Erramos: você gastaria 15 MIL reais para ganhar um ano de vida?

Preciso admitir que cometi um grave engano em meu artigo Você gastaria 15 reais para ganhar um ano de vida?. Ao contrário do que disse, um programa de vacinação infantil contra a varicela não custaria R$ 15 para cada ano de vida ganho, e sim R$ 15 mil para cada ano de vida ganho.

O motivo é muito simples. No resumo do artigo científico está escrito: The program is cost-effective (R$ 14,749 and R$ 16,582 per life-year saved under the societal and the healthcare system’s perspective, respectively). Apesar dos valores estarem registrados em reais, a vírgula aí é o separador de milhares, como é de praxe na língua inglesa.

Confesso que a maior motivação para escrever aquele artigo foi o custo aparentemente irrisório para um benefício tão grande. Era bom demais para ser verdade, e não fazia sentido algum que até hoje a vacina não tivesse sido adotada no SUS. Agora tudo faz mais sentido. Hoje em dia, eu já dispensaria a vacina de catapora em favor da mamografia anual para mulheres de 40 a 49 anos de idade, que tem uma melhor custo-efetividade (custo-benefício).

Eu poderia simplesmente corrigir o erro no artigo, para atender aos futuros visitantes enviados pelo Google. Mas fiz questão de publicar esta errata em respeito aos meus cada vez mais numerosos assinantes, que sem isso persistiriam com a impressão de que a vacinação contra a varicela seria surrealmente custo-efetiva.

6 ideias sobre “Erramos: você gastaria 15 MIL reais para ganhar um ano de vida?

  1. camila ferreira

    Qual o indice dessa doença no país?? eu não sou contra a vacinas, mããss, sou reticente…por exemplo a H1N1 que não foi totalmente, ou não teve tempo suficiente para ser testada. sabe-se lá o que tinha na composição? eu não tenho laboratório em casa e não confio plenamente em industria farmacêutica versus políticos amibiciosos.

    Valeu

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    1. Leonardo Fontenelle Autor do post

      Camlia, praticamente todo o mundo pega catapora no Brasil — e em outros países. Uma vez li um levantamento com mulheres adultas que diziam nunca ter contraído vericela, e 80% delas tinham exames de sangue que mostravam que elas já tinham tido contato com a doença, mesmo que talvez não tenham tido sintomas.

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