Efeito da glicosamina sobre o diabetes mellitus tipo 2

A glicosamina é um medicamento muito usado no tratamento da osteoartrose de joelhos, ainda que sua eficácia seja controversa. Repare que a osteoartrose atinge principalmente as pessoas idosas e/ou obesas, justamente aquelas com maior risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2. Para piorar a situação, estudos com animais e depois com humanos mostraram que a glicosamina aumenta a resistência à insulina, que é justamente o mecanismo de base do diabetes mellitus tipo 2!

Molécula de glicosamina

A revista científica Diabetes: metabolism research and reviews publicou em janeiro deste ano uma revisão de literatura envolvendo todo tipo de estudo sobre a relação entre a glicosamina e o diabetes — desde estudos in vitro (em tubos de ensaio, por assim dizer) até estudos clínicos de grande porte com humanos. Em resumo, a glicosamina interfere, sim, no metabolismo da glicose, mas apenas em doses muito superiores àquelas usadas para o tratamento da osteoartrose.

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Ter uma saúde perfeita não é normal

Quase 2 mil norte-americanos de meia-idade responderam a um questionário sobre o quão saudável era seu estilo de vida. O resultado é ainda pior do que se esperava: apenas um, dos 1933 entrevistados, apresentava os 7 componentes de uma vida saudável do ponto de vista cardiovascular (cardíaco e circulatório). Em média, os brancos tinham 2,6 componentes do estilo de vida saudável, enquanto os negros estavam ainda pior, com uma média de apenas 2,0 componentes.

Radiografia de tórax, com o espaço dos pulmões em vermelho.

A pesquisa é melhor entendida no contexto do projeto da American Heart Association: Até 2020, melhorar a saúde cardiovascular de todos os [norte-]americanos em 20%, reduzindo em 20% as mortes cardiovasculares e por derrame. Para fins desse projeto, a saúde cardiovascular (do coração e da circulação) é medida através do cumprimento dos 7 critérios a seguir:

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As 10 principais doenças dos idosos no Brasil

De acordo com o IBGE, 3 em cada 4 idosos têm alguma doença crônica, ou seja, uma doença de curso arrastado, boa parte delas incurável. As doenças infecciosas e os acidentes continuam a ser importantes, mas a maior parte da carga de doença da terceira idade no Brasil é por causa das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus e as consequências da hipertensão arterial.

Fotografia de mulher idosa nordestina

Essas são as 10 doenças que mais prejudicam a saúde dos idosos brasileiros:

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As 10 principais doenças da mulher brasileira (corrigido)

Depois de ter listado as 10 principais doenças do homem brasileiro, eu não poderia deixar de contemplar também as mulheres com um artigo semelhante. Até porque as mulheres procuram os serviços de saúde com mais frequência, além de estarem em contato mais direto com os agentes comunitários de saúde.

Os números entre parênteses são a proporção da carga de doença da mulher brasileira atribuída a cada doença.

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Por que os homens morrem mais cedo?

Hoje se completa um ano desde que o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional da Saúde do Homem. (Leia a nota publicada em 2009.) Todo o mundo o mundo viu na televisão o que os médicos já sabiam havia muito tempo: o homem morre mais cedo que a mulher. Quando a política foi lançada, a expectativa de vida ao nascer dos homens era estimada em 7,6 anos a menos que a das mulheres.

O engraçado é que os homens morrem mais cedo, mas adoecem menos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um homem brasileiro que nascesse em 2002 teria uma uma expectativa de passar 13,0% de sua vida, ou seja, 8,5 anos com algum grau de incapacidade (que é uma forma de medir a gravidade das doenças). Já uma mulher que nascesse naquele mesmo ano teria uma expectativa de passar 9,8 anos com incapacidade, ou seja 13,6% de sua expectativa total de vida.

A maioria dos consultórios médicos recebe mulheres com muito mais frequência do que homens. Além de adoecer mais, as mulheres vão ao médico com mais facilidade que os homens, seja por motivos culturais, seja por motivos trabalhistas. Quando o agente comunitário de saúde visita uma família, é quase sempre a mulher que o atende, mesmo que o homem esteja em casa.

Pensando em ajudar todos a olhar um pouco mais para a saúde do homem, trago aqui uma análise dos 10 principais fatores de risco para a saúde do homem brasileiro. Para dar uma dimensão da importância de cada fator de risco, anotei entre parênteses a proporção da carga de doença da população masculina que é causada por aquele fator de risco.

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Como está sua alimentação?

Graças ao blog Nutrição Para Todos, fiquei sabendo que o Ministério da Saúde disponibilizou um teste online para as pessoas avaliarem a qualidade de sua própria alimentação. O teste é construído com base no conceito de pirâmide alimentar, que é de fácil compreensão pelas pessoas, além de ser o mais adotado pelos profissionais de saúde. Por exemplo, a pirâmide alimentar foi adotada em pelo menos um dos dois principais estudos da prevenção do diabetes mellitus. (Leia também: Como prevenir o diabetes mellitus.)

O teste online é igual àquele incluído na versão de bolso do Guia Alimentar da População Brasileira, que divulguei poucos meses atrás. Como o teste só dá o resultado total, é bom ler depois o guia para saber qual parte da alimentação precisa ser melhorada, e como.

Como prevenir o diabetes mellitus

O aumento da taxa de glicose no sangue é um dos fatores de risco que mais causam mortes precoces e incapacidade no Brasil. Existem sintomas sugestivos de diabetes, mas o melhor é descobrir a doença logo no começo. A pessoa com risco aumentado de desenvolver diabetes pode e deve fazer exames, mas não é só isso. Também é possível prevenir o diabetes mellitus.

A prevenção do diabetes envolve medidas capazes de diminuir outros fatores de risco para doenças cardíacas. Estudos preliminares indicam inclusive que os pré-diabéticos que entram em programas de prevenção do diabetes têm menores taxas de complicações do aparelho circulatório.

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Quem tem risco de ter diabetes mellitus

Existem sintomas típicos de diabetes, mas o ideal é fazer o diagnóstico precoce, antes da doença começar a se manifestar. Os exames periódicos de sangue são ainda mais importante para as pessoas com algum fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.

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Conheça os sintomas do diabetes mellitus

Dia 26 de junho é o Dia Nacional do Diabetes, e por isso resolvi escrever uma série de artigos sobre o assunto. Muitas pessoas, quando sentem algo, param para pensar se isso não pode ser um indício de diabetes, e por isso adotei os sintomas da doença como o assunto para o primeiro artigo.

Ao contrário do que muita gente acredita, obesidade não é um sinal de diabetes mellitus. O que o excesso de peso faz é aumentar o risco de diabetes! (Leia também: Como saber se você está acima do peso ideal.)

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Conheça os 10 maiores fatores de risco para a saúde da mulher

As mulheres têm uma presença constante na assistência à saúde, seja como profissionais, seja como pacientes. Qualquer antessala de médico tem duas vezes mais mulheres que homens. Por isso, aproveito o Dia Internacional da Mulher para divulgar quais são os fatores de risco modificáveis que mais tiram anos de vida e que mais trazem incapacidade para as mulheres brasileiras.

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