Você conhece o acesso avançado?

Acesso avançado é uma forma de organizar a agenda das unidades básicas de saúde. O princípio é fazer hoje o trabalho de hoje; em situações excepcionais o atendimento pode demorar no máximo uma semana. E quando digo atendimento, não é uma avaliação inicial para depois o problema ser resolvido (como se faz no acolhimento com classificação de risco, proposto pela política de humanização do SUS desde 2006). É atendimento mesmo.

Um conceito central do acesso avançado é que, se você arregaçar as mangas, não haverá serviço acumulado. Mas o acesso avançado não é mágica, então existem uma série de prerrequisitos para que ele funcione, e armadilhas a serem evitadas. É por isso que a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba publicou essa cartilha sobre acesso avançado. Leitura mais do que recomendada!

Você acredita que o acesso avançado poderia ser implementado em sua unidade básica de saúde? Como seria isso? Deixe seu comentário!

3 ideias sobre “Você conhece o acesso avançado?

  1. camila

    Boa noite doutor,
    Gostaria de saber uma coisa
    Minha menstruacao atrasou 1 mes ai depois veio 2 dia
    s e parou veio bem ralinha
    E agora to sentindo muita dor na barriga na região do umbigo.
    E um corrimento branco q esta descendo muito chega ate molhar.
    Doutor sera q estou grávida?

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  2. luciana

    Esse acesso avançado daria certo em uma UBS tradicional com o território de 70 mil habitantes ? Gostaria de ter mais informações.

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    1. Leonardo Fontenelle Autor do post

      Luciana, não é necessário implementar a estratégia Saúde da Família ou contar com médicos de família e comunidade para adotar o acesso avançado. É necessário implementar o que a Política Nacional de Atenção Básica, coisa que poucas UBS tradicionais fazem. Para começar, o acesso avançado só faz sentido em unidades básicas de saúde que tenham uma população adscrita bem definida. Além disso, é importante lembrar que acesso avançado não é sinônimo de pronto-atendimento. Uma UBS com acesso avançado ainda precisa de vínculo, integralidade e coordenação do cuidado.

      Por fim, acho bom lembrar que é necessário ter recursos humanos suficientes. As UBS da ESF costumam ter um médico de 40 horas para cada ~ 3 mil pessoas, o que significaria cerca de 27 médicos de 20 para 70 mil pessoas. Além disso, nas UBS da ESF que implementam o acesso avançado que conheço e que adotaram o acesso avançado, as enfermeiras dividem com os médicos o atendimento à demanda espontânea.

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