULAMENTAR-EMENDA-29.html" title="Marco Maia reafirma compromisso com prefeitos de regulamentar Emenda 29">reafirmou aos prefeitos</a> que a votação seria no dia 28, mas no dia seguinte a <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/202599-DEPUTADOS-FECHAM-ACORDO-PARA-VOTAR-EMENDA-29-NA-PROXIMA-QUARTA.html" title="Deputados fecham acordo para votar Emenda 29 na próxima quarta">votação foi antecipada para o dia 21</a>.</p>
<p>Talvez isso tenha alguma coisa a ver com a <a href="http://www.primaveradasaude.net.br/?p=10254" title="Manifesto Primavera da Saúde">Primavera da Saúde</a>, um movimento de <a href="http://www.primaveradasaude.net.br/?p=10437" title="Veja os movimentos e entidades que já apoiam a #primaveradasaude">várias entidades</a> (inclusive da Frente Parlamentar da Saúde) que <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/202100-MOVIMENTO-PRIMAVERA-DA-SAUDE-VAI-PEDIR-REGULAMENTACAO-DA-EMENDA-29.html" title="Movimento Primavera da Saúde vai pedir regulamentação da Emenda 29">planejava um abraço simbólico no Palácio do Planalto e uma entrega de flores à presidenta Dilma Rousseff</a> no dia 27. Não sei se essa manifestação ainda será realizada, mas sei que <strong>hoje</strong> às 19 horas vai acontecer um <q><a href="http://www.primaveradasaude.net.br/?p=10762" title="Veja como participar do Twittaço #primaveradasaude desta segunda-feira 19/09">tuitaço</a></q>. Se você é a favor de mais dinheiro para a saúde, com ou sem novo imposto, divulgue isso hoje à noite no <span lang="en">Twitter</span> usando a marca<a href="https://twitter.com/#!/search?q=%23PrimaveradaSa%C3%BAde"> #primaveradasaude</a>.</p>
<p><span id="more-2665"></span></p>
<p>A EC29, aprovada em 2000, obrigou Estados e municípios a reservar pelo menos 12% (Estados) ou 15% (municípios) do orçamento para a saúde, de forma a aumentar os recursos do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr>. Acontece que o orçamento da União (&#8220;governo federal&#8221;) para a saúde continuou o mesmo, sendo apenas corrigido pelo aumento do <abbr title="produto interno bruto">PIB</abbr>. Espera-se que, com a regulamentação da EC29, a União seja obrigada a destinar ao menos 10% de seu orçamento para a saúde.</p>
<p>Na verdade, o projeto de lei já foi aprovado tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, mas falta votar um destaque do DEM, pelo qual seria inviabilizada a cobrança da <abbr title"Contribuição Social da Saúde">CSS</abbr>, um &#8220;imposto&#8221; que compensaria o aumento do orçamento da União. Parece o destaque será aprovado (<a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/202611-NAO-HA-CLIMA-POLITICO-PARA-CRIACAO-DE-NOVO-IMPOSTO-DA-SAUDE,-DIZ-MARCO-MAIA.html" title="Não há clima político para criação de novo imposto da saúde, diz Marco Maia"><q>Não há clima político para criação de novo imposto da saúde</q>, diz Marco Maia</a>), o que significa que o projeto de lei terá que voltar ao Senado, que também terá que votar o destaque. Como o próprio <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/POLITICA/202415-VACCAREZZA-DESCARTA-IMPOSTO-E-DIZ-QUE-GOVERNO-VAI-LIBERAR-BANCADA-NA-EMENDA-29.html" title="Vaccarezza descarta imposto e diz que governo vai liberar bancada na Emenda 29">governo federal parece disposto a abrir mão da CSS</a>, espera-se que enfim a Emenda Constitucional nº 29 seja regulamentada — sem aumento da carga tributária.</p>
<p>Por mim, tanto melhor, desde União seja obrigada a comprometer pelo menos 10% de seu orçamento para a saúde.</p>
<p>Em 2010 o então presidente <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/01/eleicoes-2010-lula-defende-mais-dinheiro-para-a-saude/" title="Eleições 2010: Lula defende mais dinheiro para a saúde">Lula já tinha admitido que o orçamento da saúde era muito pequeno</a>, e poucos dias atrás a presidenta <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1672642-15605,00-DILMA+ROUSSEFF+RECEBE+PATRICIA+POETA+NO+PALACIO+DA+ALVORADA+E+DO+PLANALTO.html" title="Dilma Rousseff, em entrevista para o Fantástico">Dilma Rousseff fez coro</a>: </p>
<blockquote><p>Nós, na saúde pública do país, gastamos 2,5 vezes menos do que na saúde privada. Um país desse tamanho, o maior país da América Latina, com a maior economia da América Latina, gasta 42% menos na saúde do que a Argentina. Para dar saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. Agora, o Brasil precisará aumentar o seu gasto com saúde. Inexoravelmente.</p></blockquote>
<p>Melhor ainda: de acordo com o <abbr title="Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada">IPEA</abbr>, <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/16/ipea-investir-em-saude-publica-aumenta-o-pib-e-reduz-a-desigualdade/" title="IPEA: investir em saúde pública aumenta o PIB e reduz a desigualdade">para cada R$ 1,00 que o Brasil gasta com saúde pública, a economia do país cresce em R$ 1,70</a>.<br />
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