O Brasil está livre do sarampo

A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) confirmou que o Brasil se tornou o primeiro país das Américas a eliminar o sarampo. A última vez que alguém pegou sarampo no Brasil foi em 2000, em Minas Gerais. Desde então já foram confirmados 67 casos, todos eles importados, ou seja, essas pessoas contraíram a doença fora do país.

Erupção cutânea típica do sarampo (exantema morbiliforme)

© CDC (domínio público)

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casos confirmados de sarampo diminuiu 99% nas Américas entre 1998 e 2009. Eduardo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, defende que todos os países do mundo assumam o compromisso de erradicar o sarampo, até para evitar que o Brasil e outros países das Américas recebam casos importados da doença.

Lembro-me de um professor da faculdade falando Não existe isso de ‘sarampinho’. A maioria das pessoas se lembra do sarampo como uma infecção viral autolimitada, própria da infância, mas a nota oficial afirma que o sarampo era letal em 5% dos casos, na década de 70. Suponho que essa letalidade tenha diminuído nas décadas seguintes, já que a desnutrição aumenta em muito a gravidade do sarampo.

Hoje posso dizer que sei tanto de sarampo quanto de varíola. Estudei várias vezes nos livros, mas nunca precisei atender um paciente. Espero continuar assim.

2 ideias sobre “O Brasil está livre do sarampo

  1. Leonardo Savassi

    A Saúde Pública brasileira vem conquistando vitórias, e somente um cego não percebe que o Sistema Único de Saúde avança a passos largos.
    O pior cego é o que usa a Saúde Suplementar e se mete a falar do SUS.
    Sarampo? Isso é coisa daqueles países atrasados da Europa.

    Abraço,
    LSavassi

    Responder
    1. Leonardo Fontenelle Autor do post

      E digo mais… Se a pessoa precisasse escolher entre plano de saúde e SUS, a grande maioria dos planos de saúde seria inviável. É muito comum que pessoas com plano de saúde procurem a unidade básica de saúde porque é mais próxima, porque não exige co-pagamento, ou simplesmente porque serão melhor atendidas.

      Responder

Deixe uma resposta