Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo?

A osteoporose não dói, mas aumenta silenciosamente o risco de fraturas espontâneas ou por quedas da própria altura. Por isso, cientistas do Reino Unido ligados à Colaboração Cochrane realizaram uma revisão sistemática das pesquisas que abordaram a eficácia dos suplementos de cálcio e vitamina D sobre o risco de fratura por osteoporose.

Fotografia de vidro quebrado contra o sol

Duas pesquisas, realizadas em asilos franceses, tiveram resultados realmente animadores. Os idosos que usaram o suplemento tiveram um risco 25% menor de fraturas de quadril, que são justamente as fraturas com maior impacto sobre a mobilidade e a expectativa de vida.

Já os estudos realizados na comunidade não encontraram benefício algum. Foram 6 pesquisas, envolvendo 43 mil pessoas, a maioria delas de alto risco (por exemplo, antecedente de fratura espontânea), e mesma assim não foi comprovada diferença entre as fraturas com e sem suplementos. Isso vale tanto para as fraturas de quadril quanto para as outras, como as de coluna vertebral.

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Falar com o carona é tão perigoso quanto ao celular

Como eu já disse na semana passada, o uso do celular aumenta em 4 vezes o risco do motorista se envolver num acidente. Para piorar a situação, não adianta usar o viva-voz: o risco é o mesmo. Resolvi então conferir se conversar com o carona não aumentaria o risco de acidentes também, e encontrei esse artigo publicado pela revista científica Transportation Research Part F: Traffic Psychology and Behaviour.

Motorista conversando com o carona e gesticulando.

Pesquisadores da Universidade Ege, na Turquia, avaliaram o desempenho de motoristas e chegaram à conclusão de que conversar com o carona é tão prejudicial quanto conversar através do celular (viva-voz). A reação dos motoristas fica mais lenta, e eles têm menos sucesso em tarefas que envolvam atenção ou percepção periférica. Quando a conversa é complexa, a percepção periférica fica ainda mais prejudicada.

Vale a pena reparar que a conversa com o carona foi mantida num ritmo constante, independentemente do que estivesse acontecendo no trânsito. Os pesquisadores justificaram que isso foi de propósito, para ter certeza de que qualquer diferença encontrada fosse causada pela presença ou não da pessoa com quem o motorista estivesse falando. Mas, ao mesmo tempo, isso limita a aplicação da pesquisa na vida real. Conversar com o carona atrapalha o motorista, mas nessa situação é mais fácil interromper um pouco a conversa (quando o trânsito exige mais atenção) do que numa conversa por celular.

Celular também atrapalha pedestres

Imagine que você está tentando atravessar o cruzamento de uma rua movimentada, e de repente vê um palhaço de circo pedalando um monociclo. Uma cena e tanto, concorda? Uma pesquisa científica publicada na revista Applied Cognitive Psychology chegou à conclusão de que as pessoas que estão falando ao celular prestam pouca atenção ao seu redor — tão pouca que têm uma probabilidade menor de ver o palhaço no cruzamento com o monociclo.

Homem falando ao celular.

Uma experiência realizada pela Universidade de Illinois (EUA) descobriu ainda que o uso do celular faz com que a pessoa demore mais para perceber que pode atravessar a rua, e demore mais para percorrer a distância entre as calçadas. Além disso, pesquisas realizadas pela Universidade de New South Wales (Austrália) e pela Universidade do Estado do Ohio (EUA) observaram que os pedestres que estão usando o celular atravessam a rua de forma menos segura, por exemplo sem esperar os carros passarem ou mesmo sem olhar para os carros antes de atravessar a rua.

Ainda não sabemos ao certo se o uso do celular aumenta o risco de tumor cerebral, mas já sabemos que os tumores cerebrais são muito menos frequentes que os acidentes de trânsito. Todo o mundo sabe que o uso do telefone celular pelo motorista aumenta em 4 vezes o risco de uma colisão, mas tudo indica que os pedestres também precisem tomar cuidado, principalmente na hora de atravessar a rua.

Na próxima semana escreverei de novo sobre acidentes de trânsito, mais especificamente um fator que prejudica a atenção do motorista tanto quanto o uso do celular. Acompanhe!

Atualização: saiu o artigo: Falar com o carona é tão perigoso quanto ao celular.

Exercícios físicos previnem quedas em idosos

Há muito tempo se acredita que os exercícios físicos sejam capazes de melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Mais especificamente, recomenda-se que os idosos pratiquem tanto exercícios aeróbicos (caminhada) quanto treinamento de equilíbrio e exercícios de força e resistência (musculação).

Casal de idosos andando de bicicleta numa área rural.

Pesquisadores australianos resolveram verificar até que ponto esse consenso encontra respaldo nas evidências científicas, e descobriram uma série de estudos clínicos confirmando que exercícios físicos multimodais são capazes de prevenir quedas em idosos. Além disso, existe alguma evidência também de efeito sobre a qualidade de vida, capacidade funcional (autonomia), e aptidão física.

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Para que usar cinto de segurança no banco de trás?

Andar no banco de trás do carro diminui o risco num acidente de trânsito. Pesquisadores dos EUA confirmaram em 2004 que passageiros dos assentos traseiros têm risco 39% menor de morrer numa batida de carro, quando comparados a passageiros dos assentos dianteiros. Contando tanto as mortes quanto as lesões graves, ocupar o assento traseiro diminui o risco em 33%. Vai ver é por isso que as pessoas não usam cinto de segurança no banco de trás.

Pessoas com cinto de segurança no assento traseiro

O Código Nacional de Trânsito tornou obrigatório o uso do cinto de segurança no final do século passado, sem exceção para os passageiros do banco de trás. Mesmo assim, a maioria das pessoas entendeu que o cinto de segurança só seria necessário para o motorista e o carona, até porque a fiscalização só estava multando quem não usava o cinto de segurança no banco da frente.

Deixando a lei um pouco de lado, será que o cinto de segurança realmente protege quem vai no banco de trás?

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O efeito do horário de verão na nossa saúde

O horário de verão 2010/2011 começa dia 17 de outubro e termina dia 20 de fevereiro. Felizmente o Brasil passou a ter o período do horário de verão estipulado em lei, sem variar de um ano para o outro, mas suspeito de que muita gente continua não gostando mesmo assim. Por isso, corri atrás dos estudos científicos para saber se realmente o horário de verão faz mal à saúde, como dizem por aí.

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Ministério da saúde aumenta lista de doenças de notificação compulsória

Ontem (1) o Ministério da Saúde publicou a Portaria 2472, de 31 de agosto de 2010, que amplia a lista de doenças, agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória e regulamenta o sistema correspondente. Confira os novos itens da lista:

  • Acidentes com animais peçonhentos
  • Atendimento antirrábico
  • Esquistossomose
  • Intoxicações exógenas agrotóxicos, metais pesados e outros
  • Sífilis adquirida
  • Síndrome do corrimento uretral masculino

A nota do Ministério da Saúde à imprensa aponta para o texto integral da portaria.

Acredito que a informação será mais útil para os profissionais de saúde. Mas qualquer um pode atualizar a página da Wikipédia sobre notificação compulsória. Além disso, é bom lembrar todo o Brasil de que, em certas doenças, o médico é obrigado a notificar sua ocorrência à Vigilância Sanitária, mesmo que o atendimento ocorra num consultório médico ou hospital particulares.

As 10 principais doenças do homem no Brasil (corrigido)

Quando se fala em um homem ir a uma consulta médica, muitas pessoas pensam logo no exame de próstata. Primeiro, o próprio Instituto Nacional do Câncer (Inca) não recomenda que se faça toque retal ou dosagem de PSA no sangue como rotina. Segundo, o homem brasileiro tem uma série de doenças mais importantes, qualquer que seja o critério adotado. Por isso, compilei uma lista das doenças que mais comprometem a saúde do homem brasileiro, usando como critério a carga de doença (que considera os anos de vida perdidos, o grau de incapacidade dos sobreviventes, e o número de pessoas afetadas). O número entre parênteses é a proporção da carga de doença do homem brasileiro que é atribuída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) àquela doença.

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