Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher

As mulheres têm uma presença constante na assistência à saúde, seja como profissionais, seja como pacientes. Qualquer antessala de médico tem duas vezes mais mulheres que homens. Por isso, aproveito o Dia Internacional da Mulher para divulgar quais são os fatores de risco modificáveis que mais tiram anos de vida e que mais trazem incapacidade para as mulheres brasileiras.

  • Sobrepeso e obesidade: Esse é um dos poucos fatores de risco que afeta mais as mulheres que os homens. Apesar da obesidade, definida como IMC maior que 30, ser mais grave que o sobrepeso (IMC entre 25 e 30), este traz uma carga de doença ainda maior, porque existem mais pessoas com sobrepeso que obesas. (Leia também: Como saber se você está acima do peso ideal.)
  • Glicose alta: A diabetes e a pré-diabetes são um dos maiores problemas de saúde pública, causando morte e incapacidade não apenas através da diabetes em si, mas também através de uma série de doenças como o derrame (acidente vascular cerebral) e o infarto. (Leia também: Como prevenir o diabetes mellitus.)
  • Pressão alta: Quanto maior a pressão, maior o estrago. Ter pressão de 16 por 10 é pior que 14 por 9, que é pior que 12 por 8, que é pior que 10 por 7. Pessoas com pressão menor que 14 por 9 não têm indicação de tratamento com medicamentos, mas é nelas que acontece metade dos problemas decorrentes da pressão arterial elevada. (Leia também: Como prevenir e controlar a hipertensão arterial.)
  • Uso de álcool: O álcool causa um estrago cinco vezes menor na população feminina do que na masculina, mas mesmo assim é um dos principais causadores de perda de anos de vida saudável entre as mulheres brasileiras. Além do alcoolismo, o álcool em excesso também prejudica a saúde de várias maneiras, mesmo se tomado apenas em ocasiões sociais. (Leia também: Você sabe beber com moderação?.)
  • Sexo sem camisinha: A relação sexual entre homem e mulher é a principal forma de transmissão do HIV no Brasil, de forma que a proporção de mulheres com AIDS cresce assustadoramente. Isso sem contar com a infertilidade devida à gonorreia e à clamídia, com o câncer de útero causado pelo HPV, e com a sífilis. (Leia também: África testa anel vaginal para prevenir transmissão sexual do HIV.)
  • Falta de atividade física: Além do infarto, do derrame cerebral e do diabetes, o sedentarismo aumenta o risco da pessoa desenvolver câncer de mama e de intestino grosso.
  • Falta de aleitamento materno: O aleitamento materno protege a mãe contra câncer de mama, além de ser o principal fator de proteção contra a mortalidade infantil. Na verdade, o aleitamento materno tem uma série de vantagens, mas vou deixar para outros artigos. (Leia também: Conheça os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mãe.)
  • Falta de água tratada, esgoto ou higiene: Esse fator de risco é responsável por todos os casos de verminose, a maioria dos casos de diarreia, e boa parte de uma série de doenças como hepatite A e dengue. (Leia também: Eleições 2010: como usar seu voto para prevenir a dengue.)
  • Uso de tabaco: O tabagismo é pelo menos tão prejudicial para uma mulher quanto para um homem, e à medida que cada vez mais mulheres jovens fumam, o problema só tende a aumentar. Para piorar, o uso de anticoncepcionais interage com o tabagismo, aumentando mais ainda o risco de infarto e outros tipos de trombose. (Leia também: 10 motivos para parar de fumar.)
  • Colesterol alto: As dislipidemias são um dos principais fatores de risco evitáveis para as doenças do aparelho circulatório, que por sua vez são a principal causa de morte das mulheres brasileiras e de boa parte do resto do mundo. Novamente, mais da metade da carga de doença decorrente do colesterol alto acontece em pessoas abaixo do ponto de corte para o tratamento com medicamentos.

As informações foram obtidas de uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que levou em consideração não apenas o risco individual das pessoas que têm esses fatores de risco, mas também o número de pessoas afetadas. Além disso, o estudo não se limitou a estudar o número de óbitos causados por cada fator de risco, mas também a idade em que a morte acontece e a grau de incapacidade das pessoas doentes. Nessa publicação o Brasil é estudado em conjunto com outros países em vias de desenvolvimento na América Latina, que foram considerados como tendo um perfil de saúde semelhante.

Uma das conclusões mais interessantes do documento é que os níveis de saúde da mulher brasileira são maiores que os dos homens. Já é conhecido há muito tempo que o índice de mortes das mulheres é menor que o dos homens em todas as faixas etárias, e agora podemos dizer que a precocidade dos óbitos e a incapacidade também é menor. Certamente que isso reflete, em parte, a menor exposição da mulher à violência letal, como homicídios e acidentes de trânsito, mas também uma maior preocupação com a própria saúde e um maior contato com os serviços de saúde.

Não perca a sequência desse artigo, a ser publicada na próxima semana, divulgando os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil, levando em consideração tanto a população masculina quanto a feminina, e trazendo novas considerações sobre o assunto.

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  5. Leonardo Melanino

    Todos os extremos devem ser evitados, como bradicardias e taquicardias, hipocolesterolemias e hipercolesterolemias, hipoglicemias e hiperglicemias, hipoinsulinemias e hiperinsulinemias, hipopieses e hiperpieses, esqualidezes e obesidades, sedentariedades e vigorexias, e assim sucessivamente, pois nenhuns destes índices devem estar nem altos e nem baixos, pois eles são maléficos a nossas saúdes.

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