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	<title>Doutor Leonardo &#187; SUS</title>
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	<description>Medicina de família e comunidade</description>
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		<title>Rotatividade do médico na Saúde da Família faz mal à saúde (e ao bolso)</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2012/05/21/rotatividade-do-medico-na-saude-da-familia-faz-mal-a-saude-e-ao-bolso/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Mudança de médicos de família está associada a internações preveníveis. <a href="http://leonardof.med.br/2012/05/21/rotatividade-do-medico-na-saude-da-familia-faz-mal-a-saude-e-ao-bolso/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maiores dificuldades na estratégia Saúde da Família é lidar com a constante troca dos profissionais, principalmente dos médicos. Essa rotatividade afeta diretamente a moral dos profissionais, de suas equipes, e de seus pacientes, mas esse impacto é subjetivo, e muitas vezes passa desapercebido pelos gestores. Então resolvi divulgar aqui um <a href="http://dx.doi.org/10.1093/heapol/czr043" title="Trends in hospitalizations for primary care sensitive conditions following the implementation of Family Health Teams in Belo Horizonte, Brazil">estudo que mostra o <strong>impacto objetivo da rotatividade profissional na saúde da população e nos custos do sistema de saúde</strong></a>.</p>
<p>A autora principal da pesquisa foi a médica de família e comunidade Claunara Mendonça, que cursava mestrado profissional de epidemiologia enquanto dirigia o departamento de atenção básica do Ministério da Saúde. Os pesquisadores reuniram dados de diversas fontes para observar a relação entre a expansão da estratégia Saúde da Família e a redução das internações preveníveis em Belo Horizonte, de 2003 a 2006.</p>
<p>Além da expansão da estratégia Saúde da Família, o tempo de permanência do médico na mesma equipe também se mostrou associado a uma redução nas taxas de internação. Por exemplo, se uma equipe atende a 3500 pessoas, e conta com o mesmo médico há 2 anos, são 4 ou 5 internações a menos por ano.</p>
<p><span id="more-2662"></span></p>
<p>Não que internar seja necessariamente uma coisa ruim. Para quem precisa, é ótimo! Mas o melhor mesmo é não precisar, e hoje em dia se sabe que algumas causas de internação podem ser prevenidas por uma atenção primária à saúde de qualidade.</p>
<p>Quanto ao custo, cada internação hospitalar custa, em média, R$ 941 (dados do Espírito Santo). Voltando ao exemplo, o fato de um médico estar há dois anos numa equipe implica uma economia de cerca de R$ 4 mil por ano, só em internações. Nada mal, hein?</p>
<p>Eu já tinha escrito sobre a <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/11/e-melhor-consultar-sempre-o-mesmo-medico/" title="É melhor consultar sempre o mesmo médico">importância da continuidade da relação médico-paciente</a>, mas achei importante ilustrar com esse estudo brasileiro. Até porque em breve devo publicar outro artigo, sobre como diminuir a rotatividade dos médicos e outros profissionais, novamente com base em estudos brasileiros. Até lá!<br />
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		<title>Abaixo-assinado vai trazer mais dinheiro para a saúde</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2012/04/30/abaixo-assinado-vai-trazer-mais-dinheiro-para-a-saude/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 04:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Emenda 29]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Projeto de lei de iniciativa popular obriga governo federal a destinar 10% do orçamento apra a saúde. <a href="http://leonardof.med.br/2012/04/30/abaixo-assinado-vai-trazer-mais-dinheiro-para-a-saude/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os leitores do <cite>Doutor Leonardo</cite> sabem que o <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/" title="Deputados concluem que Brasil gasta pouco com saúde pública">orçamento do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> está muito abaixo do necessário</a> para cumprir sua missão, e que há mais de 10 anos têm sido <a href="http://leonardof.med.br/2010/04/01/eleicoes-2010-lula-defende-mais-dinheiro-para-a-saude/" title="Eleições 2010: Lula defende mais dinheiro para a saúde">boicotadas todas as tentativas de corrigir essa situação</a>.</p>
<p>Em 2000, a Emenda Constitucional nº 29 obrigou os municípios a destinar pelo menos 15% de seu orçamento para a saúde, e os Estados, 12%. Os 10% do governo federal desapareceram na versão final da Emenda 29, e o percentual ficou de ser decidido por uma lei regulamentadora. Várias tentativas de aprovar essa lei foram também boicotadas, até que neste ano foi aprovada a Lei Complementar nº 141, <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/12/senado-federal-regulamenta-emenda-29-as-avessas/" title="Senado Federal regulamenta Emenda 29 às avessas">novamente sem os 10% do governo federal</a>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/cbnsp/6090953636/"><img alt="Pessoa assinando um abaixo-assinado." src="http://arquivos.leonardof.med.br/Flickr_6090953636_320x240.jpeg" title="Abaixo assinado no SOS Morumbi, por Milton Jung. Publicada sob a licença CC BY 2.0 Genérica. Clique para acessar o original." class="aligncenter" width="320" height="240" /></a></p>
<p>Seguindo o sucesso da Lei da Ficha Limpa, uma série de organizações sociais se uniram para criar um projeto de lei de inciativa popular que enfim obrigue o governo federal a destinar pelo menos 10% do seu orçamento para a saúde. Para esse projeto de lei cheguar à Câmara dos Deputados é necessário coletar mais de 1,36 milhão de assinaturas, e foi para ajudar nesse abaixo-assinado que resolvi escrever este artigo.</p>
<p><span id="more-3022"></span></p>
<p>Na verdade, já estou pensando em escrever sobre o abaixo-assinado há algum tempo. Deixei para depois porque primeiro queria ler o projeto de lei com calma. É uma pena que eu tenha demorado tanto, porque descobri que o <a href="http://www.amb.org.br/teste/downloads/projeto_iniciativa_popular_saude.pdf" title="Projeto de lei de iniciativa popular. Altera dispositivos da Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012.">projeto de lei</a> é bem curto e direto!</p>
<p>Confira algumas das organizações que estão apoiando o projeto de lei:</p>
<ul>
<li>Associação Médica Brasileira</li>
<li>Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva</li>
<li>Centro Brasileiro de Estudos da Saúde</li>
<li>Confederação Nacional dos Trabalhadores de Saúde</li>
<li>Conselho Federal de Medicina</li>
<li>Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde</li>
<li>Conselho Nacional dos Secretários de Saúde</li>
<li>Ordem dos Advogados do Brasil</li>
</ul>
<p>Para mais informações sobre o movimento, <a href="http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=22743:projeto-que-defende-mais-verbas-para-a-saude-colhe-assinaturas-em-todo-o-pais&#038;catid=3" title="Projeto que defende mais verbas para a saúde colhe assinaturas em todo o país">leia esta página no portal do CFM</a>. Depois, baixe o <a href="http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/fichadeassinaturasfinal.pdf">formulário do abaixo-assinado</a>, colete as assinaturas e entregue-as no Conselho Regional de Medicina de seu estado. (O <a href="http://portal.cfm.org.br/" title="Portal Médico">portal do CFM</a>, no canto superior direito, tem uma lista dos conselhos regionais; escolha seu estado para acessar a página do CRM correspondente. Lá você deverá encontrar o endereço.) Repare que apenas eleitores podem participar do abaixo-assinado.<br />
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</ul>
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		<title>As perguntas certas para o agente de saúde identificar as necessidades das famílias</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2012/03/23/as-perguntas-certas-para-o-agente-de-saude-identificar-as-necessidades-das-familias/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 06:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[É melhor fazer uma pergunta aberta e ouvir o que a pessoa tem a dizer. <a href="http://leonardof.med.br/2012/03/23/as-perguntas-certas-para-o-agente-de-saude-identificar-as-necessidades-das-familias/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Olá doutor, sou <abbr title="agente comunitário de saúde">ACS</abbr> em São Gonçalo (RJ), e gostaria de saber se existe algum questionário que eu possa fazer com as pessoas da minha microárea para identificar as suas necessidades e encaminhá-las ao médico?</p></blockquote>
<p>Prezado leitor, esse questionário não existe, nem para o agente comunitário de saúde, nem para outras profissões. A comunicação entre o profissional e a pessoa é algo sofisticado demais para ser substituído por uma lista predefinida de perguntas.</p>
<p>Mas você não precisa de perguntas predefinidas. Você está aprendendo a se comunicar com as pessoas desde que nasceu. E ainda por cima tem a vantagem de trabalhar com pessoas da sua vizinhança, ou seja, com pessoas que compartilham uma cultura com você. Você só precisa aprender a articular isso com os conhecimentos da área de saúde que você adquiriu com a sua formação.</p>
<p><span id="more-3015"></span></p>
<p>O que você faz quando quer puxar conversa com alguém que você já conhece? Cumprimenta a pessoa e faz uma pergunta aberta, que admita respostas variadas, como por exemplo &#8220;como vai?&#8221; ou &#8220;quais são as novidades?&#8221;. Melhor ainda se o seu tom de voz mostrar o quão interessado você está na resposta!</p>
<p>E quando a pessoa começar a falar, não interrompa. Mesmo. Dessa forma você permite à pessoa que ela lhe conte o que realmente é importante para ela. Aí sim você pode perguntar o que precisar para entender melhor o que está acontecendo. Se for algo que você possa resolver, ótimo, faça isso. Se não, você pode orientar a pessoa sobre a melhor forma de resolver o problema.</p>
<p>Não é você (ou o enfermeiro) quem resolve se a pessoa precisa de um médico, e sim a própria pessoa. O primeiro motivo para isso é técnico: se a pessoa acredita que precisa de um médico, deve estar precisando mesmo. Isso já foi comprovado, por exemplo, <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572003000700003" title="Blank D. A puericultura hoje: um enfoque apoiado em evidências. J Pediatr (Rio J). 2003 May;79 Suppl 1:S13-22">em consultas infantis de rotina (puericultura)</a> ou na <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/iuatld/ijtld/2007/00000011/00000002/art00008?token=0054160cd374c36e58654624317b423820635d7a762a5f445e4e26634a492f25303329761c937bc26bc0" title="Bastos LG, Fonseca LS, Mello FC, Ruffino-Netto A, Golub JE, Conde MB. Prevalence of pulmonary tuberculosis among respiratory symptomatic subjects in an out-patient primary health unit. Int J Tuberc Lung Dis. 2007 Feb;11(2):156-60">avaliação de pessoas com tosse</a>.</p>
<p>O segundo motivo é uma questão de princípios. O agente comunitário de saúde tem a função de ajudar as pessoas a cuidar melhor de sua própria saúde e sobre como aproveitar melhor o sistema de saúde, mas nunca deve ser um empecilho para que as pessoas tenham acesso ao seu médico. (Leia também: &#8220;<a href="http://leonardof.med.br/2010/10/10/o-papel-do-agente-comunitario-de-saude-no-sus/" title="O papel do agente comunitário de saúde no SUS">O papel do agente comunitário de saúde no SUS</a>&#8220;.)<br />
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</ul>
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	</item>
		<item>
		<title>14ª Conferência Nacional de Saúde: Saúde da Família para todos!</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2012/02/01/14a-conferencia-nacional-de-saude-saude-da-familia-para-todos/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 05:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[A estratégia deveria ser expandida até atender a toda a população brasileira, com uma equipe para cada 2500 pessoas. <a href="http://leonardof.med.br/2012/02/01/14a-conferencia-nacional-de-saude-saude-da-familia-para-todos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As conferências nacionais de saúde são grandes eventos, realizados a cada 4 anos, em que os mais diversos setores da sociedade, dos trabalhadores da saúde, e do governo se reúnem para orientar as ações do governo. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, por exemplo, foi convocada em 1986 por causa da inviabilidade do INAMPS, e estabeleceu as bases do SUS que seriam consolidadas na Constituição Federal de 1988. Ao contrário das resoluções do Conselho Nacional de Saúde (um órgão permanente composto por sociedade, trabalhadores e governo), as propostas das conferências não precisam ser obrigatoriamente seguidas pelo governo, mas costumam ser atendidas mesmo assim.</p>
<p><img alt="Auditório principal lotado" src="http://arquivos.leonardof.med.br/CNS_04DezFinal_480x245.jpeg" title="Plenária final da 14ª Conferência Nacional de Saúde (divulgação)" class="aligncenter" width="480" height="245" /></p>
<p>A 14ª Conferência Nacional de Saúde foi realizada nos dias 30 de novembro a 4 de dezembro de 2011 em Brasília, e contou com quase 3 mil representantes, indicados pelas conferências municipais e estaduais que antecederam à nacional. Além desses delegados, as conferências municipais e estaduais também definiram as 15 diretrizes que nortearam a Conferência Nacional de Saúde. Vale a pena dar uma olhada em todo o <a href="http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2012/relatorio/26_jan_relatorio_final_site.pdf" title="Conselho Nacional de Saúde (Brasil). Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2012">relatório final da conferência</a>, mas eu gostaria de destacar uma diretriz em especial: <strong>todas as famílias, todas as pessoas, devem ter assegurado o direito a uma equipe de Saúde da Família</strong>.</p>
<p><span id="more-2969"></span></p>
<p>Dentro dessa diretriz, a Conferência aprovou 28 propostas, como por exemplo:</p>
<ul>
<li>Reforçar a Estratégia de Saúde da Família como modelo preferencial da Atenção Básica no Brasil, com ampliação progressiva da cobertura até a universalização.</li>
<li>Reduzir o número máximo de usuários por equipe de Saúde da Família para 2500, revendo a portaria 648/2006.</li>
<li>Modificar o critério do número de pessoas acompanhadas pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS), de forma que o número máximo seja de 400 pessoas na zona rural e de 600 pessoas na zona urbana.</li>
<li>Instituir o piso nacional para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias, e um Plano de Carreira Nacional da Estratégia de Saúde da Família no SUS, contribuindo para o Programa Nacional de Desprecarização do Trabalho no SUS.</li>
<li>Ampliar os recursos para a atenção básica, garantindo reajuste anual dos valores e composição tripartite (50% União, 25% estados/DF e 25% municípios [...].</li>
</ul>
<p>Criada há quase 20 anos para atender a áreas carentes, a estratégia Saúde da Família foi progressivamente adotada por quase todos os municípios brasileiros, e atende hoje a pouco mais da metade da população brasileira. Em grande parte isso se deve aos bons resultados do modelo, como por exemplo na <a href="http://leonardof.med.br/2011/02/11/saude-da-familia-e-aprovada-por-807-dos-usuarios/" title="Saúde da Família é aprovada por 80,7% dos usuários">grande satisfação da população atendida</a>, na <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/24/especialidade-esta-associada-a-melhor-atencao-primaria-a-saude/" title="Especialidade está associada a melhor atenção primária à saúde">prestação de um serviço de alta qualidade</a>, na diminuição de internações hospitalares preveníveis, e na <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/23/saude-da-familia-diminui-mortalidade-infantil/" title="Saúde da Família diminui mortalidade infantil">diminuição da mortalidade infantil</a>.</p>
<p>Oferecer a estratégia Saúde da Família a toda a população brasileira é uma decisão ousada, que implica em aumentar significativamente o orçamento da atenção primária à saúde (também chamada de atenção básica) e em terminar de substituir os outros modelos. Implementar as propostas da 14ª Conferências significa aumentar o número de agentes comunitários de saúde de 250 mil para 350 mil, e aumentar o número de equipes de 30 mil para 75 mil.</p>
<p>As regras de cofinanciamento do Ministério da Saúde já permitiriam esse aumento no número de agentes e de equipes, mas na prática a expansão não ocorre por falta de recursos. O próprio Ministério da Saúde reconhece que seus repasses só cobrem 33% dos custos da estratégia Saúde da Família, ou seja, o resto da conta fica para os municípios, que têm os menores orçamentos. Os Estados precisam participar do financiamento, e a União precisa participar numa proporção mais adequada ao seu orçamento.</p>
<p>A precariedade dos vínculos de trabalho é resultado, em grande parte, da municipalização da gestão da atenção primária à saúde. Fica difícil para o Ministério da Saúde interferir em relações trabalhistas de que não participa. Mais difícil ainda é estimular a criação de planos de cargos, carreiras e salários, até porque o Conselho Nacional de Saúde veta qualquer iniciativa que se restrinja a apenas uma profissão — principalmente no caso dos médicos. A tão aguardada regulamentação da Emenda Constitucional nº 51, que dá à União a missão de definir <a href="http://leonardof.med.br/2010/02/08/emenda-constitucional-garante-piso-salarial-para-agentes-comunitarios-de-saude/" title="Emenda constitucional garante piso salarial para agentes comunitários de saúde">um plano de carreira e um piso salarial para os agentes comunitários de saúde e os agentes de controle de endemia</a>, pode ser o motor para que enfim tenhamos carreiras de saúde, de preferência nacionais ou, pelo menos, regionais.</p>
<p>Como eu disse no começo, as propostas das conferências nacionais de saúde não precisam ser seguidas pelo Ministério de Saúde, mas mostram muito bem para que lado sopram os ventos da política de saúde no nosso país.<br />
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</ul>
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		<title>Senado Federal regulamenta Emenda 29 às avessas</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 05:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O projeto de lei foi modificado para desobrigar o governo federal a gastar 10% do orçamento com saúde. <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/12/senado-federal-regulamenta-emenda-29-as-avessas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leonardof.med.br/2011/09/19/quer-mais-dinheiro-para-a-saude-divulgue-a-primaveradasaude/" title="Quer mais dinheiro para a saúde? Divulgue a #primaveradasaude">Eu já comentei</a> a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 em setembro, pouco antes de sua votação na Câmara dos Deputados. Enfim, o projeto de lei foi aprovado, mas com uma modificação que impediria, na prática, o governo de cobrar a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contribui%C3%A7%C3%A3o_Social_para_a_Sa%C3%BAde" title="Artigo da Wikipédia sobre a CSS">Contribuição Social para a Saúde</a>. Por causa dessa modificação, o projeto de lei teve que voltar para o Senado para nova votação.</p>
<p>Quarta-feira dia 7 o <a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12/senado-aprova-regulamentacao-da-emenda-29.html" title="G1: Senado aprova regulamentação da Emenda 29">Senado aprovou o projeto de lei</a>, por 70 votos contra 1. Só que o texto aprovado incluiu uma modificação que <strong>desobriga o governo federal</strong> de gastar pelo menos 10% do seu orçamento com saúde. A principal utilidade da regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 seria justamente exigir esses 10% do governo federal; a outra finalidade (definir o que é gasto com saúde) já estava contemplada por uma resolução do Conselho Nacional de Saúde.</p>
<p><span id="more-2928"></span></p>
<p>Qualquer país do mundo com um sistema de saúde universal e gratuito gasta <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/" title="Deputados concluem que Brasil gasta pouco com saúde pública">pelo menos 6,5% do PIB com saúde pública</a>. No Brasil, gastamos 3,7%. Se o governo federal fosse obrigado a colocar 10% do seu orçamento na saúde, calculo que o SUS teria à sua disposição cerca de 4,7% do PIB brasileiro. Ainda não teríamos um sistema de saúde à altura do que diz a Constituição, mas já seria o suficiente para aumentar em 1,44% a renda das famílias brasileiras, e reduzir em 1,5% a desigualdade de renda, <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/16/ipea-investir-em-saude-publica-aumenta-o-pib-e-reduz-a-desigualdade/" title="IPEA: investir em saúde pública aumenta o PIB e reduz a desigualdade">de acordo com o <abbr title="Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada">IPEA</abbr></a>.</p>
<p><a href="http://leonardof.med.br/2010/04/01/eleicoes-2010-lula-defende-mais-dinheiro-para-a-saude/" title="Eleições 2010: Lula defende mais dinheiro para a saúde">Colocar dinheiro na saúde não dá voto</a>, e é por isso que o <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> está sempre com um financiamento inadequado. Aconteceu na década de 80, quando a Constituição definiu uma fonte de financiamento pública para os planos de saúde (renúncia fiscal), mas não um piso de financiamento para a saúde pública. Aconteceu na década de 90, quando a Emenda 29 obrigou os municípios a gastar 15% e os estados 12% de seu orçamento com saúde, mas o governo federal ganhou permissão para continuar gastando o mesmo que antes, só reajustando pelo crescimento do PIB. Aconteceu desde então, quando várias tentativas de regulamentar a Emenda 29 foram frustradas.</p>
<p>Segunda-feira vou à unidade de saúde marcar uma consulta com meu médico de família. Quero um encaminhamento para o oftalmologista conferir como está minha miopia. Vamos ver se eu consigo trocar de óculos ainda nesta década.<br />
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		<title>Dia do médico de família, e aniversário de 30 anos da SBMFC</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 05:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[Os últimos 10 anos da especialidade foram de franco desenvolvimento. <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/05/dia-do-medico-de-familia-e-aniversario-de-30-anos-da-sbmfc/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns para mim: hoje é o dia do médico de família e comunidade! Há exatos 30 anos foi fundada a <a href="http://www.sbmfc.org.br" title="Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade">Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)</a>, com a missão de promover o desenvolvimento científico da especialidade no Brasil.</p>
<p><img alt="Selo comemorativo de 30 anos da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade" src="http://arquivos.leonardof.med.br/SBMFC_Selo30Anos_244x294.jpeg" class="aligncenter" width="244" height="296" style="border: none; "/></p>
<p>A medicina de família de família e comunidade começou no Brasil em meados da década de 70, com o movimento da saúde comunitária, e junto do <abbr title="Programa Agentes Comunitários de Saúde">PACS</abbr> foi uma das bases para a criação da estratégia Saúde da Família (<q><abbr title="Programa Saúde da Família">PSF</abbr></q><q>) nos anos 90.</p>
<p>Tanto a estratégia do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> quanto a especialidade médica se encontram em franca expansão, mas a defasagem é clara. A Saúde da Família conta com mais de 30 mil equipes, atendendo a mais da metade da população brasileira; enquanto isso, o <a href="http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/demografiamedicanobrasil.pdf" title="Demografia Médica no Brasil">censo médico do <abbr title="Conselho Federal de Medicina">CFM</abbr></a> registrou apenas 2632 médicos de família e comunidade, incluindo aqueles com outras ocupações, como dar aula, administrar o SUS, ou trabalhar na iniciativa privada.</p>
<p><span id="more-2272"></span></p>
<p>A especialidade foi tão inovadora que durante mais de 10 anos praticamente não houve mercado de trabalho. Quando a Saúde da Família foi criada, com a colaboração da SBMFC, o Ministério da Saúde não exigiu a especialidade em medicina de família e comunidade como pré-requisitos para os médicos comporem as equipes. A SBMFC foi desativada em 1994, por falta de interesse, e só foi reativada em 2001, quando a estratégia já expandia por todo o país em ritmo acelerado. (<a href="http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/article/view/2" title="A Medicina de Família e Comunidade e sua entidade nacional: histórico e perspectivas">Falk (2004)</a>)</p>
<p>Depois de duas décadas de funcionamento intermitente, a SBMFC parece ter encontrado seu caminho, e vem ganhando cada vez mais força. <a href="http://www.sbmfc.org.br/default.asp?site_Acao=MostraPagina&#038;PaginaId=816" title="SBMFC 30 anos">Os programas de residência médica (especialização) em medicina de família e comunidade são os que mais crescem no Brasil</a>, a qualidade da <a href="http://www.rbmfc.org.br/" title="Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade">Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</a> melhora a olhos vistos, e o <a href="http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/2011/07/domhnall-macauley-bmj-prevencao.html" title="Domhnall MacAuley [BMJ]: prevenção quaternária e o 11º CBMFC">Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade impressiona até mesmo seus convidados internacionais</a>.</p>
<p>Mas o melhor indicador de sucesso da SBMFC é a qualidade de seus especialistas. Os médicos de família e comunidade têm um desempenho melhor que os médicos de outras especialidades (ou sem especialidade alguma), desempenho esse medido por um questionário criado por uma pediatra norte-americana e respondido tanto pelos profissionais quanto pelos usuários do serviço. Eu já tinha divulgado um <a href="http://leonardof.med.br/2010/12/24/especialidade-esta-associada-a-melhor-atencao-primaria-a-saude/" title="Especialidade está associada a melhor atenção primária à saúde">estudo nesse sentido realizado em Curitiba (PR)</a>, e agora trago a vocês outros dois, realizados <a href="http://hdl.handle.net/10183/18766" title="Percepção dos profissionais médicos e enfermeiros sobre a qualidade da atenção à saúde do adulto: comparação entre os serviços de atenção primária de Porto Alegre">em Porto Alegre (RS)</a> e <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011001200014" title="Avaliação da associação entre qualificação de médicos e enfermeiros em atenção primária em saúde e qualidade da atenção">Montes Claros (MG)</a>.</p>
<p>Médicos de outros países costumam dizer que a especialidade está seguindo o mesmo curso que em outros países, com um ciclo virtuoso de consolidação acadêmica, expansão do número de profissionais, e aumento do prestígio social. Os próximos 10 anos prometem!</q><br />
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		<title>Deputados concluem que Brasil gasta pouco com saúde pública</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 05:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Emenda 29]]></category>
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		<description><![CDATA[A verba é metade do que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). <a href="http://leonardof.med.br/2011/12/02/deputados-concluem-que-brasil-gasta-pouco-com-saude-publica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira, dia 23, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o relatório da subcomissão que tinha sido criada para estudar o financiamento do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr>. <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/205778-BRASIL-GASTA-MUITO-POUCO-COM-SAUDE,-CONCLUI-RELATORIO-APROVADO-EM-COMISSAO.html" title="Brasil gasta muito pouco com saúde, conclui relatório aprovado em comissão" class="broken_link">Nas palavras da Agência Câmara</a>:</p>
<blockquote><p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sistemas de cobertura universal, como o brasileiro, demandam entre 6,5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso brasileiro, somando-se os gastos das três esferas de governo [municipal, estadual e federal], chega-se a pouco mais de 3,6%, um valor próximo à metade do necessário.</p></blockquote>
<p>Na Saúde da Família, o resultado é pouco médico para atender a muita gente, exames que demoram para serem feitos, e muita dificuldade em conseguir a opinião de outros especialistas.</p>
<p>Agora que o deputados federais descobriram aquilo que a gente já sabia há muito tempo, resta ver se os senadores seguirão o mesmo caminho. Até porque <a href="http://leonardof.med.br/2011/04/28/regulamentacao-da-emenda-constitucional-n%c2%ba-29-sera-que-agora-vai/" title="Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29: será que agora vai?">é deles que depende, agora, a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29</a>, que deverá obrigar o governo federal a gastar mais com saúde.<br />
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		<title>Conheça a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 05:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A PNAB de 2011 manteve a essência da de 2006 e incorporou mudanças práticas e conceituais. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/26/conheca-a-nova-politica-nacional-de-atencao-basica-pnab/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde <a href="http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=24/10/2011&#038;jornal=1&#038;pagina=48" title="Diário Oficial da União, seção 1, página 48">acabou de publicar</a> uma nova Política Nacional de Atenção Básica, em substituição à edição de 2006. A nova PNAB manteve muito da anterior, e consolidou as mudanças que ocorreram desde então, como os <abbr title="núcleo de apoio à Saúde da Família">NASF</abbr>, as equipes de Saúde da Família ribeirinhas, o Programa Saúde na Escola, e a recente flexibilização da carga horária médica nas equipes de Saúde da Família, que abordei em <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/20/5%c2%aa-jornada-capixaba-de-medicina-de-familia-e-comunidade/" title="5ª Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade">minha apresentação da semana passada</a>.</p>
<p>No campo conceitual, a PNAB mantém a Saúde da Família como a estratégia recomendada para a &#8220;atenção básica&#8221;, que é como o Ministério da Saúde chama a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aten%C3%A7%C3%A3o_prim%C3%A1ria_%C3%A0_sa%C3%BAde" title="artigo da Wikipédia sobre a APS">atenção primária à saúde</a>. Mas, ao invés de falar apenas em &#8220;médico&#8221; nas equipes de Saúde da Família, fala em &#8220;médico generalista ou especialista em saúde da família ou médico de família e comunidade&#8221;.</p>
<p>Além disso, a nova PNAB já nasce consciente da conformação do <abbr title="Sistema Único de Saúde">SUS</abbr> em redes de atenção à saúde, que dão um destaque maior à importância (e à complexidade do trabalho) da atenção primária à saúde, e por isso mesmo são consideradas mais adequadas para enfrentar as doenças não transmissíveis. Vale lembrar que os médicos de família e comunidade são especialistas em atenção primária à saúde, e justamente por isso <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/03/medico-de-familia-e-comunidade-e-peca-chave-no-combate-as-doencas-nao-transmissiveis/" title="Médico de família e comunidade é peça-chave no combate às doenças não transmissíveis">são fundamentais no controle das doenças não transmissíveis</a>.</p>
<p><span id="more-2807"></span></p>
<p>As redes de atenção à saúde (como a Rede Cegonha) são o tipo de mudança que sempre acontece mais no papel do que na prática. Mesmo assim, já estamos caminhando nesse sentido há alguns anos, e a tendência é disso ser uma realidade cada vez maior. A maior dificuldade está no fato de que, enquanto alguns serviços são administrados pelos municípios, outros são administrados pelos estados.</p>
<p>E por falar em estados, a nova Política Nacional de Atenção Básica afirma que os estados deverão participar do financiamento da atenção primária à saúde — hoje em dia o dinheiro dos estados está nos hospitais e centros reginais de especialidade, quando muito. Essa já é uma discussão de vários meses, e a PNAB não estabeleceu valores, então não dá para saber o resultado prático para 2012.</p>
<p>O <abbr title="Programa Agentes Comunitários de Saúde">PACS</abbr> foi renomeado para estratégia, e foi considerado explicitamente uma forma de transição para a estratégia Saúde da Família. Não serão admitidas novas equipes com mais do que 12 <abbr title="agente comunitário de saúde">ACS</abbr>, mas as antigas (com até 30!) poderão continuar funcionando assim. Cada ACS continua sendo responsável por até 750 pessoas. Mas a maior notícia para os ACS veio mesmo foi de uma <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2011/prt0576_19_09_2011.html" title="Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Portaria nº 576, de 19 de setembro de 2011">outra portaria</a>, que exige a presença de pelo menos um ACS em cada equipe de atenção básica, mesmo se não for de Saúde da Família, como uma condição para a participação da equipe no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).</p>
<p>Voltando à PNAB, ficou faltando o apoio que o Ministério da Saúde tinha prometido para a criação de um plano de carreira para os trabalhadores da Saúde da Família. Para se dedicar à atenção primária à saúde, a pessoa precisa ter estabilidade, perspectiva de melhoria da remuneração, e a possibilidade de carregar isso consigo para outro município. Espero que o assunto seja resolvido em alguma outra portaria.</p>
<p>Outra questão, que por enquanto também fica só na esperança, é o limite de pessoas sob os cuidados de cada equipe de Saúde da Família. Em 2006 a PNAB original já estabelecia um limite máximo de 4000 pessoas, mas desconheço qualquer município que tenha tido o repasse cortado por desrespeito a essa norma. (E olha que os médicos de família e comunidade defendem um limite de 2000 pessoas!)</p>
<p>A nova PNAB manteve o limite&#8230; Agora é pedir ao Papai Noel para o Ministério da Saúde começar a levar a sério suas próprias portarias.<br />
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		<title>5ª Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade</title>
		<link>http://leonardof.med.br/2011/10/20/5%c2%aa-jornada-capixaba-de-medicina-de-familia-e-comunidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 05:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Família]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã começará mais um evento da especialidade no Espírito Santo, e eu terei a honra de ser um dos palestrantes. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/20/5%c2%aa-jornada-capixaba-de-medicina-de-familia-e-comunidade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã participarei de mais uma Jornada Capixaba de Medicina de Família e Comunidade. Dessa vez a programação se estendeu por dois dias: além de uma mesa redonda sobre avaliação geriátrica ampla e outra sobre o mercado de trabalho público e privado, teremos ainda um painel sobre internato rural, a cargo da Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade, e um minicurso de habilidades de comunicação.</p>
<p><a href="http://leonardof.med.br/2010/09/27/iv-jornada-de-medicina-de-familia-e-comunidade/" title="IV Jornada de Medicina de Familia e Comunidade">Ano passado participei como moderador de um debate</a>; esse ano vou palestrar sobre as novas portarias do Ministério da Saúde com relação à Saúde da Família e à atenção primária à saúde como um todo. Para conferir a programação, acesse a <a href="http://www.ames.org.br/default.asp" title="Ames">página da Associação Médica do Espírito Santo</a>.</p>
<p>Amanhã pretendo acrescentar aqui um link para a minha apresentação.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> <a href="http://arquivos.leonardof.med.br/Doutor_Leonardo_Portarias_ministeriais_recentes_relativas_%C3%A0_aten%C3%A7%C3%A3o_prim%C3%A1ria.odp" title="Portarias ministeriais recentes relativas à atenção primária: análise crítica">clique aqui</a> para baixar a apresentação, em formato ODP. Para abrir a apresentação, instale gratuitamente o <a href="http://pt-br.libreoffice.org/">LibreOffice</a> ou outro aplicativo compatível com o formato <span lang="en">OpenDocument</span>.<br />
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</ul>
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		<title>Agente comunitário de saúde pode medir a pressão arterial?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 06:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[agente comunitário de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[O controle da pressão arterial pelo ACS é efetivo, mas esse não deveria ser o foco de seu trabalho. <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/10/agente-comunitario-de-saude-pode-medir-a-pressao-arterial/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um leitor me enviou o seguinte pedido:</p>
<blockquote><p>Doutor, solicito que se inicie uma campanha para que todo agente de saúde seja capacitado para pelo menos verificar a pressão arterial, pois daí seríamos melhor recebidos em todas as residências. [...]</p></blockquote>
<p>Isso é uma coisa que muda muito de uma cidade para outra; a cidade gaúcha de Nova Petrópolis, por exemplo, tem uma <a href="http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/article/view/46" title="A avaliação da pressão arterial por agentes comunitários pode ser uma estratégia útil para o cuidado da saúde?">experiência bem documentada</a> de ensinar os agentes comunitários de saúde a medir a pressão arterial. Além disso, algumas cidades dos Estados Unidos passaram a contar com agentes comunitários de saúde (mais sobre isso outro dia), e lá medir a pressão arterial é uma das principais funções do agente.</p>
<p>A <a href="http://leonardof.med.br/2010/10/10/o-papel-do-agente-comunitario-de-saude-no-sus/" title="O papel do agente comunitário de saúde no SUS">profissão dos agentes comunitários de saúde foi criada décadas atrás</a> para melhorar a saúde materno-infantil de populações carentes, e combater doenças transmissíveis como a diarreia e a pneumonia. Mas hoje em dia a situação de saúde mudou; infarto, derrame e outras <a href="http://leonardof.med.br/2011/09/27/onde-esta-a-epidemia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/" title="Onde está a epidemia de doenças crônicas não transmissíveis?">doenças não transmissíveis são as principais causas de morte precoce e incapacidade no Brasil</a>. <strong>O agente comunitário de saúde precisa estar preparado para ajudar no controle das doenças não transmissíveis</strong>.</p>
<p><span id="more-2690"></span></p>
<p>Medir a pressão arterial é fácil, dá para ensinar a praticamente qualquer um. Além disso, existem evidências (fracas) de que a verificação rotineira da pressão arterial pelos agentes comunitários de saúde seja uma forma efetiva de melhorar a <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21914989" title="Effectiveness of community health workers in Brazil: a systematic review.">detecção</a> e o <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1508657/" title="Linking community-based blood pressure measurement to clinical care: a randomized controlled trial of outreach and tracking by community health workers.">controle</a> da hipertensão arterial.</p>
<p>Mas, meu caro leitor, a segunda parte da sua mensagem me deixou muito preocupado. Você está dependendo de medir pressão para ser aceito na casa das pessoas?</p>
<p>O agente comunitário de saúde deve ser uma ponte entre as pessoas e o sistema de saúde. A população deveria ver no agente de saúde um cúmplice, um aliado dentro da unidade de saúde. Vários estudos mostram que as pessoas acreditam mais nos seus semelhantes, e essa é a força do agente comunitário de saúde. Se for para um funcionário da unidade de saúde ir medir a pressão arterial, por que não mandar um auxiliar de enfermagem?</p>
<p>PS: Parece que novamente me esqueci de mencionar em tempo o dia do ACS&#8230; Espero que este artigo, e <a href="http://leonardof.med.br/2011/10/05/comissao-de-deputados-aprova-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/" title="Comissão de deputados aprova piso salarial dos agentes comunitários de saúde">aquele sobre o piso salarial</a>, compensem a omissão.<br />
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</ul>
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